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Salvador Sartori
Nascimento 1827
Vicenza
Cidadania Brasil
Ocupação político
Assinatura
Assinatura salvador sartori.jpg

Salvatore Sartori, conhecido no Brasil como Salvador Sartori (Vicenza, 20 de outubro de 1827 — Caxias do Sul, 8 de julho de 1899) foi um político e comerciante ítalo-brasileiro.

Depois de uma bem-sucedida carreira como empreiteiro de estradas na Itália, acabou tendo dificuldades e decidiu emigrar para a América. Foi um dos fundadores de Caxias, fez fortuna no comércio, foi líder católico e se tornou político influente. Um dos fundadores do Partido Republicano Riograndense na vila em formação, foi indicado membro da primeira Junta Governativa por ocasião da emancipação do município, e depois integrou o primeiro Conselho Municipal, participando da elaboração de leis fundamentais para a organização da comunidade. Ganhou grande projeção na sociedade local e deu origem a uma prolífica descendência, com vários membros notórios. Apesar da sua posição de relevo, sua vida é pouco conhecida e mal documentada.

Família e passado na ItáliaEditar

 
Brasão da família Sartori de Vicenza.
 
Angela Zancaner, esposa de Salvador.

Salvador nasceu em Vicenza,[1] filho de Angelo Sartori e Giacomina Toffolon.[2] Seu tronco familiar tem grande antiguidade. Segundo as fontes mais seguras, os Sartori vicentinos tiveram como fundadores membros do séquito do bispo florentino Andrea dei Mozzi.[3] Depois de se ver envolvido em um escândalo, que fez Dante Alighieri colocá-lo no Inferno da sua Divina Comédia, mas que hoje é objeto de ceticismo,[4] em 1295 o bispo foi transferido para a sede vacante de Vicenza, sendo acompanhado por uma corte, da qual faziam parte os Sartori, que receberam feudo na comuna de Roana, uma das Sete Comunas do planalto vicentino, ao mesmo tempo ingressando na nobreza de Vicenza como vassalos dos sucessivos bispos locais.[3][5][6] A família logo adquiriu proeminência e grandes posses na região,[6] e foram agregados também ao patriciado de Vicenza em 1581.[7] A partir do núcleo das Sete Comunas e Vicenza, os Sartori produziram vasta descendência, ingressando no patriciado ou na nobreza de várias comunas da província de Vicenza e da República de Veneza, e dando muitos membros notáveis,[8][9][7][10][11][12][13][14] sendo atestados na nobreza vicentina até o fim do século XIX.[15]

Pouco se sabe sobre a vida de Salvador antes de ele chegar ao Brasil, e mesmo ali sua história é pobremente documentada. A imprensa mal esboçava um nascimento na cidade, e a documentação do Conselho Municipal, do qual fez parte, justamente aquela referente ao período em que atuou, foi em sua maioria perdida num incêndio.[16]

Deixou Vicenza algum tempo antes de completar 27 anos, aparentemente em virtude da agitação política, social e militar daquela época. A comuna sofreu violenta ocupação austríaca entre 1848 e 1866 e testemunhou neste período diversas revoltas populares.[17] Em 1854 já é assinalado na paróquia de Vas, casando com Angela Zancaner, em seguida se estabelecendo na comuna de Cornuda, que fica próxima. Angela lhe daria onze filhos: Ludovico, Lino, Amalia, Carolina, Maria, Luigi, Alberto, Massimo, Guerino, Settimo e Attilio. Attilio já nasceu no Brasil.[2] Segundo lembranças preservadas por seu bisneto Ludovico Beretta Sartori, ele era sócio em uma empreiteira especializada em construção de estradas, mas por alguma razão seu companheiro no negócio entrou em conflito com as autoridades de Cornuda, prejudicando os seus interesses. Diante de uma situação adversa, e seduzido por uma propaganda enganosa dos agentes da colonização italiana no Brasil, que lhe prometeram grandes facilidades no Novo Mundo, vendeu todos os seus bens e investimentos, que ainda eram expressivos, e decidiu buscar vida nova na América.[16]

A vida no BrasilEditar

 Ver artigo principal: Junta Governativa de Caxias do Sul

Chegou a Caxias do Sul em 20 de fevereiro de 1879, na grande onda imigratória do fim do século XIX, participando dos trabalhos de fundação da cidade.[2] Ao chegar não havia mais lotes disponíveis na sede urbana, então fixou-se primeiramente no Travessão Umberto I da Sexta Légua, junto com outros familiares. Porém, com os recursos que trouxe, em poucos anos montou um grande comércio na praça Dante Alighieri, o centro do nascente povoado, onde passou a residir.[18][2] Com efeito, em 1883 já é citado como dono de um "negócio" e uma padaria.[19]

Na época de fundação, em que tudo era improvisado, os comerciantes, antes chamados "negociantes", desempenhavam atividades mais variadas do que simplesmente comprar e vender, incluindo operações de transporte, poupança e crédito, funcionando como casas bancárias embrionárias, além de muitas vezes manterem manufaturas e indústrias associadas, e mesmo podiam em seus estabelecimentos ter quartos para hóspedes e instalar bodegas e restaurantes.[20] Em 1892 foi listado no Livro de Registro de Imposto sobre Indústrias e Profissões como dono também de uma bodega e um açougue, e pouco depois aparece possuindo um curtume.[21] Há ainda notícia de que produzia sapatos,[2] manteve uma tropa de mulas para fazer o transporte de mercadorias para si e para outros entre a capital Porto Alegre e Caxias, e ao que parece foi produtor de vinho.[16] O relato de sua neta Graciema Paternoster Pieruccini publicado no jornal Pioneiro dá uma ideia do perfil deste negócio no início do século XX, quando ele já havia sido herdado pelos filhos de Salvador: “A casa dos meus tios Sartori era tudo. Porque lá era café, tinha um salão de café com o bilhar, salão para jogar cartas, bebida, tinha fazendas, com toda a qualidade de fazenda. Depois tinha uma vitrine muito grande, parece de ver agora, uma vitrine que se empurrava para cá e para lá, cheia de lenços de seda que usava de botar na cabeça, aqueles colares...“[22]

Segundo Costamilan, “forjado no crisol da luta diária, bem cedo viu seu nome acatado no seio da comunidade”,[2] tornando-se um líder na religião[23] e na política.[24] Foi cofundador da primeira Capela de São Pelegrino, que nos anos 1940 deu lugar a uma monumental igreja,[2] membro da comissão de obras da primeira Matriz,[25] um dos fundadores e primeiros dirigentes do Partido Republicano Riograndense,[26] e após a antiga Colônia Caxias ser emancipada à condição de município autônomo, em 28 de junho de 1890 foi indicado como integrante da Junta Governativa, assumindo em 2 de julho junto com Angelo Chittolina e Ernesto Marsiaj.[27]

 
Comitiva oficial chegando de Porto Alegre, a capital do estado, para a instalação da Junta Governativa de Caxias do Sul em 1890. Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami.

Algumas poucas transcrições feitas por Adami[1] de documentação posteriormente perdida permitem-nos conhecer pelo lado de dentro um pouco da participação de Salvador na administração pública naqueles tempos em que tudo estava por fazer, mostrando os governantes interessados em uma variedade de assuntos. A título de exemplo segue um dos primeiros ofícios emitidos pela Junta, de nº 8:

Cidadão.
Na presente época todos os impostos anuais facilmente cobráveis já o foram pela Intendência Municipal de São Sebastião do Caí, em todo este novo município; entretanto, carece esta Intendência de pronta importância precisa para reparo do Paço Municipal e atender a consertos urgentíssimos que reclamam diversas ruas e a Estrada Geral, quase intransitáveis. Podia recorrer ao crédito ou à cobrança dos impostos e multas devidos, mas repugna-lhe iniciar as suas funções vexando os seus comunícipes, embora o faça no cumprimento de um dever. Assim resolve pedir-vos aprovação para a resolução que toma de relevar daquela multa a todos que dentro de 30 dias, contados de hoje, satisfizerem voluntariamente seus débitos. E como este prazo não possa ser aproveitado pelos moradores dos confins do município, a mesma Intendência deseja ter a faculdade de prorrogá-lo até mais 30 dias, e vo-la pede.
Saúde e Fraternidade.
Intendência Municipal de Caxias, 3 de julho de 1890.
Ao cidadão general-de-divisão Cândido Costa, d.[igníssimo] Governador do Estado.
[Assinam] Ernesto Marsiaj, Angelo Chittolina, Salvador Sartori.
 
Primeira página da ata de instalação do Conselho Municipal de Caxias do Sul em 26 de setembro de 1892. Arquivo da Cãmara Municipal. O nome de Salvador está em realce.O texto da página diz: Acta de installação do Conselho Municipal de Caxias. Presidencia provisória do conselheiro Ernesto Marsiay. Aos vinte e seis dias do mes de Setembro de mil oitocentos e noventa e dois, na sala do edifício onde funciona a Intendência municipal presentes, as seis horas da tarde, os cidadãos Ernesto Marsiay, Hugo Ronca, Benjamin Cortes Rodrigues, Angelo Chittolina, Salvador Sartori e Romano Lunardi, conselheiros eleitos para decretarem a Lei organica do município, estando ausente por motivo de moléstia, o conselheiro Agapito Conz, pelo cidadão Ernesto Marsiay, anteriormente escolhido presidente provisorio, foram os outros conselheiros convidados a tomarem assento. Depois das formalidades prescriptas no Regimento provisorio, apresentado pelo Intendente, cada um dos presentes prestou o compromisso de desempenhar com toda lealdade e dedicação o mandato que lhes fôra confiado pelos seus comunicipes, e o Conselho foi dado por instalado. [...].
 
Assinatura de Salvador no manuscrito do Código de Posturas, 12 de outubro de 1892.

Este ofício já assinala um dos principais problemas enfrentados pelo governo recém-empossado. Assim que ocorreu a emancipação da vila de Caxias, o novo município se viu completamente desprovido de verbas, e a solução encontrada foi a cobrança imediata dos impostos devidos e das multas de atraso. Isso desagradou a população, uma vez que a maioria dos colonos levou tempo para estabilizar sua situação econômica, fazendo com que muitos acabassem perdendo suas terras diante da impossibilidade de cumprir suas obrigações legais. A situação permaneceu complicada por vários anos, uma vez que naqueles tempos de fundação as autoridades da Comissão de Terras, órgão do governo imperial que organizou o processo colonizatório, do município de São Sebastião do Caí, do qual a colônia Caxias fez parte como distrito antes de ganhar independência, e as da própria vila, ainda sobrepunham confusamente suas atribuições, e na prática os colonos passaram a pagar os impostos em dobro. Disso surgiriam graves atritos entre o poder público e os colonos, os quais, somados a outras disputas políticas que ferviam, derivadas de rivalidades entre maçons e católicos e de outras que os imigrantes haviam trazido da Itália, convulsionada por um difícil processo de unificação, contribuíram para transtornar a vida de todos e tornar a atuação da Junta e do Conselho frequentemente conflituosa, quando não impossível.[28][29]

Outro ofício ilustrativo é o de nº 19, também na transcrição de Adami:

Cidadão.
Em um município tão vasto como este, e tão distante do centro, habitado em sua maioria por pobres agricultores, como tivestes ocasião de ver, uma só farmácia é um mal: é autorizar o monopólio, é colocar o cidadão na alternativa de usar de remédios manipulados por quem não lhe merece confiança e pagar por eles o décuplo de seu valor, ou de ver o enfermo que lhe é caro morrer à míngua de recursos medicinais.
O hábil farmacêutico Hugo Ronca, que goza de geral e inteira confiança, por duas vezes requereu à Inspetoria Geral de Higiene licença para abrir uma farmácia neste município e lhe foi negada a pretexto de que há já nele um licenciado; mas se este licenciado não satisfizer os que precisam de recursos medicinais, a quem hão de recorrer?
Esta Intendência, no interesse unicamente de seus comunícipes, ocupa-se do assunto e pede a vossa alta interferência a fim de que seja concedida aquela licença.
Saúde e Fraternidade.
Intendência Municipal de Caxias, a 20 de setembro de 1890.
Ao cidadão general Cândido Costa, d.[igníssimo] Governador do Estado.
[Assinam] Ernesto Marsiaj, Angelo Chittolina, Salvador Sartori.

Em 13 de fevereiro de 1891 pediu dispensa de suas funções na Junta[30] e em 20 de outubro no mesmo ano foi eleito para o primeiro Conselho Municipal, tomando posse em 15 de dezembro e permanecendo em exercício até setembro de 1896. Contudo, a agitação política continuava, e em 25 de junho de 1892 eclodiu a segunda Revolta dos Colonos, que depôs o Conselho e assumiu o comando do município. Em 5 de julho, após intervenção do Governo do Estado, o Conselho reassumiu o controle, mas só em 26 de setembro ocorreu a reinstalação solene e definitiva.[28]

Passavam pelo Conselho a discussão do orçamento; a política econômica; o controle dos bens do Município; a criação, aumento ou supressão de impostos e a autorização para empréstimos e operações de crédito, entre outras atribuições. Como conselheiro Salvador participou da aprovação de três importantes leis que organizaram o município e o funcionamento dos poderes Executivo e Legislativo: o Regimento Interno, aprovado em 4 de outubro de 1892, a Lei Orgânica, em 12 de outubro de 1892, e o Código de Posturas, em 5 de março de 1893. O Regimento Interno disciplinou o funcionamento do Legislativo e estabeleceu um código de ética para o exercício dos cargos públicos. A Lei Orgânica formalizou a existência do Município, criando os instrumentos para a execução das responsabilidades previstas para os municípios na Constituição de 1891, fixando as atribuições dos ocupantes de cargos públicos, além de regular os serviços e responsabilidades da administração municipal. O Código de Posturas reuniu as normas em todas as áreas de atuação do poder público, com o objetivo de regulamentar o comportamento das pessoas e o uso do espaço urbano, para a manutenção da ordem pública e o fomento do progresso e do bem estar social.[28][27] Participou ainda de vários outros debates que levaram à aprovação de leis referentes a uma variedade de temas, destacando-se a Lei da Décima Urbana (1893), criando um imposto sobre as edificações, o aumento das verbas para a Guarda Municipal (1895) e a destinação de 800 mil réis para as obras da Estrada Rio Branco entre Caxias e São Sebastião do Caí (1895). Sobretudo foi importante a Lei Eleitoral (1894), que organizou todo o processo eleitoral no município, definindo os distritos e seções, as regras para o alistamento de eleitores, os critérios de elegibilidade, estipulando a criação das comissões de alistamento e de uma comissão geral, e estabelecendo todos os procedimentos para a realização de eleições.[31]

Costamilan dá outras informações sobre Salvador:

"Era um homem um tanto reservado, de vontade férrea, equilibrado em seus julgamentos e em seu modo de ser. Sua figura impressionava e impunha respeito, mas no fundo era um pai compreensivo, de fala suave, defensor intransigente da religião que professava e dos princípios de sua formação. Por isso tudo é que soa estranho, à primeira vista, vinculá-lo ao comportamento excêntrico de seus filhos adultos, que eram todos de índole alegre, falantes, fanfarrões e barulhentos, verdadeiros artistas da arte cênica e por certo os responsáveis pelos brancos cabelos do pai. Todos eram cantores e músicos exímios, cinco deles vindo a tornar-se, por volta de 1893, membros efetivos da histórica Banda Ítalo-Brasileira, [...] e que por tal motivo viria a ser conhecida como La Musica dei Sartori. Mas para não destoar de um velho ditado, o circunspecto pai tinha uma bela voz de tenor, e além de fazer coro com seus filhos, [...] abrilhantou muitas festas religiosas e concertos da antiga Caxias. Enfim, ninguém podia ficar triste perto daquela gente, porque tudo o que fizessem ou dissessem era motivo de graça; o maior passatempo dos rapazes, sempre que tivessem ocasião, era pregar peças aos amigos, e uma enciclopédia poderia ser escrita, se alguém a tanto se dispusesse, sobre as travessuras daquele bando de histriões".[2]

O caso NosadiniEditar

 Ver artigo principal: Pietro Nosadini

Perto do fim da vida Salvador envolveu-se em outros atritos, desencadeados pela chegada do padre Pietro Nosadini, ultramontanista, nomeado para governar a paróquia da Matriz, que em pouco tempo reuniu em torno de si a comunidade católica e incendiou a oposição aos maçons e aos liberais, bem como ao Poder Público, acusando-os de serem os responsáveis pelo atraso e pela confusão em que a vila se encontrava. Salvador, um católico fervoroso, logo tornou-se amigo íntimo de Nosadini e fez parte de um comitê organizado pelo padre, que reuniu as principais lideranças católicas da cidade, embora não haja sinais de que tenha compartilhado do seu exacerbado radicalismo. O ambiente se tornou tenso e volátil, com acusações e injúrias se multiplicando entre o padre e seu principal oponente, o intendente José Cândido de Campos Júnior, que era grão-mestre da loja maçônica Força e Fraternidade, voltando a ocorrer violências.[32][2][33][34] O padre sofreu um atentado em 1897 que por pouco não lhe cobrou a vida, e em 1898 Campos sofreu outro, que no entanto pode ter sido uma farsa. De todo modo, o intendente acusou o padre e seus amigos Salvador Sartori e Ambrósio Bonalume (genro de Salvador), como mandantes. A acusação foi refutada com veemência e não parece ter recebido crédito na comunidade. A situação só amainou com a remoção do padre de Caxias pelo bispo Cláudio Ponce de Leão.[32][2]

LegadoEditar

Salvador atuou destacadamente em vários aspectos da vida social, política e religiosa e foi uma das figuras públicas caxienses mais influentes em sua época.[25][35][2] Em 1925 seu nome foi inscrito como um dos fundadores da cidade num Livro de Ouro criado pela Municipalidade.[36] No mesmo ano, em um grande álbum publicado pelo Governo do Estado em parceria com o Governo da Itália comemorando os 50 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, voltou a ser celebrado como "um dos expoentes da fundação de Caxias", destacando-se também sua família, "egregiamente ligada aos afetos e tradições domésticas e à cooperação econômica que está nas origens da Pérola das Colônias e concorre para criar uma história de espantoso progresso".[37]

Seria saudado por várias figuras eminentes da cidade como uma liderança firme nos tempos de agitação social, política e militar no fim do século, no meio das dificuldades de instalação da colônia, dos tumultos da Revolução Federalista e das revoltas de colonos que marcaram os primórdios da história de Caxias do Sul, sendo chamado de homem honrado e servidor da causa pública, um patriota, um dos fundadores e um dos primeiros organizadores da cidade, hoje batizando uma rua.[38][2][39][40][41][42][24] Mário Gardelin, um dos principais historiadores locais, na segunda edição do seu monumental Povoadores da Colônia Caxias (2002), escrito em parceria com Rovílio Costa, o qualificou como "personalidade de grande relevo na vida de Caxias”, e lamentou que figura tão ilustre ainda não tenha sido biografada.[43] No mesmo ano, na sessão solene que comemorou os 110 anos de instalação do Poder Legislativo em Caxias do Sul, com a presença de grande número de autoridades, foi descerrada na sede da Câmara uma placa reproduzindo a ata de instalação do primeiro Conselho, onde consta seu nome e o dos outros primeiros conselheiros da cidade.[44]

DescendênciaEditar

Dos seus onze filhos se destacaram especialmente:

 
Maria Sartori.
  • Maria, considerada por Costamilan uma pessoa à frente do seu tempo, rompendo muitos preconceitos que tolhiam as mulheres de sua geração,[2] casada primeiro com o barão alemão João Daniel von Schlabendorff, rico proprietário de terras, tendo com ele dois filhos que faleceram na infância, e depois com João Paternoster, rico comerciante e hoteleiro, subdelegado de polícia, um dos fundadores e dirigente da Associação dos Comerciantes, a mais influente associação civil da cidade, e membro ativo em várias outras associações.[2][45][46][16] Maria e João foram pais de seis filhos,[16] destacando-se Dante, comerciante,[47] membro da diretoria da importante Companhia Vinícola Rio-Grandense,[48] um dos fundadores do Grêmio Esportivo São Pelegrino,[49] diretor da Sociedade Operária São José[50] e benemérito da Igreja de São Pelegrino,[51] e Ida, conhecida socialite, líder feminina, sócia honorária do Esporte Clube Juventude, uma das fundadoras e primeira presidente do grupo cultural Éden Juventudista, ligado ao Recreio da Juventude,[52][53][54] considerada por Rigon "uma mulher de vanguarda para sua época" e "uma das personalidades mais significativas na história caxiense".[52]
  • Carolina, uma das fundadoras e conselheira da Associação Damas de Caridade, entidade beneficente de relevante trajetória, fundadora e mantenedora do Hospital Pompeia,[55] casada com Ambrósio Bonalume, grande industrial do vinho.[56][57]
  • Amália, fundadora da primeira capela e grande benemérita da paróquia de São Pelegrino, casada com Rafael Buratto, industrial cervejeiro,[2] sendo pais, entre outros filhos, de Raymundo Natal, um dos fundadores do Recreio da Juventude e do Esporte Clube Juventude, e de Hermenegildo Pascoal, hoteleiro, um dos fundadores e presidente do Clube Juvenil,[58] um dos fundadores do Recreio da Juventude[59] e do primeiro cinema da cidade.[60]
  • Atílio, membro da Banda Ítalo-Brasileira,[2] sócio-fundador do Theatro Apollo, a mais emblemática casa de espetáculos da cidade,[61][62] depois político e fazendeiro de café em São Paulo.[63][64]
 
Ludovico Sartori.
 
Alberto Sartori.
  • Ludovico, grande comerciante, latifundiário, um dos fundadores e diretor da Associação dos Comerciantes, citado em 1915 como o maior contribuinte em impostos prediais da cidade e por muitos anos sempre entre os dez maiores, sócio dos primeiros cinemas da cidade, e membro da comissão das obras da Catedral.[65][2][16][66] Casado com a rica herdeira Agnes Moretto, foram pais de dez filhos,[16] dentre os quais ganhou projeção especialmente Honorino, um dos fundadores do Esporte Clube Juventude, grande jogador e depois conselheiro, presidente,[67][68] sócio honorário e sócio benemérito do clube,[69][70] além de ser um agitador cultural e fundador de um dos primeiros jornais caxienses.[71]
  • Settimo, industrial premiado[72] e fundador do primeiro hipódromo da cidade.[73]
  • Alberto, membro da Banda Ítalo-Brasileira,[2] industrial, um dos maiores exportadores de vinho de Caxias, dono de vários hotéis, tenente do Estado Maior do 85º Batalhão de Reserva da Guarda Nacional, e sub-intendente no 3º Distrito em 1932.[74][75] Alberto casou-se com Felicità dal Canale e produziu grande prole, na qual tornou-se notório o bispo Luís Victor Sartori, titular das dioceses de Montes Claros[76] e Santa Maria,[77] deixando obra relevante, e figura ativa na articulação do golpe militar de 1964;[78] Maria e Albertina Sartori, membros-fundadores do Grêmio Feminino Republicano Liberal Evaristo Flores da Cunha, o primeiro centro político feminino organizado no estado,[79] e Paulo Pedro Sartori, um dos fundadores e presidente da Associação dos Cronistas Esportivos de Porto Alegre,[80] juiz do Tribunal de Justiça Desportiva,[81] redator dos jornais Hoje e Jornal do Dia,[82] presidente da Federação Atlética Riograndense,[83] vice-presidente e conselheiro da Associação Riograndense de Imprensa,[84] diretor do Departamento de Fiscalização dos Serviços de Diversões Públicas, órgão que exercia a censura no tempo da ditadura,[85] e secretário-geral da Federação das Associações Comerciais,[86] entre outras atribuições.
  • Guerino, membro da Banda Ítalo-Brasileira,[2] alferes da Guarda Nacional[87] e um dos pioneiros da hotelaria em Torres,[88][89] casado com Santina Amoretti, uma das fundadoras, tesoureira e conselheira da Associação Damas de Caridade.[90][91]

Outros nomes da sua família, “da mais fina flor da sociedade caxiense”, como disse Costamilan, aparecem citados frequentemente nos vários jornais das primeiras décadas de Caxias do Sul, se destacando nos terrenos cultural, social, esportivo e econômico, e marcando uma liderança na estruturação e desenvolvimento da cidade em seus primeiros cinquenta anos,[2][16] quando Caxias, partindo do zero, se tornou uma das principais economias do estado.[27]

Referências

  1. a b Adami, João Spadari. História de Caxias do Sul 1864-1970. Tomo I. 2ª edição. Caxias do Sul, 1971
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t Costamilan, Ângelo Ricardo. Homens e Mitos na História de Caxias. Posenato Arte & Cultura, 1989, pp. 97-132
  3. a b Frigo, Rita. Il Passaggio da una Regione a Statuto Ordinario ad una Regione a Stastuto Speciale. Gli art. 5 d 132 della Costituizione: Il caso dell’Altopiano di Asiago. Tesi di Laurea. Universitá degli Studi di Verona, 2013
  4. Terza, Dante della. "The Canto of Brunetto Latini". In: Mandelbaum, Allen; Oldcorn, Anthony & Ross, Charles. Lectura Dantis: Inferno: A Canto-by-Canto Commentary. University of California Press, 1999, pp. 197-212
  5. Bonato, Modesto. Storia dei Sette Comuni e Contrade Annesse dalla loro Origine alla Caduta della Veneta Repubblica. Tip. del Seminario, 1857
  6. a b Peck, Fanny Morton. “A Roman Consul of the Nineteenth Century”. In: United States Catholic Historic Society. Historical Records and Studies, 1919; 13
  7. a b Occhi Katia. “Mercanti e traffici nel Canale di Brenta (1571-1702)”. In: Perco, D. & Varotto, M. (eds.). Uomini e paesaggi del Canale di Brenta. Cierre Edizioni, 2004, pp. 55-94
  8. Comune di Sostinenza di Casaleone. Storia, s/d.
  9. Occhi, Katia. "La corsa al legno. Scambi commerciali tra Altopiano e pianura in età moderna”. In: P. Rigoni-M. Varotto (eds.). Altopiano dei Sette Comuni (Immagini e territorio). Cierre Edizioni, 2009
  10. Occhi, Katia. “Affari di famiglie: rapporti mercantili lungo il confine veneto-tirolese (secoli XVI-XVII)”. In: Mélanges de l’École française de Rome - Italie et Méditerranée modernes et contemporaines, 2013; 125 (1)
  11. Povolo, Claudio. “Nel mezzo della piazza di Valstagna: Liturgia di un conflitto agli inizi del Seicento”. In: Stringa, N., & Prete, E. Il vasaio innamorato. Scritti per gli 80 anni di Alessio Tasca. Canova, 2010, pp. 252-264
  12. Dolcetti, Giovanni. Libro d’Argento delle Famiglie Venete. Forni, 1922
  13. Veneto Serenissimo Governo. Storia Militare della Popolazione Cimbra, s/d.
  14. Privilegi originari ducali, decreti, terminazioni, e giudizi esecutivi delli Sette Communi e sue contrade, 1800
  15. Crollalanza, Giovanni Battista di. Dizionario stóricoblasónico delle famiglie nobili e notabili italiane estinte e fiorenti. Pisa, 1886
  16. a b c d e f g h Frantz, Ricardo André Longhi. Crônica das famílias Longhi e Frantz e sua parentela em Caxias do Sul, Brasil: Estórias e Histórias - Volume I: o lado Paterno. Academia.edu, 2015
  17. Preto, Paolo. Storia di Vicenza, III/2 — L'Età della Repubblica Veneta. Pozza, 1989
  18. Gardelin, Mário & Balen, João Maria. “Primeiras Famílias Chegadas a Caxias do Sul”. Folha de Caxias, 10/06/1989
  19. Diretoria de Terras da Colônia Caxias. Sede da Colônia Caxias: numeração das quadras e lotes, jun/1883
  20. Giron, Loraine Slomp & Bergamaschi, Heloísa Eberle. Casas de Negócio: 125 anos de imigração italiana e o comércio regional. EDUCS, 2001
  21. Município de Caxias. Livro de Registro de Imposto sobre Indústrias e Profissões, 1892-1899
  22. Pieruccini, Graciema Paternoster & Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami (AHM). “Memória: De cor”. Pioneiro, 11/05/1985
  23. Giron, Loraine Slomp. “Maçonaria: uma nova ordem”. In: História Daqui, 28/03/2012 [A historiadora cometeu um lapso, pois quando referiu-se a Salvador como "líder católico" citou “Nicolau Sartori” como membro da Junta Governativa, mas era Salvador quem fazia parte dela]
  24. a b [Nota sem título]. A Federação, 11/07/1899
  25. a b Brandalise, Ernesto A. Paróquia Santa Teresa - Cem Anos de Fé e História (1884 - 1984). EDUCS, 1985
  26. “Caxias”. A Federação, 09/06/1890
  27. a b c Machado, Maria Abel. Construindo uma Cidade: História de Caxias do Sul - 1875-1950. Maneco, 2001
  28. a b c Centro de Memória da Câmara Municipal de Caxias do Sul [Onzi, Geni Salete (org.)]. Palavra e Poder: 120 anos do Poder Legislativo em Caxias do Sul. Caxias do Sul: Ed. São Miguel, 2012
  29. Giron, Loraine Slomp & Bergamaschi, Heloísa Eberle. Casas de Negócio: 125 anos de imigração italiana e o comércio regional. EDUCS, 2001
  30. Adami, João Spadari. História de Caxias do Sul 1864-1970. Edições Paulinas, 1971, p. 274
  31. Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami. 1892-1895 — Leis Municipais — Conselho Municipal.
  32. a b Valduga, Gustavo. Paz, Itália, Jesus: uma identidade para imigrantes italianos e seus descendentes: o papel do jornal Correio Riograndense (1930-1945). EDIPUCRS, 2008, pp. 106-118
  33. Giron, Loraine Slomp. "Maçonaria x Igreja: luta pela hegemonia (2)". História Daqui, 21/03/2012
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Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

Prefeitos de Caxias do Sul
Precedido por
Distrito de São Sebastião do Caí
 
Junta Governativa de Caxias do Sul
2 de julho de 1890 – 15 de dezembro de 1891
Sucedido por
Antônio Xavier da Luz