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Salwa Eid Naser
Atletismo
Modalidade 400 m
Nascimento 23 de maio de 1998 (21 anos)
Anambra, Nigéria
Nacionalidade Bahrein barenita
Medalhas
Campeonatos Mundiais
Ouro Doha 2019 400 m
Prata Londres 2017 400 m
Bronze Doha 2019 400 m misto
Jogos Mundiais Militares
Ouro Mungyeong 2015 400 m

Salwa Eid Naser (Anambra, 23 de maio de 1998) é uma velocista barenita, campeã mundial dos 400 metros rasos.

Nascida na Nigéria com o nome de Ebelechukwu Agbapuonwu, converteu-se ao Islã aos 16 anos, mudando-se para o Bahrein, adotando nova cidadania e novo nome.[1] Foi campeã mundial sub-18 em 2015 em Cali, Colômbia, onde correu com um hijab na final, um dia depois do fim do feriado sagrado do Ramadan, o que permitiu que ela se alimentasse normalmente antes da prova, depois de disputar as eliminatórias em jejum.[2] Esta medalha de ouro, conquistada com um recorde pessoal de 51.50, fez dela a segunda atleta do Bahrein a ganhar um título global em qualquer categoria. Sua técnica de corrida durante a prova impressionou ao campeão olímpico e mundial do decatlo Ashton Eaton, que a convidou a treinar com ele por três dias com todas as despesas pagas. Em outubro do mesmo ano, aos 17 anos, venceu os 400 m nos Jogos Mundiais Militares, derrotando duas atletas olímpicas e se tornando a atleta mais jovem a vencer a prova.[3]

Naser participou da Rio 2016 onde não conseguiu chegar à final, mesmo assim marcando seu recorde pessoal - 50.88 - na semifinal.[4] No Mundial de Londres 2017, ela conquistou a medalha de prata, novamente com recorde pessoal – 50.06 – que quebrou sucessivamente durante as eliminatórias e a semifinal.[5] No Campeonato Mundial de Atletismo de 2019, em Doha, no Qatar, em sua primeira final, ajudou a equipe do Bahrein a conquistar uma inédita medalha de bronze no revezamento 4x400 m misto, uma prova disputada pela primeira vez em que as equipes tem dois homens e duas mulheres,[6] e se tornou, aos 21 anos, na prova individual, a mais jovem campeã mundial dos 400 m rasos, correndo para uma marca de 48.14, a terceira mais rápida da história, suplantada apenas pelas marcas dos anos 80 da alemã oriental Marita Koch (47.60) e da tcheca Jarmila Kratochvilova (47.99), duas velocistas da antiga Cortina de Ferro, hoje sob grande suspeita de terem competido sob uma política de doping de Estado. [7][8]

Referências