Samba jazz

Samba jazz
Origens estilísticas Samba e jazz (especialmente o bebop e o hard bop)
Contexto cultural Urbanização pós-Segunda Guerra Mundial no Brasil
Instrumentos típicos Piano, contrabaixo e Bateria; instrumentos de sopro, como saxofone e trompete, em menor escala

Samba jazz (ou samba-jazz), também conhecido como Jazz samba (especialmente, nos Estados Unidos) ou Hard bossa nova, é um gênero musical derivado da fusão entre o samba brasileiro e o jazz estadunidense - especialmente dos subgêneros bebop e hard bop - que se desenvolveu, especialmente nos dois maiores centros do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, de 1952, com o lançamento do primeiro compacto de Johnny Alf, até 1967, ano do lançamento do disco homônimo do Quarteto Novo.[1]

CaracterísticasEditar

Linguagem musicalEditar

O estilo consolidou a aproximação do samba brasileiro com o jazz estadunidense,[2] especialmente do bebop e do hard bop, vertentes jazzísticas então muito experimentadas por músicos brasileiros em ambientes de gafieiras e boates especialmente no Rio de Janeiro.[3][4] Tendo sua formação inicial baseada no piano, no contrabaixo e na bateria, aos poucos o samba-jazz foi absorvendo agrupamentos instrumentais mais amplos.[3]

Diferentemente da bossa nova, que é um estilo de samba caracterizado pelo seu espírito intimista, seu som suave e seu comedimento de elementos sonoros, o samba-jazz tem na improvisação e na estridência componentes muitos presentes.[5] Contudo, conforme a bossa nova tornava-se conhecida, o próprio samba-jazz foi favorecido pelo repertório bossa-novista,[6] e toda uma geração de instrumentistas influenciados pelo jazz estadunidense, como foram os casos de Sérgio Mendes, J.T. Meirelles, Edison Machado, Dom Um Romão, Zimbo Trio, Tamba Trio, Milton Banana Trio, Jongo Trio, entre outros, passou a envolver com o novo jeito de fazer samba liderado por João Gilberto.[7]

TemáticaEditar

HistóriaEditar

De 1952 até o advento da bossa novaEditar

Da bossa nova até 1967Editar

Referências

  1. Ronaldo Evangelista (6 de janeiro de 2005). «Relançamento de CD reaviva samba-jazz». Folha de S.Paulo. Consultado em 13 de dezembro de 2018 
  2. Silva 2017, p. 94.
  3. a b Lopes & Simas 2015, p. 268.
  4. Silva 2017, p. 92.
  5. Barsalini 2014, p. 7.
  6. Silva 2017, pp. 92, 95.
  7. Silva 2017, p. 98.

Bibliografia consultadaEditar

  • Lopes, Nei; Simas, Luiz Antonio (2015). Dicionário da História Social do Samba 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira 
  • Silva, Rafael Mariano Camilo da (2017). Desafinado: dissonâncias nos discursos acerca da influência do Jazz na Bossa Nova (PDF) (Master). Uberlândia: Federal University of Uberlândia. Consultado em 7 de agosto de 2020 
  • Barsalini, Lorenzo (2014). «A Turma da Gafieira: os conflitos entre a tradição e a modernidade nos precursores do samba jazz». São Paulo: XXIV Congresso da ANPPOM. ANAIS do XXIV Congresso da ANPPOM. 1 

Outras leiturasEditar

  • FERREIRA PINTO, Márcio da Costa. No olho da rua: bossa nova, samba-jazz e a paisagem musical carioca. Dissertação de mestrado. Florianópolis: UDESC, 2013.
  • GOMES, Marcelo Silva. Samba-Jazz aquém e além da bossa nova: três arranjos para Céu e Mar de Johnny Alf. Tese de Doutorado. Campinas: UNICAMP, 2010.
  • RAFFAELLI, José Domingos. A história do samba jazz. In: Músicos do Brasil, Uma Enciclopédia Instrumental.
  • SOUZA, Tárik de. Tem mais samba: das raízes à eletrônica. São Paulo: Editora 34, 2003. ISBN: 9788573262872.