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Iluminura medieval que representa a Afonso VI de Castela e Leão.

Sancho Alfónsez (1093? — Uclés, 30 de maio de 1108). Infante herdeiro dos reinos de Leão, Castela e Galiza. Foi filho de Afonso VI de Leão e da moura Zaida, que após ser batizada tomou o nome cristão de Isabel, Helysabeth nas crônicas. Foi nora de Almutâmide de Sevilha,[1] ao estar casada com Fate Almamune (filho de Almutâmide)[2] que era governador de Córdova quando foi tomada pelos Almorávidas a 27 de março de 1091.

Índice

NascimentoEditar

A sua data de nascimento é disputada. 1093 é o mais provável e o mais antigo possível, pois a sua mãe Zaida chegou à corte de Afonso VI provavelmente em 1090 como garantia do cumprimento de um pacto.[1]

Zaida chegou a Toledo fugindo de Almodóvar del Río (Córdova) levando consigo parte do tesouro real e uma carta do seu sogro Almutâmide para solicitar auxílio a Afonso VI. Em Toledo ficou a saber da morte do seu marido Fate Almamune falecido a 27 de março de 1091 e da conquista de Sevilha pelos Almorávidas em setembro do mesmo ano.

O mais provável é que as relações entre o rei e Zaida começassem pronto, e fruto delas nasceu Sancho. Retrasar o seu nascimento até 1097 implicaria que, no momento da batalha de Uclés (1108) apenas teria 10 anos, o qual não é provável levando em conta que o seu pai já lhe encomendara o governo da cidade de Toledo.

Herdeiro do trono castelhano-leonêsEditar

Desconhece-se se o seu nascimento ocorreu antes ou depois da morte da rainha Constança; alguns historiadores acreditam que não chegaram a contrair matrimônio, enquanto outros,[3], acreditam que casaram em 1100 ficando Sancho legitimado por tal casal e declarado herdeiro dos reinos cristãos.[4]

O "quirógrafo da moeda" (1107), que é o último diploma onde assina o infante, indica que seu pai lhe tinha encomendado o governo de Toledo.

Defunção do infante SanchoEditar

O conde García Ordóñez, que o criara, foi o seu aio e faleceu defendendo-o na batalha de Uclés (1108).

As crônicas oferecem diversas versões sobre a sua morte a 30 de maio de 1108. Para uns, como Rodrigo Jiménez de Rada, na sua obra De rebus Hispaniae, faleceu no campo de batalha junto ao seu aio García Ordóñez. Para a Primeira Crónica Geral de Espanha de Afonso X, faleceu no lugar conhecido como Siete Condes ou Sicuendez, quando escapava da batalha. Segundo a crônica árabe Nazm al-Yuman de Ibn al-Qattan faleceu, depois da batalha, ao pretender refugiar-se no castelo de Belinchón (Cuenca).

Não se conhece a idade que tinha quando faleceu. Segundo Évariste Levi-Provençal, parece que tinha 14 anos e 8 meses, nascido por volta de 1093. Menéndez Pidal e outros historiadores dizem que deveu nascer ao redor de 1097 e que no momento da batalha somente teria uns 10 anos. A sua prematura morte acelerou o fim do seu pai, que carecia de mais filhos varões. Afonso VI faleceu a 1 de julho de 1109.

Sepultura do infante Sancho AlfónsezEditar

Depois do seu falecimento na Batalha de Uclés, em 1108, o cadáver do infante Sancho foi levado à localidade leonesa de Sahagún, onde foi sepultado no Mosteiro de San Bento de Sahagún.[5]

BibliografiaEditar

  • Del Arco y Garay, Ricardo (1954). Instituto Jerónimo Zurita. Consejo Superior de Investigaciones Científicas., ed. Sepulcros de la Casa Real de Castilla. Madrid: [s.n.] 
  • AYUNTAMIENTO DE UCLÉS. La batalla de Uclés (1108) contra los almorávides, 2008.
  • ANÓNIMO Crónica najerense
  • FLÓREZ, Enrique. Memorias de las Reynas catholicas, Historia Genealógica de la Casa Real de Castilla y de León.
  • JIMÉNEZ DE RADA, Rodrigo. De rerum hispaniae
  • LEVI-PROVENÇAL. "La mora Zaida, femme d´Alphonse VI et leur fils l´infant D. Sancho". Em Hesperis, 1934
  • SAIZ ORDOÑO, Agrimiro. Zaida, princesa y concubina. Wikipedia e Geoticies.com
  • SALAS PARRILLA, Miguel. Uclés en la historia, 2007.
  • SALAS PARRILLA, Miguel. Capítulo "Sáncho Alfónsez" no livro coletivo La batalla de Uclés (1108) contra los almorávides. Ayuntamiento de Uclés, 2008.

Referências

  1. a b Pallares, M.ª Carmem y Portela, Ermelindo La reina Urraca Editorial Nerea, S.A. 2006. ISBN 84-96431-18-5 página 20
  2. Julio Porres Martín-Cleto, "La llamada dote de la mora Zaida", Tulaytula: Revista de la Asociación de Amigos del Toledo Islámico, n.º 3, 1998, pág. 33, ISSN 1575-653X.
  3. Gonzalo Martínez Díez, por exemplo
  4. Martínez Diez (2003), p. 121
  5. Del Arco y Garay, Ricardo (1954). «XIII». In: Instituto Jerónimo Zurita. Consejo Superior de Investigaciones Científicas. Sepulcros de la Casa Real de Castilla. Madrid: [s.n.] 192 páginas