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Phacoides pectinatus

espécie de molusco
(Redirecionado de Sarnambi)


Como ler uma infocaixa de taxonomiaPhacoides pectinatus
sarnambí
Taxocaixa sem imagem
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Bivalvia
Subclasse: Heterodonta
Ordem: Lucinida
Família: Lucinidae
Género: Phacoides
Espécie: P. pectinatus

Phacoides pectinatus, conhecido pelos nomes comuns de sarnambí (do tupi: "sarinambí"), sernambí (sərnɐ̃ˈbi) e lambreta, é um molusco bivalve (ou classe Pelecypoda ou Lamellibranchia, "porta de duas folhas")[1] da família dos Verenídeos,[2] genericamente chamados de Amêijoa ou Vongole e, são utilizados na alimentação humana.[3]

DescriçãoEditar

É um molusco provido de duas conchas ovais semelhantes (Bivalve), de cor branca e opaca, medindo cerca de 9 cm de comprimento. que se enterra no substrato lamoso ou arenoso na região de águas com fraca maresia,[4] com profundidade aproximadamente de 15 cm.[1] No período chuvoso aparecem em menor quantidade, pois as águas das chuvas interferem na salinidade da água do mar e na quantidade de substratos presentes.[1]

Sua distribuição costeira e estuarina, facilita a exploração comercial feito através do intenso extrativismo, geralmente quando a maré encontra-se na baixa-mar.[1]

A forma de alimentação desse organismo é do tipo suspensívoro ou filtrador, que capturam partículas da água do mar.[4] Devido isto, doenças de origem alimentar podem ocorrer no caso do consumo de moluscos bivalves na forma in natura ou mal cozidos, no caso de serem provenientes de ambientes aquáticos com qualidade sanitária inadequada, pois absorvem poluentes químicos e biológicos, inclusive metais pesados presentes na água.[1] Entre os anos de 2000 a 2014 foram notificados 92 casos de surtos alimentares envolvendo pescados.[1]

Exploração comercialEditar

Na ilha de Maiandeua, pertencente ao município brasileiro de Maracanã, e na Vila de Cuiarana, pertencente ao município de Salinópolis, no estado do Pará,[1] presente também no estado do Maranhão, com as marisqueiras dos município de Paulino Neves, no município de Guimarães.[5] Este molusco é muito explorado por nativos, que utilizam sua carne e os comercializam na forma in natura para restaurantes e hotéis para compor pratos da culinária.[1]

Análises físico-químicasEditar

Análise físico-química das carnes do Sarnambí explorados na ilha de Maiandeua e na Vila de Cuiarana:[1]

  • Umidade (%): 78,54 79,00;
  • Lipídeos (%): 3,00 2,68;
  • Colesterol (mg/100 g): 8,10 7,90;
  • Proteína (%): 13,95 14,40;
  • Resíduo mineral fixo (%) 2,50 2,12;
  • Carboidratos (%): 1,31 1,20;
  • Valor calórico (kcal/100 g) 86,64 86,92;
  • Bases Nitrogenadas Voláteis - BNVT (g/100 g): 0,012 0,012;
  • pH: 7,00 7,00;
  • Cobre (mg/100 g): 0,02 0,04;
  • Ferro (mg/100 g): 0,21 0,20;
  • Magnésio (mg/100 g): 0,02 0,02;
  • Manganês (mg/100 g): 0,05 0,06;
  • Potássio (mg/100 g): 0,03 0,06;
  • Zinco (mg/100 g): 0,36 0,30.

Referências

  1. a b c d e f g h i Salles, Priscila Brasil Dias; Macedo, Yury Bertolo; Figueiredo, Elaine Lopes (2017). «Caracterização físico-química e microbiológica da carne do molusco Bivalve Sarnambi (Phacoides pectinitus) coletado nas praias em Algodoal e Salinópolis, no Pará». Ponta Grossa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Revista Brasileira de Tecnologia agroindustrial. 11 (1): 2245-2261. ISSN 1981-3686. Consultado em 13 de dezembro de 2018 
  2. «Definição ou significado de sernambi». Porto Editora. Dicionário Infopédia. Consultado em 13 de dezembro de 2018 
  3. «Amêijoa». Enciclopédia Wikipédia Lusofônica 
  4. a b «Phacoides pectinatus». Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Zoologia. Museu Nacional. Consultado em 14 de dezembro de 2018 
  5. «Marisqueiras da Estiva receberão capacitação em cultivo de ostras». Agência de Notícias do Maranhão. Governo do Estado do Maranhão. Consultado em 14 de dezembro de 2018 

Ver tambémEditar

 
O Wikcionário tem o verbete lambreta.
 
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Ligações externasEditar