Sayda el Hora

política marroquina

Aïcha عَائِشَة (ou Fátima فَاطِمَة) Sayda el Hora السَّيِّدَةُ الحُرَّة ou Saida Horra سَيِّدَة حُرَّة, Citalforra, Sitt al-Hurra سِت الحُرَّة (de sitt: senhora, e al-Hurra الحُرَّة: Libre ) (Xexuão, 1495 - depois de 1542, Xexuão) Alcaidesa de Tetuão, mulher de Almendarim, e depois, do rei de Fez Ahmed el Outassi.

Sayda el Hora
Nascimento 1485
Xexuão
Morte 1542
Xexuão
Cidadania Marrocos
Cônjuge Amade Uatassi
Ocupação política

Sayda el Horra era filha do alcaide de Xexuão, Cide alé Barraxe, e de sua esposa castelhana Catalina Fernández, chamada Lalla Zahra depois da sua conversão ao islão.

Tal como seu irmão Mulei Abrahem, El Horra, que era dotada de uma grande inteligência, teve uma educação primorosa: falando a língua espanhola por sua mãe, ela recebeu a sua formação por um dos maiores estudiosos do seu tempo em Xexuão, cidade-estado, centro da resistência contra os Portugueses, que então ocupavam as cidades vizinhas de Ceuta, Tânger, Arzila, Alcácer-Ceguer.

Casamento com AlmendarimEditar

Em 1510 casou-se com o alcaide de Tetuão, Mohamed Al-Mandari, amigo de seu pai, que como este último era um dos principais inimigos dos cristãos instalados em Marrocos.

Instalou-se então nesta cidade, que Abou el Hassan Ben Ali al Mandari, o avô (ou tio) de seu marido, Granadino, tinha restaurado, ou por melhor dizer re-fundado, à moda Granadina, com grande sofisticação.

Certos autores pensam que Sayda el Horra teve grande papel quando reinou seu marido, sobre a sua política, mas foi sem dúvida à morte deste último (1537) que aí reinou sem partilha .

Alcaidesa de TetuãoEditar

Com a ajuda do seu exército e do seu arsenal, dirigiu o tráfego naval, e as empresas corsárias no Mediterrânea occidental, depois de ter concluído acordos com o famoso almirante corsário com sede em Argel, Barba Ruiva, que por sua vez controlava a parte oriental.

Foi assim que os corsários da el-Horra causavam danos aos navios da cidade Portuguesa de Ceuta e às frotas Ibéricas passando pelo Estreito de Gibraltar.

Casamento com o rei de FezEditar

Para certos autores, foi o sucesso das suas actividades que levou o sultão Ahmed el Outassi a pedir a mão dela em 1541. Um casamento político, cuja cerimônia teve lugar, contrariamente a todos os costumes, em Tetuão e não na capital real, Fez. Depois do casamento, Sayda El Horra continuou a viver em Tetuão, que continuou a dirigir até 1542, encarregada por seu marido das relações com os portugueses.

AfastamentoEditar

Nesse ano de 1542, teve que se retirar, afastada segundos alguns autores, por um membro da aristocracia granadina, Mohammed Hassan Mandari, em consequência de disputas com o governador Português da Ceuta, Afonso de Noronha. Segundo outras fontes, foi um seu meio-irmão, aliado aos portugueses, que a afastou do poder por não concordar com sua política do corso contra os cristãos.

Acabou seus dias na sua terra natal de Xexuão, foi enterrado na zauia Raïssouniya, onde seu túmulo era particularmente visitado pelas mulheres. Segundo outras fontes, o seu neto, revoltado contra a sua tribo dos Banu Rachid, que estimava serem responsáveis do seu afastamente, decidiu de a enterrar fora de Xexuão, em Lakssar El Kebir.

FontesEditar

  • Anais de Arzila, crónica inédita do século XVI, por Bernardo Rodrigues, Tomo I (1508-1525). Academia das sciências de Lisboa. Coimbra - Imprensa da Universidade-1915;
  • David Lopes : História de Arzila. Coimbra, imprensa da universidade, 1924-1925
  • Pedro de Mariz : Diálogos de Vária História. Em coimbra, Na Officina de António de Mariz. MDLXXXXVIII (1598)
  • Abdelkader el-Afiya: Amirat al-Jabal, Al-Hurra Bent Ali ibn Rashid - Annour Impressão - Tetuão, 1989 .
  • Ibn Askar: ano Dawhat nach … Ed Dar al-Maghrib - Rabat - 1977
  • Mohamed Daoud: Tetouan Tarikh - Elmuzara Ed - Espanha - 2008.


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Precedido por
Sidi al-Mandri II
Alcaide de Tetuão
1537-1542
Sucedido por
Sidi al Mandri III