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Second Foundation

Second Foundation (pt-br:Segunda Fundação) é o terceiro romance publicada da Série Fundação por Isaac Asimov, e a quinta pela cronologia do universo da história. Ela foi publicada pela primeira vez em 1953 pela editora Gnome Press.

O termo descreve também a organização que é o foco do livro. A existência dessa organização (e nada mais) fôra revelada em Fundação; a sua localização fôra buscada em Fundação e Império; e ela faz breves aparições nesta novela. Ela não seria descrita detalhadamente até Fundação II.

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Resumo do enredoEditar

A história se divide em duas partes distintas.

Parte I: A Busca do Mulo é sobre a busca do Mulo pela esquiva Segunda Fundação, com a intenção de destruí-la. No final, o Presidente da Segunda Fundação monta uma armadilha e consegue telepaticamente modificar o Mulo para fazê-lo deixar de procurá-la. A Busca do Mulo foi originalmente publicada na edição de janeiro de 1948 de Astounding Science Fiction sob o título de Now You See It— (pt: Agora Você A Vê—).

Parte II: A Busca da Fundação dá-se sessenta anos após a primeira parte, ou cinquenta-e-cinco desde a morte do Mulo (de causas naturais). Os membros da (Primeira) Fundação estão então perfeitamente conscientes de que há uma Segunda Fundação nalgum lugar (eles sempre souberam da sua existência, mas não lhe davam importância, nem sabiam do seu propósito e natureza até a aparição do Mulo). Durante esta mesma sequência de eventos acontece o conflito entre a Fundação e a ex-capital imperial do Mulo, o planeta Kalgan. A guerra que se desenrola é vencida pela Fundação, e é listada na Enciclopédia Galáctica como o último conflito de importância antes da vinda do Segundo Império.

Após inventar um dispositivo que bloqueia poderes telepáticos e dá grandes dores a qualquer telepata próximo, a Fundação encontra e aprisiona vários telepatas em Terminus. A localização da S.F. em Terminus vai de acordo com as palavras de Seldon, de que ela estaria "na ponta oposta da galáxia". Já que, como diz Arkady Darell, "um círculo não tem pontas", então ao se traçar um disco ao redor da borda da galáxia, chega-se de volta ao ponto de partida, Terminus. Assim, declara-se a S.F. como destruída após a neutralização dos 50 agentes achados em Terminus, e se deixa o assunto ser varrido pelo tempo. Isso se prova enganoso.

A Segunda Fundação estava de fato sediada em Trantor, no centro da Galáxia, e era conforme todas as pistas que Seldon havia deixado. Trantor tinha o apelido de "Star's End" (pt: Fim das Estrelas) devido ao antigo ditado de que "todas as vias levam a Trantor, e é lá que findam todas as estrelas". O local também estava conformemente na "ponta oposta da galáxia", já que a galáxia não é um disco mas sim uma espiral — e a partir da borda, a outra ponta duma espiral fica no centro. O livro nota também que Hari Seldon era um cientista social, não um cientista físico. Quando as duas Fundações foram instituídas por Seldon, poderia-se dizer que elas estavam cada uma numa respectiva ponta oposta da graduação social da Galáxia — com Trantor no coração do poder e do prestígio galáctico, e com Terminus em extremo isolamento e povoado por cientistas exilados.

A Segunda Fundação seria revisitada em Fundação II.

A Busca da Fundação foi originalmente publicada nas edições de novembro e dezembro de 1949 e janeiro de 1950 de Astounding Science Fiction sob o título —And Now You Don't (pt: —E Agora Não).

A Segunda FundaçãoEditar

A Segunda Fundação foi fundada por Hari Seldon como uma colônia nascente de "mentálicos", i.e. pessoas com habilidades telepáticas, localizada em "Star's End", um termo intencionalmente obscuro usado por Seldon ao se referir a Trantor. Em Crônicas da Fundação, revela-se que o grupo original que compunha a Segunda Fundação incluía a neta de Hari Seldon, Wanda Seldon, e o guarda-costas dele, Stettin Palver.

Enquanto que a força da Primeira Fundação vem do domínio do mundo físico, a força da Segunda vem do domínio da mente, inclusive o aprofundamento e incremento da ciência da psico-história. A sua função é garantir que o Plano Seldon se dê à risca, tanto através do refinamento da matemática e das previsões do Plano quanto através da resolução de imprevistos, e.g. o Mulo. Sua meta final é virar a classe detentora do poder quando se formar o Segundo Império, regendo os mundos unidos sob a Primeira Fundação. Os mentálicos justificam suas aspirações pela convicção de que a humanidade só quebrará o eterno ciclo de ascensão e queda quando houver uma elite capaz de entender verdadeiramente o coração de seus súditos.

A Segunda Fundação é governada por um conselho dos mais capazes mentálicos, chamados de Oradores. Apesar desse título, que denota a fala, naturalmente não é preciso falar num conselho de telepatas. O líder do grupo se chama Primeiro Orador — uma tradução do termo inglês "First Speaker", que é por sua vez uma possível referência ao título romano Princeps senatus, que era conferido a um senador veterano e lhe dava o privilégio de ser o primeiro a falar, ou seja, de abrir a sessão do Senado. O único privilégio formal do Presidente era a primeira palavra na abertura do conselho, mas na prática o título conferia um poder bem maior.

A estrutura da Segunda Fundação se assemelha tanto a uma rede de espionagem quanto a uma universidade. É num complexo predial em Trantor, os únicos prédios que sobreviveram ao Grande Saque, que vivem e trabalham vários técnicos e analistas. Adentro desse complexo vão os relatórios dos agentes enviados a todas as partes da galáxia; é com base nesses relatórios que ações são tomadas para proteger o curso do Plano Seldon.

ReferênciasEditar

  • Chalker, Jack L.; Mark Owings (1998). The Science-Fantasy Publishers: A Bibliographic History, 1923-1998. Westminster, MD and Baltimore: Mirage Press, Ltd. pp. 302–303