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Segismundo Casado López
Nascimento 1893
Nava de la Asunción, Segóvia, Espanha
Morte 18 de dezembro de 1968 (75 anos)
Madrid, Espanha
Ocupação Militar
Serviço militar
Serviço Escudo de España (República).PNG Exército Republicano Espanhol
País Segunda República Espanhola República Espanhola
Patente Coronel
Comando Comandante de um Corpo de Exército (1938)
Comandante do Exército do Centro (1939)
Conflitos Guerra Civil Espanhola
Assinatura
Firma de Segismundo Casado.svg

Segismundo Casado López (1893, Nava de la Asunción, Segovia - 1968, Madrid) foi um oficial do Exército Espanhol da Segunda República Espanhola durante a Guerra Civil Espanhola, comandando o Exército Espanhol Republicano em 1939.

Em 1939, juntamente com Julián Besteiro, um membro das Cortes Generales e um socialistas, Casado realizou um golpe de estado contra o governo do Primeiro-Ministro Juan Negrín, alegando que este desejava uma tomada do poder pelos Comunistas. As forças Republicanas recuperaram o controle de Madrid, mas os esforços do Casado para negociar a paz com o General Franco falharam. Este insistiu em uma rendição incondicional, o que ocorreu em 1939. Casado exilou-se na Venezuela, não regressando a Espanha até 1961.

InícioEditar

O filho de um militar, Casado entrou para a Academia Real de Cavalaria em Valladolid aos 15 anos. Ele progrediu como um oficial, chegando ao posto de major em 1936. Na época, ele servia como chefe da casa militar do Presidente Manuel Azaña, criado no âmbito da Segunda República de Espanha.[1]

Guerra Civil EspanholaEditar

Após o início da Guerra Civil Espanhola, Casado ajudou a desenvolver as táticas do Exército Republicano Espanhol no centro de Espanha. Ele participou[2] na defesa de Madrid e na batalha de Jarama. Ele foi promovido a coronel em 1938 e lutou na batalha de Brunete.[3] Em 1938, ele era o comandante de um corpo de exército (dos cinco que havia) na zona central republicana.[4] Em 1939 foi-lhe dado o comando do Exército Central Republicano.

O golpe de Casado e o fim da guerraEditar

Em 5 de Março de 1939, Casado, alegando que o Primeiro-Ministro Juan Negrín estava a planear uma tomada do poder pelos Comunistas, conduziu um golpe de estado com o apoio de Julián Besteiro, o líder do Partido Socialista Operário Espanhol, e líderes anarquistas desiludidos. Eles estabeleceram um Conselho de Defesa Nacional (Consejo Nacional de Defensa) contra Negrín.[5]

O General José Miaja, em Madrid, aderiu à rebelião em 6 de Março, ordenando a prisão de Comunistas na cidade. Negrín fugiu para a França em 6 de Março. Mas Luis Barceló, comandante do 1º Corpo do Exército do Centro, rejeitou o golpe e tentou recuperar o controle da capital. As suas tropas entraram em Madrid e houve violentos combates durante vários dias na capital. Tropas anarquistas lideradas por Cipriano Mera conseguiram derrotar o 1º Corpo, e Barceló foi capturado e executado.

Casado tentou negociar um acordo de paz com o General Francisco Franco, que recusou exigindo a rendição incondicional.[6] Os membros sobreviventes do Exército Republicano não estavam mais dispostos a lutar. O Exército Nacionalista entrou em Madrid praticamente sem oposição em 28 de Março de 1939.

 
Segismundo Casado (1939).

RescaldoEditar

Casado fugiu para Valência, onde embarcou em um navio britânico no final de Março e foi para o exílio na Venezuela.[7] Ele permaneceu exilado na Venezuela até 1961, quando regressou a Espanha.

Casado segundo relatos morreu em um hospital em Madrid.[8]

Leitura complementarEditar

ReferênciasEditar

  1. Thomas, Hugh. The Spanish Civil War. Penguin Books. 2001. London. p. 299
  2. Thomas, Hugh. The Spanish Civil War. Penguin Books. 2001. Londres. pág. 462
  3. Thomas, Hugh. The Spanish Civil War. Penguin Books. 2001. Londres. pág. 691
  4. Thomas, Hugh. The Spanish Civil War. Penguin Books. 2001. London. p. 814
  5. Beevor, Antony. The Battle for Spain. The Spanish Civil War 1936-1939. Penguin Books. Londres. 2006. pp. 391-392
  6. Beevor, Antony. The Battle for Spain. The Spanish Civil War 1936-1939. Penguin Books. London. 2006. pp. 394-395
  7. Beevor (2006), The Battle for Spain, p. 396
  8. Luis Español Bouché (24 de abril de 2009). «Segismunco Casado: el final de una guerra | Gente | Gente». Abc.es. Consultado em 29 de maio de 2019 
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