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Segunda classe é um livro de poesia publicado por Antônio Carlos de Brito (cujo pseudônimo é Cacaso), em conjunto com Luis Olavo Fontes. A primeira edição é de 1975. Foi republicado em 2002, junto com a obra poética de Cacaso (intitulada lero-lero) pela Cosac & Naify e pela 7 Letras[1], como parte da coleção "Ás de coletes", que inclui outras obras do gênero (por exemplo, do poeta Chacal, mencionado nas epígrafes[2]). Traz epígrafes de Chacal, Augusto Ribas Lopes e Oswald de Andrade. A influência deste último é sensível: vários dos poemas relebram o conceito de poema minuto do escritor modernista, conhecido pela economia de linguagem e pelo tom de chiste. Conta com 50 poemas, sendo metade de um autor e metade do outro. A edição original não apontava qualquer tipo de distinção entre estes, mas na edição da obra completa de Cacaso, devido ao fato de ser um livro exclusivamente da obra deste autor, o editor preferiu o recurso de colocar o título dos poemas de Luis Olavo Fontes em itálico, a fim de que os leitores pudessem diferenciar os poemas compostos por cada um deles.

O livro e suas relações com a geração mimeográfoEditar

Já foi dito que a produção de Cacaso na década de setenta é sintomática da época[3]. O poeta mantinha ligações com vários outros grandes nomes do movimento da poesia marginal (às vezes dita geração mimeógrafo), como, por exemplo, o já mencionado Chacal, Ana Cristina Cesar e Roberto Schwarz, entre outros. De fato, Segunda classe fazia parte de uma coleção chamada Vida de Artista, que incluía um grupo heterogêneo de pessoas ligadas, de alguma forma, à poesia marginal[4]

Lista de poemasEditar

A lista a seguir se utiliza do referido recurso do editor da obra completa de Cacaso; os poemas de Luis Olavo Fontes seguem indicados em itálico:

  • Município;
  • Silêncio;
  • Utopia;
  • Primeiras descobertas;
  • Segundas descobertas;
  • São Francisco;
  • Bicicleta;
  • Notícias;
  • Jura;
  • Papelaria;
  • Circo;
  • Grão-circo;
  • Início das aulas;
  • Óbvio;
  • Lenços brancos;
  • Ave;
  • São Francisco;
  • Inacabado;
  • Perdido;
  • Turistas na barca;
  • Moda de viola;
  • Voracidade do gato;
  • Indefinição;
  • Antiquário;
  • Idade madura;
  • Na folha de caderno;
  • Retrato;
  • Diário;
  • Januária nas janelas;
  • Januária;
  • Berço esplêndido;
  • Casa isolada;
  • Paraíso perdido;
  • Substância;
  • Bíblico;
  • Constatando;
  • Populações;
  • Signo;
  • Mesmos sertões;
  • Carinhanha ao meio dia;
  • Mudando o estado;
  • Dedicatória;
  • Petrolina condenada;
  • Caso;
  • Juazeiro devasso;
  • Mal-informado;
  • Corpo a corpo;
  • Samba;
  • Falta de ritmo;
  • Geografia.

Referências

  1. Cacaso. lero-lero (1967-1985). São Paulo: Cosac & Naify; Rio de Janeiro: 7 letras, 2002. Coleção Ás de Colete
  2. Chacal. Belvedere. São Paulo: Cosac & Naify; Rio de Janeiro: 7 letras, 2007. Coleção Ás de Colete
  3. "Nesse momento, é oportuno afirmar que toda a produção poética de Cacaso referente à década de setenta – a saber, Grupo Escolar, Beijo na Boca, Segunda Classe e Na Corda Bamba – pode ser lida como um “texto-testemunho” ou um “texto-sintoma”(VIÑAR, 1992, p. 125)." apud Poesia & Política Arquivado em 11 de julho de 2011, no Wayback Machine., p. 2.
  4. "Ao contrário dos outros grupos, que se caracterizam por reunir conjuntos bastante específicos de produtores, a coleção Vida de Artista (1974-1975), agrupa pessoas diferentes e que se encontraram em meio a toda a movimentação e a conseqüente discussão do fenômeno da "poesia marginal", desta forma vão estar presentes poetas como: Cacaso, Beijo na Boca, Segunda Classe (com Luís Olavo); Eudoro Augusto, A vida alheia; Luís Olavo Fontes, Prato Feito; Chacal, América; Carlos Saldanha, Aqueles papéis." - Transgressão da poesia Arquivado em 28 de maio de 2014, no Wayback Machine., p. 6.
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