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Seleção Colombiana de Voleibol Feminino

Colômbia
Voleibol Volleyball (indoor) pictogram.svg
Bandeira
Informações gerais
Federação Federação Colombiana de Voleibol
Sigla FIVB COL
Confederação CSV
Ranking FIVB Aumento 29º (em 21 de outubro de 2018)
 
Campeonato Sul-Americano
Participações 17 (Primeira em 1969)
Melhor 2º (2017 e 2019)
Última 2º (2019)
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Cores do Time
1º uniforme
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Cores do Time
2º uniforme
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Cores do Time
3º uniforme

A Seleção Colombiana de Voleibol Feminino é uma equipe sul-americana composta pelas melhores jogadoras de voleibol da Colômbia. A equipe é mantida pela Federação Colombiana de Voleibol (em espanhol: Federación Colombiana de Voleibol). Atualmente, encontra-se na 29ª posição do ranking mundial da FIVB (Federação Internacional de Voleibol), na categoria adulta (seniores), segundo dados atualizados em 21 de outubro de 2018.[1] Anteriormente, encontrava-se na 26ª colocação (em 2013)[2] e no 30º lugar (2016), nesse mesmo ranqueamento da FIVB.

No período recente, a Colômbia tem-se destacado como uma seleção em crescimento notável, disputando o status de segunda força sul-americana com o Peru e a Argentina, além de fazer jogos acirrados com seleções mais fortes, como a República Dominicana. Além de peruanas e argentinas, o seu nível atual é equivalente ao das porto-riquenhas e canadenses, já tendo superado venezuelanas, cubanas e mexicanas.

Em 2018, disputou a Challenger Cup, tendo conquistado a medalha de prata, sendo esse o seu principal destaque a nível mundial.[3] Em 2019, as colombianas voltaram a disputar uma edição dos Jogos Pan-Americanos, algo que não ocorria desde Cali-1971. Comandadas pelo técnico brasileiro Antonio Rizola, a jovem e motivada equipe fez história ao conquistar a sua primeira medalha (de prata) no torneio de voleibol feminino.

HistóriaEditar

InícioEditar

Em 1938, quatro ligas provincianas de voleibol uniram-se para criar a Associação Colombiana de Voleibol, primeira instituição responsável por administrar a prática do esporte a nível nacional. Em 1955, transformou-se na atual Federação Colombiana de Voleibol, tendo-se associado à Federação Internacional de Voleibol.

Comparada a países como Brasil, Peru, Argentina, Venezuela, e até mesmo Chile e Uruguai, a Colômbia iniciou a sua trajetória internacional tardiamente. Foi apenas em 1969, no VIII Campeonato Sul-Americano de Voleibol Feminino, realizado em Caracas, que as colombianas estrearam, tendo finalizado na sexta, e última, colocação. Nas duas edições seguintes (em 1971 e 1973), finalizaram em sétimo. Ausentaram-se por dez anos, até retornarem em 1983, quando finalizaram na quinta posição.[4]

Durante as décadas de 1980, 1990 e 2000, as colombianas tiveram resultados modestos, tendo ocupado o quarto lugar em três ocasiões (em 1985, 1993 e 2003) e conquistado o bronze em 1991, sendo esta a sua primeira medalha na competição.[4]

2009 - 2019: a década da construçãoEditar

Em 2009, a Colômbia iniciou uma nova trajetória na sua história, no que se pode considerar a gênese da sua ascensão a nível continental. Após ter finalizado na quarta posição durante três edições consecutivas do Campeonato Sul-Americano (2009, 2011 e 2013), assumindo o status de terceira força - o qual pertencia à Venezuela -, as colombianas voltaram a conquistar uma medalha (de bronze) na edição de 2015, disputada em Cartagena.[4][5]

Ainda em 2015, sob liderança do argentino Eduardo Gillaume, a Colômbia teve a oportunidade de participar pela primeira vez de uma competição a nível mundial: o extinto Grand Prix de Voleibol; algo que se repetiu nas duas edições seguintes, tendo finalizado em 23º, 24º e 19º, respectivamente, nas três oportunidades que teve. Após uma temporada frustrante, e tendo fracasso na conquista da vaga sul-americana para as Olimpíadas de 2016, o técnico argentino trocou a Colômbia pelo Chile.

Em janeiro de 2017, o técnico brasileiro Antonio Rizola assumiu a seleção colombiana trazendo um novo estilo de jogo. Foi em Cali, nesse mesmo ano, que a Colômbia entrou de vez na disputada com o Peru e a Argentina pelo status de segunda força do voleibol feminino na América do Sul, quando conquistou a sua primeira medalha de prata no Campeonato Sul-Americano (terceira no geral).[4][5]

Em 2018, as colombianas voltaram a medalhar em três competições: ouro nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba, prata nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe e prata na Challenger Cup. Esta é, até o período atual, o seu maior destaque a nível mundial; na ocasião, as colombianas foram superadas pela Bulgária, em um duelo que terminou em 3 set a 1 a favor das europeias.[6][7][8][5]

O sexteto colombiano mostrou em 2019 que o trabalho de Rizola trouxera ao país uma nova qualidade de jogo, atraindo elogios de rivais pelo rápido crescimento a nível continental obtido. Na Copa Pan-Americana, conquistou a sua primeira medalha (de bronze), e na sua segunda oportunidade de disputar uma edição dos Jogos Pan-Americanos, as colombianas fizeram história; eliminaram as brasileiras na semi-final e garantiram a prata, após uma acirrada disputa de quatro sets contra as dominicanas.[9][10][5] Finalizou a temporada com mais uma medalha de prata, conquistada no Campeonato Sul-Americano, após derrota em sets corridos contra o Brasil.[11]

Títulos e campanhas de destaqueEditar

Equipe atualEditar

Número Nome Posição Altura Nascimento Clube em 2018-19
1 Darlevis Mosquera Central 180cm 23 07 2000   Liga Bolivarense
3 Dayana Segovia Oposto 184cm 26 03 1996   São Caetano
5 Ana Karina Olaya Ponteira 187cm 13 09 2002   Liga Vallecaucana
6 Valerin Carabali Central 183cm 25 10 2000   UTE Volley
9 Juliana Toro Líbero 166cm 29 01 1995   Liga Antioqueña
11 Giselle Perez Ponteira 182cm 08 07 1997   Apollon Limassol
12 Ivonne Montaño Central / Oposto 187cm 12 11 1995   Municipal Olympique Mougins
13 Camila Gómez Líbero 160cm 06 07 1995   Texas A&M Univ.
14 Angie Velasquez Levantadora 171cm 13 06 2000   Liga Cundinamarca
15 María Alejandra Marín   Levantadora 180cm 04 11 1995   São Caetano
16 Melissa Rangel Central 193cm 16 10 1994   VB Logroño
17 María Sarmiento Líbero 165cm 30 03 2000   Liga Vallecaucana
18 Maria Margarita Martinez Ponteira 180cm 19 05 1995   Municipal Olympique Mougins
19 Amanda Coneo Ponteira 177cm 20 12 1996   Volley Torino
20 Veronica Pasos Oposto 179cm 15 07 1996   Liga Antioqueña
22 Danna Escobar Ponteira 195cm 25 01 1994   CV Sayre Mayser

Jogadoras notáveisEditar

MVPsEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. «FIVB Senior World Ranking - Women - As per October 21, 2018». www.fivb.org (em inglês). FIVB (salvo em archive.is). 21 de outubro de 2018. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  2. «FIVB Senior World Ranking - Women». FIVB.org. Consultado em 21 de julho de 2013 
  3. «News detail - Bulgaria amongst volleyball's cream for 2019 Women's VNL». challengercup.volleyball.world (em inglês). FIVB. 25 de junho de 2018. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  4. a b c d «Ranking - Piso». CSV (em espanhol). Consultado em 22 de setembro de 2017. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2017 
  5. a b c d «COLOMBIA Volleybox» (em inglês). FIVB. 15 de agosto de 2019. Consultado em 25 de junho de 2018 
  6. «HISTÓRICO PODIO PARA COLOMBIA EN LOS JUEGOS CENTROAMERICANOS BARRANQUILLA 2018». CSV (em espanhol). Consultado em 15 de agosto de 2019 
  7. «LAS RECIENTES CONQUISTAS DEL VOLEIBOL FEMENINO COLOMBIANO». CSV (em espanhol). Consultado em 15 de agosto de 2019 
  8. «BULGARIA AMONGST VOLLEYBALL'S CREAM FOR 2019 WOMEN'S VNL» (em inglês). FIVB. 25 de junho de 2018. Consultado em 25 de junho de 2018 
  9. «BRONCE HISTÓRICO PARA COLOMBIA EN LA COPA PANAMERICANA». CSV (em espanhol). Consultado em 15 de agosto de 2019 
  10. «COLOMBIA CONQUISTA MEDALLA DE PLATA HISTÓRICA EN LIMA2019». CSV (em espanhol). Consultado em 15 de agosto de 2019 
  11. «BRASIL LLEVA SU 21º ORO EN SUDAMERICANOS Y COLOMBIA, PERÚ, ARGENTINA, VENEZUELA CLASIFICAN AL PREOLÍMPICO CONTINENTAL». CSV (em espanhol). Consultado em 2 de setembro de 2019 

Ligações externasEditar