Senhora (romance)

obra de José de Alencar
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Senhora
Autor(es) José de Alencar
Idioma português brasileiro
País  Brasil
Gênero Romance
Editora B. L. Garnier
Formato 2 volumes
Lançamento 1875 (1a. edição)
ISBN [[Special:Booksources/228, Vol. I (1a. edição)
248, Vol. II (1a. edição)|228, Vol. I (1a. edição)
248, Vol. II (1a. edição)]]
Cronologia
Ao Correr da Pena
O Sertanejo

Senhora é romance urbano do escritor brasileiro José de Alencar, publicado em 1874, na forma de folhetim.

É um dos últimos romances de Alencar, publicado três anos antes da morte do escritor. Da mesma forma que Iracema, Senhora é juntamente com Lucíola um dos pontos altos da sua ficção citadina e de atualidade. O final feliz é a ultima parte do desenvolvimento do romance – agora em clave de maior densidade psicológica – do motivo do conflito entre o amor e o interesse, presente desde os primeiros livros, notadamente A viuvinha.[1]

SinopseEditar

Aurélia Camargo, filha de uma costureira pobre e órfã de pai, depois de perder seu irmão apaixonou-se por Fernando Seixas – homem ambicioso – com quem flertou. Este, porém, desfaz a relação, movido pela vontade de se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral, e pelo dote ao qual teria direito de receber.

Passado algum tempo, Aurélia, já órfã de mãe também, recebe grande herança do avô e ascende socialmente. Passa, pois, a ser figura de destaque nos eventos da sociedade da época. Dividida entre o amor e o orgulho ferido, ela encarrega seu tutor e tio, Lemos, de negociar seu casamento com Fernando por dote de cem contos de réis. O acordo realizado inclui, como uma de suas cláusulas, o desconhecimento da identidade da noiva por parte do contratado até as vésperas do casamento.

Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando fica muito feliz, pois, na verdade, nunca deixou de amá-la. A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido que uma mulher na sua posição social deve ter.

PersonagensEditar

  • Aurélia Camargo (Senhora) – Mulher diferente de todas as outras que naquela época viviam. Destacava-se pela sua beleza e pela sua maneira de agir e de pensar. Opunha-se a algumas regras determinadas pela sociedade que não lhe agradavam. Aurélia a todos pode dominar e tem tudo o que quer ter. Era educada, delicada, corajosa, elegante, informada, inteligente, experiente. Era com certeza, alguém que nasceu para a riqueza e para a alta sociedade, e talvez, a característica que consideramos a mais importante, que pode ser a explicação de seu sucesso no domínio das pessoas: a sua frieza e seu estimável auto-controle.
  • Fernando Seixas – Uma importante característica de Seixas é o enorme contraste entre a sua vida social que levava na alta sociedade e a que tinha em casa com sua família. Seixas era homem de classe, que possui bens caríssimos, só disponíveis às pessoas da mais alta sociedade. Fernando era fino, nobre, elegante, educado e extremamente inteligente. Era moço extremamente jovem e carinhoso, sabia perfeitamente como tratar as irmãs (que o bajulavam a toda hora e brigavam ciumentas por ele). Vale também dizer que Fernando possuía barba castanha e bigode muito elegante.
  • Lemos – Era baixo, não muito gordo, mas rolho e bojudo como um vaso chinês. Era vivo, extremamente alegre e confiante. Lemos era ainda um velho otimista, principalmente nos negócios que costumava fazer, e sabia perfeitamente conduzir uma transação, mesmo que esta não se acomode em bons resultados de início, como foi o caso da sua conversa com Seixas pelo dote de cem mil contos de réis oferecidos por Aurélia.
  • Adelaide – Mulher rica, poderosa e sedutora. Pelo dote que seu pai oferece tira Fernando Seixas de Aurélia, mas mesmo Torquato Ribeiro sendo pobre ela o amava e conseguiu casar-se com ele graças a Aurélia.

Outros personagensEditar

  • D. Firmina – Viúva, ex-vizinha de Aurélia,depois da morte da mãe de Aurélia foi morar com ela e acompanhava a menina na sociedade e fazia todos os seus desejos.
  • D. Emília – Mãe de Aurélia e irmã de Lemos, a quem este abandonou por ter-se casado com Pedro Camargo.
  • Pedro Camargo - Pai de Aurélia e filho bastardo do fazendeiro Lourenço Camargo, que deixa, ao morrer, herança à neta, Aurélia.
  • Dr. Torquato Ribeiro - Moço bom, simples e humilde que procurou ajudar Aurélia nos vários momentos difíceis, quando pobre. Apaixonado por Adelaide
  • Eduardo Abreu - Pretendente de Aurélia. Moço bom que custeou as despesas do enterro de sua mãe amada.

Referências

Ligações externasEditar

 
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