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Serafim Fernandes de Araújo
Cardeal da Igreja Católica
Arcebispo-emérito de Belo Horizonte
Hierarquia
Papa Francisco
Atividade Eclesiástica
Diocese Arquidiocese de Belo Horizonte
Nomeação 5 de fevereiro de 1986
Predecessor Dom João Resende Costa, SDB
Sucessor Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Mandato 1986 - 2004
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 12 de março de 1949
Arquibasílica de São João de Latrão, Roma
por Dom Luigi Cardeal Traglia
Nomeação episcopal 19 de janeiro de 1959
Ordenação episcopal 7 de maio de 1959
Diamantina
por Dom José Newton de Almeida Baptista
Nomeado arcebispo 22 de novembro de 1982
Cardinalato
Criação 21 de fevereiro de 1998
por Papa João Paulo II
Ordem Cardeal-presbítero
Título São Luís Maria Grignion de Montfort
Brasão
Coat of arms of Serafim Fernandes de Araujo.svg
Lema SERAPHIM IVXTA EVM
Junto a Ele, como os serafins
Dados pessoais
Nascimento Minas Novas, Minas Gerais
13 de agosto de 1924 (95 anos)
Nacionalidade brasileiro
Funções exercidas -Bispo-auxiliar de Belo Horizonte (1959-1982)
-Arcebispo-coadjutor de Belo Horizonte (1982-1986)
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Dom Serafim Fernandes de Araújo (Minas Novas, 13 de agosto de 1924) é um cardeal brasileiro e arcebispo emérito de Belo Horizonte.

Fez seus estudos no Seminário de Diamantina, onde se formou em Humanidades em 1942 e em Filosofia em 1944 (licenciatura em filosofia) Foi escolhido para ir estudar em Roma, onde fez mestrado em Teologia e Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana.

SacerdócioEditar

Foi ordenado sacerdote em 12 de março de 1949, na Catedral de São João Latrão em Roma. Continuou seus estudos em Roma, de 1949 a 1951. Retornou ao Brasil e celebrou sua primeira missa em 17 de setembro de 1951, em Itamarandiba. Depois foi ser pároco de Gouveia, onde ficou de 1951 a 1957. Nesse mesmo período atuou como capelão da Companhia Industrial de São Roberto. De 1956 a 1957 assumiu o posto de capelão militar do 3º Batalhão Militar da Polícia Militar de Minas Gerais, onde também foi diretor de Ensino Religioso da Arquidiocese de Diamantina e professor de Direito Canônico no Seminário Provincial.

Em Curvelo, onde foi pároco em 1957 e cônego de 1958 a 1959, também atuou como professor em várias escolas. Desde 1951 até 1959, foi capelão do Terceiro Batalhão da Polícia, Diamantina, de 1956 a 1959; professor e membro da Escola de Mestres em Diamantina e em vários colégios em Gouvéia.

Foi eleito bispo titular de Vewrinopoli e nomeado auxiliar de Belo Horizonte, aos 19 de janeiro de 1959. Ordenado bispo em 7 de maio de 1959, em Diamantina, com apenas 34 anos, (foi o mais novo bispo do Brasil), por Dom José Newton de Almeida Baptista, arcebispo de Diamantina. Transferiu-se para Belo Horizonte para ser auxiliar de Dom João Resende Costa. Assumiu também os cargos de vigário geral, administrador e diretor de Ensino Religioso da Arquidiocese, além de tornar-se professor de Cultura Religiosa da PUC Minas.

Outros serviçosEditar

Foi reitor da Universidade Católica de Minas Gerais, de 1960 a 1981. Participou do Concílio Vaticano II, de 1962 a 1965. Assistiu a Terceira Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, Puebla, México, 27 de janeiro a 13 de fevereiro de 1979. Foi promovido a coadjutor com direito à sucessão da arquidiocese de Belo Horizonte, 22 de novembro de 1982. Sucedeu a sé metropolitana de Belo Horizonte, a 5 de fevereiro de 1986. Assistiu a Quarta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Santo Domingo, na República Dominicana, de 12 a 28 de outubro de 1992 e foi um de seus presidentes. Assistiu a IX Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, de 2 a 29 de outubro de 1994. Assistiu à Assembléia Especial para a América do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, de 16 de novembro a 12 de dezembro de 1997.

Concílio Vaticano IIEditar

Dom Serafim é um dos poucos bispos que participou do Concílio Vaticano II, que ainda continua na ativa. Ele esteve presente às reuniões que aconteceram de 1962 a 1965, quando o mesmo se encerrou. O bispo também viajou para vários países para visitar universidades e participar de seminários e congressos sobre educação. Entre 1978 e 1981, foi membro do Conselho Federal de Educação.

CuriosidadesEditar

A Arquidiocese de Belo Horizonte tem se destacado no cenário da Igreja no Brasil, principalmente pelo Projeto Pastoral Construir a Esperança, idealizado por Dom Serafim e que teve início em 1990. Além disso, Belo Horizonte teve reconhecimento internacional com a realização do 5º Congresso Missionário Latino-americano, de 18 a 23 de julho de 1995, que veio dar maior impulso às atividades missionárias na Arquidiocese.

CardinalatoEditar

Foi criado Cardeal presbítero pelo Papa João Paulo II, aos 21 de fevereiro de 1998; recebeu a barrete cardinalício e o título de São Luís Maria Grignion de Montfort, 21 de fevereiro de 1998. Há quem diga que Dom Serafim, devido ao fato de Belo Horizonte não ser sede cardinalícia, ter sido criado cardeal tanto pela sua erudição, como pela profunda fidelidade e amizade que tinha para com o Papa João Paulo II, sendo portanto um título relativo à sua pessoa e não à sede belo-horizontina.

Desde 28 de janeiro de 2004, é arcebispo emérito da Arquidiocese de Belo Horizonte.

Em 10 de fevereiro de 2015, Dom Serafim foi internado no Hospital Madre Teresa, no bairro Gutierrez, após sofrer um princípio de infarto enquanto fazia uma caminhada. O cardeal passou cinco dias internado.[1]

Brasão e lemaEditar

 
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  • Descrição: Escudo eclesiástico de blau, com uma gavela de espigas de trigo de jalde, com bordadura de goles caregada de quatro flores-de-lis de jalde - Armas dos Fernandes. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio branco com cruzetas de sable. O conjunto está pousado sobre uma cruz trevolada, de dois traços, de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico com seus cordões em cada flanco, terminados por quinze borlas cada um, postas: 1, 2, 3, 4 e 5; tudo de vermelho. Brocante sob a ponta da cruz um listel de argente , com a divisa: SERAPHIM IVSTA EVM, em letras de sable.
  • Interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo e a bordadura representam as armas familiares do cardeal. O campo de blau (azul), por seu esmalte, significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A gavela de espigas de trigo faz alusão à Eucaristia e à seara divina que o bispo deve evangelizar, lembrando ainda o brasão de armas da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, da qual o cardeal foi reitor por vinte e um anos; sendo que, por seu metal, jalde (ouro), traduz: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio . A bordadura de goles (vermelho) simboliza o fogo da caridade inflamada no coração do Cardeal pelo Divino Espírito Santo, bem como, valor e socorro aos necessitados. A flor-de-lis é a mais nobre das flores heráldicas, símbolo de nobreza e poder, sendo que as quatro representadas na bordadura significam a devoção a Virgem Maria difundida pelos quatro cantos da diocese e, sendo de jalde (ouro), estas flores-de lis têm o significado deste metal, escrito acima. A cruz de duas travessas e o pálio representam a dignidade arquiepiscopal e o chapéu a dignidade cardinalícia. O ouro da cruz simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. O listel, por seu metal, argente (prata,) traduz a inocência, a castidade, a pureza, lisura, fidelidade e a eloqüência, virtudes essenciais num Pastor, e o lema: Junto a Ele, como os serafins é tirado do profeta Isaias, significando que o bispo Dom Serafim quer estar diante de Deus, em adoração e súplica por todos os seus súditos diocesanos; sendo que o esmalte sable (negro) das letras simboliza: a sabedoria, a ciência, a honestidade, a firmeza e a obediência ao Sucessor de Pedro.

Referências

  1. «Dom Serafim deixa hospital após ficar cinco dias internado por infarto». Hoje em Dia. 18 de fevereiro de 2015. Consultado em 25 de abril de 2018 

Ligações externasEditar