Unidade Islâmica do Mujahidin do Afeganistão

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A Unidade Islâmica do Mujahidin do Afeganistão, também conhecida como Aliança Mujahidin dos Sete Partidos ou Sete de Peshawar, foi uma aliança afegã formada em 1981 ou 1985 pelos sete partidos afegãos mujahidin que lutavam contra os soviéticos que sustentavam a República Democrática do Afeganistão durante a Guerra Afegã-Soviética.[1][2][3] A aliança procurou funcionar como uma frente diplomática unida para a opinião mundial e buscou representação nas Nações Unidas e na Organização da Conferência Islâmica.[4]

Todos os grupos constituintes foram muçulmanos sunitas e todos eram majoritariamente pashtuns, exceto o Jamiat-i-Islami que era predominantemente tajique. Outra aliança mujahideen menor, mas dominante, era composta principalmente de muçulmanos xiitas[5] sendo designada Oito de Teerã - uma aliança de oito facções xiitas afegãs, apoiadas pelo Irã.

Embora a aliança Sete de Peshawar assumisse sua configuração formal em meados da década de 1980, havia existido de facto como bloco político desde maio de 1979, quando o governo paquistanês decidiu limitar o fluxo de ajuda financeira estrangeira, principalmente dos Estados Unidos (sob a Doutrina Reagan) e a Arábia Saudita, às referidas sete organizações, reduzindo assim o abastecimento monetário aos grupos de resistência nacionalistas e de esquerda.[6]

Formação da aliançaEditar

Embora os dois principais estudiosos sobre esta questão concordem que a coalizão foi fundada sob pressão dos Estados Unidos, da Arábia Saudita e do Paquistão, como uma coalizão de grupos que lutavam contra a ocupação soviética do Afeganistão, existem reivindicações díspares sobre quando a coalizão foi formada e quem foi responsável por financiá-la. De acordo com Tom Lansford, autor de A bitter harvest: US foreign policy and Afghanistan, o grupo foi formado em 1985 e financiado pelos sauditas. No entanto, Vijay Prashad, Diretor do Programa de Estudos Internacionais no Trinity College, Hartford, Connecticut, afirma que a fundação ocorreu anteriormente, em 1981, e cita especificamente Osama bin Laden como um dos principais financistas sauditas.

Membros da aliançaEditar

Havia sete membros da Aliança Mujahidin do Afeganistão, uma união islâmica predominantemente sunita. Consistia em:

Referências

  1. Vijay Prashad. «War Against the Planet». CounterPunch. The US-Saudi dominance in funding enabled them to choose amongst the various exiled forces -- they, along with the Pakistanis, chose seven parties in 1981 that leaned more towards theocratic fascism than toward secular nationalism. One of the main financiers was the Saudi businessman, Osama bin Laden. Five years later, these seven parties joined the Union of Mujahidin of Afghanistan. 
  2. Rohan Gunaratna (2002). Inside Al Qaeda: global network of terror. [S.l.]: Columbia University Press. ISBN 978-0-231-12692-2 
  3. Tom Lansford (2003). A bitter harvest: US foreign policy and Afghanistan. [S.l.]: Ashgate Publishing, Ltd. ISBN 978-0-7546-3615-1. Under pressure from the United States, Pakistan and Saudi Arabia, the main mujahideen parties joined together to form the Islamic Union of Mujahideen of Afghanistan in May 1985. The alliance was led by a general council which included Hekmatyr, Rabbani, and Abd-ur-Rabb-ur-Rasul Sayyaf, the leader of the Islamic Union for the Liberation of Afghanistan which was established and funded by the Saudis. 
  4. Collins, George W. (março–abril de 1986). «The War in Afghanistan». Air University Review. Consultado em 27 de março de 2009 
  5. Hilali, A. Z. (2005). US-Pakistan relationship: Soviet invasion of Afghanistan. [S.l.]: Ashgate Publishing, Ltd. p. 125. ISBN 978-0-7546-4220-6 
  6. Ruttig, Thomas. Islamists, Leftists – and a Void in the Center. Afghanistan's Political Parties and where they come from (1902-2006) (PDF). [S.l.]: Konrad Adenauer Stiftung. Arquivado do original (PDF) em 24 de maio de 2013 

BibliografiaEditar

  • Kaplan, Robert D. Soldiers of God: With the Mujahidin in Afghanistan. Boston: Houghton Mifflin Company, 1990. ISBN 0-395-52132-7
  • Weisman, Steven R. "Rebel Rivalry is Hampering Afghan Talks", The New York Times, 1 de março de 1988.