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Severiano Mário Vieira de Magalhões Porto (Uberlândia, 19 de fevereiro de 1930 – ) é um arquitecto brasileiro formado pela Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, em 1954. Conhecido com o "arquiteto da floresta", ou "arquiteto da Amazônia" foi responsável por conceber um modelo único de arquitetura amazônica e sustentável, que une técnicas desenvolvidas por ribeirinhos e caboclos com as mais modernas e inovadoras criações da arquitetura.

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BiografiaEditar

Muda-se com a família para o Rio de Janeiro, aos cinco anos de idade, quando seu pai funda o Colégio Brasil América. Forma-se na Faculdade Nacional de Arquitetura - FNA, da Universidade do Brasil, em 1954. Como estudante faz estágio na Construtora Britto e como arquiteto responsável pelo desenvolvimento de obras permanece na empresa por cerca de onze anos. Viaja a turismo para Manaus em 1963. Dois anos depois é convidado pelo governador do Estado do Amazonas, Arthur Cezar Ferreira Reis (1908 - 1993) - pai de um colega do Colégio Brasil América -, a realizar a reforma do palácio do governo, 1965, e o projeto da Assembléia Legislativa do Estado, 1965. No período em que permanece em Manaus para o desenvolvimento desses projetos, que não se concretizam, Severiano Porto recebe outras encomendas e então muda-se para a cidade, em 1966. Mantém o escritório do Rio de Janeiro com a coordenação de seu sócio, o arquiteto Mário Emílio Ribeiro (1930), colega de turma da FNA e co-autor em projetos importantes, como o Estádio Vivaldo Lima, 1965, o Campus da Universidade do Amazonas, 1970/1980, e a Pousada na Ilha de Silves, 1979/1983, todos construídos no Amazonas.

Em Manaus, elabora um caderno de encargos, com os engenheiros Sérgio S. Machado e Milber Guedes, para assegurar que as construtoras cumpram os prazos e as especificações técnicas conforme o projeto e os dispositivos legais estabelecidos. A iniciativa inédita no Estado é assimilada pelo governo. Muitos dos projetos desenvolvidos na região são premiados pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil - IAB, como o Restaurante Chapéu de Palha, 1967 (demolido), a Residência do Arquiteto, 1971, e a Pousada da Ilha de Silves. O conjunto de sua obra é premiado na Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, em 1985, e ele alcança renome internacional, que é confirmado em 1987, quando é homenageado como o homem do ano pela revista francesa L'Architecture d'Aujourd'hui. Um ano antes a parceria de Severiano e Ribeiro é reconhecida pelo prêmio Personalidade do Ano, que os arquitetos recebem do departamento carioca do IAB. Em Manaus, Severiano também exerce a função de professor de arquitetura e urbanismo na Faculdade de Tecnologia da Universidade do Amazonas, de 1972 a 1998. Depois de 36 anos vivendo em Manaus, o arquiteto retorna ao Rio de Janeiro, e transfere o escritório para Niterói, onde passa a morar. Em 2003 recebe o título professor honoris causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.

Principais obrasEditar

BibliografiaEditar

  • NEVES, Letícia de oliveira. Arquitetura bioclimática e a obra de Severiano Porto: estrategias de ventilação natural. São Carlos, 2006.

Ligações externasEditar