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Manifestantes carregam um jovem ferido nos protestos de 21 de junho de 1968, que ficaram conhecidos como "sexta-feira sangrenta".
Soldados do Exército Brasileiro durante as manifestações de 21 de junho.

Sexta-feira sangrenta foi como ficou conhecido um protesto realizado no dia 21 de junho de 1968 no Rio de Janeiro, durante a ditadura militar brasileira. Uma manifestação estudantil em frente ao edifício do Jornal do Brasil gerou um conflito que terminou com três mortos (segundo a versão oficial) ou 28 mortos (segundo o Centro de Documentação de História Contemporânea da Fundação Getulio Vargas), dezenas de feridos e mais de mil prisões. Até hoje não se sabe a real quantidade de mortos resultantes dos confrontos.[1][2]

O protestoEditar

No dia 18, o líder estudantil Jean Marc von der Weid havia sido preso com outros estudantes ao final de uma passeata. No dia seguinte, novo ato foi reprimido com violência pela polícia. Em 20 de junho, centenas de estudantes se reuniram no Teatro de Arena da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e obrigaram o reitor e o Conselho Universitário a debater com eles a situação do ensino superior. Na saída, os jovens são violentamente reprimidos com golpes de cassetete e tiros. Mais de 300 foram presos e levados ao campo do Botafogo, onde sofreram espancamentos e humilhações.[3]

Na manhã do dia 21, sexta-feira, uma nova passeata em protesto contra a repressão ocorre no centro do Rio de Janeiro. Os estudantes reagem, enfrentando a cavalaria da polícia com rolhas e bolas de gude, que fazem os cavalos tombar. A população apoiou os jovens e também atacou a polícia com pedras. A policia reagiu com tiros e bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas de helicópteros. Durante o fim da manhã e toda a tarde, o conflito se espalhou por uma extensa área do centro.[3]

A batalha durou até o início da noite e persiste uma controvérsia com relação ao número de mortos. O verbete do Centro de Documentação de História Contemporânea (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas, fala em "um saldo de 28 mortos, segundo informações dos hospitais – ou três, segundo a versão oficial".[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «21 de junho de 1968 - A sexta-feira sangrenta». Jornal do Brasil. 21 de junho de 2011. Consultado em 15 de abril de 2015. Arquivado do original em 22 de setembro de 2015 
  2. O Globo, ed. (12 de junho de 2018). «Repressão militar a protesto estudantil gera 'sexta-feira sangrenta', há 50 anos». Consultado em 7 de junho de 2019 
  3. a b c Memorial da Democracia (ed.). «28 pessoas morrem na Sexta-Feira Sangrenta». Consultado em 7 de junho de 2019 
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