Abrir menu principal

Show de Calouros

programa antigo do SBT
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde outubro de 2019). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Show de Calouros
Informação geral
Formato Talent show
Gênero Musical
País de origem  Brasil
Idioma original português
Produção
Apresentador(es) Silvio Santos
Narrador(es) Lombardi
Elenco Sônia Lima
Décio Piccinini
Aracy de Almeida
Flôr
Wagner Montes
Sérgio Mallandro
Pedro de Lara
Elke Maravilha
entre outros
Tema de abertura "Coisa Nossa"
"Aqueles Dias"
(Arranjo de Maestro Zezinho)
Tema de encerramento "There's No Business Like a Show Business"
(Arranjo de Maestro Zezinho)
Exibição
Emissora de televisão original Rede Tupi (1977-1980)
Rede Record (1980-1987)
Rede de Emissoras Independentes (1980-1981)
SBT (1981-1996)
Transmissão original 197721 de dezembro de 1996

Show de Calouros (também conhecido como Show de Variedades em 1992 e Novo Show de Calouros entre 1993 e 1996) foi um programa de auditório da televisão brasileira apresentado por Silvio Santos entre julho de 1977 e 21 de dezembro de 1996,[1] tornando-se uma das atrações mais longevas e importantes do Programa Silvio Santos.

O Show de Calouros seguia o modelo básico de programas congêneres que já faziam grande sucesso no rádio e marcaram profundamente a formação artística de Silvio Santos - vários candidatos a artistas (principalmente cantores) se apresentavam para uma bancada de jurados. No início, o júri era formado principalmente por especialistas, como o maestro José "Zé" Fernandes, a cantora romântica Cláudia Barroso e o compositor Alfredo Borba (que depois iria quebrar discos no Programa Flávio Cavalcanti). Zé Fernandes ficou famoso por reprovar (com a nota zero) quase todos os candidatos que por ali passavam. Outro jurado sério era o jornalista Décio Piccinini, ainda que não tão rigoroso quanto Fernandes. A cantora Aracy de Almeida, sempre de mau humor e no controle da campainha que dispensava implacavelmente os maus cantores, tornou-se a sucessora de Zé Fernandes como a figura má do juri. Um dos destaques era o radialista e professor Henrique Lobo, considerado um jurado "bonzinho", mas que às vezes surpreendia o público reprovando algum calouro. Mais tarde começaram a participar alguns amigos do apresentador, como Pedro de Lara (que nos anos 70 tinha um quadro no programa de rádio de Silvio Santos, na qual interpretava os sonhos das ouvintes), o humorista Manuel da Nóbrega, a comediante Consuelo Leandro, a vedete Wilza Carla[2], Cinira Arruda, e outros.

Silvio Santos era muito rigoroso com a sua produção e nos anos 70 começou a chamar os produtores para o palco, dando-lhes broncas. As vítimas favoritas eram Carlinhos e o seu chefe, Valentino Guzzo. Carlinhos era bem forte e tinha a função de empurrar os calouros para o palco, quando Silvio os chamava pelo nome. Quando um deles quase caiu, Silvio irritado chamou Carlinhos para lhe dar uma bronca. Depois foi a vez de Valentino, que tinha vindo da TV Bandeirantes. Valentino era nervoso e não gostava de aparecer na tela, mas seu constrangimento causava gargalhadas na platéia, fazendo com que Silvio o chamasse cada vez mais. Valentino resolveu assumir a palhaçada, e acabou se tornando a Vovó Mafalda, aparecendo depois num quadro do programa infantil do palhaço Bozo exibido pelo SBT, onde participava também Pedro de Lara.

Quando instituiu o SBT, em 1981, Silvio aumentou o número de cadeiras do júri, preenchendo a maioria delas com artistas da casa. Assim tornaram -se jurados a bela atriz Sônia Lima, o apresentador infantil Sérgio Mallandro, a bailarina Flôr, o repórter Wagner Montes, o jornalista Nelson Rubens, o apresentador Luis Ricardo, o repórter Jacinto Figueira Júnior, o ator Jorge Lafond, as apresentadoras infantis Eliana e Mara Maravilha, Luiz Henrique, Valentino Guzzo, Sônia Abrão e outros.

Nos anos 80 ganharam destaque os concursos de transformistas, as garotas que dançam, os cantores mirins e o "vale-tudo". O programa também exibia outras atrações:

  • Isto é incrível --- imagens de proezas humanas, quase sempre de americanos, e de fatos curiosos da natureza.
  • Show do Gongo --- Atrações curiosas do Gong Show, programa de calouros dos Estados Unidos. Num certo período os brasileiros eram desfiados a reproduzir aqui os feitos dos calouros americanos.

Com o falecimento de Chacrinha, alguns jurados remanescentes de seu programa foram contratados por Silvio Santos, como a atriz Elke Maravilha.

Em 1992 mudou o título para Show de Variedades, sendo exibido nas tardes de domingo. Em 1993, Silvio deixa o comando da atração que passa a se chamar Novo Show de Calouros, durando até 21 de dezembro de 1996 com os jurados se revezando no comando, e sendo exibido nas tardes de sábado.

Outras versõesEditar

Em 2004 o animador estreou o Gente que Brilha, baseada no programa. Em 18 de março de 2012, A música Aqueles Dias, foi tocada no antigo cenário e logotipo do PSS na TV e no antigo visual de Silvio Santos. Em 18 de novembro de 2012, o Programa Silvio Santos estreou a nova versão do Novo Show de Calouros, um novo quadro onde os patos e Silvio Santos recebem artistas/anônimos se apresentando no palco do PSS, recebendo notas e palmas da platéia, com uma banda.

JuradosEditar

Referências

  1. «Por onde andam os jurados do Show de Calouros?». R7. Consultado em 29 de maio de 2019 
  2. a b c d e f g Roosevelt Garcia (14 de setembro de 2017). «Jurados inesquecíveis dos programas de calouros». Veja. Consultado em 28 de maio de 2019