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Sílvia Regina de Oliveira
Nome completo Sílvia Regina de Oliveira
Nascimento 19 de abril de 1964 (55 anos)
Mauá, SP
Filiação FPF, CBF, CONMEBOL
Árbitro FIFA 2001–2007

Sílvia Regina de Oliveira (Mauá, 19 de abril de 1964) é uma ex-árbitra de futebol brasileira.

Em 1980, aos 16 anos, fez o primeiro curso na Liga de Futebol de Mauá, estreando no comando de um jogo em 1982. Em 1985, fez o curso de árbitros pela Federação Paulista de Futebol. Em 2001 passou a integrar o quadro internacional de árbitros da FIFA até a jubilação na carreira em 2007. Em 2003 foi à primeira árbitra mulher a apitar o Campeonato Brasileiro da série A, fato nunca antes presenciado no futebol masculino profissional em todo o mundo. É ainda hoje a única árbitra mulher a dirigir jogos da Copa Sulamericana pela CONMEBOL.  Representou o país em Mundiais, e nos Jogos Olímpicos, em Atenas no ano de 2004. Em 2007, ao ser jubilada, recebeu uma condecoração honorifica, o “Grão Colar da Ordem Nacional do Mérito Desportivo”. Foi à primeira mulher na Diretoria da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol. Desde o inicio de 2016 é membro do Departamento de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol e instrutora da CBF, CONMEBOL e FIFA. Seu pioneirismo mais recente é o ser instrutora VAR (árbitro de vídeo) a partir de 2019 e a primeira mulher a ser observadora de VAR pela CBF e FPF.

CarreiraEditar

Nascida em Mauá, São Paulo, Silvia Regina de Oliveira é filha de um torcedor fanático pelo Juventus da Mooca, São Paulo , o que fez com que ela passasse a acompanhar o pai durante os jogos e com apenas 16 anos decidir conhecer melhor as regras do futebol matriculando-se no curso de arbitragem em 1980. Fez o curso pela Liga de Futebol de Mauá, entendia que essa formação lhe auxiliaria em uma futura carreira de jornalista esportiva. Em pouco tempo mudou de ideia e se tornou árbitra de futebol, atuando como bandeirinha em seu primeiro jogo dois anos mais tarde. Em 1985, fez o curso de árbitros pela Federação Paulista de Futebol tornando-se apta a dirigir jogos oficiais. Foi à única mulher em uma classe de 29 árbitros homens e obteve a melhor média de notas na época. [1]

Silvia começou apitando jogos de futebol de várzea, dente de leite, empresas, sindicatos, regionais até 1997 quando convidada pela Federação Paulista de Futebol para fazer jogos no estadual feminino. Passaram-se duas décadas para que a juíza assumisse jogos oficiais masculinos da primeira divisão do Campeonato Paulista e do Brasileiro. Em 2001 passou a integrar o quadro internacional de árbitros da FIFA posto que perdurou até a jubilação na carreira como árbitra ao final de 2007.

No início de sua carreira foi difícil fazer da arbitragem uma “profissão”, pois trabalhava esporadicamente como arbitra.  Graduou-se em Educação Física e especialização como técnica de futebol e deu aula por anos.

Com o passar dos anos Silvia Regina foi conquistando um espaço considerável no mundo da arbitragem. Após as duas décadas de jogos amadores, perseverou e teve a primeira oportunidade para apitar um jogo entre profissionais na Federação Paulista de Futebol em 1999, partida no lendário campo do Jabaquara A.C. contra a equipe do Comercial da cidade de Registro. A partir daí seus anos foram de pioneirismos e progressão.

Em 2001 apitou a abertura do Paulistão Mogi Mirim x São Paulo e neste Campeonato no dia 4 de março, comandou um jogo inusitado entre a S.E. Palmeiras e A.A. Internacional de Limeira. Jogo empatado em seu tempo normal era necessário haver um vencedor, então eram cobrados tiros penais e ambas as equipes acertavam todos. Silvia teve de pedir para que fossem acesos os refletores do Parque Antártica, pois já estava anoitecendo e, inclusive neste jogo o goleiro Marcos converteu o único gol de sua carreira. Por fim a Inter de Limeira conseguiu desempatar e ganhar pelo placar inédito de 13 x 12.

Em 30 de Junho de 2003 foi a primeira árbitra a apitar o Campeonato Brasileiro da série A, comandando um quarteto feminino de arbitragem, fato nunca antes presenciado no futebol masculino profissional em todo o mundo. A partida foi Guarani 0 x 1 São Paulo no estádio Brinco de Ouro da Princesa em Campinas. Fez clássicos do futebol nacional e internacional como São Paulo x Corinthians e França x EUA. Também foi a única árbitra a dirigir jogos da Copa Sulamericana pela CONMEBOL e a representar o país em Mundiais como China, Rússia, Portugal e Jogos Olímpicos de Atenas 2004, onde foi pré-selecionada para apitar a final se o Brasil não se classificasse.

Atuou em mais de 1.000 jogos em toda sua carreira e em 6 de Dezembro de 2007 ao ser jubilada, recebeu uma condecoração honorifica chamada de “Grão Colar da Ordem Nacional do Mérito Desportivo” logo prosseguindo em sua missão na arbitragem. Em 2009 tornou-se a primeira mulher a ser Diretora da Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, da Federação Paulista de Futebol. [2]

Desde o inicio do ano de 2016 integra o Departamento de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol,[3] e é instrutora da CBF CONMEBOL e FIFA. Participou de vários cursos para capacitação de árbitros no Brasil, países da América do Sul, Europa e África, além de ser pioneira no projeto VAR (árbitro assistente de vídeo), onde ministra aulas aos árbitros e participa dos jogos na cabine de análises de vídeo (VOR), que informa ao árbitro do jogo um possível equívoco cometido.

PrêmiosEditar

HomenagensEditar

Foi uma das homenageadas em 2015 pelo Museu do Futebol, em São Paulo, no projeto Visibilidade para o Futebol Feminino, apesar de já fazer parte do acervo do museu desde sua abertura em 2008.[4]

Referências

  1. «Futebol Feminino | Museu do Futebol». futebolfeminino.museudofutebol.org.br. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  2. Comunicação, Drive. «Outra vez pioneira, Silvia Regina assume Escola de Árbitros». Federação Paulista Futebol. Consultado em 8 de dezembro de 2016. Arquivado do original em 20 de dezembro de 2016 
  3. «'Sinto saudades da sensação de mostrar um cartão vermelho', afirma Sílvia Regina». espnw.espn.uol.com.br. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  4. «Museu do Futebol inaugura exposição sobre a história das mulheres no esporte». www.tempodemulher.com.br. Consultado em 8 de dezembro de 2016