Abrir menu principal

Wikipédia β

Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde outubro de 2011)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.

Silvio Eduardo de Abreu (São Paulo, 20 de dezembro de 1942) é um ator, diretor, roteirista e autor de telenovelas e telesséries brasileiro. Em suas obras, se tornou famoso por adotar o estilo policial e, por ambientá-las em São Paulo, onde mora. Entre suas telenovelas mais famosas estão Guerra dos Sexos, Cambalacho, Sassaricando, Rainha da Sucata, Deus Nos Acuda, A Próxima Vítima, Torre de Babel, Belíssima e Passione.

Silvio de Abreu
Nascimento 20 de dezembro de 1942 (74 anos)
São Paulo,  São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Ator e autor

Índice

BiografiaEditar

Formado em cenografia pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP). A carreira teve início ao trabalhar como ator, pouco conhecido, em teatro (Tchin Tchin, ao lado de Cleyde Yáconis e Stênio Garcia), telenovela (A Muralha, Os Estranhos e A Próxima Atração) e cinema (A Super Fêmea, com Vera Fischer e John Herbert). Após esse período, passou a ser diretor de filmes bastante identificados com a chamada pornochanchada, gênero este bastante em evidência no cinema nacional dos anos 70, como A Árvore dos Sexos (1977) e Mulher Objeto (1980). Foi também assistente de Carlos Manga no filme O Marginal.

A estreia como autor de novelas se deu em 1977, ao adaptar em parceria com o crítico cinematográfico Rubens Ewald Filho o clássico romance Éramos Seis, de Maria José Dupré, na terceira versão para a televisão, que obteve relevante sucesso e firmou parcerias com dois atores que seriam frequentes nos trabalhos posteriores: Gianfrancesco Guarnieri e Nicete Bruno. Transferiu-se para a Rede Globo em seguida, com Pecado Rasgado (1978). A novela não seria um sucesso, devido em parte à inexperiência de Silvio no meio e a desentendimentos com o diretor da trama, Régis Cardoso, o que acabou causando um afastamento do meio televisivo.

Substituiu o consagrado Cassiano Gabus Mendes, a quem vê como uma grande influência, na redação do texto de Plumas e Paetês (1980). O autor sofrera um infarto e, mesmo sem conhecê–lo pessoalmente, indicara o seu nome para substituí-lo. Silvio aceitou prontamente esta incumbência e, curiosamente sem ter visto um capítulo sequer da história, direcionou-a para índices recordes de audiência. Prosseguiu com a novela Jogo da Vida (1981), outro grande sucesso, baseada no argumento de Janete Clair. Depois vieram inúmeras outras novelas de sucesso: Guerra dos Sexos (1983), que o consagrou nacionalmente, Cambalacho (1986) e Sassaricando (1987).

As principais produções nos anos 90 foram Rainha da Sucata (1990), que marcou a estreia do autor no horário nobre, Deus Nos Acuda (1992), e a policial A Próxima Vítima (1995), que mostrou a público temas importantes e polêmicos como prostituição por vocação, homossexualidade masculina e adultério. Para exportá-la ao exterior, foi preciso criar outro desfecho a fim de que não se perdesse o mistério. Silvio também eliminou algumas cenas, a fim de manter a coerência da história. A novela seguinte, Torre de Babel (1998), recebeu muitas críticas negativas e causou polêmica devido ao excesso de cenas de violência e abordagem de temas como lesbianismo, uso de drogas, violência doméstica e assassinatos frios. Escreveu também a minissérie Boca do Lixo (1990), que consagrou a atriz Sílvia Pfeifer, então iniciante. O autor renovou a linguagem televisiva por meio da utilização de um estilo mais cinematográfico, ágil e vibrante, e pela incorporação da comédia nonsense, pastelão, como um gênero do meio.

Também escreveu para o horário das sete As Filhas da Mãe (2001), um fiasco de audiência e que inclusive teve o seu final antecipado em dois meses.

Silvio, além de ser mestre em comédias, também é mestre no killer, desde A Próxima Vítima, exibida em 1995, e como fez recentemente com Belíssima. Outra característica importante de Silvio é a repetição de personagens nas novelas, como em Rainha da Sucata, onde a personagem Dona Armênia (Aracy Balabanian) e seus três filhos voltaram em sua novela seguinte (Deus nos Acuda), e Jamanta, de Cacá Carvalho, originalmente em Torre de Babel e posteriormente em Belíssima (2005) outro grande sucesso do autor .

Foi supervisor de texto também de Carlos Lombardi na primeira novela deste como autor titular: Vereda Tropical (1984) e de João Emanuel Carneiro em Da Cor do Pecado, também na primeira novela solo (2004), ambas com grande sucesso. Exerceu novamente esta função na primeira telenovela solo de Elizabeth Jhin, Eterna Magia (2007), e em Beleza Pura (2008), de moderada repercussão, única novela da autora Andréa Maltarolli, falecida precocemente pouco tempo depois de sua exibição. [1]

Retornou à titularidade em 2010 com a telenovela Passione, exibida no horário nobre que não deixou de abordar temas repetidos, como segredos de família e assassinatos ocultos.

Em 2012, estreou o remake de Guerra dos Sexos, que na versão original também foi de sua autoria. O folhetim, porém, acabou não atingindo o mesmo sucesso da primeira versão de 1983. A trama de Abreu terminou com média de pouco mais de 22 pontos na grande São Paulo, praça de grande importância, principalmente para o mercado publicitário. [2]

Em 2014, supervisiona Alto Astral, novela de Daniel Ortiz, baseada na sinopse deixada por Andréa Maltarolli antes de falecer. [3][4][5] Também em 2014, assume o fórum de novelas da TV Globo, além de ser anunciado como responsável pelo Departamento de Dramaturgia da emissora. [6][7][8][9]

Outra característica própria de suas novelas é a constante ambientação na cidade de São Paulo e o retrato de grandes empresas ou lojas que geralmente dão origem ao fio condutor da trama. Abreu também costuma ter personagens lutadores de boxe ou MMA em boa parte de suas novelas.

Fernanda Montenegro, Aracy Balabanian, Tony Ramos, Glória Menezes, Lima Duarte, Irene Ravache, Francisco Cuoco, Maitê Proença, Edson Celulari, Cláudia Raia, Alexandre Borges, Cláudia Ohana, Emiliano Queiroz, Cleyde Yáconis, Flávio Migliaccio, Vera Holtz, Reynaldo Gianecchini e Mariana Ximenes são presenças constantes em suas tramas e costumam ser escalados em boa parte de suas novelas.

Em 2013, Sílvio de Abreu lançou o livro Crimes no Horário Nobre - A Teledramaturgia de Sílvio de Abreu no Rio de Janeiro e em São Paulo. A obra, escrita por Raphael Scire, tem um prefácio de Gilberto Braga e conta a trajetória de Sílvio e seu trabalho como ator, diretor e autor de telenovelas.

Em 2014, Silvio, em entrevista à jornalista Michelle Vaz, declarou que não pretende fazer mais novelas provisoriamente. Já que é o responsável pelo Departamento de Dramaturgia da Globo, quer se dedicar apenas a supervisionar os novos autores. Para substituí-lo no horário das 21h, Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari escrevem sua primeira novela para o horário, com previsão de estreia para 2016. [10]

Trabalhos na TelevisãoEditar

Como autorEditar

Telenovelas
Ano Trabalho Escala Emissora Parceiros titulares
2016

2017

Sol Nascente supervisor de texto[11] Rede Globo Walther Negrão

Suzana Pires 

Júlio Fischer

2016

2017

A Lei do Amor escreveu alguns capítulos[12] Maria Adelaide Amaral

Vincent Villari

2015 Babilônia escreveu alguns capítulos[13] Gilberto Braga
Ricardo Linhares
João Ximenes Braga
2014
2015
Alto Astral supervisor de texto Daniel Ortiz
2012
2013
Guerra dos Sexos autor principal
remake
Daniel Ortiz
2010
2011
Passione autor principal
2008 Beleza Pura supervisor de texto Andréa Maltarolli
2007 Eterna Magia supervisor de texto Elizabeth Jhin
2005
2006
Belíssima autor principal
2004 Da Cor do Pecado supervisão de texto João Emanuel Carneiro
2001
2002
As Filhas da Mãe autor principal Alcides Nogueira
Bosco Brasil
1999 Andando nas Nuvens supervisor de texto  Euclydes Marinho
1998
1999
Torre de Babel autor principal Alcides Nogueira

Bosco Brasil

1997
1998
Anjo Mau supervisor de texto Maria Adelaide Amaral
1997 O Amor está no Ar supervisor de texto/produtor Alcides Nogueira
1995 A Próxima Vítima autor principal Alcides Nogueira
Maria Adelaide Amaral
1994 Éramos Seis autor principal (remake) SBT Rubens Ewald Filho
1992
1993
Deus Nos Acuda autor principal Rede Globo Alcides Nogueira
Maria Adelaide Amaral
1991

1992

O Dono do Mundo escreveu alguns capítulos[14] Gilberto Braga
1990 Rainha da Sucata autor principal
1987
1988
Sassaricando autor principal
1987 Bambolê supervisor de texto Daniel Más
1986 Cambalacho autor principal
1984
1985
Vereda Tropical supervisor de texto Carlos Lombardi
1983 Guerra dos Sexos autor principal Carlos Lombardi
1982 Sétimo Sentido colaborador Janete Clair
1981
1982
Jogo da Vida autor principal argumento de
Janete Clair
1980
1981
Plumas e Paetês autor principal
substituto no fim da novela
Cassiano Gabus Mendes
1978
1979
Pecado Rasgado autor principal
1977 Éramos Seis autor principal TV Tupi Rubens Ewald Filho
Minissérie / Série
Ano Trabalho Emissora Escalação
2003 Sob Nova Direção Rede Globo supervisão de texto e criação do Piloto
1990 Boca do Lixo autor principal
Musical
Ano Trabalho Emissora Escalação
1995 Não Fuja da Raia Rede Globo autor principal
Programas
Ano Trabalho Emissora Escalação Parceiros Titulares
1981 Hebe Camargo Rede Bandeirantes roteirista, criador da frase "Volto Já, Já"
1979 Telecurso 2º Grau Rede Globo
TV Cultura
autor principal de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Química Carlos Lombardi
1978 Cabaret Literário TV Cultura autor principal
Teleteatro
Ano Trabalho Emissora Episódios Escalação
1976 Teatro 2 TV Cultura "Caixa-forte"
"A Dama de Copas e o Rei de Cuba"
e "Hojé é dia de rock"
autor principal

Como AtorEditar

Televisão e Cinema
Ano Trabalho Emissora Personagem
2010 Ti Ti Ti Rede Globo Ele mesmo aparece no lançamento do livro de Stela (Mila Moreira)
2003 Cena Aberta Rede Globo Médico no episódio Folhetim
2001 As Filhas da Mãe Rede Globo Entregador do Oscar a Lulu de Luxemburgo
1986 Cambalacho Rede Globo Padre do casamento de Naná e Jejê
1971 Editora Mayo, Bom Dia TV Record Subdelegado Damasceno Righi Salomão
1970
1971
A Próxima Atração Rede Globo Damasceno
1970 Dom Camilo e os cabeludos TV Tupi
1969 Dez Vidas TV Excelsior
1969 Sangue do Meu Sangue TV Excelsior
1968 Os Estranhos TV Excelsior
1968 A Muralha TV Excelsior Abreu
1967 Os Miseráveis TV Bandeirantes
1967 O Grande Segredo TV Excelsior Juvenal
1967 TV de Vanguarda TV Tupi Vários

Como diretorEditar

Programas
Ano Trabalho Emissora Escalação Parceiros Titulares
1979 Telecurso 2º Grau Rede Globo
TV Cultura
Diretor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Química
1970 Aplauso Rede Record Assistente de direção Carlos Manga

Trabalhos no CinemaEditar

Como roteiristaEditar

Como diretorEditar

Como atorEditar

Trabalhos no TeatroEditar

Como autorEditar

Como atorEditar

Como diretorEditar

  • 1972 - O Homem do Princípio ao Fim
  • 1969 - Não se preocupe, Dóris, tudo vai acabar bem
  • 1968 - As Criadas (assistente de direção)
  • 1966 - As Fúrias (assistente de direção)
 
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Silvio de Abreu

BibliografiaEditar

Referências

  1. «Elenco de "Eterna Magia", próxima novelas das seis, se prepara no Rio». Folha de S. Paulo. Ilustrada. 14 de fevereiro de 2007. Consultado em 22 de outubro de 2014 
  2. http://www.famaviponline.com/2013/04/fracasso-guerra-dos-sexos-sai-do-ar.html
  3. Patrícia Kogut (16 de abril de 2013). «Silvio de Abreu vai supervisionar texto de novela de novo autor». O Globo. Consultado em 22 de outubro de 2014 
  4. Patrícia Kogut (08 de outubro de 2013). «Novela supervisionada por Silvio de Abreu já tem equipe». O Globo. Consultado em 22 de outubro de 2014  Verifique data em: |data= (ajuda)
  5. Felipe Carvalho; Gisele Alquas (18 de outubro de 2014). «"Muitos têm talento e não têm oportunidade", diz autor de "Alto Astral"». UOL Televisão. Consultado em 22 de outubro de 2014 
  6. Flávio Ricco (21 de julho de 2014). «Silvio de Abreu vai liderar fórum de novelas da Globo». UOL Televisão. Consultado em 22 de outubro de 2014 
  7. Daniel Castro (21 de outubro de 2014). «Boninho, Waddington, Arraes e Abreu chefiarão Artístico da Globo». UOL. Notícias da TV. Consultado em 22 de outubro de 2014 
  8. Patrícia Kogut (26 de maio de 2014). «Fórum de dramaturgia da Globo com Silvio de Abreu começará em junho». O Globo. Consultado em 22 de outubro de 2014 
  9. Keila Jimenez (24 de outubro de 2014). «Responsável por dramaturgia da Globo, Silvio de Abreu ficará sem escrever novelas». F5 - televisão. Outro Canal. Consultado em 24 de outubro de 2014 
  10. Michelle Vaz (1º de março de 2014). «Cansado de escrever novelas, Sílvio de Abreu se dedica à supervisão de novos autores». Noveleiros. Consultado em 3 de maio de 2015 
  11. TV, Notícias da (17 de janeiro de 2017). «Autor de Sol Nascente, Walther Negrão só escreveu 24 capítulos da novela». Notícias da TV  line feed character character in |titulo= at position 38 (ajuda)
  12. «"A Lei do Amor" enfrenta novos problemas e Silvio de Abreu reescreve capítulos – TV Foco». TV Foco - Audiência da TV, Notícias da TV e Famosos. 9 de dezembro de 2016 
  13. «Novela 'Babilônia': Silvio de Abreu compacta capítulos para aceleração da trama» (em bretão) 
  14. «O DONO DO MUNDO - CURIOSIDADES». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 9 de dezembro de 2016 

Ligações externasEditar