Sindicalismo revolucionário

Sindicalismo revolucionário é a designação dada a uma doutrina e prática difundida no final do século XIX e primeiras décadas do século XX, surgido a partir da perspectiva anarquista na Associação Internacional dos Trabalhadores e posteriormente na França, com a Confederação Geral do Trabalho (CGT) defendida por Fernand Pelloutier, Émile Pouget, entre outros. Na França, o marco do sindicalismo revolucionário foi a publicação da Carta de Amiens. Segundo essa doutrina, a ação sindical constitui a mais eficaz forma de educação, dentro do espírito revolucionário, para a renovação radical da sociedade[1]. A doutrina difundiu-se posteriormente na Itália, ganhando aportes teóricos de Arturo Labriola, na Espanha, Argentina e nos Estados Unidos, entre as primeiras décadas do século XX e o fim dos anos 1930.

É muitas vezes considerado, erroneamente, como uma vertente do anarcossindicalismo, visto que ambas vieram do anarquismo. Mas cada uma guarda suas especificidades, em particular a questão da adoção ou não de uma ideologia oficial pelo sindicato.

Referências

  1. (em italiano) Sindacalismo rivoluzionario. Thesaurus. Biblioteca Nazionale Centrale di Firenze.

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