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Sociologia é a área das ciências humanas que estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam os indivíduos em associações, grupos e instituições.[1][2][3][4][5] Enquanto o indivíduo na sua singularidade é estudado pela psicologia, a sociologia tem uma base teórico-metodológica voltada para o estudo dos fenômenos sociais, tentando explicá-los e analisando os seres humanos em suas relações de interdependência. Compreender as diferentes sociedades e culturas é um dos objetivos da sociologia. Em suma, é a disciplina que estuda as formas humanas de interação.

Os resultados da pesquisa sociológica não são de interesse apenas de sociólogos(as). Cobrindo todas as áreas do convívio humano — desde as relações na família até a organização das grandes empresas, o papel da política na sociedade ou o comportamento religioso —, a sociologia pode vir a interessar, em diferentes graus de intensidade, a diversas outras áreas do saber. Entretanto, os maiores interessados na produção e sistematização do conhecimento sociológico atualmente são o Estado, normalmente o principal financiador da pesquisa desta disciplina científica, e a sociedade civil organizada (movimentos sociais por exemplo). Assim como toda ciência, a sociologia pretende explicar a totalidade do seu universo de pesquisa. Ainda que esta tarefa não seja objetivamente alcançável, é tarefa da sociologia transformar as malhas da rede com a qual ela capta a realidade social cada vez mais estreitas. Por essa razão, o conhecimento sociológico, através dos seus conceitos, teorias e métodos, pode constituir para as pessoas um excelente instrumento de compreensão das situações com que se defrontam na vida cotidiana, das suas múltiplas relações sociais e, consequentemente, de si mesmas como seres inevitavelmente sociais.

A sociologia ocupa-se, ao mesmo tempo, das observações do que é repetitivo nas relações sociais para daí formular generalizações teóricas; e também se interessa por eventos únicos sujeitos à inferência sociológica (como, por exemplo, o surgimento do capitalismo ou a gênese do Estado Moderno), procurando explicá-los no seu significado e importância singulares). A sociologia surgiu como uma disciplina a partir de fins do século XVIII, na forma de resposta acadêmica para um desafio de modernidade: se o mundo está ficando mais integrado, a experiência de pessoas do mundo é crescentemente atomizada e dispersada. Sociólogos não só esperavam entender o que unia os grupos sociais, mas também desenvolver um "antídoto" para a desintegração social. Hoje os sociólogos pesquisam macroestruturas inerentes à organização da sociedade, como raça ou etnicidade, classe e gênero, além de instituições como a família; processos sociais que representam divergência, ou desarranjos, nestas estruturas, inclusive crime e divórcio; e microprocessos como relações interpessoais. A sociologia pesquisa também as estruturas de força e de poder do Estado e de seus membros, e a forma como o poder se estrutura através de microrrelações de forças. Um dos aspectos que tem sido alvo dos estudos da sociologia, e também da antropologia, é a forma como os indivíduos constituintes da sociedade podem ser manipulados para a manutenção da ordem social e do monopólio da força física legitimada.[6]

Sociólogos fazem uso frequente de técnicas quantitativas de pesquisa social (como a estatística) para descrever padrões generalizados nas relações sociais. Isto ajuda a desenvolver modelos que possam entender mudanças sociais e como os indivíduos responderão a essas mudanças. Em alguns campos de estudo da sociologia, as técnicas qualitativas — como entrevistas dirigidas, discussões em grupo e métodos etnográficos — permitem um melhor entendimento dos processos sociais de acordo com o objetivo explicativo. Os cursos de técnicas quantitativas/qualitativas servem, normalmente, a objetivos explicativos distintos ou dependem da natureza do objeto explicado por certa pesquisa sociológica: o uso das técnicas quantitativas é associado às pesquisas macrossociológicas; as qualitativas, às pesquisas microssociológicas. Entretanto, o uso de ambas as técnicas de coleta de dados pode ser complementar, uma vez que os estudos microssociológicos podem estar associados ou ajudarem no melhor entendimento de problemas macrossociológicos.

Índice

História

Auguste Comte
(1798 - 1857)
Karl Marx
(1818 - 1883)
Herbert Spencer
(1820 - 1903)
Vilfredo Pareto
(1848 - 1923)
Ferdinand Tönnies
(1855 - 1936)
Émile Durkheim
(1858 - 1917)
Georg Simmel
(1858 - 1918)
Max Weber
(1864 - 1920)
Pitirim Sorokin
(1889 - 1968)
Gilberto Freyre
(1900 - 1987)
Robert Merton
(1910 - 2003)

Embora o termo Sociologie tenha sido adotado por Auguste Comte com a perspectiva de unificar todos os estudos relativos às relações humanas — inclusive a história, a psicologia e a economia —, Montesquieu também pode ser encarado como um dos fundadores da sociologia — talvez como o último pensador clássico ou o primeiro pensador moderno.[carece de fontes?]

Em Comte, seu esquema sociológico era tipicamente positivista, (corrente que teve grande força no século XIX), e ele acreditava que toda a vida humana tinha atravessado as mesmas fases históricas distintas e que, se a pessoa pudesse compreender este progresso, poderia prescrever os "remédios" para os problemas de ordem social.[carece de fontes?]

Comte criou o termo "sociologia" em 1838 ao fundir as palavras "lógos" (="ciência") grega e "sócius" (="comum") latina. Em outras palavras, a sociologia foi por ele iniciada como uma ciência que estudava as associações.[7]

As transformações econômicas, políticas e culturais ocorridas no século XVIII, como as revoluções industrial e francesa, colocaram em destaque mudanças significativas da vida em sociedade com relação a suas formas passadas, baseadas principalmente nas tradições.[carece de fontes?]

A sociologia surge no século XIX como forma de entender essas mudanças e explicá-las. No entanto, é necessário frisar, de forma muito clara, que a sociologia é datada historicamente e que o seu surgimento está vinculado à consolidação do capitalismo moderno.[carece de fontes?]

Esta disciplina marca uma mudança na maneira de se pensar a realidade social, desvinculando-se das preocupações especulativas e metafísicas e diferenciando-se progressivamente enquanto forma racional e sistemática de compreensão da mesma.[carece de fontes?]

Assim é que a Revolução Industrial significou, para o pensamento social, algo mais do que a introdução da máquina a vapor. Ela representou a racionalização da produção da materialidade da vida social.[carece de fontes?]

O triunfo da indústria capitalista foi pouco a pouco concentrando as máquinas, as terras e as ferramentas sob o controle de um grupo social, convertendo grandes massas camponesas em trabalhadores industriais. Neste momento, se consolida a sociedade capitalista, que divide de modo central a sociedade entre burgueses (donos dos meios de produção) e proletários (possuidores apenas de sua força de trabalho). Há paralelamente um aumento do funcionalismo do Estado que representa um aumento da burocratização de suas funções e que está ligado majoritariamente aos estratos médios da população.[carece de fontes?]

O desaparecimento dos proprietários rurais, dos artesãos independentes, a imposição de prolongadas horas de trabalho, etc., tiveram um efeito traumático sobre milhões de seres humanos ao modificar radicalmente suas formas tradicionais de vida.[carece de fontes?]

Não demorou para que as manifestações de revolta dos trabalhadores se iniciassem. Máquinas foram destruídas (ludismo), atos de sabotagem e exploração de algumas oficinas, roubos e crimes, evoluindo para a criação de associações livres, formação de sindicatos e movimentos revolucionários.[carece de fontes?]

Este fato é importante para o surgimento da sociologia, pois colocava a sociedade num plano de análise relevante, como objeto que deveria ser investigado tanto por seus novos problemas intrínsecos, como por seu novo protagonismo político já que junto a estas transformações de ordem econômica pôde-se perceber o papel ativo da sociedade e seus diversos componentes na produção e reprodução da vida social, o que se distingue da percepção de que este papel seja privilégio de um Estado que se sobrepõe ao seu povo.[carece de fontes?]

O surgimento da sociologia prende-se em parte aos desenvolvimentos oriundos da revolução industrial, pelas novas condições de existência por ela criada. Mas uma outra circunstância concorreria também para a sua formação. Trata-se das modificações que vinham ocorrendo nas formas de pensamento, originadas pelo Iluminismo. As transformações econômicas, que se achavam em curso no ocidente europeu desde o século XVI, não poderiam deixar de provocar modificações na forma de conhecer a natureza e a cultura.[carece de fontes?]

Na segunda metade do século XIX, Herbert Spencer desenvolveu aquilo que chamou de "princípios da sociologia", que foram uma tentativa de torná-la uma ciência.[7]

Correntes sociológicas

A sociologia não é uma ciência de apenas uma orientação teórico-metodológica dominante. Ela traz diferentes estudos e diferentes caminhos para a explicação da realidade social. Assim, pode-se claramente observar que a sociologia tem ao menos três linhas mestras explicativas, fundadas pelos seus autores clássicos, das quais podem se citar, não necessariamente em ordem de importância:[carece de fontes?]

  1. a positivista-funcionalista, tendo como fundador Auguste Comte e seu principal expoente clássico em Émile Durkheim, de fundamentação analítica e com um forte uso de fontes primarias;[8]
  2. a sociologia compreensiva iniciada por Max Weber, de matriz teórico-metodológica hermenêutico-compreensiva; e
  3. a linha de explicação sociológica dialética, iniciada por Karl Marx, que mesmo não sendo um sociólogo e sequer se pretendendo a tal, deu início a uma profícua linha de explicação sociológica.

Estas três matrizes explicativas, originadas pelos seus três principais autores clássicos, originaram quase todos os posteriores desenvolvimentos da sociologia, levando à sua consolidação como disciplina acadêmica já no início do século XX. É interessante notar que a sociologia não se desenvolve apenas no contexto europeu. Ainda que seja relativamente mais tardio seu aparecimento nos Estados Unidos, ele se dá, em grande medida, por motivações diferentes que as da velha Europa (mas certamente influenciada pelos europeus, especialmente pela sociologia britânica e positivista de Herbert Spencer). Nos Estados Unidos, a Sociologia esteve de certo modo "engajada" na resolução dos "problemas sociais", algo bem diverso da perspectiva acadêmica europeia, especialmente a teuto-francesa. Entre os principais nomes do estágio inicial da sociologia norte-americana, podem ser citados: William I. Thomas, Robert E. Park, Martin Bulmer, Roscoe C. Hinkle, Pitirim Sorokin e Talcott Parsons.[carece de fontes?]

A sociologia, assim, vai debruçar-se sobre todos os aspectos da vida social. Desde o funcionamento de estruturas macrossociológicas como o Estado, a classe social ou longos processos históricos de transformação social, até o comportamento dos indivíduos num nível microssociológico, sem jamais esquecer-se que o ser humano só pode existir na sociedade e que esta, inevitavelmente, lhe será uma "jaula" que o transcenderá e lhe determinará a identidade.[carece de fontes?]

Para compreender o surgimento da sociologia como ciência do século XIX, é importante perceber que, nesse contexto histórico social, as ciências teóricas e experimentais desenvolvidas nos séculos XVII, XVIII e XIX inspiraram os pensadores a analisar as questões sociais, econômicas, políticas, educacionais, psicológicas, com enfoque científico.[carece de fontes?]

O sociólogo dentro da organização intervem diretamente sobre os resultados da empresa, contribuindo com os lucros e resultados da organização. Quando a organização é observada e estudada, podem se verificar as falhas e assim alterar seu sistema de funcionamento e gerar lucro.[carece de fontes?]

Correntes teóricas tradicionais

 Ver artigo principal: Teoria sociológica

Teoria clássica

A disciplina contemporânea da sociologia é teoricamente multi-paradigmática,[9] estando de acordo com as contenções da teoria social clássica. Na avaliação, extensivamente citada, de Randall Collins sobre teorias sociológicas,[10] ele retroativamente rotula os diversos teóricos como fazendo parte de quatro tradições teóricas: Funcionalismo, Teoria de Conflito, Interacionismo Simbólico, e Utilitarismo.[11] A teoria sociológica moderna origina-se, predominantemente, nas descrições funcionalista (Durkheim) e de conflito (Marx e Weber) da estrutura social, assim como a tradição simbólico-interacionista, que consiste de teorias em micro-escala da interação social, sob os paradigmas estrutural (Simmel) e pragmático (Mead e Cooley). Utilitarismo, também conhecido como Escolha Racional ou Troca Social, embora frequentemente associado à economia, é uma tradição estabelecida dentro da teoria sociológica.[12][13] Por fim, como argumentado por Raewyn Connell, uma tradição que é frequentemente esquecida é aquela do Darwinismo Social, que traz a lógica encontrada na teoria biológica de Darwin sobre a evolução e aplica-a a pessoas e sociedades.[14] Essa tradição comumente se alinha com o funcionalismo clássico. Ela foi a posição teórica dominante na sociologia Americana desde cerca de 1881 a 1915[15] e está associada a vários fundadores da sociologia, primariamente Herbert Spencer, Lester F. Ward e William Graham Sumner. A teoria sociológica contemporânea retém traços de cada uma dessas tradições, sendo elas não mutuamente exclusivas.

Funcionalismo

 Ver artigo principal: Funcionalismo

Sendo um amplo paradigma histórico tanto na sociologia quanto na antropologia, funcionalismo explica a estrutura social, referida como organização social por teóricos clássicos, como um todo e em relação às funções necessárias de seus elementos constituintes. Uma analogia comum (popularizada por Herbert Spencer) é a de que normas sociais e instituições como "órgãos" que trabalham para o funcionamento correto do "corpo" inteiro da sociedade.[16] A perspectiva esteve implícita no positivismo sociológico original de Comte, mais foi completamente incorporada à teoria por Durkheim, novamente em relação a leis estruturais observáveis. O funcionalismo também possui uma base antropológica no trabalho de teóricos como Marcel Mauss, Bronisław Malinowski e Radcliffe-Brown. É especificamente no uso de Radcliffe-Brown que o prefixo "estrutural" surgiu.[17] A teoria funcionalista clássica é geralmente unificada pela sua tendência de uso de analogias biológicas e de noções de evolucionismo social, isto é, que a forma mais básica da sociedade aumentaria em complexidade e que as formas de organização social que promovem solidariedade eventualmente superariam a desorganização social. Como Giddens coloca: "O pensamento funcionalista, de Comte em diante, tem olhado particularmente em direção à biologia como a ciência que provê o mais próximo e mais compatível modelo para a ciência social. A biologia foi tomada para prover um guia para conceitualizar a estrutura e a função de sistemas sociais e para analisar processos de evolução através de mecanismos de adaptação. O funcionalismo fortemente enfatiza a preeminência do mundo social world acima de suas partes individuais (i.e. seus atores constituintes, sujeitos humanos)."[18]

Teoria do conflito

 Ver artigo principal: Teoria do conflito

Teorias funcionalistas enfatizam a existência de "sistemas coesivos" e são frequentemente contrastadas com as "teorias de conflito", que criticam o sistema sócio-político dominante e enfatizam a desigualdade entre certos grupos. As citações seguintes feitas por Durkheim e por Marx exemplificam as disparidades políticas e teóricas entre os pensamentos funcionalista e de conflito, respectivamente:



Interacionismo simbólico

O interacionismo simbólico; comumente associado ao Interacionismo, à Sociologia fenomenológica, à Dramaturgia, e ao Antipositivismo, é uma corrente sociológica tradicional que coloca ênfase sobre o significado subjetivo e o desenrolar de processos sociais, geralmente acessada através da micro-análise.[21] Essa tradição surgiu na Escola de Chicago durante as décadas de 1920 e 1930, que, anteriormente à Segunda Guerra Mundial, "fora o centro da pesquisa sociológica e seu estudo na graduação".[22] A abordagem interacionista foca na criação de um escopo para construir uma teoria que percebe a sociedade como o produto da interação cotidiana dos indivíduos. Sob essa ótica, a sociedade nada mais é do que a realidade compartilhada que as pessoas constroem conforme interagem umas com as outras. Essa abordagem observa as pessoas interagindo em diversos cenários usando comunicações simbólicas para concluir as tarefas a serem feitas. Logo, a sociedade é um mosaico de sentidos subjetivos complexo e sempre em mudança.[23] Alguns críticos dessa teoria argumentam que ela só observa aquilo que ocorre em uma situação social particular, e despreocupa-se com os efeitos que cultura, a raça ou o gênero (i.e. as estruturas sócio-históricas) podem ter em tal situação.[24] Alguns sociólogos importantes associados a essa corrente teórica incluem Max Weber, George Herbert Mead, Erving Goffman, George Homans e Peter Blau. É também nessa tradição que a abordagem radical-empírica da etnometodologia surge do trabalho de Harold Garfinkel.

Utilitarismo

 Ver artigos principais: Utilitarismo e Teoria da escolha racional

O utilitarismo é frequentemente denominado como teoria da troca ou teoria da escolha racional no contexto da sociologia. Essa corrente tem como tendência privilegiar a ação de atores racionais individuais e pressupõe que, em interação, indivíduos sempre buscam a maximização de seus próprios interesses. Como discutido por Josh Whitford, assume-se atores racionais possuem quatro elementos básicos: o indivíduo tem (1) "um conhecimento das alternativas," (2) "um conhecimento de, ou crenças sobre as consequências das várias alternativas," (3) "uma ordem preferencial dos resultados," (4) "uma regre de decisão, para selecionar dentre as possíveis alternativas"[25] Exchange theory is specifically attributed to the work of George C. Homans, Peter Blau and Richard Emerson.[26] Os sociólogos organizacionais James G. March e Herbert A. Simon notaram que a racionalidade de um indivíduo é limitada pelo contexto ou pelo cenário organizacional. A perspectiva utilitarista na sociologia é, mais notavelmente, revitalizada no fim do século XX no trabalho de James Coleman, ex-presidente da Associação Americana de Sociologia.

Teoria social no século XX nos Estados Unidos

Após o declínio de teorias de evolução sociocultural, nos Estados Unidos, o interacionismo da Escola de Chicago dominou a sociologia norte-americana. Como Anselm Strauss descreveu, "Nós não pensávamos que a interação simbólica era uma perspectiva na sociologia; nós pensamos que era a sociologia."[22] Após a Segunda Guerra Mundial, a linha principal da sociologia mudou para as pesquisas de Paul Lazarsfeld na Universidade de Columbia e a teorização geral de Pitirim Sorokin, seguido por Talcott Parsons na Universidade de Harvard. Em última instância, "o fracasso dos departamentos [de sociologia] de Chicago, Columbia, e Wisconsin em produzir um número significativo de estudantes de graduação interessados em e compromissados com a teoria geral nos anos 1936–45 serviu de vantagem para o departamento de Harvard."[27] À medida que o pensamento de Parsons começou a dominar a teoria sociológica, seu trabalho predominantemente referenciava a sociologia europeia — quase que inteiramente omitindo citações tanto da corrente norte-americana da evolução sociocultural assim como do pragmatismo. Acrescentada à revisão de Parsons do cânone sociológico (que incluía Marshall, Pareto, Weber e Durkheim), a falta de desafios teóricos de outros departamentos nutriu a ascensão do movimento estrutural-funcionalista Parsoniano, que atingiu seu ápice nos anos 50, mas por volta dos anos 60 estava em rápido declínio.[28]

Por volta da década de 1980, a maioria das leituras funcionalistas na Europa haviam sido amplamente substituídas por abordagens de conflito[29] e, para muitos na disciplina, funcionalismo era considerado "morto como um dodô."[30] "De acordo com Giddens, o consenso ortodoxo terminou no fim dos anos 1960 e 1970, à medida que o centro compartilhado por perspectivas competidoras deu espaço e foi substituído por uma variedade desconcertante de perspectivas competidoras. Essa terceira 'geração' da teoria social inclui abordagens inspiradas fenomenologicamente, teoria crítica, etnometodologia, interacionismo simbólico, estruturalismo, pós-estruturalismo, e teorias escritas na corrente da hermenêutica e da filosofia da linguagem comum."[31]

Pax Wisconsana

Embora algumas abordagens de conflito também tivessem ganhado popularidade nos Estados Unidos, a corrente principal da disciplina voltou-se para uma variedade de teorias de alcance intermediário empiricamente orientadas, sem uma única predominante, ou "grande", orientação teórica. John Levi Martin refere a essa "era de ouro da unificação metodológica e da calmaria teórica" como a Pax Wisconsana,[32] já que refletiu a composição do departamento de sociologia na Universidade de Wisconsin-Madison: muitos estudiosos trabalhando em projetos separados com pouca contenção.[33] Omar Lizardo descreve a Pax Wisconsana como: "uma resolução Mertoniana, com sabor médio-ocidental, das guerras de teoria/método, nas quais todos [os sociólogos] concordaram em ao menos duas hipóteses: (1) uma grande teoria é uma perda de tempo; (2) [e] uma boa teoria precisa ser boa para pensar-se com ou vai para a lata de lixo."[34] Apesar da aversão a uma grande teoria na segunda metade do século XX, várias novas correntes teóricas emergiram propondo sínteses diversas: estruturalismo, pós-estruturalismo, sociologia cultural e teoria de sistemas.

Estruturalismo

O movimento estruturalista originou-se primariamente no trabalho de Durkheim, como interpretado por dois antropólogos europeus. A teoria de Anthony Giddens de estruturação tem como base a teoria linguística de Ferdinand de Saussure e do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss. Nesse contexto, o conceito de "estrutura" refere-se não à "estrutura social" mas sim ao entendimento semiótico da cultura humana como um sistema de sinais. É possível delinear quatro princípios centrais do estruturalismo: primeiro, a estrutura é o que determina a estrutura do todo; segundo, estruturalistas acreditam que todo sistema possui estrutura; terceiro, estruturalistas estão interessados em leis "estruturais" que lidam com coexistência ao invés de mudanças; e quarto, finalmente, estruturas são as "coisas reais" sob a superrfície ou sob a aparência do sentido.[35]

A segunda corrente do pensamento estruturalista, contemporânea a Giddens, emerge da escola americana de análise de redes sociais,[36] encabeçada pelo Departamento de Harvard de Relações Sociais, liderado por Harrison White e por seus estudantes nos anos 70 e 80. Essa corrente do pensamento estruturalista argumenta que, ao invés de semiótica, a estrutura social é uma rede de padrões de relações sociais. E, em vez de Levi-Strauss, essa escola de pensamento tem como base as noções de estrutura como teorizadas por Radcliffe-Brown, antropólogo contemporâneo a Levi-Strauss.[37] Alguns[38] referem-se a isso como "estruturalismo de rede", e igualam-no ao "estruturalismo britânico", em contraste com o "estruturalismo francês" de Levi-Strauss.

Pós-estruturalismo

O pensamento pós-estruturalista tende a rejeitar pressupostos "humanistas" na construção da teoria social.[39] Michel Foucault provê uma crítica importante em sua obra As palavras e as coisas, apesar de Habermas e Rorty terem ambos argumentado que Foucault meramente substitui um sistema específico de pensamento por outro.[40][41] O diálogo entre esses intelectuais enfatiza a tendência recente de certas escolas de sociologia e filosofia em se interseccionarem. A posição anti-humanista tem sido associada com "pós-modernismo", um termo usado em contextos específicos para descrever uma era ou um fenômeno, mas ocasionalmente associado a método.

A sociologia como ciência da sociedade

Ainda que a sociologia tenha emergido em grande parte da convicção de Comte de que ela eventualmente suprimiria todas as outras áreas do conhecimento científico, hoje ela é mais uma entre as ciências.[carece de fontes?]

Atualmente, ela estuda organizações humanas, instituições sociais e suas interações sociais, aplicando mormente o método comparativo. Esta disciplina tem se concentrado particularmente em organizações complexas de sociedades industriais assim como nas redes transnacionais e globalizadas que unificam ou associam fenômenos para além das fronteiras nacionais.[carece de fontes?]

Ao contrário das explicações filosóficas das relações sociais, as explicações da sociologia não partem simplesmente da especulação de gabinete, baseada, quando muito, na observação causal de alguns fatos. Muitos dos teóricos que almejavam conferir à sociologia o estatuto de ciência buscaram nas ciências naturais as bases de sua metodologia já mais avançada e as discussões epistemológicas já mais desenvolvidas. Dessa forma, foram empregados métodos estatísticos, a observação empírica e um ceticismo metodológico a fim de extirpar os elementos "incontroláveis" e "dóxicos" recorrentes numa ciência ainda muito nova e dada a grandes elucubrações. Uma das primeiras e grandes preocupações para com a sociologia foi eliminar juízos de valor feitos em seu nome. Diferentemente da ética, que visa discernir entre bem e mal, a ciência se presta à explicação e à compreensão dos fenômenos, sejam estes naturais ou sociais.[carece de fontes?]

Como ciência, a sociologia tem de obedecer aos mesmos princípios gerais válidos para todos os ramos de conhecimento científico, apesar das peculiaridades não só dos fenômenos sociais quando comparados com os fenômenos de natureza, mas também, consequentemente, da abordagem científica da sociedade. Tais peculiaridades, no entanto, foram e continuam sendo o foco de muitas discussões, ora tentando aproximar as ciências, ora as afastando e, até mesmo, negando às humanas tal estatuto com base na inviabilidade de qualquer controle dos dados tipicamente humanos, considerados — sob esse ponto de vista — imprevisíveis e impassíveis de uma análise mais objetiva.[carece de fontes?]

Comparação com outras ciências sociais

No começo do século XX, sociólogos e antropólogos que conduziam estudos sobre sociedades não-industrializadas ofereceram contribuições à antropologia. Deve ser notado, entretanto, que mesmo a antropologia faz pesquisa em sociedades industrializadas; a diferença entre sociologia e antropologia tem mais a ver com os problemas teóricos colocados e os métodos de pesquisa do que com os objetos de estudo.[carece de fontes?]

Quanto à psicologia social, além de se interessar mais pelos comportamentos do que pelas estruturas sociais, ela se preocupa também com as motivações exteriores que levam o indivíduo a agir de uma forma ou de outra. Já o enfoque da sociologia é na ação dos grupos, na ação geral.[carece de fontes?]

Já a economia diferencia-se da sociologia por estudar apenas um aspecto das relações sociais, aquele que se refere à produção e troca de mercadorias. Nesse aspecto, como mostrado por Karl Marx e outros, a pesquisa em economia é frequentemente influenciada por teorias sociológicas. Marx pode ser melhor caracterizado como sociólogo por ter compreendido o capital como uma relação social entre detentores dos meios de produção e aqueles que vendem sua força de trabalho, portanto indo além de uma explicação de cunho econômico.[carece de fontes?]

Por fim, a filosofia social intenta criar uma teoria ou "teorias" da sociedade, objetivando explicar as variâncias no comportamento social em suas ordens moral, estética e histórica. Esforços nesse sentido são visíveis nas obras de modernos teóricos sociais, reunindo um arcabouço de conhecimento que entrelaça a filosofia hegeliana, kantiana, a teoria social de Marx e, ao mesmo tempo, Max Weber, utilizando-se dos valores morais e políticos do Iluminismo liberal mesclados com os ideais socialistas. À primeira vista, talvez, seja complexo apreender tal abordagem. Entretanto, as obras de Max Horkheimer, Theodor Adorno, Jürgen Habermas, entre outros, representam uma das mais profícuas vertentes da filosofia social, representada por aquilo que ficou conhecido como Teoria Crítica ou, como mais popularmente se diz, Escola de Frankfurt.[carece de fontes?]

Na década de 1950, na Inglaterra, uma vertente culturalizada do marxismo emerge criando a vertente conhecida como Estudos Culturais. Sociólogos como Raymond Williams, E. P. Thompson e Richard Hoggart buscam criar conhecimento a partir da experiência das classes populares, o que impulsionaria estudos sobre as classes subalternas ao invés das tradicionais pesquisas sobre os processos econômicos e políticos hegemônicos. Com a ascensão de Stuart Hall à direção do Centro de Estudos da Cultura Contemporânea de Birmingham ganham forca as discussões sobre a experiência da colonização e de como as culturas europeias, particularmente a britânica, haviam sido construídas a partir da invenção de um Outro, o mundo colonizado não-Ocidental. Desdobramentos nesta perspectiva gerariam clássicos como "Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente"[42] do pesquisador palestino-americano Edward W. Said e uma nova linha de pesquisas hoje conhecida como Estudos Pós-Coloniais.[carece de fontes?]

A partir da década de 1960, também ganham importância às críticas feministas à teoria social canônica, as quais progressivamente ganham reconhecimento. Desde a década de 1980, o feminismo tem sido incorporado em muitas teorias e pesquisas sociológicas, ainda que as principais reflexões nesta área pertençam a pesquisadoras com origem na filosofia como Judith Butler. No presente, questões de gênero e sexualidade têm se tornado cada vez mais presentes e não apenas como uma área de pesquisa, antes como uma necessária parte de qualquer investigação sociológica. Em especial, cabe sublinhar a crescente importância da teoria queer, uma vertente contemporânea do feminismo que conta, além da já citada Butler, com autoras como Eve Kosofsky Sedgwick e Beatriz Preciado.[carece de fontes?]

Sociologia da Ordem e Sociologia da Crítica da Ordem

A sociologia, em vista do tipo de conhecimento que produz, pode servir a diferentes tipos de interesses.[carece de fontes?]

A produção sociológica pode estar voltada para engendrar uma forma de conhecimento comprometida com emancipação humana. Ela pode ser um tipo de conhecimento orientado no sentido de promover um melhor entendimento dos homens acerca de si mesmos, para alcançarem maiores patamares de liberdades políticas e de bem-estar social.[carece de fontes?]

Por outro lado, a sociologia pode ser orientada como uma "ciência da ordem" (engenharia social), isto é, seus resultados podem ser utilizados com vistas à melhoria dos mecanismos de dominação por parte do Estado ou de grupos minoritários, sejam eles empresas privadas ou centrais de inteligência, sendo orientada de acordo com o nível de relação sociedade-Estado vigente.[carece de fontes?]

As formas como a sociologia pode ser uma "ciência da ordem" são diversas. Ela pode partir desde a perspectiva do sociólogo individual, submetendo a produção do conhecimento não ao progresso da ciência por si mas da sociedade, assim como aos seus interesses materiais imediatos. Há, porém, o meio indireto, no qual o Estado, como principal ente financiador de pesquisas nas áreas da sociologia escolhe financiar aquelas pesquisas que lhe renderam algum tipo de resultado ou orientação estratégicas claras: pode ser tanto como melhor controlar o fluxo de pessoas dentro de um território, como na orientação de políticas públicas. Nesse sentido, o uso do conhecimento sociológico é potencialmente arriscado, podendo estabelecer mecanismos de dominação e informação salutares ou mesmo servir a finalidades antidemocráticas, autoritárias e arbitrárias.[carece de fontes?]

A evolução da sociologia como disciplina

 
Interações sociais e suas consequências são interesses comuns na sociologia.

A sociologia no mundo foi-se mostrando presente em várias datas importantes desde as grandes revoluções, desde lá cada vez mais foi de fundamental participação para a sociedade mundial e também brasileira.[carece de fontes?]

Desde o início, a sociologia vem-se preocupando com a sociedade no seu interior, isto diz respeito, por exemplo, aos conflitos entre as classes sociais. Na América Latina, por exemplo, a sociologia sofreu influencias americanas e europeias, na medida em que as suas preocupações passam a ser o subdesenvolvimento, ela vai sofrer influências das teorias marxistas.[carece de fontes?]

No Brasil, nas décadas de 1920 e 1930, a sociologia estava num estudo sobre a formação da sociedade brasileira e analisando temas como abolição da escravatura, êxodos, e estudos sobre índios e negros.[carece de fontes?]

Nas décadas seguintes, de 1940 e 1950, a sociologia voltou-se para as classes trabalhistas, tais como salários e jornadas de trabalho, e também comunidades rurais. Na década de 1960, a sociologia se preocupou com o processo de industrialização do país, nas questões de reforma agrária e movimentos sociais na cidade e no campo e, a partir de 1964, o trabalho dos sociólogos se voltou para os problemas sociopolíticos e econômicos originados pela tensão de se viver em um país cuja forma de poder é o regime militar.[carece de fontes?]

Na década de 1980, a sociologia finalmente volta a ser disciplina no ensino médio, e também ocorreu a profissionalização da sociologia. Além da preocupação com a economia política e mudanças sociais apropriadas com a instalação da nova república, volta-se também em relação ao estudo da mulher, do trabalhador rural e outros assuntos.[carece de fontes?]

Áreas e tópicos da sociologia

Ver também

Referências

  1. «Sociology» (em inglês). The American Heritage Science Dictionary. Consultado em 16 de setembro de 2017 
  2. Gabler, Jay. «Sociology for dummies cheat sheet» (em inglês). Dummies. Consultado em 16 de setembro de 2017. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2015 
  3. «Sociology» (PDF) (em inglês). Pasadena City College. Consultado em 16 de setembro de 2017. Arquivado do original (PDF) em 28 de junho de 2013 
  4. «What is Sociology?» (PDF) (em inglês). Colgate University. Consultado em 16 de setembro de 2017 
  5. «The Field of Sociology» (em inglês). American Sociological Association. Consultado em 16 de setembro de 2017 
  6. Martins, Carlos Benedito (1994). O Que é Sociologia? 38ª ed. [S.l.]: Brasiliense. ISBN 8511010572 
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Bibliografia

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