Abrir menu principal
Spoleto
Subsidiária
Slogan “Minha Cozinha Italiana”
(em Português)
Atividade Restaurantes
Gênero Fast casual
Fundação 1999 (20 anos) em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
 Brasil
Fundador(es) Eduardo Ourivio e Mário Chady
Sede Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,  Brasil
Locais + 350 restaurantes
Proprietário(s) Grupo Trigo
Produtos Massas  • Saladas  • Risotos  • Sobremesas
Empresa-mãe Grupo Trigo
Website oficial Spoleto.com.br

O Spoleto é uma rede de restaurantes brasileira de fast casual inspirada na culinária italiana. O nome é uma homenagem à cidade de Spoleto, localizada na região de Úmbria na Itália e remete a idéia de descontração.[1]

A empresa foi fundada em 1999 por Eduardo Ourivio e Mário Chady e possui mais de 350 restaurantes no Brasil e Estados Unidos, além de já ter tido presença em outros 3 países na América Latina, na América Central e Europa.[2][3]

Atualmente faz parte do Grupo Trigo, uma holding brasileira que também controla as redes Koni Store, LeBonton e Gurumê. O Spoleto ganha dinheiro principalmente através de contratos de franquias, royalties de vendas e taxas de publicidade. A fonte de renda das lojas franqueadas é a venda dos pratos elaborados ao consumidor final.

HistóriaEditar

 
Restaurante do Spoleto no Rio de Janeiro.

A história da criação do Spoleto começou em 1992, quando Eduardo Ourivio e Márcio Chady, criaram um restaurante de culinária contemporânea chamado Guilhermina Café no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. A experiência dos sócios a frente do negócio, fez com que criassem novos restaurantes e um centro gastronômico no bairro de Ipanema chamado Estação Ipanema.[4]

Em 1997, Ourívio viajou até Miami para visitar um amigo chef que tinha um negócio local de alimentação onde personalizava omeletes no café da manhã e massas no almoço. Quando voltou, criou um stand de 12m² no Estação Ipanema para testar novas receitas de massas servidas no conceito visto em Miami.[4]

Em 1998, Chady e Ourívio abandonaram os demais restaurantes para se focarem na criação do Spoleto. A primeira loja do Spoleto foi inaugurada em 1999, com foco na culinária italiana, possibilidade de personalização dos pratos, qualidade nos ingredientes e baixo custo.[5]

Em 2001 surgiram as primeiras franquias da marca por interesse de pessoas que frequentavam as lojas. De acordo com Ourívio, as pessoas pensavam que o Spoleto era uma rede de São Paulo, o que ajudou nas primeiras aberturas.[6]

Entre 2004 e 2007 recebeu estudantes do MIT pelo programa G-Lab, cujo objetivo foi ajudar a criar um plano de expansão e internacionalização para os próximos anos.[6] O período foi marcado também por mudanças empresariais e de marketing.

Os anos seguintes se caracterizaram por uma forte expansão da rede no Brasil e exterior. Prevendo futuras expansões, a marca chegou a ser registrada em mais de 16 países. Ainda no fim de 2004, em um acordo com os responsáveis locais da rede Domino's Pizza, assinou um acordo para entrar no México, enquanto auxiliava a rede na expansão no Brasil.[6] Em 2007 inaugurou o primeiro restaurante na Espanha e em 2012 na Costa Rica.[3][6] Em agosto de 2013 inaugurou o primeiro restaurante nos Estados Unidos.[6]

 
Restaurante do novo padrão de lojas do Spoleto em Mogi das Cruzes.

Em 2016 começou um trabalho de reposicionamento da marca e lojas com base nas experiências dos restaurantes dos Estados Unidos. O novo conceito foi chamado de "Minha Cozinha Italiana" e mudou a arquitetura das lojas, a presença de chefs de cozinha nas cozinhas, novos pratos e receitas e uma aproximação maior da rede com a culinária italiana.[7]

A primeira loja no novo modelo foi aberta em um shopping de Belo Horizonte em 2018[8] e a segunda em Goiânia em 2019.[9] É previsto também uma loja com atendimento 100% automatizado em São Paulo no novo modelo e a conversão de todas as demais até 2021.[10]

Cardápio e ProdutosEditar

 
Opções típicas de massas disponíveis no Spoleto.

O Spoleto vende principalmente massas, saladas, carnes, risotos e sobremesas. Em um restaurante típico da empresa é possível encontrar pratos feitos e personalizáveis com massas do tipo spaghetti, penne, farfalle e fettuccine e também mais elaboradas como lasanha, nhoque e ravioli.

O Spoleto tem uma fábrica própria de massas que produz cerca de 80 toneladas de massa e 340 toneladas de molho anualmente, além de importar parte da produção da empresa italiana La Molisana, uma das maiores fabricantes de massa da Itália.[11][12]

 
Display de ingredientes dos pratos personalizáveis do Spoleto.

O primeiro prato à base de carne bovina foi lançado em 2013 e atualmente a rede possui um menu fixo à base do ingrediente.[13] Em 2019, anunciou planos de que começaria a utilizar carnes de origem vegetal em alguns produtos como almôndegas, molho à bolonhesa e polpetone.[14]

MarketingEditar

O canal do YouTube humorístico Porta dos Fundos, fez em 2012 um vídeo satirizando a forma de atendimento do Spoleto. No vídeo originalmente chamado Fast-food o atendente interpretado por Fábio Porchat arremessa os ingredientes adicionais pedidos pela cliente indecisa interpretado por Clarice Falcão. O vídeo teve mais de 14 milhões de visualizações desde que foi lançado.[15]

O Spoleto patrocinou a mudança do nome do vídeo e encomendou duas continuações ao canal Porta dos Fundos, além de iniciar uma campanha para melhora do atendimento e começou a projetar um novo modelo de lojas que diminuísse a pressão das escolhas de ingredientes.[16] A ação foi um dos primeiros casos de branded content do canal e aumentou a procura por vagas de emprego no Spoleto nos meses seguintes.[17]

SustentabilidadeEditar

O Spoleto tem um histórico relevante de ações voltadas a sustentabilidade, principalmente voltadas a redução de insumos e recursos utilizados.

Em 2010, lançou um novo modelo de franquias denominada Spoleto 21 que reduzia a quantidade de água utilizada, energia e número de funcionários, além de introduzir a coleta seletiva, eliminação de produtos nocivos ao meio ambiente e aumento salarial aos empregados.[18]

Em 2019 aboliu alguns itens plásticos como canudos e a embalagem dos talheres, além dos plásticos usados na cozinha. Em 2 anos estima-se que tenha reduzido o consumo de plástico em 185 mil quilos.[19]

Ver TambémEditar

Referências

  1. Cláudio Martins (31 de janeiro de 2012). «Grupo Umbria muda de nome e passa a se chamar Trigo». Revista Exame. Consultado em 8 de março de 2017 
  2. Rafael Rodrigues (20 de novembro de 2012). «Spoleto conquista mais um país: Costa Rica». Brasília Web. Consultado em 18 de julho de 2019 
  3. a b «Spoleto entra na Europa via Madri». sua franquia.com. 17 de outubro de 2006. Consultado em 18 de julho de 2019 
  4. a b «Inúmeros erros levaram esses amigos a criar uma rede de fast-food milionária». 99 Empreendedores. Consultado em 21 de julho de 2019 
  5. Mario Grangeia (30 de abril de 2011). «Prato feito do Spoleto». Revista Exame. Consultado em 12 de julho de 2019 
  6. a b c d e Eduardo Ourivio (11 de agosto de 2016). «Do Rio para os EUA: como internacionalizamos o Spoleto». Extra (jornal) . Consultado em 12 de julho de 2019 
  7. Mariana Fonseca (23 de junho de 2019). «Spoleto expande franquia chique para fugir da cara de fast food». Revista Exame. Consultado em 13 de julho de 2019 
  8. Mariana Fonseca (7 de julho de 2019). «Autoatendimento e pratos prontos: Spoleto quer acabar com pressão ao pedir». Revista Exame. Consultado em 13 de julho de 2019 
  9. Altemar dos Santos (30 de junho de 2019). «Goiânia recebe novo padrão de lojas do Spoleto». Mais Goiás. Consultado em 13 de julho de 2019 
  10. Ana Carolina Diniz (6 de julho de 2019). «Spoleto inaugura a primeira loja com atendimento 100% automatizado para a escolha dos ingredientes». O Globo. Consultado em 13 de julho de 2019 
  11. «Spoleto celebra o Dia da Massa». Meio&Mensagem. 24 de outubro de 2016. Consultado em 21 de julho de 2019 
  12. «La Molisana é a nova parceira oficial do AC Milan». AC Milan. 22 de dezembro de 2018. Consultado em 21 de julho de 2019 
  13. «Rede Spoleto de comida italiana lança prato com carne bovina». Beefpoint. 6 de julho de 2019. Consultado em 15 de julho de 2019 
  14. Mariana Fonseca (9 de maio de 2019). «Spoleto se une a startup e terá almôndegas e polpetones feitos com plantas». Revista Exame. Consultado em 15 de julho de 2019 
  15. Barbara Bigarelli (2 de outubro de 2019). «O próximo empreendimento do Porta dos Fundos». Época Negócios. Consultado em 21 de julho de 2019 
  16. Carlos Merigo (29 de agosto de 2012). «Spoleto patrocina crítica bem humorada ao próprio atendimento». B9. Consultado em 21 de julho de 2019 
  17. Valdir Ribeiro JR (23 de fevereiro de 2016). «Como o Porta dos Fundos se tornou um negócio poderoso no YouTube». Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Consultado em 21 de julho de 2019 
  18. Fabiano Facó. «Projeto 21 do Spoleto une a fome com vontade de comer sustentavelmente». Habitante Verde. Consultado em 21 de julho de 2019 
  19. Anselmo Goes (26 de junho de 2019). «Depois da lei dos canudos, bares e restaurantes reduzem lixo e consumo de plástico». O Globo. Consultado em 21 de julho de 2019 

Ligações ExternasEditar