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Stargame
Informação geral
Formato Programa de variedades
Duração 26 min.
Criador(es) Video games
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Apresentador(es) Cristiano Gualda
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Multishow
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 1995-2000
N.º de temporadas 6
N.º de episódios 235
Cronologia
Programas relacionados G4 Brasil

Stargame foi um programa televisivo nos anos 1990 que se dedicava integralmente a jogos eletrônicos. O programa foi exibido no canal Multishow de TV por assinatura. Com Cristiano Gualda como apresentador, o programa se alternava em diversos quadros, cada um com um propósito específico.

O programa era uma co-produção entre a produtora independente de vídeo No Ar Comunicação e a GloboSat. Por um tempo o programa foi exibido com sinal aberto pelas Antenas Parabólicas o que aumentou bastante sua popularidade na época de exibição.

Índice

QuadrosEditar

  • Apresentação: O apresentador entrava em cena e fazia uma breve introdução, certas vezes fazia comentários sobre o capítulo, outras vezes dava uma breve "índice" das atrações do dia. Enquanto ele fazia a introdução, seu nome era mostrado na parte inferior da tela e era seguido do endereço de e-mail para contato.
  • Dicas: As dicas (cheats) eram dadas aos jogos. É um quadro que esteve presente em todos os capítulos do programa.
  • Lançamento: O famoso "review". Eram mostrados os jogos mais recentes que houvessem sido lançados. Como de costume, a maioria dos jogos mostrados eram sempre as versões americanas. Apenas via-se algum jogo europeu ou japonês se ele se tratasse de um game muito afamado, como por exemplo um Final Fantasy. Normalmente no início de cada quadro de lançamento o apresentador fazia sua imagem aparecer dentro do jogo, utilizando croma key para tal, para fins cômicos. Comummente era lhe afligido dano físico. Esse quadro também esteve presente em todos os capítulos do programa.
  • Game News: Nesse quadro o apresentador Cristiano Gualda falava na frente da câmera sobre alguma novidade do mundo dos games, geralmente alguma previsão para o futuro, algo que estava para acontecer em breve. Esse quadro grande parte das vezes vinha antes da Debulhação.
  • Debulhação: Apresentava-se ao telespectador os passos necessários para terminar um jogo específico do início ao fim. No entanto, todas as dicas durante esse processo, de como se obter os melhores itens até a maneira mais eficaz de se eliminar um boss, eram elaboradas também. Devido ao tamanho do quadro e o escopo do jogo que ele "debulhava", esse quadro era normalmente divido em diversos episódios de Stargame. Esse quadro esteve presente na grande maioria dos capítulos, estando ausente apenas em certos episódios especiais como por exemplo o programa número 100.
  • Computador: Esse quadro era uma área especial reservada para falar sobre games de computador, mas se for analisado friamente era uma mistura dos quadros "Game News", "Lançamento" e "Dicas", mas voltados apenas para computador.
  • Baú do Game: Nesse quadro eram apresentados jogos antigos para a época. Como o programa foi apresentado entre os anos 1995 e 2000, os jogos tidos como antigos eram nos primeiros anos os de NES e Master System, e nos anos finais do programa já eram os de Super Nintendo e Mega Drive.
  • Golpe de Mestre: Um quadro voltado para os games de luta. Esse quadro tinha como objetivo ensinar todos os golpes especiais de um determinado personagem do jogo, embora tivesse havido casos em que o quadro mostrou todos os golpes de finalização de CADA personagem de um jogo, sendo assim uma variação do conceito inicial do quadro.
  • Entrevista: A cada programa o apresentador entrevistava alguma celebridade, geralmente atores e atrizes da Rede Globo, ou esportistas famosos, e após o bate papo jogavam algumas partidas de algum game. Uma das entrevistas mais famosas foi do ator Christopher Lambert, famoso por suas atuações nos filmes Highlander e Mortal Kombat (filme), este último estava estreando nos cinemas na época da entrevista.
  • Matéria final ou reportagem externa: Em diversos capítulos do programa, ao invés de haver a famosa entrevista, acontecia a cobertura de algum evento, ou uma visita a alguma casa de arcade (fliperama), loja de games, ou empresas.
  • Encerramento: Ao final do programa era exibida uma breve cena do próximo capítulo, o apresentador fazia sua despedida e lia a carta ou e-mail de algum tele-espectador. Por se tratar de um programa que tinha uma certo apelo humorístico, o programa quase sempre acabava com alguma piada, colocando o apresentador em situações difíceis, como se ele fosse uma pessoa plenamente atormentada pela equipe de produção do programa.

Quadros apresentados poucas vezesEditar

  • Password: Exibido na época em que o programa ainda estava começando, numa época em que os quadros ainda não eram padronizados como vieram a se tornar após o primeiro ano. Esse quadro foi rapidamente abandonado, sendo que passwords nada mais são do que Dicas, e dessa forma eles já tinham um quadro específico.
  • Glossário: Quadro onde era explicado algum termo técnico pertinente ao universo dos games. Certas palavras explicadas foram: pixel, frame, bit, Duke Nukem, fx.
  • Documento Secreto: Nesse quadro mostrava a "ficha" de algum personagem dos games. Esse foi um dos quadros que menos apareceram no decorrer dos programas. Alguns dos personagens citados foram: Mario Bros e Lara Croft.
  • Matéria-pequena: Houve alguns capítulos do programa que apresentaram "mini matérias", como por exemplo na época em que o Nintendo 64 ainda estava para ser lançado em que em um determinado capítulo do programa foi exibido um clip de aproximadamente 1 minuto com imagens de versões beta de alguns games (grande parte desses games exibidos foram completamente modificados ou nem chegaram a ser lançados).
  • Eu Sei!: No início do programa, após as apresentações iniciais, era mostrada uma certa charada sobre o mundo dos games, e 3 alternativas, ao final do programa a resposta era dada. Esse quadro foi exibido poucas vezes, e dentre elas, houve questões de resolução óbvia até mesmo para quem não conhecia nada sobre o assunto pois era possível deduzir a resposta correta devido a suas alternativas fora de contexto e também pela entonação usada pelo apresentador na hora de expô-las.

O programa em si mantinha uma relação próxima com os telespectadores. Cristiano Gualda lia cartazes de fãs ao final de cada programa, comentando a respeito com as piadas internas dos participantes do programa (referências notáveis ao cameraman "Ogro", Garoto Bomba, Mulher Maravilha, Mago George Merlin, Leprechal, Deco Cruel, e o diretor Charlão, por exemplo ), além do próprio show. Uma das piadas internas mais famosas era a aparição da "mãozinha". Essa era nada mais do que a mão de um dos integrantes do programa que aparecia para pegar as cartas que Gualda leu no final do programa. Após isso ela normalmente teletransportava ele para algum lugar inóspito, no qual ele novamente sofria danos físicos.

ProfundidadeEditar

A apresentação dos quadros fluía em ritmo calmo na maioria das vezes, dando bastante espaço para comentários e informações gerais sobre o que estava sendo apresentado, ou seja, era uma narração pouco objetiva. Os jogos debulhados e os reviews do quadro "Lançamento" eram razos, muitas vezes deixavam de abordar os detalhes do game em questão e muitas vezes omitiam informações importantes.

No primeiro ano do programa os quadros se confundiam em suas formas. Nos quadros de dicas eram demonstradas pequenas estratégias em determinados pontos da fase de um jogo, e não cheats propriamente ditos. No quadro Debulhação o apresentador apenas comentava sobre as características do jogo, algumas vezes sem falar absolutamente nada de realmente relevante quanto a estratégias.

A partir do ano de 1996 os programas passaram a ser mais bem elaborados e coesos, porém jamais atingiram um nível de profundidade e detalhamento semelhante a uma revista ou site especializado.

ÉpocasEditar

O programa foi com o tempo passando por diversos refinamentos e padronizações para atingir um nível maior de coerência e coesão em seus quadros. Essa evolução podia ser notada não só em sua organização mas também nos aspectos visuais.

  • Primeiro Ano: Nesse ano os quadros eram apresentados apenas por letras em amarelo como "Dicas", "Debulhação", etc. O cenário de fundo eram os "quadrados" laranjas presentes na abertura do programa.
  • A partir do aniversário de 1 ano: O cenário de fundo continuou sendo o mesmo, porém cada quadro tinha agora uma "apresentação" especial, que era uma animação bem simples até mesmo para a época, mas dava um aspecto mais versátil ao programa.
  • A partir de 1997: O plano de fundo onde o apresentador aparecia foi substituído por uma animação psicodélica condiversas linhas que mudavam de cor se movendo como se fosse um tecido. Um mascote foi adotado para o programa, seu nome era SGUM. Cada quadro ganhou uma nova apresentação, dessa vez usando recursos 3D mais bem elaborados do que a época anterior, e o mascote SGUM aparecia em algumas dessas apresentações. Uma curiosidade é que a animação para o quadro "Dicas" era tão grande e demorada que só foi usada na íntegra nos primeiros programas dessa época, e passou a ser cortada e resumida nas vezes seguintes.
  • A partir do aniversário de 3 anos: Dessa vez a única modificação foi o fundo, que passou a ser formas 3D em azul translúcido que se moviam levemente. As apresentações de cada quadro continuaram as mesmas.
  • A partir do programa 200: O Stargame passou por uma grande modificação visual, o cenário onde o programa se passa é uma estação espacial que orbita em torno da terra. Cada quadro do programa teve sua apresentação renovada, quando um novo quadro iria entrar eram mostradas escotilhas e portas dentro da estação se abrindo e revelando o game em questão. O plano de câmera também mudou, pela primeira vez o cristiano foi mostrado no cenário de corpo inteiro e não só acima da cintura como até então.

HumorEditar

O programa sempre se posicionou como algo sutilmente humorístico, ou quem sabe a palavra mais adequada seja: descontraído. O público alvo do programa eram crianças e adolescentes, portanto as piadas não eram fortes nem maliciosas. Houve diversas piadas que foram se fazendo presentes ao longo dos capítulos do programa, elas são:

  • Primeira Época: A piada mais antiga era o fato de o apresentador Cristiano Gualda nunca conseguir encerrar o programa sem sofrer algum acidente. Algumas dessas piadas chegavam até a ser retomadas no capítulo seguinte, como por exemplo no capítulo em que o apresentador foi "feito de bobo" pelo cameraman, que alternava as câmeras sem o apresentador saber, e no início do programa seguinte Cristiano Gualda aparece "Verde de Raiva" por ter sido humilhado.
  • Segunda Época: A partir do ano de 1997, ao final de cada programa aparecia algum personagem engraçado interpretado por algum membro do estúdio, e esses sempre envolviam o apresentador em algum tipo de problema que o impedia de finalizar normalmente o programa. Foi uma época em que se pôde conhecer melhor os rostos dos integrantes da produção.
  • Terceira Época: A mãozinha que entregava e recolhia as cartas do apresentador ganhou um papel muito forte e ao final de cada programa fazia alguma mágica que, mais uma vez, colocava Cristiano Gualda em situações de perigo, e ele era sempre teleportado para lugares hostis, com animações feitas em 3D. Essa mãozinha ganhou um grande número de fãs e também um grande número de pessoa que não gostavam dela. Ela se transformou em um tipo de anti-herói do programa e foi tida como mascote, ofuscando ainda mais a imagem do praticamente desconhecido SGUM.
  • Quarta Época: O programa ganhou um aspecto mais maduro, e deixou de lado as piadas finais onde o apresentador era colocado em situações difíceis, mas ainda mostravam pequenas piadas antes de um quadro "Lançamento".

Equipe e PersonagensEditar

Dentre as diversas figuras que ficaram marcadas no programa vale relembrar:

  • Cristiano Gualda apresentou o programa durante todos os 5 anos e meio de duração. Bem humorado e divertido Cristiano dava ao programa um ar leve e uma sensação de um programa de jovens para jovens.
  • Deco Cruel (André Cardona), era o jogador por de trás das cortinas, chegou a aparecer em alguns capítulos do programa, e seu nome era constantemente mencionado. Ele era o responsável por debulhar todos os jogos que apareciam no programa. Era um jogador extremamente habilidoso.
  • Mãozinha, uma personagem criada pelo próprio Cristiano no fim de um programa. Uma pequena mão infernizava o apresentador sempre ao fim de cada programa. Começou como uma brincadeira e logo se tornou um quadro fixo.
  • Sgum . Esse mascote foi colocado em uma enquete para o telespectador nomea-lo em uma promoção Bruno Trevisam Zacharias foi o vencedor e colocou Sgum que é abreviação de Star Game Ultra Maníaco.Sgum foi introduzido ao programa em sua 3ª época. O mascote acabou sendo pouco utilizado, ele aparecia apenas nas apresentação de alguns quadros, e a maioria das pessoas não lembram de sua existência.

SiteEditar

Após completar o programa de número 100 em 1997 o Stargame ganhou sua página dentro do site do Multishow. O site era bem simples e tinha uma seção para cada quadro do programa, como por exemplo roteiros com as debulhações já exibidas. Deco Cruel tinha seu próprio site de games na época onde tinha um link para a página do Stargame. Planejava-se estrear um site novo do programa, esse site novo já tinha até um domínio próprio onde ao acessar o endereço tínhamos acesso apenas a uma página onde podia inserir seu e-mail para saber quando o site estrearia. O site em questão permaneceu dessa forma até mesmo após o fim do programa, nunca chegando a estrear de fato.

Ver tambémEditar