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Tânato

(Redirecionado de Tânatos)
Tânato
Tânato como um jovem alado
Escultura em mármore do templo de Artemisa em Éfeso, ca. 325-300 a.C.
Pais Nix sozinha (ou Nix e Érebo
Romano equivalente Leto

Tânatos (em grego: Θάνατος, transl.: Thánatos, lit. "morte"), na mitologia grega, era a personificação da morte, enquanto Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior. Seu nome é transliterado em latim como Thanatus e seu equivalente na mitologia romana é Mors ou Leto (Letum). Muitas vezes ele é identificado erroneamente com Orco (o próprio Orco tinha um equivalente grego na forma de Horkos, Deus do Juramento). É conhecido por ter o coração de ferro e as entranhas de bronze.

Tânatos é filho, sem pai, de Nix, a noite,[1] filha do Caos;[2] ou, segundo outras versões, filho de Nix e Érebo, a noite eterna do Hades. Tânato é a personificação da morte, que nascido em 21 de agosto, tinha essa data como o dia preferido para arrebatar as vidas, enquanto Hipno é a personificação do sono. Os irmãos gêmeos habitavam os Campos Elísios (País de Hades, o lugar do mundo subterrâneo).

Tânato é representado por uma nuvem prateada que arrebatava a vida dos mortais. Também foi representado por homem de cabelos e olhos prateados. Seu papel na mitologia grega é acompanhado por Hades, o deus do mundo inferior. Tânato é um personagem que aparece em inúmeros mitos e lendas, assim como aparece na história de Sísifo e do rei Midas, que por serem as mais importantes se dispersaram com maior facilidade.

Participações em histórias mitológicasEditar

 
Hipnos e Thanatos
 
Hipnos e Thanatos
Por John William Waterhouse

Tânatos na história de SísifoEditar

Sísifo despertou a raiva de Zeus, pois Zeus havia se transformado em águia e sobrevoado o reino de Sísifo com Egina, filha de Asopo, depois quando Asopo perguntou a Sísifo se havia visto Egina, ele contou em troca de uma fonte de água. Então Zeus enviou Tânato para levá-lo ao Hades. Porém Sísifo conseguiu enganar Tânato, elogiou sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar, o colar, na verdade, era uma coleira, com a qual Sísifo manteve a morte aprisionada ao mesmo tempo evitando que qualquer outra pessoa ou ser vivo morresse. Desta vez Sísifo arranjou encrenca com Hades, o deus dos mortos, e com Ares, o deus da guerra, que precisava da morte para consumar as batalhas.

Tão logo teve conhecimento, Hades libertou Tânato e ordenou-lhe que trouxesse Sísifo imediatamente para as mansões da morte. Quando Sísifo se despediu de sua mulher, teve o cuidado de pedir secretamente que ela não enterrasse seu corpo.

Já no inferno, Sísifo reclamou com Hades da falta de respeito de sua esposa em não o enterrar. Então suplicou por mais um dia de prazo, para se vingar da mulher ingrata e cumprir os rituais fúnebres. Hades lhe concedeu o pedido. Sísifo então retomou seu corpo e fugiu com a esposa. Havia enganado a Morte pela segunda vez

Tânatos na lenda de AdmetoEditar

Conta-se que o rei Admeto recebe em seu palácio o herói Héracles. Alceste, esposa de Admeto, estava morrendo e então Tânato é enviado para pegar a alma de Alceste, mas Héracles o expulsa de lá.

Tânatos e Macária

Divindades gregas Busto de Zeus
Deuses primordiais
Deuses olímpicos
Deuses ctónicos
Titãs
Divindades aquáticas
Musas
Outras divindades
Deuses primordiais

Tânatos, certa vez conheceu Macária, deusa da boa morte e filha de Hades e Perséfone. Thanatos foi apaixonado pela deusa, ela também fôra apaixonada por Tânatos. Mas os dois não poderiam ficar juntos, devido a Thanatos ser extremamente focado em seu trabalho. Então Macária e Tânatos juraram que mesmo não podendo estar juntos ficariam próximos um do outro. Tânatos e Macária falaram sobre o rio Estige : "Então que cavem duas sepulturas, se eu morrer eu prometo que acordarei do seu lado."

CiênciasEditar

Para a Psicanálise, Tânatos é a personificação mítica da pulsão de morte, um impulso instintivo e inconsciente que busca a morte e/ou a destruição. Esse conceito aparece desenvolvido nos livros "Mais além do princípio do prazer" e "Mal-estar na civilização", de Sigmund Freud.

Referências

  1. Hesíodo, Teogonia, 211-225, Os espíritos da noite
  2. Hesíodo, Teogonia, Cosmogonia, 116-133