Abrir menu principal

TAAG Linhas Aéreas de Angola

(Redirecionado de TAAG Angola Airlines)
TAAG Linhas Aéreas de Angola
IATA DT
ICAO DTA
Indicativo de chamada TAAG
Fundada em 1938 como DTA — Divisão dos Transportes Aéreos
Principais centros
de operações
Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro
Frota 13
Destinos 28
Companhia
administradora
Governo de Angola (100%)
Sede Luanda, Angola
Pessoas importantes José João Kuvíngua (CEO)
Sítio oficial taag.com
TAAG Angola Airlines Boeing 777-2M2ER no Aeroporto da Portela em Lisboa, 2 de outubro 2009.
TAAG Angola Airlines Boeing 777-3M2ER decola no Aeroporto da Portela em Lisboa 4 de dezembro de 2012.
Agência da TAAG, Pequim.
TAAG porto

A TAAG Linhas Aéreas de Angola, também conhecida como TAAG Angola Airlines, é a companhia aérea nacional de Angola, tendo a sua sede em Luanda. TAAG é um acrónimo para Transportes Aéreos Angolanos.[1] Actualmente a empresa atende a 13 destinos domésticos e a 16 destinos internacionais, na África, na América do Sul, no Caribe, na Europa e na Ásia. É também a única companhia aérea que opera voos regulares (directos ou com escalas) entre a África Central e a América Latina.

HistóricoEditar

A empresa foi criada em 1938 como DTA — Divisão dos Transportes Aéreos da Direcção dos Serviços de Portos, Caminhos de Ferro e Transportes de Angola. No entanto, suas operações iniciaram-se de facto em 1940, com aviões Dragon Rapide, Klemen e Leopard Moth. São assim activadas as primeiras linhas regulares entre Luanda–Moçâmedes) e Lobito, e os primeiros voos internacionais Luanda–Ponta Negra.

Em 1948 entram em serviço os primeiros aviões Douglas DC-3. Catorze anos mais tarde é adquirido o primeiro avião Fokker F27.

1973 — A DTA transforma-se em empresa de capital misto com a designação de TAAG – Transportes Aéreos de Angola, S.A.R.L., com capital maioritário do Governo, 30% da TAP e o restante repartido por empresas privadas. Durante esse período a TAAG explora os vos domésticos e inicia as carreiras regionais para São Tomé e Windhoek. As rotas Luanda–Lisboa e as ligações a Maputo, Beira e Salisbury (hoje Harare) servidos pela TAP.

1975 — Após a proclamação da independência nacional, são iniciadas negociações com a TAP para a participação da TAAG – como companhia aérea de bandeira – nos voos Luanda–Lisboa. Os primeiros voos Luanda–Lisboa passaram a ser operados por aviões TAP com a sigla DT das Linhas Aéreas de Angola. Nos voos com destino Lisboa os passageiros começam a ser assistidos por pessoal de cabine da TAAG. São nomeados os primeiros angolanos para a administração da empresa.

1976 — A 3 de Março com a chegada ao país do primeiro Boeing 737 é iniciada a era do jato em Angola.

1980 — A 13 de Fevereiro é publicado no Diário da República o Decreto No 15/80 que cria a Empresa Linhas Aéreas de Angola, U.E.E., abreviadamente designada por TAAG. Com aquisição dos novos Boeing 707 inicia-se rápido crescimento da TAAG. As estatísticas são suficientemente elucidativas. Em 1977 a TAAG transporta 230.000 passageiros em voos domésticos, atingindo no ano seguinte os 795.947. Em voos internacionais o desenvolvimento da companhia passa no mesmo período para 130.838 transportados. Outros dados estatísticos são também esclarecedores: 43.095 toneladas de carga e correio transportados num ano. As asas da TAAG voam 31.852 horas, percorrendo 18 milhões de quilómetros.

1985 — No dia 16 de junho de 1985 se iniciaram as operações para o Brasil com destino Rio de Janeiro com o equipamento Boeing 707.

1986 — A TAAG transporta um milhão de passageiros, na maioria tropas cubanos. A queda brusca dos preços do petróleo e o agravamento da situação político-militar no País exigem da empresa um esforço especial . A paralisação quase absoluta dos transportes rodoviários e ferroviários forçam a TAAG a voar entre as principais cidades com ocupações raramente abaixo dos 100% da oferta. Durante anos, a TAAG foi o único elo de ligação entre as cidades do país, o que bastante orgulha os seus cerca de 5 mil trabalhadores.

1990 — A TAAG transporta 700 mil passageiros e cerca de 60.000 toneladas de carga e correio.

1991 — São criadas duas novas empresas autónomas: A Angola - Air Charter, para voos charter de carga e passageiros e a Sociedade de Aviação Ligeira, S.A.R.L., para o serviço de táxi-aéreo e de propósito múltiplo, dedicada a voos especializados de desinfestação, combate a incêndios, etc.

1993 — Aberta a Linha de Harare, Zimbabwe.

1994 — Aberta a Linha de Joanesburgo, África do Sul.

1995 — Reabertura da Linha de Lusaka, Zâmbia.

1997 — A 8 de julho a TAAG acquire o seu primeiro Boeing 747, a que deu o nome de "Cidade de Kuito", em homenagem ao povo mártir daquela cidade.

2006 — Em Novembro a TAAG renova a sua frota, encomenda sete novos aviões Boeing, três Boeing 777-200 e outros quatro Boeing 737-700 NG (nova geração).

2007 — A 28 de Junho um Boeing 737 da TAAG despenha-se com 78 passageiros a bordo, quando tentava aterrar no aeroporto de Mbanza Congo, confirmam-se 6 vítimas mortais, incluindo o administrador municipal de Mbanza Congo e George Vilanelo, padre católico de origem italiana. O acidente teve lugar às 13:30 horas (hora local). 2008 — Em Novembro, o Conselho da Administração da TAAG foi demitido e um novo conselho foi nomeado, em um esforço para obter a companhia aérea retirado da lista negra da União Europeia.

2009 — Inicia-se a rota Luanda–Dubai.

IncidentesEditar

Em 28 de Junho de 2007, um Boeing 737 da TAAG despenhou-se nas proximidades do aeroporto de Mbanza Congo, na província do Zaire, com 78 pessoas a bordo, provocando a morte de seis pessoas. O avião efectuava a ligação entre Luanda e Mbanza Congo, e embateu numa casa, depois de os pilotos terem tentado efectuar uma aterragem de emergência.[2]

Em 06 de Dezembro de 2010, um Boeing 777 da TAAG com 126 passageiros a bordo, logo depois de ter descolado do Aeroporto de Lisboa perdeu diversas peças de metal de cinco por quinze centímetros de tamanho ao longo da cidade de Almada, e teve a aterrar de emergência.[3]

Proibição de voar para Europa 2007–2010Editar

A Comissão Europeia decidiu em 3 de julho 2007 incluir a TAAG na lista negra de companhias aéreas impedidas de voar para Europa. Esta decisão implicou a suspensão de seis voos semanais da TAAG para Lisboa.[4]

Em Julho de 2009 a TAAG Air Angola recebeu a permissão de voltar ao espaço europeu, sob a condição de usar unicamente os seus novos Boeing 777-200ER e, a partir de Outubro de 2010, os Boeing 737, e só para Lisboa.[5] Em 1 de Agosto de 2009, o primeiro voo da TAAG partiu de Luanda para Lisboa, depois de quase dois anos de ter sido banida do espaço aéreo da UE.

Em Março de 2010 a proibição foi ainda mais aligeirada permitindo que a TAAG voasse para todos os aeroportos europeus.[6] Desde então, a TAAG pretende voar para o Aeroporto de Frankfurt ou/e para o Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle como um novo destino na sua programação.

A Manutenção de aeronaves Boeing 777-200ER é realizada pela TAP Manutenção e Engenharia Brasil S.A[7], no Rio de Janeiro, bem como em Pequim por especialistas chineses na empresa Ameco Beijing[8].

DestinosEditar

 Ver artigo principal: Lista de destinos da TAAG

FrotaEditar

A frota da TAAG inclui as seguintes aeronaves (em 10 de Agosto de 2017):[9]

TAAG Linhas Aéreas de Angola Frota
Aeronave Total Passageiros Rotas
Boeing 737-700 005 120 Doméstico e Regional
Boeing 777-200ER 003 314 Longa distância
Boeing 777-300ER 005 386 Longa distância
Total 013

Em junho de 2011 a companhia aérea recebeu seu primeiro recém-adquiridas Boeing 777-300ER, de dois encomendados em setembro de 2009. TAAG se tornou a primeira operadora africano na compra e operação deste tipo de aeronaves.[10] O código do cliente para o Boeing da TAAG é M2 (por exemplo, Boeing 777-3M2ER). Em Maio de 2016 a TAAG recebeu o sétimo Boeing 777.

Presidentes do Conselho de Administração / CEO'sEditar

  • 1977: Roque Martins
  • 1978: Armando Manuel
  • 1979–1981: Júlio de Almeida
  • 1981–1982: Germano Gomes
  • 1982–1985: Rui Filomeno de Sá
  • 1985–1988: José Fernandes
  • 1988: Félix Manuel
  • 1988–1991: Mário Rogério von Haff
  • 1991–1992: António H. da Silva
  • 1992–2000: Miguel Costa
  • 2000–2006: Mateus Neto
  • 2006–2008: Jesus Nelson Martins
  • 2008–2013: António Luís Pimentel Araújo
  • 2013–2015: Joaquim Teixeira da Cunha
  • 2015–2017: Peter Murray Hill
  • Agosto de 2017: foi criada uma Comissão de Gestão, tendo Joaquim Teixeira da Cunha como Coordenador
  • Dezembro de 2017: José João Kuvíngua
  • Setembro de 2018–Actualmente: Ruí Carreira

Ligações externasEditar

Referências