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TV Baré
Rádio e Televisão Baré Ltda.
Av. André Araújo 1924, Aleixo
Cidade de concessão Manaus, AM
Canais
4 VHF analógico
Rede TV Studios
Rede(s) anterior(es)
Proprietário Umberto Calderaro Filho
Antigo proprietário Diários Associados
Fundação 2 de junho de 1971[1]
Extinção 1 de setembro de 1986
Sucessora TV A Crítica
Prefixo ZYA 246
Emissoras irmãs
Cobertura Microrregião de Manaus, Amazonas.

A TV Baré foi uma emissora de televisão brasileira com sede em Manaus, capital do estado de Amazonas. A emissora de televisão entrou no ar em 1971 e manteve no ar até a mudança de nome em 1981. A emissora era afiliada à TV Studios e sintonizada no Canal 4 VHF analógico.

A emissora de televisão era controlada pelos Diários Associados e inicialmente funcionou como emissora própria da Rede Tupi e da Rede de Emissoras Independentes (REI), liderada pelas TVs Record de São Paulo e da Rio do Rio de Janeiro, até 1978, quando passou ser apenas exclusivamente apenas a Tupi.

HistóriaEditar

Em 1968, o Governo Federal lançou concorrência para segundo canal de televisão em Manaus.[2]

Na época, a TV Ajuricaba estava no ar desde ano anterior, através do canal 4 VHF. Porém, algumas residências já tinham aparelhos de televisão (cerca de 2 mil televisores, em uma população quase 100 mil habitantes em Manaus), que na época recebiam sinais vindos do canal 2 da RCTV (sinal de emissora vinda de Caracas, capital de Venezuela) de maneira muito precária, pois tinha chiado e péssima imagem.

O grupo Diários Associados ganhou a concorrência e obteve a concessão em 1968.[2] Para colocar a emissora no ar, foi formado empresa[qual?] com 30 sócios (entre eles, o empresário Umberto Calderaro Filho, dono do jornal A Crítica), com cada um das cotas, todos ligados aos Diários Associados,[3] entre estes o jornalista Alfredo Sade (falecido em 1971).[4]

Após os testes de sinais, sons e equipamentos, a TV Baré entra no ar em 2 de junho de 1971 transmitindo a cerimônia de abertura direto do Palácio Rio Negro, com um discurso do então governador do Amazonas João Andrade onde ao final ele diz: "Autorizo a partir deste momento, o inicio do funcionamento e das atividades da Rádio e Televisão Baré, canal 4 de Manaus", seguido das imagens do índio curumim com a frase "No Ar, a Pioneira em Imagem-Som, Alcance e Côr!" - sendo esse slogan utilizado como um anuncio das futuras transmissões em cores. Assim, a recém-fundada emissora passa a ser afiliada da Rede Tupi,[1] até então era da TV Ajuricaba, de 1967 a 1971, quando ocorre a inauguração da nova emissora e ser apenas exibidora da REI.[5]

Inicialmente, a transmissão da programação da Tupi era feita por fitas e películas de filmes enviadas da cidade de São Paulo, gerando atraso bastante por semanas a exibição da programação (novelas, partidas de futebol e outros eventos) em relação de São Paulo. Diante disso, ampliou a programação local.

Outro programa de sucesso, iniciado em 1972, transmitido aos sábados até hoje (na TV A Crítica) é o Nosso Encontro, comandado por Baby Rizatto, jornalista de renome no Amazonas, que traz as principais notícias da semana, artistas locais e nacionais, gastronomia e dicas culturais, além de prêmios aos telespectadores. É considerado como uns dos programas de TVs mais antigos da televisão brasileira.

Em 1974, quando a TV Ajuricaba passa ser afiliada à Rede Globo, a TV Baré passou também a exibir a programação da REI (chegando até exibir a Copa de 1978)[6] mesmo perdendo audiência e afiliadas. Durante o período de afiliação à Tupi-REI permaneceu como líder de audiência no estado do Amazonas, vindo a perder gradativamente a audiência à medida que a Tupi agravava a sua crise financeira-administrativa em frente à Ajuricaba com a Globo.

Em 1980, com a cassação das concessões da Tupi pelo Governo Federal por conta da crise financeira-administrativa, a TV Baré não foi cassada, pois estava em situação estável e partes das cotas da sociedade foram compradas pelo Umberto Calderaro Filho. Com a cassação das emissoras da Tupi e o fim da rede, a Baré mantém afiliação de modo independente com REI e a TV Studios (embrião do futuro SBT).

A TV Baré era controlada pelos Diários Associados e constituía-se 30 acionistas, que posteriormente venderam suas ações de participação ao empresário e jornalista Umberto Calderaro Filho, dono do jornal A Crítica, quando a crise financeira-administrativa atinge os Diários Associados.[3] As cotas da sociedade compradas pelo Umberto Calderaro Filho por anos anteriores o leva a assumir o controle majoritário da emissora em meados de 1981.[3] É quando a TV Baré muda razão social para Televisão A Crítica Ltda e nome fantasia para TV A Crítica, em 1º de setembro do mesmo ano e tornou-se umas das primeiras afiliadas do recém inaugurado Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), de propriedade do empresário e animador Silvio Santos, deixando a REI.

Referências

  1. a b Eula Dantas Taveira Cabral (euladtc@infolink.com.br) (2012). «História da Televisão Amazonense». Universidade Metodista de São Paulo. Consultado em 7 de agosto de 2014 
  2. a b Fábio Fonseca de Castro (fabio.fonsecadecastro@gmail.com) (2012). «Sistemas de comunicação na Amazônia (Communication systems in Amazon)». Unisinos (da revista Fronteiras). Consultado em 7 de agosto de 2014 
  3. a b c Rodrigo Cunha (22 de setembro de 2008, 7hs37min). «Antena Norte/Nordeste: Em Manaus, a primeira televisão a cabo no Brasil (TV Baré)». Tele História. Consultado em 7 de agosto de 2014. Arquivado do original em 12 de agosto de 2014  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. Sade, Alfredo (15 de julho de 1971). «Homenagem Póstuma ao Jornalista Alfredo Sade» (PDF). Anais do Senado Federal. Consultado em 25 de maio de 2017 
  5. Diversos Autores (Novembro de 2004). «Comunicação: Veredas» (PDF). Unimar. Consultado em 7 de agosto de 2014 
  6. Israel Conte (4 de Junho de 2012). «TV A Crítica celebra 40 anos com surpreendente evolução (Copa do Mundo e Papa)». A Crítica. Consultado em 7 de agosto de 2014 
Precedido por
Emissora Inexistente.
Canal 4 VHF analógico de Manaus
1971 a 1981
Sucedido por
TV A Crítica