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TV Nacional do Brasil

emissora governamental brasileira de televisão
TV NBR
Empresa Brasil de Comunicação S.A. - EBC
Tipo Canal de televisão aberta
País  Brasil
Fundação 16 de junho de 1998[1]
por Governo Federal do Brasil (Poder Executivo do Brasil)
Extinção 9 de abril de 2019
Pertence a
Cidade de origem Brasília, DF
Slogan A TV do Governo Federal
Formato de vídeo
Canais irmãos
Cobertura 43% dos domicílios com acesso à NBR (estimativa)[2]
Página oficial nbr.gov.br
Disponibilidade aberta e gratuita
Digital
Disponibilidade por satélite
Claro TV
Canal 10
Vivo TV
Sky
Canal 25
Oi TV
Algar TV
Canal 696
Nossa TV
Canal 17
Star One C2
  • 3755 MHz @ 7500 ksps, horizontal (SDTV)
  • 4030 MHz (1120 MHz Banda L), Vertical (Analógico)
Disponibilidade por cabo
Vivo TV
Canal 02
TVN
NET
Canal 05
TV Alphaville
Canal 305
BVCi
Canal 95
CaboNNet
Canal 96
TCM
Canal 225
Cabo Telecom
Canal 112
Disponibilidade digital
NBR.gov.br
Assistir ao vivo

TV Nacional do Brasil (conhecida pela sigla NBR, também chamada de TV NBR) foi um canal de televisão brasileiro controlado pelo Governo Federal. Tinha a missão de oferecer aos telespectadores informações sobre as políticas, as ações e o dia a dia do Poder Executivo. O canal entrou no ar em 16 de junho de 1998, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.[1]

HistóriaEditar

A TV Nacional do Brasil foi inaugurada no dia 16 de junho de 1998. Em seu começo, a grade de programação era casada com a da TV Nacional, canal de TV aberto.[3] Apesar de ser educativa, a nova emissora transmitiu ao vivo todos os atos, solenidades e inaugurações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e até ganhou no dia 22 de junho de 1998 várias afiliadas (como a TV Cultura do Pará) e outras 15 cidades, gerando polêmica por uso ilegal dos meios de comunicação para campanha eleitoral, que ocorria no mesmo ano da inauguração.[1] Com a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em 2007, a NBR passou a ser de responsabilidade da EBC Serviços. Em 2018, era estimado um número de 200 pessoas trabalhando para a NBR.[3]

Com o início do Governo Bolsonaro e a entrada de um novo ministro na Secretaria de Governo, o militar Carlos Alberto dos Santos Cruz, foi anunciada uma proposta de fusão da NBR com a TV Brasil com o objetivo de reduzir gastos.[4] Para a Folha de S.Paulo, Carlos Santos Cruz disse que a proposta de fusão iria respeitar a legislação de cada uma: "Fazer uma estrutura que transmita o interesse de estado e de governo ao mesmo tempo." A proposta era que a grade de programação do novo canal dê destaque a conteúdos culturais e educativos, mas com perfil mais próximo ao que já existe na NBR.[5] No fim de março, em texto da coluna Radar da Veja, foi anunciado que a NBR ira ser encerrada, acarretando em dispensa dos quase mil funcionários terceirizados.[6] Parte da produção da NBR foi unida com a nova programação da TV Brasil, que entrou no ar em 10 de abril de 2019, sendo extinta e tendo seu sinal trocado para TV Brasil 2.

ProgramasEditar

Os programas da TV NBR eram baseados em mostrar as ações de comunicação do Poder Executivo Federal. A NBR transmitia até o último ano no ar 18 horas de programação por dia, ficando sem programação em parte da madrugada (0h e 4h).[3] Até 2018, cerca de 60% eram conteúdos próprios, e os outros 40% derivam de parcerias com outros canais públicos, como TV MEC ou com a TV Câmara.[3] A emissora transmitia os seguintes programas:[7][8]

  • Ao Vivo: Atividades do Presidente
  • Bom Dia, Ministro
  • Cenas do Brasil
  • Conexão Ciência (em parceria com a Embrapa)
  • NBR Entrevista
  • NBR Notícias
  • Panorama Ipea (em parceria com o Ipea)

Referências

  1. a b c «Escândalo: NBr, a TV do FHC». TV Crítica. 18 de junho de 1998. Consultado em 4 de maio de 2010 
  2. Peng 2014, p. 47.
  3. a b c d Helena Martins (30 de junho de 2018). «NBR completa 20 anos ampliando disponibilização de conteúdos». Agência Brasil. Consultado em 30 de março de 2019 
  4. Gustavo Uribe (13 de janeiro de 2019). «Contratos de comunicação serão revistos, diz chefe da Secretaria de Governo». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de março de 2019 
  5. Gustavo Uribe (2 de março de 2019). «Governo prevê cortar R$ 130 mi com reforma de estatal de comunicação». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de março de 2019 
  6. Evandro Éboli (29 de março de 2019). «TV Bolsonaro vai exibir obras do Exército e acaba com a NBR». Veja. Consultado em 30 de março de 2019 
  7. Secom. «Comunicação do Governo Federal» (PDF) 
  8. Peng 2014, p. 40-46.

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar