Taipu
  Município do Brasil  
Centro da cidade de Taipu
Centro da cidade de Taipu
Símbolos
Brasão de armas de Taipu
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Terra do papagaio"
Gentílico taipuense
Localização
Localização de Taipu no Rio Grande do Norte
Localização de Taipu no Rio Grande do Norte
Mapa de Taipu
Coordenadas 5° 37' 19" S 35° 35' 49" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária[1] Natal
Região imediata[1] Natal
Municípios limítrofes Pureza (ao norte), Ielmo Marinho (ao sul), Ceará-Mirim (a leste), Bento Fernandes e Poço Branco (a oeste).
Distância até a capital 50 km[2]
História
Fundação 1891
Aniversário 10 de março
Administração
Prefeito(a) Sebastião Ambrósio de Melo (PSB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [3] 352,818 km²
População total (IBGE/2016[4]) 12 398 hab.
 • Posição RN: 50º
Densidade 35,1 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,569 baixo
PIB (IBGE/2008[6]) R$ 59 722,628 mil
PIB per capita (IBGE/2008[6]) R$ 4 929,64

Taipu é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2019, sua população é de 12.279 habitantes. Área territorial de 353 km².[7]

HistóriaEditar

O povoamento da região teve início no aldeamento situado nas terras da Fazenda Tabuleiro do Barreto, onde foram encontrados muitas objetos de fabricação indígena. Outros sinais da forte presença de tribos indígenas na região também, foram achados na Lagoa do Tapuio e em outras fazendas da localidade.

Inicialmente denominada Picada, devido à sua localização geográfica entre o final do Sertão e o início da Zona da Mata, a localidade teve seu desenvolvimento impulsionado no século XIX com a participação efetiva de Jorge Pegado Galvão, Marcos Pereira dos Santos, Bernardo Gadelha, André Soares da Silva e Joaquim José da Costa, considerados fundadores do povoado, que chegou a condição de distrito em 1851. Nesse mesmo ano teve início a construção da capela de Nossa Senhora do Livramento que após 30 anos foi concluída, também, já existia na localidade uma escola.

Em 28 de junho de 1889, o distrito de Picada mudou de nome, passando a se chamar Taipu, palavra que origina-se de Itaipi, nome do aldeamento indígena da região. Nessa mesma data foi instalada a delegacia de polícia e suas terras foram desmembradas do município de Touros, passando a pertencer ao município de Ceará Mirim. Com a mudança de nome, a terra buscou voltar as suas origens, à seus primeiros tempos, numa referência direta aos seus primeiros habitantes.

O desenvolvimento do distrito veio a se consolidar em 1907, com a implantação da estrada de ferro ligando Taipu a Natal, proporcionando uma ampliação do mercado consumidor e o escoamento mais eficiente da produção agrícola. Em 10 de março de 1891, através do Decreto nº 97, Taipu desmembrou-se de Ceará Mirim, tornando-se município do Rio Grande do Norte.

GeografiaEditar

O Município de Taipu localizado na microrregião do Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Norte dista 50 Km da capital. Foi desmembrado do Município de Ceará Mirim pelo Decreto Lei no 97, de 10 de março de 1891, limita-se ao norte com o município de Pureza; ao Sul com Ielmo Marinho; a Leste com Ceará Mirim e a Oeste com Poço Branco. Suas coordenadas geográficas são: 5o, 37’, 5” de latitude sul e 33o, 35’,44” de longitude. Está ligado pela Rede Ferroviária Federal, embora atualmente em processo de desativação e pela BR 406, que liga Natal a Macau. Seu clima é seco e durante os meses de maio a agosto são registradas fortes precipitações pluviométricas.

Lenda do PapagaioEditar

As piadas e histórias contadas pelo povo ao longo dos anos imortalizaram Taipu como sendo a terra do papagaio. Só que entre uma piada e outra, tentamos encontrar a verdadeira história do porquê “terra do papagaio” ou “terra do louro”.

Gumercindo Saraiva em seu livro “Lendas do Brasil”, escreveu sobre está lenda que perdura até os nossos dias e que jamais será esquecida. Diz Gumercindo que logo após a inauguração da Estrada de Ferro Central em 1907, surgiu as rixas que envolveram os ceará-mirienses e taipuenses, e daí o aparecimento da expressão “Terra do Papagaio”, que por sinal é a versão mais conhecida entre nós, apenas com algumas modificações.

“Contam  que  depois  de  uma  cheia,  quando  se  viam pedaços  de  paus, cercas, restos de casas,  móveis,  animais  mortos…  ao  longe foi  visto  um  galho  de árvore, e junto a ele um papagaio. Toda a Vila reuniu-se para salvar-lo. Tiraram-no d´água, enxugaram-no e deram de comer ao pobre bichinho, que muito perguntou que terra era aquela, alguém respondeu que era Taipu e que não se preocupasse que ele estava em casa. Foi aí que para surpresa de todos, o papagaio bateu asas e num forte grito ordenou que o coloca-se de volta na água pois não queria ficar naquela terra atrasada, voando para correnteza que aumentava naquele momento. E em sua despedida ainda falou: “Antes uma boa morta afogada do que ficar por aqui”.

Por coincidência, estando a trabalho em Ceará Mirim, encontrei “Seu Geraldo  do  Correio”,  antigo  funcionário  da  ECT  em  nossa cidade, figura popularmente conhecida do nosso povo nas décadas de 70 e 80, que para minha surpresa me contou uma nova história para esta lenda.

Segundo “Seu” Geraldo, os holandeses que estiveram no Rio Grande do Norte na época da colonização, buscavam sempre as margens dos rios para desbravarem e entrarem rumo ao interior do Brasil.  Quando expulsos,   um  grupo de holandeses fixou-se onde hoje se encontra a cidade de Taipu. Com uma população  sempre  branca e de cabelos louros  ou  galegos,  logo  Taipu ficou sendo  conhecido como a  “Terra do Louro”.  Não por que existissem papagaios, mas sim, por existir muita gente de cabelos louros.

Apesar de não existir documentação histórica que comprove esta versão, a população de Taipu era composta basicamente por pessoas brancas, o que não deixa de servir para levantarmos hipóteses de que o primitivo colonizador tenha sido de origem holandesa.

Contam também, que por ser Taipu uma terra de pouca precipitação pluviométrica, era seca como língua de papagaio e daí o apelido.

Outra história contada, é que pelo fato do povo de Taipu falar demais, era conhecido como papagaio, e segundo o poeta taipuense Luis Viana, em seu livro “Temas e Reflexões”, ao falar da “Buraca”, ele comenta: “Situada entre o rio e os quintais, tinha todas as aparências de confidencias violadas, onde se sabia tudo o que se passava e o que estaria para acontecer na terra, apelidada, talvez por isso mesmo de papagaios!”.

Durante muito tempo, o nosso povo ficava furioso com quem passava por Taipu  e  pedia  o  pé,  ocorrendo  inclusive  brigas.  Conta  à  tradição  oral que um caixeiro viajante vinha de Natal com destino a Macau no trem. O pobre homem, estava com o dedo ferido e amarado por uma tipóia e como doía muito resolveu coloca-lo fora da janela com o objetivo de aliar a dor, ao passar por Taipu um vendedor de rolete de cana, pensando que o mesmo estava pedindo o pé, passou o facão no dedo doente do viajante, e ainda disse que aquilo era para ele nunca mais pedir o pé a ninguém e que da próxima vez cortava-lhe o braço.

Em conversa com antigos moradores comentei porque Taipu era chamado de Terra do Papagaio o  do  Louro, descobri que realmente têm fundamento as histórias, não porque o papagaio desceu na correnteza, mas sim, por que existia realmente papagaio em Taipu.

Taipu era uma região de grandes matas, atualmente não existindo devido a crescente exploração da cana de açúcar e do desmatamento desordenado onde havia papagaios. Quando alguém queria compra-los dizia que iria a te Taipu, como muitas pessoas não sabiam onde ficava, logo vinha a pergunta: Taipu! Onde fica? E como resposta: Taipu! A terra do papagaio, logo após Ceará Mirim.

Em conversa com o professor Cláudio Emericiano, homem inteligente e culto da nossa Universidade, falei sobre o assunto. Professor Cláudio, afirmou que quando criança passava suas férias em  Pedro Avelino  e  lembra  muito  bem  que  quando  o  trem passava por Taipu, era comum ser visto nas matas, nas cercas e ao longo da via férrea, uma espécie de papagaio  pequeno,  todo  verde,  reforçando  assim  a  teoria de que Taipu havia realmente papagaios.

Para que a piadinha sem graça, contada por muitos deixasse de perturbar, a população passou a usar o papagaio como símbolo do município. Durante estes anos, Taipu já contou com um Jornal chamado O Papagaio; Fazenda com nome de Papagaio; Um bloco carnavalesco com o nome de Papagaios na Folia e até mesmo uma boate, que se chamou Papagaio.

Com o passar do tempo a população deixou de se incomodar com estas piadas, o tempo passou, mais a tradição ficou e orgulhosamente ainda não esqueceram de dizer: ME DÊ O PÉ MEU LOURO. Predefinição:Autor: Praxedes, Gustavo de Castro

Ligações externasEditar

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  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. FEMURN. «Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN». Consultado em 6 de agosto de 2011. Arquivado do original em 16 de dezembro de 2010 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  4. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2012» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2011. Consultado em 31 de agosto de 2012 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  7. «IBGE | Brasil em Síntese». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 6 de novembro de 2017