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MB-3 Tamoyo
Tipo Carro de combate Principal
Local de origem  Brasil
Histórico de produção
Criador Bernardini
Centro Tecnológico do Exército
Data de criação 1984
Fabricante Bernardini
Quantidade
produzida
3 prototipos e um mock-up
Variantes Tamoyo I
Tamoyo II
Tamoyo III
Especificações
Peso 68 342 lb (31 000 kg)
Comprimento 28,77 ft (8,8 m)
Largura 10,56 ft (3,2 m)
Altura 8,04 ft (2,5 m)
Tripulação 4 (comandante, motorista, artilheiro e municiador)
Blindagem do veículo chapas de aço, 70mm maximo, 10mm minimo
Armamento
primário
canhão M32, de 90mm (Tamoyo I e II) ou canhão Royal Ordance L7,de 105mm (Tamoyo III)
Armamento
secundário
Uma Metralhadora Browning M2 .50, coaxial, uma metralhadora FN MAG 7,62mm, antiaérea e oito lançadores de granadas fumígenas.
Motor Scania DSI 14, refrigerado a água, V-8, a diesel(Tamoyo I e II) ou Detroit Diesel 8V92TA, refrigerado a água, V-8, a diesel (Tamoyo III)
550hp (Scania DSI 14) e 750hp (Detroit Diesel 8V92TA)
Peso/potência 24,5 hp/ton
Transmissão Alisson CD-500-3 (Tamoyo I), GE HMPT-500-3 (Tamoyo II), Alisson CD-850-6A (Tamoyo III)
Suspensão barra de torção
Alcance
Operacional
342 mi (550 km)
Velocidade 68 km/h em estrada e 30km/h em terra.

O MB-3 Tamoyo foi um carro de combate brasileiro, desenvolvido pela empresa Bernardini em parceria com o Centro Tecnológico do Exército, baseados na experiência adquirida com a modernização do M41C Caxias. Nunca foi produzido em série.

DescriçãoEditar

O Tamoyo é um derivado do M41, incorporando novas tecnologias e um canhão de 90 ou 105 mm, mas mantendo as características apreciadas pelo Exército Brasileiro no M41. Foram desenvolvidos nos protótipos diversos componentes baseados nas peças do M-41,o trem de rolamento e suspensão eram semelhantes.

Ao contrário do EE-T1 Osório da Engesa, era um carro de combate médio, e projetado de acordo com as necessidades do Exército Brasileiro e do parque automobilístico nacional, de forma a reduzir a dependência de equipamentos e peças importadas. O Osório era um MBT, um carro de combate pesado, foi desenvolvido para uma possível encomenda da Arábia Saudita, e incorporava diversos equipamentos importados.

Baseado nos requisitos operacionais estabelecidos pelo Exército Brasileiro, a Bernardini começou a desenvolver o novo veículo (1982-1983), inicialmente o denominado X-30. Tal carro de combate não poderia superar as 30 toneladas, limite imposto pelo sistema rodoviário e ferroviário brasileiros. Foram contactadas empresas nacionais que poderiam fornecer componentes para o projeto.

ProtótiposEditar

O primeiro protótipo foi finalizado em 1984 e foi designado Tamoyo I. Possuía suspensão por barras de torção, canhão M32 de 90mm, do M41C, motor Scania DSI14, mecanismo de giro da torre nacional, sua transmissão Alisson CD-500-3 (a mesma empregada no M-41, vendo que era uma exigência do Exército), blindagem leve e baixa silhueta.

O Tamoyo II tinha por objetivo adaptar o veículo ao mercado internacional, foi incorporado uma transmissão GE HMPT-500-3, mesma dos blindados M-2 Bradley americanos, que foi acoplada a o motor Scania DSI14. O canhão seria um modelo de 105mm, porém, foi mantido o M32 de 90mm, vindo do M41C Caxias.

O Tamoyo III apresentava uma série de aperfeiçoamentos, distinguindo-se facilmente dos modelos anteriores. O Tamoyo passa a incorporar modernas tecnologias, como a blindagem composta de aço e cerâmica, telêmetro laser, visão noturna e térmica, direção de tiro computadorizada, torre estabilizada para tiro em movimento. O veículo recebeu o moderno canhão de 105mm L7 Royal Ordnance e um motor Detroit Diesel 8V92TA, este motor era somente para o estágio inicial de desenvolvimento, era planejado um motor com média de 900 a 1.000hp. A transmissão foi um problema, pois a transmissão GE não suportava mais de 600hp, e uma nova transmissão, mais resistente, ainda estava sendo projetada, a ZF não tinha protótipos disponíveis, então o jeito foi instalar um modelo Alisson CD-850-6A, a mesma do M60 Patton, que atendeu os pré-requisitos perfeitamente. O chassi e a torre foram modificados e a blindagem frontal foi aumentada, o peso total atingiu as 31 toneladas.

NacionalizaçãoEditar

Com as opções por um canhão de 90mm ou 105mm o fabricante afirmava que o tanque tanto poderia ser utilizado como um veículo blindado médio de reconhecimento, como com o canhão maior de 105mm e melhor blindagem e motor poderia formar agrupamentos de carros de combate, adequados para enfrentar qualquer ameaça que se poderiam esperar no subcontinente sul-americano.

O Tamoyo poderia ser equipado com um computador de tiro da Ferranti, enquanto que o periscópio era norte americano, fabricado pela empresa Kolmorgan. Alguns dos sistemas não estavam instalados a bordo dos tanques TAM argentinos que eram naquela altura a referência para os brasileiros.

O motor considerado para o tanque foi inicialmente o conjunto motriz Scania DSI 14, com a potência de 550hp, fabricado pela Scania no Brasil. Mas a possibilidade de utilizar um motor Detroit Diesel 8V92TA, com 750hp também foi considerada, para o caso de o veículo ser exportado e haver preferência por esse motor.

A grande vantagem do Tamoyo como possibilidade para carro de combate brasileiro, estava na grande percentagem de incorporação de componentes fabricados no Brasil. Toda a blindagem, a torre, os sistemas hidráulicos, as lagartas, um dos motores e até o canhão (no caso do 90mm) podiam ser fabricados no Brasil. Alguns dos outros equipamentos, embora de origem internacional, poderiam ser nacionalizados desde que o número de sistemas a adquirir fosse suficiente e justificasse a operação.

AcidenteEditar

Após testes de motorização realizados na Rodovia dos Imigrantes, um dos protótipos do Tamoyo se envolveu em um acidente fatal em 16 de janeiro de 1985 quando esmagou um Volkswagen Brasília ocupado por três pessoas, no cruzamento da Avenida Abraão de Morais com a rua Francisco Tapajós. Duas pessoas morreram e a terceira perdeu uma perna. Inicialmente a Bernardini alegou que não teve culpa pelo acidente, culpando um semáforo queimado como o responsável pela colisão e esmagamento. No dia seguinte o Departamento de Operações do Sistema Viário (DSV) da prefeitura de São Paulo divulgou que o semáforo daquele cruzamento encontrava-se funcionando na ocasião do acidente, apontando o condutor do Tamoyo (um mecânico da empresa Bernardini com habilitação para conduzir blindados vencida desde novembro de 1984) como responsável pelo mesmo.[1]

O acidente irritou a cúpula do Exército (que culpou exclusivamente a Bernardini pelo acidente) e foi um dos fatores pelo cancelamento do projeto.[2]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Tanque de guerra esmaga carro e mata 2 passageiros». Folha de S.Paulo, Ano 64, edição 20378, Seção Geral, página 21. 17 de janeiro de 1985. Consultado em 14 de agosto de 2019 
  2. Nunzio Briguglio (18 de janeiro de 1985). «Exército culpa empresa por acidente». Folha de S.Paulo, Ano 64, edição 20379, Seção Geral, página 17. Consultado em 14 de agosto de 2019 

Ligações externasEditar

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