Tangará (Rio Grande do Norte)

município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte

Tangará, município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), a 95 km de Natal, capital do Estado. De acordo com estimativa realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2020, sua população era de 15.869 habitantes. Área territorial de 339.484 km².

Tangará
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Tangará
Bandeira
Hino
Gentílico tangaraense
Localização
Localização de Tangará no Rio Grande do Norte
Localização de Tangará no Rio Grande do Norte
Mapa de Tangará
Coordenadas 6° 11' 56" S 35° 48' 07" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária[1] Natal
Região imediata[1] Santa Cruz
Municípios limítrofes São José do Campestre, Presidente Juscelino, Lagoa de Velhos, Sítio Novo, Santa Cruz e Japi
Distância até a capital 95 km
História
Fundação 31 de dezembro de 1958 (62 anos)
Administração
Prefeito(a) José Airton Bezerra (PDT, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 339,484 km²
População total (IBGE/2020[3]) 15 869 hab.
 • Posição RN: 32º
Densidade 46,7 hab./km²
Clima semiárido
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,608 médio
PIB (IBGE/2018[5]) R$ 409 469,44 mil
PIB per capita (IBGE/2018[5]) R$ 47 114,19

HistóriaEditar

No início do século XX, no entroncamento das estradas de rodagem que ligavam a capital do Rio Grande do Norte, Natal, às cidades de Santa Cruz e São José do Campestre; próximo a um afluente do Rio Trairi, teve início um pequeno povoado denominado ‘Estação de Riacho’, integrante do município de Santa Cruz.

No local, até então, existiam esparsas e rústicas taperas, abrigo de não muitas famílias que subsistiam da débil atividade pastoril e do cultivo do algodão, típicas da região.

No ano 1914, as melhorias iniciadas pelo governo estadual na rodovia para Santa Cruz geraram a possibilidade de exploração de pequenos comércios no entroncamento rodoviário, o que atraiu novos moradores, dando impulso ao crescimento ao povoado. A conclusão da estrada, no ano de 1917, facilitou o escoamento da crescente produção algodoeira que tanto viria a ajudar no desenvolvimento do povoado e da região.

Nas décadas seguintes, migraram para o povoado alguns moradores como Antônio Lula, João Ataíde de Melo, Sebastião Barreto e outros que vieram a fazer a história político-social do lugar e a contribuir com as primeiras iniciativas na produção de alimentos semi-industrializados, como panificação e laticínios. Entretanto, maior desenvolvimento econômico e social só viria a ocorrer com a implantação de duas usinas de descaroçamento e beneficiamento do algodão, ambas de iniciativa privada, em meados do século XX.

Nessa época, por iniciativa do major Teodorico Bezerra, agropecuarista e cacique político de grande influência na região, o nome do povoado foi mudado para Tangará, nome de um pássaro que costuma andar aos saltos, por isso, chamado pássaro pulador.

No dia 26 de novembro de 1953, pela Lei nº. 931, o povoado foi alçado a condição de distrito, o que lhe deu relativa autonomia política. Somente em 31 de dezembro de 1958, através da Lei n.º 2.336, Tangará foi desmembrado de Santa Cruz e elevado à categoria de município do Rio Grande do Norte (Brasil), ato consumado com a instalação do seu primeiro governo municipal, no dia 28 de janeiro de 1959.

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. IBGE (10 dez. 2020). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 11 dez. 2020 
  3. «Estimativa Populacional 2020». Estimativa Populacional 2020. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 31 de agosto de 2020. Consultado em 7 de janeiro de 2020 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2018». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 7 jan. 2021 

Ligações externasEditar

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