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Tapiraí (Minas Gerais)

município do estado de Minas Gerais, no Brasil

Tapiraí é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 19º53'16" sul e a uma longitude 46º01'13" oeste, estando a uma altitude de 673 metros. Sua população estimada em 2004 era de 1 726 habitantes. Faz parte do Circuito da Canastra. O seu lugar mais visitado é a Cachoeira das Laranjeiras. A maior riqueza do município é a agricultura, com destaque para o café e para a produção artesanal de queijo.

Município de Tapiraí
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 1 de janeiro
Fundação 1 de janeiro de 1954 (65 anos)
Gentílico tapiraiense
Padroeiro(a) São Sebastião[1]
CEP 38980-000 a 38989-999[2]
Prefeito(a) Leonardo José de Oliveira
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Tapiraí
Localização de Tapiraí em Minas Gerais
Tapiraí está localizado em: Brasil
Tapiraí
Localização de Tapiraí no Brasil
19° 53' 16" S 46° 01' 12" O19° 53' 16" S 46° 01' 12" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Oeste de Minas IBGE/2008[3]
Microrregião Piumhi IBGE/2008[3]
Municípios limítrofes Bambuí, Córrego Danta, Campos Altos e Medeiros
Distância até a capital 273 [4] km
Características geográficas
Área 412,442 km² [5]
População 1 873 hab. Censo IBGE/2010[6]
Densidade 4,54 hab./km²
Altitude 673 metros m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,739 alto PNUD/2000[7]
PIB R$ 26 838,002 mil IBGE/2008[8]
PIB per capita R$ 14 192,49 IBGE/2008[8]
Página oficial
Prefeitura www.tapirai.mg.gov.br
Câmara www.camaratapirai.mg.gov.br

Índice

EtimologiaEditar

"Tapiraí" é um termo com origem na língua tupi: significa "rio das andorinhas", através da junção dos termos taperá (andorinha) e 'y (rio)[9].

HistóriaEditar

Situada no Alto São Francisco, o município de Tapiraí teve seu povoamento iniciado em 1798. Em 1911 houve a inauguração da Estação Ferroviária de Perdição. Aos poucos, foram surgindo casas e casas ao seu redor. Posteriormente, foi dado, à estação, o nome de Tapiraí e, em janeiro de 1954, foi instalado definitivamente o município. Iniciando o século, a região recebeu a estrada de ferro Goyana, como consta no “Anuário de Minas” de 1.911: “A primeira estrada de ferro Goyana, já do outro lado do São Francisco, foi a Porto Real (atualmente Iguatama), depois Bambuí e em seguida a Perdição (hoje Tapiraí), em zona futurosíssima e operosa com grande cultura de cereais e criação de gado”.


O progresso chega à atual Tapiraí com desmatamento das matas, para a construção da estrada de ferro. A situação deste começou a mudar a partir de 1.911 com a chegada da Estrada de Ferro Oeste de Minas e inauguração da estação ferroviária com o mesmo nome: Perdição, posteriormente o nome da estação e do lugar foi trocado para “Estação de Tapiraí”. Ao contrário de muitas vilas que se formaram, geralmente, no entorno da igreja, a estação também atraiu moradores que se aglomeraram, construindo suas casas em volta desta, transformando o pequeno povoado em arraial.

Inaugurada a estação de Victor-Tamm, próxima a estação de Tapiraí, um povoado se formou e uma charquearia foi instalada, de propriedade do senhor José Pinto de Miranda. A Charqueada “Vitória”, empregava a população local e abatiam muitos bois diariamente. E cuja produção de carne industrializada era destinada exclusivamente à exportação. A estrada de ferro contribuiu para o desenvolvimento, estimulando o nascimento de vários povoados na região e facilitando a comunicação.

Tapiraí sempre pertenceu a Bambuí como distrito. Em 1.942 Córrego Danta, distrito do município de Luz, elaborou um plano de emancipação, tendo Tapiraí como distrito. O plano falhou pelo fato de Tapiraí não ter aceitado a pertencer a Córrego Danta. Foi daí que surgiu uma grande rivalidade entre as duas comunidades que hoje são praticamente irmãs, tornando-se Tapiraí um espinho atravessado na garganta da vizinha Córrego Danta. Em 27 de dezembro de 1.948 a lei estadual n° 336 criou o distrito com denominação atual a Tapiraí, subordinado ao município de Bambuí.

Nome da Cidade: A origem pode ter duas explicações, todas elas ligadas aos rios que banham nossa região, uma fala que o termo “tapir = anta”, originando o “Rio das antas”; outra explicação é a que o termo: "Tapiraí" é um termo com origem na língua tupi: significa "rio das andorinhas", através da junção dos termos taperá (andorinha) e “y” (rio).

 

Comissão Emancipadora de Tapiraí
 

Pouco tempo depois de ocorrido o fato de Córrego Danta querer anexar Tapiraí, foi criada uma comissão para cuidar da emancipação do distrito. Era composta pelos moradores:

  • Sr. Euriálo Torres,
  • Sr. José Cirilo de Oliveira,
  • Sr. Odilon Flaviano de Araújo,
  • Sr. Nicolino Rocha,
  • Sr. Mário Nepomuceno,
  • Sr. Aristoquelino de Bastos Garcia,
  • Sr. Aureliano Pereira de Carvalho.

O trabalho desta Comissão se fez vitorioso e em 12 de dezembro de 1.953 o distrito foi elevado à condição de cidade, desmembrado de Bambuí (Lei n°. 1.039). O município foi instalado oficialmente em 01 de janeiro de 1.954, com muita festa e comemorações. A Lei Estadual n° 2.764 criou em 30 de dezembro de 1.964 o distrito de Altolândia parte importante do território de Tapiraí que muito contribui para a economia do municipal.

Referências

  1. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 2. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  2. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  3. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. «Distância Entre Tapiraí e Belo Horizonte». Google Maps. 1 de julho de 2008. Consultado em 31 de Julho de 2017 
  5. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  6. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  8. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  9. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. p. 42.

Ligações externasEditar