Tari (em árabe: طري; lit. "nova" ou "dinheiro recém-emitido") foi uma designação cristã dum tipo de moeda de ouro de origem islâmica emitida na Sicília, Malta e Sul da Itália de cerca de 913 até 1859. No mundo islâmico era designada sob o nome rubai, ou quarto de Dinar, com peso de 1,05 g de ouro.[1] Era cunhado pelos muçulmanos na Sicília, diferente dos governantes muçulmanos do Norte da África, que preferiram o dinar maior[2] e seu ouro, proveniente da África, era obtido em Misrata ou Túnis em troca de grãos.[3] Com o tempo, no entanto, tornou-se amplamente popular por ser menor e, portanto, mais conveniente que o dinar maior com 4,25 g.[4]

Tari de Rogério II (r. 1130–1154) de Palermo com inscrições em pseudo-cúfico

O Tari esteve tão disseminado que era feito no Sul da Itália (Amalfi e Salerno) em meados do século X com imitações ilegíveis do árabe com "pseudo-cúfico".[1][2][4] Quando os normandos invadiram a Sicília no século XII, emitiram taris portando legendas em árabe e latim; Rogério II de Sicília (r. 1130–1154), ao emitir tais moedas, torna-se o único governante ocidental naquele tempo a cunhar moedas de ouro. Seus títulos eram de 16 ⅓ quilates, com alguma adjunction de prata e cobre.[2] Os taris também foram produzidos pela dinastia de Hohenstaufen e os primeiros angevinos.[3]

Referências

  1. a b Cardini 2001, p. 26.
  2. a b c Matthew 1992, p. 240.
  3. a b Blanchard, p. 196.
  4. a b Grierson 1998, p. 3.

BibliografiaEditar

  • Blanchard, Ian (2001). Mining, Metallurgy and Minting in the Middle Ages. [S.l.]: Franz Steiner Verlag. ISBN 978-3-515-07958-7 
  • Grierson, Philip (1998). Medieval European Coinage. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-58231-5 
  • Matthew, Donald (1992). The Norman kingdom of Sicily Cambridge University Press. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-521-26911-7 


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