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O Teatro em Portugal teve um desenvolvimento significativo com Gil Vicente, sendo o primeiro autor a utilizar o género dramático.

Índice

Personalidades importantesEditar

Gil Vicente (1465 - 1536)Editar

 Ver artigo principal: Gil Vicente

É considerado o fundador do teatro português, no século XVI.

António Ferreira (1528 - 1569)Editar

 Ver artigo principal: António Ferreira

Estudou em Coimbra e também foi o discípulo mais famoso de Sá de Miranda, tendo sido um dos impulsionadores da cultura renascentista em Portugal. Escreveu em 1587 a primeira tragédia do classicismo renascentista português, Castro, inspirada nos amores de D. Pedro I e D. Inês de Castro, traduzida para o inglês em 1597, e posteriormente, para o francês e o alemão.

José I de Portugal (1714 - 1777)Editar

 Ver artigo principal: José I de Portugal

Seguindo as instruções de seu pai, inaugurou em Lisboa, a 2 de Abril de 1755, o Teatro Real do Paço da Ribeira (no Terreiro do Paço), mais conhecido por Ópera do Tejo, situado junto ao rio do mesmo nome, num espaço entre os actuais Terreiro do Paço (Praça do Comércio) e Cais do Sodré. Seria a estrutura mais luxuosa e inovadora do género na Europa, que cairia totalmente por terra com o terrível Terramoto de 1755 e contando apenas sete meses de vida.

Almeida Garrett (1799 - 1854)Editar

 Ver artigo principal: Almeida Garrett

Foi um proeminente escritor e dramaturgo romântico, que fundou o Conservatório Geral de Arte Dramática, edificou o Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa e organizou a Inspecção-Geral dos Teatros, revolucionando por completo a política cultural portuguesa a partir de 1836, no rescaldo das Guerras Liberais. Frei Luís de Sousa é a sua obra maior.

OutrosEditar

Já no século XX encontram-se grandes nomes da literatura portuguesa a escrever para teatro, como é o caso de Júlio Dantas, Raul Brandão e José Régio. Às portas da década de 1960, o contexto político fomentou uma nova literatura de intervenção, que se estendeu aos palcos através dos nomes de Bernardo Santareno, Luiz Francisco Rebello, José Cardoso Pires e Luís de Sttau Monteiro, que produziram grandes e intensas obras.

Companhias de TeatroEditar

Neste momento existe em Portugal um teatro que se renova constantemente e que prima pela sua abundante diversidade, apesar do fraco investimento por parte do Ministério da Cultura e das fracas condições com que a maior parte dos artistas ainda trabalha.

São vários os grupos que se têm destacado na cena contemporânea portuguesa:

Esses grupos têm renovado um panorama que até a década de 1990 era ainda dominado pelos encenadores carismáticos dos grupos independentes da década de 1970, como Luís Miguel Cintra (Teatro da Cornucópia), Carlos Avilez (Teatro Experimental de Cascais), João Mota (Comuna - Teatro de Pesquisa), Jorge Silva Melo (Artistas Unidos), Maria do Céu Guerra (Teatro A Barraca), Mário Barradas (CENDREV - Centro Dramático de Évora) e Joaquim Benite (Companhia de Teatro de Almada) que são ainda detentores da maior parte dos subsídios atribuídos pelo Ministério da Cultura.

Destaca-se ainda as companhias de teatro que desenvolvem um trabalho de itinerância por todo o território do país, como são os casos:

Estas companhias que trabalham com inúmeras dificuldades, em particular ao nível das condições técnicas, representam uma parte bastante reduzida do orçamento do Ministério da Cultura.

Existem diversos festivais de teatro em diversas regiões de Portugal com grande divulgação como o Festival Alkantara, o Festival de Almada, a FITEI no Porto, o Citemor em Montemor-o-Velho, entre outros.

O  teatro é uma das expressões artísticas do Homem mais antigas, que sempre dedicou  espaços  arquitectónicos  notáveis, principalmente na Época Clássica e, depois, no Renascimento, até aos dias de hoje. A dramaturgia é um dos modos literários com uma tradição mais antiga, em Portugal, o teatro teve o seu primeiro grande desenvolvimento no final da Idade Média para o começo do Renascimento, através de Gil Vicente. 

Gil Vicente é, considerado o fundador do teatro português, no início do século XVI, tendo-nos deixado várias peças reconhecidas, como a “Trilogia das Barcas”, o “Auto da Alma” e o “Auto da Índia”.O teatro vincentino é basicamente caracterizado pela sátira, criticando o comportamento de todas as camadas sociais : a nobreza, o clero e o povo. Apesar de sua profunda religiosidade , o tipo mais comum de suas obras se resume a amoras proibidos, à ganância, ao exagerado misticismo, ao mundanismo, à depravação dos costumes. Criticou desde o frade de aldeia até o alto clero dos bispos, cardeais, e mesmo o papa. O cenário é extremamente simples, seu texto apresenta uma estrutura poética.

O teatro precisa de varias pessoas para ocorrer: atores (ou apenas um em casos de monologo), alguém para escrever o roteiro, pessoas para cuidar das luses, cuidar dos sons, alguém para fazer os figurinos, entre vários outros. Todos são importantes porque sem um, não se consegue fazer o teatro acontecer, como em um relógio, sem uma peça, qualquer que seja, o relógio não funciona.