Telesp Celular

Telesp Celular foi a empresa operadora de telefonia celular do sistema Telebras[1] no estado de São Paulo, subsidiária da Telecomunicações de São Paulo S/A (TELESP)[2]. Após ser privatizada manteve a mesma denominação até 2003, quando passou a se chamar Vivo[3].

Telesp Celular
Razão social Telesp Celular S/A
Atividade Telecomunicações
Gênero Sociedade anônima
Fundação 1993
Encerramento 2003
Sede São Paulo
Área(s) servida(s)  São Paulo
Proprietário(s) Telecomunicações de São Paulo (1993-1998)
Portugal Telecom (1998-2003)
Sucessora(s) Vivo
Website oficial www.telespcelular.com.br

HistóriaEditar

Período 1993-1998Editar

 
Placa de informação de antena de rede de telefonia celular.

Foi inicialmente uma superintendência dentro da Telecomunicações de São Paulo S/A (TELESP), designada para a implantação e operação do sistema de telefonia celular na área de concessão desta empresa no estado de São Paulo, época em que a telefonia celular estava se instalando no Brasil.

Começou as operações em agosto de 1993 ainda no sistema analógico[4]. Pouco antes da privatização, a Telesp Celular consagrou-se como a maior operadora da América Latina, implantando em tempo recorde a telefonia celular no estado, atendendo na época cerca de 371 municípios.

Período 1998-2003Editar

Com a privatização do sistema Telebrás em julho de 1998, a Telesp e a Telesp Celular passaram por cisão, para então serem privatizadas. A primeira, passou ao controle da Telefônica[5]; a segunda, foi adquirida pela Portugal Telecom[6].

No ano de 2000, a composição acionária da Telesp Celular era a seguinte:[3]

  • 44,78%: Portugal Telecom
  • 40,22%: Portelcom (74,20% Portugal Telecom; 25,8% Ptelcom)

Posteriormente a Portugal Telecom, numa ação de joint-venture, uniu seus ativos com a Telefónica Mobile, e juntas criaram em 2003 a Vivo[7].

TecnologiaEditar

Em 1998, meses antes da privatização, começou a implantação do sistema digital[8], com a utilização do sistema CDMA (IS-95)[9], utilizado pela operadora pelo restante de sua existência. Sua sucessora, a Vivo, manteve essa tecnologia em operação até novembro de 2012[10].

Market shareEditar

Em 2003, a Telesp Celular detinha um market share de 66% em sua área de atuação[11].

PromoçõesEditar

Entre as promoções realizadas pela Telesp Celular destacam-se três: em 1999, o produto Baby, o celular inteligente[12], que buscou a incorporação de um mercado que à época (1999) ainda não possuía acesso à telefonia celular através de um produto pré-pago, sem assinatura e de baixo custo. Ainda naquele ano foi lançado o Peg & Fale, com um sistema recarregável, no qual era pago um determinado valor à vista e depois o restante em recargas mensais, sendo que este valor depois seria revertido em créditos ao usuário[13]. Em 2001, o Peg & Fale foi segmentado, de modo a agradar os torcedores de futebol de seis times paulistas (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Guarani e Ponte Preta), com a criação do Peg & Fale Gol[14], com modelos de celulares nas cores e com o escudo dos clubes.

Área de atuaçãoEditar

A Telesp Celular operava na Banda A[15], em praticamente todo o estado de São Paulo, com exceção de 23 municípios na região de Franca[16], cuja operação era de responsabilidade da Companhia de Telecomunicações do Brasil Central (CTBC-Celular, hoje Algar Telecom Celular).

Apesar de utilizarem bem antes da telefonia fixa os códigos de área 012 ao 019, as áreas básicas de mobilidade da telefonia celular (compatíveis com as áreas de tarifação da telefonia fixa) tinham seus próprios prefixos, ainda que com o mesmo código DDD.

As séries iniciais de prefixos utilizadas eram a 97x e 98x, sendo depois utilizadas as séries 96x e 99x, e por fim a 93x (somente na área 011), todas compostas de três dígitos.

A partir de 1996 começaram a ser alterados os prefixos de telefones celulares na área 011 para quatro dígitos, utilizando a série de prefixos 99xx, sendo os primeiros prefixos de celular com quatro dígitos no Brasil.

Áreas básicas de mobilidade de cobertura da Telesp Celular com os prefixos de celular originais
Área de tarifação DDD Prefixos
11-São Paulo 011
  • 970, 971, 972, 973, 974, 975, 976, 977, 978, 979
  • 980, 981, 982, 983, 984, 985, 986, 987, 988, 989
  • 990, 991, 992, 995, 996
  • 930, 931, 932, 933, 934, 935, 936, 937, 938, 939
123-São José dos Campos 012
  • 971, 972, 973, 978, 979
  • 963, 964
124-Caraguatatuba 012
  • 974, 975
122-Taubaté 012
  • 981, 982, 983, 984
125-Guaratinguetá 012
  • 985, 986, 987
132-Santos 013
  • 971, 972, 973, 974, 978, 979
  • 981, 982, 983, 984, 985, 986, 987
  • 961
138-Registro 013
  • 975
142-Bauru 014
  • 971, 972
  • 991, 992
  • 968
146-Jaú 014
  • 973, 978
147-Avaré 014
  • 974
149-Botucatu 014
  • 975, 976
143-Ourinhos 014
  • 982, 983
144-Marília 014
  • 984, 986, 987
  • 961
145-Lins 014
  • 985
152-Sorocaba 015
  • 971, 972, 974, 977, 978
  • 982, 985, 986
155-Itapeva 015
  • 975, 976
166-Ribeirão Preto[nota 1] 016
  • 971, 972, 973
167-Franca[nota 2] 016
  • 974, 976
162-Araraquara 016
  • 981, 982, 983, 984
163-Jaboticabal 016
  • 985, 986
172-São José do Rio Preto 017
  • 971, 972, 974
  • 991
173-Barretos[nota 3] 017
  • 973
175-Catanduva 017
  • 975, 976, 977
174-Votuporanga 017
  • 981, 984
176-Jales[nota 4] 017
  • 985
182-Presidente Prudente 018
  • 971, 972, 973
183-Assis 018
  • 975, 976
186-Araçatuba 018
  • 981, 983, 986
187-Andradina 018
  • 982
189-Adamantina 018
  • 984
188-Dracena 018
  • 985
192-Campinas 019
  • 971, 972, 973, 974, 978, 979
  • 990, 991, 992, 993, 994, 995, 996, 997, 998
  • 961, 962, 963, 964, 965
196-São João da Boa Vista 019
  • 975, 976, 977
194-Piracicaba 019
  • 981, 982, 983, 987, 988, 989
  • 966, 968
195-Rio Claro 019
  • 984, 985, 986
  • 967, 969

Posteriormente, com a popularização do celular, a numeração teve que ser ampliada. Assim, quando o sistema digital começou a ser implantado em todo o estado em 1998, passaram a ser utilizadas nas áreas 012 a 019 as séries de prefixos 960x e 970x.

Em 2000, a Telesp Celular assumiu a operação celular das Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (CETERP) da Telefónica[17], que adquirira a empresa em leilão realizado em dezembro de 1999[18]. Em julho de 2001, a Telesp Celular operava em 470 municípios da sua área de atuação[19], então com 622 municípios[nota 5].

Entre os anos 2000 e 2001 os prefixos das áreas 012 a 019 que ainda possuíam três dígitos foram alterados para quatro dígitos, dentro da série 97xx.

A partir daí as áreas de mobilidade passaram a abranger todos os municípios com o mesmo código DDD, deixando de existir a compatibilização delas com as áreas de tarifação da telefonia fixa.

Ver tambémEditar

Notas

  1. Não estão incluídos os prefixos da CETERP e da CTBC-Algar
  2. Não estão incluídos os prefixos da CTBC-Algar
  3. Não estão incluídos os prefixos da CTBC-Algar
  4. Não estão incluídos os prefixos da CTBC-Algar dos municípios do MS
  5. O estado de São Paulo possui 645 municípios; subtraindo-se da conta os 23 municípios da área de atuação da CTBC, tem-se 622 municípios.

Referências

  1. «LEI Nº 5.792, DE 11 DE JULHO DE 1972 - Autoriza o Poder Executivo a constituir a empresa Telecomunicações Brasileiras S/A. - TELEBRÁS». Presidência da República 
  2. «Page 22 - Telebrasil - Março/Abril 1995». mfpaper.com.br. Consultado em 29 de novembro de 2020 
  3. a b BNDES - Área de Projetos de Infra-Estrutura Urbana (Julho de 2001). «Cadernos de Infra-Estrutura (Fatos-Estratégias), número 19» (PDF). Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  4. «Telesp - Relatório Anual de 1993» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  5. «Nossa História». Telefónica - Vivo. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  6. «Dez anos de conquistas no mercado brasileiro». Portugal Telecom. 18 de fevereiro de 2009. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  7. Agência LUSA (13 de abril de 2013). «Vivo, da "joint-venture" brasileira PT/Telefonica, arranca hoje». Público. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  8. PEREIRA FILHO, Arthur (11 de maio de 1998). «SP terá celular digital até final do mês». Folha de S.Paulo. Consultado em 18 de julho de 2015 
  9. NASSIF, Luís (6 de agosto de 2006). «O GSM e o CDMA». GGN. Consultado em 18 de julho de 2015 
  10. «Comunicado Vivo - Substituição da Rede com a Tecnologia CDMA pela GSM/3G». Vivo. 2012. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  11. SANTOS, Célia (25 de julho de 2013). «Telesp Celular reduz prejuízo e aumenta receita». Computer World. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  12. «Telesp Celular - Baby, o celular inteligente». Marketing Best. 1 de janeiro de 1999. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  13. «Telesp Celular lança outro celular pré-pago». Jornal de Negócios. 18 de agosto de 1999. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  14. «Telesp Celular - Peg & Fale Gol - O celular do torcedor». Marketing Best. 1 de janeiro de 2001. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  15. Agência Estado (3 de outubro de 2001). «PT [Portugal Telecom] estuda aumentar capital da Telesp Celular». O Estado de São Paulo. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  16. «Área de Cobertura CTBC» (PDF). CTBC. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  17. SASTRE, Ângelo (21 de julho de 2000). «Tele obtém controle da Ceterp Celular». Folha de S.Paulo. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  18. Folha Ribeirão (20 de dezembro de 1999). «Telefônica e CTBC fazem duelo». Folha de S.Paulo. Consultado em 6 de agosto de 2015 
  19. Agência Estado (7 de julho de 2001). «Celular não funciona em 175 cidades de São Paulo». O Estado de São Paulo. Consultado em 6 de agosto de 2015 

Ligações externasEditar