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Teleton

campanha de captação de recursos transmitida na televisão
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Teletoon

Teleton (aportuguesamento da palavra inglesa telethon, originada da junção das palavras television [televisão] e marathon [maratona]) é uma maratona televisiva que tem como objetivo principal arrecadar uma quantidade de dinheiro, predefinido ou não, para distintas causas sociais. O primeiro Teleton da história ocorreu en 1949, na região de Nova Iorque, nos Estados Unidos, por iniciativa de Milton Berle, arrecadando $ 1,1 milhão para a Fundação de Combate ao Câncer Damon Runyon, durante una jornada de 16 horas. A palavra Teleton apareceu no dia seguinte nos diários da maior cidade americana.

A popularização da campanha veio com o Teleton contra a distrofia muscular feito por Jerry Lewis no Dia do Trabalhador, que nos EUA é comemorado toda primeira segunda-feira de setembro, entre 1966 e 2010, sendo a partir de 1970 o primeiro Teleton de âmbito nacional, transmitindo para todo Estados Unidos. O primeiro Teleton da América Latina aconteceu no Chile em dezembro de 1978, organizado por Mario Kreutzberger, conhecido como Don Francisco. A ideia seria exportada ao resto do continente nos anos seguintes, sendo celebrado em diversos países até hoje. O formato chegou à Oceania em 1957, à Ásia em 1978 e à Europa em 1980. Na África ainda não foram realizados teletons. Somente as campanhas em atividade estão citados nesta lista, exceto os teletons locais realizados no continente americano.

Índice

AméricaEditar

ArgentinaEditar

Desde 1992, é realizado o programa Un Sol para los Chicos (Um Sol para as Crianças) na Argentina. A primeira edição foi feita com as cinco redes de TV aberta do país unidas, mas a partir do ano seguinte o programa seria produzido e transmitido apenas por ElTrece, tendo o apoio das outras empresas do Grupo Clarín. A campanha visa arrecadar fundos para o UNICEF, e nos últimos anos tem sido feita na véspera do Dia das Crianças, celebrada na Argentina todo segundo domingo de agosto. Em 2019, o programa foi realizado no dia 10 de agosto, com uma meta de $ 103 610 912. As 9 horas e meia de campanha terminaram com a arrecadação de $ 105 695 146 (R$ 9.210.063), superando a meta por pouco.

Em julho de 2019, foi anunciado a implementação de um projeto de campanha solidária muito similar ao feito no Chile. Os direitos de uso do nome Teleton foram entregues ao Dr. Juan Carlos Couto, médico neuro ortopedista da FLENI, que possui dois centros de reabilitação na Grande Buenos Aires. A campanha não tem data definida, mas pode ser realizada ainda em 2019.[1]

BrasilEditar

 
Logo do Teleton brasileiro

Em 1998, foi criado o Teleton Brasil e exibido pelo SBT graças a um pedido de Hebe Camargo e do acionário das Lojas Marisa Décio Goldfarb para o apresentador e empresário Silvio Santos feito em outubro de 1997, que aceitou transmitir o programa em sua rede de televisão. A primeira edição foi marcada para os dias 16 e 17 de maio de 1998, com uma meta de R$ 9 milhões, que foi amplamente superada, com as cifras finais entregues em agosto superando a casa dos R$ 15 milhões.

A partir de então, a campanha foi feita anualmente com grande êxito, exceto a campanha de 2003 que foi a única a não alcançar sua meta durante a maratona, sendo feito um Hebe especial 10 dias depois para que a mesma fosse atingida. A AACD, instituição beneficiada pelo Teleton, pôde construir 14 centros de reabilitação em todo o país, e chegar a realizar mais de 1,5 milhão de atendimentos por ano. Entretanto, com a crise econômica iniciada em 2014, mesmo com o êxito contínuo da campanha, a instituição se viu forçada a fechar dois centros de reabilitação e municipalizar mais três nos últimos quatro anos, isto porque a maior parte dos recursos da AACD são provenientes de convênios com planos de saúde e do SUS, sendo o Teleton um complemento importante do orçamento, representando metade das doações recebidas anualmente pela instituição.

Em 2018, o Teleton aconteceu nos dias 9 e 10 de novembro e durou pouco mais de 26 horas. A maratona foi transmitida pelo SBT, com a TV Cultura transmitindo partes da maratona. A campanha tinha uma meta de R$ 30 milhões, para manter a estrutura atual da AACD. O cômputo final a 0h20 do dia 11 indicou R$ 31.907.108, superando a meta e batendo o recorde de 2015, quando foram arrecadados R$ 31,2 milhões. Neste ano, a AACD, com seus atuais nove centros de reabilitação, nas cidades de São Paulo (um no Ibirapuera e outro na Mooca), Osasco, Mogi das Cruzes, São José do Rio Preto (centro afiliado), Poços de Caldas, Uberlândia, Recife e Porto Alegre, mais a Lar Escola São Francisco e o Hospital Abreu Sodré (ambas em São Paulo), realizaram 800 mil atendimentos.[2]

ChileEditar

 
Logo dos Teletons chileno e uruguaio

A primeira versão latino-americana do Teletón aconteceu nos dias 8 e 9 de dezembro de 1978, no Chile. Don Francisco, inspirado no projeto de Jerry Lewis nos EUA, importou a seu país apadrinhando a Sociedad Pro-Ayuda al Niño Lisiado, após um processo de mais de dois anos de estudo e conversas com todos os grandes meios de comunicação nacionais da época. Apesar da tensa situação política do Chile, produto do Regime Militar existente e o cercamento de um possível conflito armado com a Argentina, Don Francisco agrupou todos os canais de televisão do país para transmitir durante 27 horas o evento que buscava reunir $ 33 790 000 (US$ 1 milhão da época). Ao final da maratona, ninguém podia acreditar no que mostrava o placar: $ 84 361 838 (US$ 2 504 000). O feito foi digno da capa do The New York Times na segunda-feira seguinte, com a foto emblemática de Don Francisco abraçando Jorge Artus, um dos pacientes do antigo centro de reabilitação localizado na Rua Huerfanos em Santiago.

O Teletón se repetiria anualmente até 1982, quando se pensava que cinco campanhas seriam suficientes para construir e criar um fundo de financiamento para quatro centros de reabilitação nas maiores cidades do país (Santiago, Valparaíso, Concepción e Antofagasta). No entanto, o sucesso do evento, a inflação e a crescente demanda para o centro de reabilitação forçaram o Teletón a voltar em 1985 e seguir até os dias atuais, ocorrendo no final de novembro ou início de dezembro de cada ano, exceto em oito anos em que houve eleições parlamentares ou presidenciais e a fundação decidiu não realizar a campanha. Em 2018, o Teletón completou 40 anos, e ao contrário do que se esperava, teve muitas dificuldades para superar a meta de $ 32 523 milhões. A maratona ocorreu nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, com a transmissão de todos os canais de TV aberta e uma rede com mais de 180 rádios durante 28 horas. O último cômputo foi de $ 32 851 438 341 (R$ 189 milhões).

O Teletón chileno foi realizado em 30 oportunidades desde 1978, arrecadando mais de R$ 2,2 bilhões. O único Teletón que não atingiu seu objetivo foi em 1995, quando tentou duplicar a arrecadação do ano anterior. O arrecadado permitiu a construção e manutenção de 14 centros de reabilitação em todo o país: Arica, Iquique, Antofagasta, Calama, Copiapó, Coquimbo, Valparaíso, Santiago, Talca, Concepción, Temuco, Puerto Montt, Coihaique e Valdivia. Em 2017, foram atendidas mais de 26 mil crianças e jovens de 0 a 24 anos.

ColombiaEditar

 
Logo do Teleton colombiano

Sua primeira campanha foi feita em 1980, através da iniciativa de Carlos Pinzón. A campanha ocorreu nos dias 5 e 6 de dezembro, nas três redes de televisão que existiam à época. O objetivo proposto para essa ocasião foi de $ 50 milhões, meta que foi duplicada com a arrecadação final de $ 102 357 243. A arrecadação dos dois primeiros teletons possibilitou a construção de um grande centro de reabilitação em Chia, que foi mantida pelos teletons seguintes. Em 1994 e 1995, as arrecadações foram quase triplicadas em função da criação de um fundo de financiamento que manteria o centro sem a necessidade dos eventos televisivos, sendo o Teletón de 1995 a última campanha desta etapa.

Em 2009, com o fim deste fundo de financiamento, o centro foi vendido a Universidade de La Sabana. Com o dinheiro da venda, um novo centro de reabilitação em Manizales foi construído, começando assim uma nova etapa da fundação, que se consolidaria pela volta da campanha em 2010, no final de semana anterior ao Natal. Com as mudanças do mercado televisivo local, o Teletón passou a ser exibido somente pelos canais privados criados em 1998: Caracol e RCN. A meta era dupla: $ 8 bilhões para manter o centro de Manizales e construir novos centros, e mais uma arrecadação extra para ajudar os flagelados pelo rigoroso inverno daquele ano. O último cômputo das quase 27 horas de programa indicou $ 10 053 341 561 (R$ 8.950.489) para a fundação Teletón e mais $ 5,35 bilhões (R$ 4.765.000) para os afetados pelo inverno. Com a arrecadação dos teletons de 2010 e 2011, foram construídos mais três centros em Soacha, Barranquilla e Cartagena. Além disso, pelo sucesso da campanha, começou a instalação, em 2015, de um quinto centro de reabilitação em Bogotá.

Entretanto, a partir daquele ano, protestos de diversos grupos contra o Teletón deixaram a fundação num estado de quase falência. A maioria dos protestos foram liderados por representações de outras deficiências que não são as deficiências físicas, as quais se atendem nos centros de reabilitação. Argumentos dos mais diversos, incluindo o de que as histórias de vida provocavam lástima nos telespectadores em vez de incentivá-los a lutar pelos direitos das pessoas com deficiência, e de supostos desvios de dinheiro aos diretores da fundação, fizeram com que a arrecadação que em 2015 foi de $ 13 062 930 883 (R$ 15.074.622) baixasse quase 60%, chegando na campanha de 2018, realizada nos dias 23 e 24 de fevereiro, a somente $ 5 365 892 607 (R$ 6,1 milhões), mesmo com a integração do Canal 1 a campanha. Com isto, o projeto do centro de reabilitação em Bogotá foi cancelado, e após a campanha de 2018 os centros de reabilitação do caribe (Barranquilla e Cartagena) foram fechados. Em julho de 2018 se estudou fechar os dois centros restantes e encerrar as atividades da fundação, mas a proposta foi recusada em assembleia.

No dia 13 de fevereiro de 2019, o El Tiempo, maior jornal da Colômbia, anunciou a fusão do Teletón com o Instituto Roosevelt, que também é uma entidade sem fins de lucro, mas com 70 anos de atividade.​ Dias mais tarde, em 11 de março, o telejornal da CM&, veiculado pelo Canal 1, confirmou que no dia 21 do mesmo mês seria formalizado o acordo. A fusão agrega dois novos centros de reabilitação à fundação, e integra o Teletón ao SGSSS, o sistema público de saúde da Colômbia, além de quadruplicar a estrutura que tinha e começar a atender a crianças com deficiência mental e doenças neurológicas, além das pessoas com deficiência física. A nova administração confirma a realização do evento Teletón entre julho e dezembro deste ano.

Costa RicaEditar

 
Logo do Teleton costa-riquenho

O Teletón na Costa Rica começou em 1984, nos dias 7 e 8 de dezembro, com a transmissão de todas as redes de TV aberta e uma meta de ¢ 15 milhões, que foi duplicada ao final das 27 horas com ¢ 35 milhões. Os primeiros seis teletons (1984-1989) serviram para construir uma rede com cinco centros de reabilitação, nas cidades de Santa Cruz, San Carlos, Pérez Zeledón, Limón y Puntarenas. Após a construção, para a manutenção e criação de um fundo de financiamento para os centros, foram feitos os teletons entre 1990 e 1994.

A partir de 1995, a arrecadação do Teletón serviu para ampliar o principal hospital infantil do país, o Hospital Nacional das Crianças, que pertence ao Estado e se localiza en San José. Entre este ano e 2010, foram construídos duas novas torres (uma para especialidades médicas e outra para cuidados críticos), além da compra de equipamentos de primeiro nível, que fizeram com que o Hospital das Crianças se tornasse um dos melhores hospitais pediátricos da América Latina.

A partir de 2011, parte da arrecadação do Teletón também é destinada para compra de equipamentos modernos para os hospitais do interior do país. Em 2016, metade do dinheiro arrecadado foi destinado aos danificados pelo Furacão Otto. Em 2018, a campanha aconteceu nos dias 7 e 8 de dezembro, com uma meta menor que a arrecadação do ano anterior (¢ 628 milhões), quando não se chegou a meta: ¢ 500 milhões, que foi superada com uma cifra de ¢ 531 788 035 (R$ 3.452.899), depois de 28 horas de programa.

El SalvadorEditar

Em 1982, nos dias 10 e 11 de dezembro, El Salvador realiza seu primeiro Teletón, através da iniciativa do Clube Ativo 20-30, e transmitido pelos canais da TCS com uma meta de ¢ 1 milhão, que foi superada com o arrecadado de ¢ 1,55 milhão. A primeira etapa desta campanha (1982 a 1987) construiu três centros de reabilitação nas cidades de San Salvador, Santa Ana e San Miguel, que são operados pelo Estado desde a sua inauguração. Em 1986, um Teletón de emergência foi realizado em função do terremoto que aconteceu naquele ano no país. Em 1987, o Teletón foi transformado em uma fundação. Em 1990, começa a segunda etapa da campanha (1990 a 1998), que construiu mais um centro de reabilitação na capital. Em 1998, a campanha parou de ser realizada em função da dolarização do país, e logo depois, dos Terremotos que ocorreram em 2001, que destruíram o centro construído na década de 90 e convocaram outro Teletón de emergência.

Em 2003 a campanha volta a ser realizada anualmente, passando de dezembro para fevereiro. A primeira campanha arrecadou 40% a mais que o último Teleton baixo o colón (R$ 4.355.313), e possibilitou a reconstrução do centro de reabilitação de San Salvador. Nos anos seguintes, foram construídos mais dois centros nas cidades de San Vicente (2007) e Sonsonate (2009). Atualmente, estes três centros que o Teletón salvadorenho mantém, atendem a 6.332 pessoas com deficiência física.

Em 2018, a exemplo do México, houveram dois teletons: o primeiro foi realizado nos dias 16 e 17 de março pelos quatro canais da TCS e por 120 emissoras de rádio. A meta era de $ 1,5 milhão, alcançada com a cifra de $ 1 505 175 (R$ 4,95 milhões) depois da jornada de 27 horas. Assim mesmo, a arrecadação foi quase $ 380 mil menor que no ano anterior em função de que a meta foi reduzida pela crise de violência no país e os efeitos da crise imigratória americana. A segunda jornada ocorreu nos dias 14 e 15 de dezembro, havendo várias mudanças no formato do programa e com a união dos canais Ágape TV, Tuber TV, os dois canais da RSM e a TVO. O programa de 28 horas e meia superou a sua meta, que era arrecadar mais que a campanha de março, finalizando com um cômputo de $ 1 537 526 (R$ 6.022.489)

 
Logo dos Teletons americano e mexicano

Estados UnidosEditar

Em 2012, após o fim do Teletón de Jerry Lewis, único de cobertura nacional que ainda estava no ar, e pela iniciativa do Teletón mexicano e da Univisión, começou a ser realizado o TeletónUSA, que foca a comunidade latina residente nos Estados Unidos (58 milhões de pessoas), sendo o único Teletón de âmbito nacional neste país no ar atualmente. O primeiro TeletónUSA aconteceu nos dias 14 e 15 de dezembro de 2012, com uma meta de $ 7 milhões, superada com $ 8 150 625 (R$ 17 milhões) ao final da jornada. Com a arrecadação dos dois primeiros teletons, foi construído um moderno centro de reabilitação em San Antonio, no Texas, que atende a 500 crianças e jovens com algum tipo de deficiência física. Em 2019, o TeletónUSA foi realizado nos dias 22 e 23 de março. A meta foi superar $ 8,05 milhões, e o total arrecadado depois de 28 horas de programa foi de $ 8 160 789 (R$ 31.871.961), superando a meta.

GuatemalaEditar

O primeiro Teletón da Guatemala aconteceu em dezembro de 1986, com a transmissão da Corporação de Rádio e Televisão da Guatemala, que opera mais de 20 rádios e quatro redes de TV, transmitindo a campanha todos os anos conjuntamente com outras rádios e canais regionais de todo o país. A meta da primeira campanha foi de Q 500 mil, cifra que foi quase triplicada com Q 1,4 milhão arrecadados. Com a arrecadação dos primeiros três teletons, foi construído o centro de reabilitação em Mixco. Nos anos seguintes, foram construídos outros oito centros, 10 clínicas de reabilitação e dois postos de atendimento em todo o país, que atualmente atendem a 13 mil pessoas com deficiência física. A Fundabiem, fundação que mantém essa rede, também é responsável pela Casa Lar Criança de Praga na Cidade da Guatemala, capital do país.

Em 2019, o Teleton foi realizado nos dias 19 e 20 de julho. A meta de Q 27,3 milhões, igual a do ano anterior, foi alcançada por apenas Q 31 mil, com a cifra final de Q 27 332 257 (R$ 13.352.097), depois de 28 horas e meia de programa.

HondurasEditar

Em Honduras a campanha começou em 1987 por iniciativa de Rafael Ferrari (que morreu quatro dias após a campanha de 2018), dono da Corporação Televicentro, que conta com cinco canais de TV, e transmite o Teletón todos os anos junto com outros canais regionais. O primeiro Teletón teve uma meta de L 1 milhão, que foi superada amplamente. Com a arrecadação dos três primeiros teletons, foram construídos três centros de reabilitação em Tegucigalpa, San Pedro Sula e Santa Rosa de Copán, inaugurados simultaneamente no 4º Teletón em 1990. Somente em três anos não ocorreu a campanha: 1993, 1997 e 1998. A partir de 2000, começou o processo de expansão a outros departamentos do país, sendo construído o centro de Choluteca em 2001, o de Catacamas em 2008 e o de La Esperanza em 2016. A campanha de 2018 aconteceu nos dias 7 e 8 de dezembro, com a meta de L 60 milhões, que foi superada com o total arrecadado de L 66 585 218 (R$ 10.587.049)

MéxicoEditar

No México, o Teletón foi criado pelo filantropo Fernando Landeros, que procurou unir todos os meios de comunicação do país em 1997 para realizar a primeira edição da campanha, após ter estudado o Teletón chileno por algum tempo. Houve um impasse, já que a TV Azteca queria a exclusividade da campanha, e a Televisa também queria transmiti-la. Ao final das conversas, se decidiu que a emissora de Chespirito seria quem produziria a campanha no México.

Como a Televisa não queria exclusividade, foi aberto espaço para as principais redes de rádio do país, que juntas realizaram o primeiro Teletón nos dias 12 e 13 de dezembro de 1997, com uma meta de $ 80 milhões. Ao final das 27 horas de programa, a cifra chegou a $ 138 496 840, o que possibilitou a construção do primeiro centro de reabilitação em Tlalnepantla. A partir dali, começaram a se reunir vários jornais, revistas e canais de TV fechada, que hoje somam, junto com as empresas da Televisa, mais de 700 meios de comunicação unidos, transmitindo o Teletón anualmente.

Em outubro de 2014, a ONU entrega um documento ao governo mexicano pedindo que o mesmo não entregue recursos ao Teletón, por ser uma fundação sem fins de lucro que promove estereótipos ás pessoas com deficiência.[3] Tal documento acusatório causou revolta em muitos que apoiavam a causa. A campanha daquele ano chegou a históricas 29 horas de transmissão, superando a meta por apenas $ 400 mil, e sendo o recorde de arrecadação da campanha até hoje: $ 474 143 221 (R$ 86 milhões). No ano seguinte, pela primeira e única vez até hoje, o Teletón não alcançou sua meta econômica. Foi incentivado a visita da população aos centros Teletón em todo o país. Apesar de 602 710 pessoas terem visitado os centros, a iniciativa não surtiu efeito e a arrecadação foi 31% menor que o arrecadado no ano anterior, o que fez com que oito mil pacientes tivessem que ter seus tratamentos interrompidos.

Em 2018, houveram dois teletons: O primeiro foi realizado nos dias 23 e 24 de março. A campanha estava planejada para outubro do ano anterior, mas em função das catástrofes que atingiram o México, a campanha foi adiada para o fim de semana anterior a Páscoa. A meta era superar $ 361 695 830, e o último cômputo foi de $ 364 097 181, superando a meta após 28 horas de programa. A segunda maratona aconteceu no sábado 8 de dezembro, porque necessitava superar a meta da primeira para organizar o caixa após os imprevistos causados pelas catástrofes de 2017. O programa teve 18 horas de duração, e a meta de $ 364,1 milhões foi superada com o total arrecadado de $ 367 190 205 (R$ 70.830.990).​

O Teletón mexicano é conhecido por ser o melhor do mundo no que se diz respeito a sua rede de atendimento: 22 centros de reabilitação, nas cidades de Tlalnepantla, Cancún, Aguascalientes, La Paz, Tuxtla Gutiérrez, Chihuahua, Cidade do México, Saltillo, Gómez Palacio, Irapuato, Acapulco, Pachuca, Morelia, Nezahualcóyotl, Oaxaca, Guadalajara, Cholula, Hermosillo, Altamira, Poza Rica, Mérida e Tijuana, um hospital de câncer em Querétaro, um centro de autismo em Ecatepec e uma universidade anexa ao centro de reabilitação de Tlalnepantla, sendo a estrutura desta rede premiada internacionalmente, tanto pela arquitetura quanto pela satisfação dos funcionários em trabalhar nos centros. Os centros de reabilitação atualmente atendem a 26.172 crianças e jovens, o hospital de câncer tem 265 pacientes ativos, e o centro de autismo 365.

NicaráguaEditar

O Teletón nicaraguense começou em 2001, graças a iniciativa de membros da sociedade civil, junto ao Clube Ativo 20-30 de Manágua e a associação Os Pipitos (até 2017). O primeiro Teletón buscava una meta de C$ 1 milhão, que foi quase duplicada ao final das 16 horas de programa com C$ 1,8 milhão (R$ 300 mil). Com a arrecadação anual, oito centros de reabilitação foram construídos: dois na capital e seis no interior. Destes oito centros, a fundação atualmente opera somente três, nas cidades de Chinandega, Juigalpa e Ocotal. Como curiosidade, a cruzada na Nicarágua é a única no continente a ser realizada durante uma sexta-feira.

Em outubro de 2018, depois de não ter chegado a meta da campanha deste ano, e pela crise institucional que começou em abril, a fundação anunciou que os recursos arrecadados acabaram, e que estava a ponto de fechar os centros. Em assembleia, os 30 colaboradores dos tres centros de reabilitação concordaram em trabalhar sem receber salário até fevereiro, quando seria realizado o Teletón 2019. Isto possibilitou que os centros operassem com 80% de sua força durante quatro meses. Empresas e pessoas físicas custearam os serviços básicos dos centros, e as famílias dos usuários do Teletón organizaram varias atividades para fechar o orçamento mínimo para o funcionamento dos centros.

O Teletón 2019 foi organizado em apenas três semanas, e foi realizado no dia 1 de fevereiro com a transmissão dos canais 9, 10, TV Red, VosTV, CDNN e o Canal Católico, e a meta de C$ 15 milhões, para manter os centros. Com todos os problemas que gerou a crise, que segue prejudicando o país, o programa de 16 horas foi encurtado para 12 horas, e a meta da campanha não foi alcançada pela segunda vez consecutiva, além de resultar no pior resultado da historia de um Teletón no mundo, desde seus inícios há 70 anos atrás. O último cômputo foi de C$ 5 198 657 (R$ 583.800), somente 35% da meta estipulada. O conselho diretor do Teletón declarou que o dinhero só atende os centros até o inicio de junho, pelo qual seguirá arrecadando durante todo o ano para não fechar as portas dos centros. O pagamento dos salários dos colaboradores dos centros foi retomado na segunda-feira seguinte a campanha, pelo fim da vigência do acordo que foi protocolado no Ministério do Trabalho do país.

PanamáEditar

O Panamá foi o primeiro país centro-americano a celebrar teletons, organizadas pelo Clube Ativo 20-30 do país e transmitido por todas as redes de TV aberta do país. O primeiro Teletón aconteceu em 1981, tendo como objetivo a construção do hoje Instituto Nacional de Medicina Física e Reabilitação na Cidade do Panamá. A meta foi de $ 1 milhão, sendo superada em 36%.

Os teletons de 1982 a 1984 serviram para manter este instituto. Entre 1985 e 1989, não se realizou a campanha devido a crise política e econômica que o país enfrentou neste tempo. Em 1990, se inicia a segunda era na historia do Teletón, focando nos denominados projetos meta, destinados a distintas causas que mudam ano a ano. Em 2018, a campanha aconteceu nos dias 14 e 15 de dezembro, com a meta de $ 3 521 020,30 ($ 500 mil a menos que o arrecadado no ano anterior) para apoiar a Fundação Pró-Integração e criar o primeiro Centro de Inovação Educativa do país. A meta foi superada com a cifra final de $ 3 523 021,21 (R$ 13.791.840)

 
Logo do Teleton paraguaio

ParaguaiEditar

O Teletón no Paraguai começou em 1982, por iniciativa de Humberto Rubín, que não pôde implantar a iniciativa por proibição do ditador Alfredo Stroessner, tendo que entregar a liderança para Charles González Palisa. A campanha é transmitida por todas as redes de TV do país, todos os anos. Com o arrecadado no primeiro Teletón, foi construído um centro de reabilitação em Assunção, que foi mantido pelos Teletons seguintes. Entretanto, a partir de 2000, a campanha começou a ser questionada pela sociedade devido a evidente corrupção que existia dentro da fundação, o que fez com que a última campanha dessa etapa fosse realizada em 2005, depois de quatro anos seguidos sem alcançar as metas propostas.

Vários empresários e filantropos assumiram o centro de reabilitação em 2007. A estrutura estava caindo aos pedaços e com dívidas que superavam os R$ 150 mil. Com isso, os teletons do Chile e do México ajudaram o que seria o novo conselho diretor do Teletón paraguaio a planejar a nova etapa da campanha, que começaria com o Teletón 2008, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro. A meta de ₲ 4 bilhões foi superada com ₲ 4 342 286 260 (R$ 2 milhões), e com isso, foram pagas as dívidas e ampliadas as instalações, sendo inaugurado no ano seguinte um centro cinco vezes maior que o anterior. A partir dali, começou o processo de expansão, sendo construídos mais três centros de reabilitação em Coronel Oviedo, Paraguarí e Mingá Guazú.

Em 2018, a campanha ocorreu nos dias 2 e 3 e novembro, com uma meta de ₲ 14 412 174 492. Ao final das 28 horas de programa, o último cômputo foi de ₲ 14 590 547 538 (R$ 8.967.350), superando a meta estabelecida. Atualmente, o Teleton paraguaio atende a 2.026 crianças e adolescentes com deficiência física.

 
Logo do Teleton peruano

PeruEditar

A campanha no Peru aconteceu pela primeira vez nos dias 11 e 12 de dezembro de 1981, pela iniciativa de Ricardo Belmont, sendo transmitido pela Panamericana. A campanha tem como objetivo apoiar e ampliar as operações da Ordem Hospitaleira de São João de Deus no país, que na época do primeiro Teletón tinha apenas uma clínica em Lima. A meta de S/. 500 milhões foi superada com muito esforço (o último cômputo foi de S/. 526 milhões), e possibilitou a ampliação desta clínica. Nos anos seguintes, foram construídos mais cinco clínicas, nas cidades de Arequipa, Chiclayo, Cusco, Iquitos e Piura. Em 1993, foi feita a última campanha desta primeira etapa, sendo revezada sua transmissão ao longos dos anos pela Panamericana, América, RBC e ATV.

A segunda etapa começa em 2003, a pedido do Teletón chileno e após a Ordem São João de Deus ter perdido os direitos da marca Teletón por 10 anos em função da nova Constituição peruana, promulgada dias antes da campanha de 1993. A campanha foi transmitida pela Panamericana, OKTV, Red de Notícias e TV Perú. A meta de S/ 3,45 milhões foi superada por apenas S/ 3 733. Ricardo Belmont saiu da organização do Teletón após a campanha de 2005, onde foi condecorado pelo presidente Alejandro Toledo pelo trabalho prestado ao país através da campanha durante 24 anos e 15 edições.

Em 2008, após o cancelamento da campanha de 2007 pelo Terremoto de Pisco, São João de Deus entrou numa grave crise financeira, que colocava em risco a manutenção das seis clínicas. Neste ano, a campanha foi transmitida pela única vez durante um domingo, e por todos os canais de televisão aberta. A meta de S/ 3 milhões foi triplicada, com o total de S/ 10 milhões (R$ 7.674.070) arrecadados. Isso possibilitou uma reforma completa na clínica de Lima e o início de projetos de reforma e ampliação das clínicas do interior do país.

Em 2010, é assinado um acordo entre o condomínio de canais privados (exceto a Panamericana) e a Ordem São João de Deus, para a transmissão do Teletón através da Global TV, com o apoio de três das quatro redes privadas de televisão. Este acordo foi revisto em 2014, quando a Panamericana se integrou a este condomínio, e uma nova etapa do Teletón surgiu, após uma vergonhosa derrota na campanha anterior. A partir de então as cinco redes de TV privada transmitem o Teletón todos os anos. A partir de 2017, a TV Perú voltou a transmitir a campanha, fazendo com que as seis redes de TV aberta do país transmitam em cadeia a campanha por 23 horas.

Em 2018, a campanha ocorreu nos dias 14 e 15 de setembro, com uma meta de S/ 11 717 981, e a transmissão de todos os canais de TV aberta e das rádios que integram os grupos IRTP, CRP e RPP. Ao final das 23 horas de programa, a meta se alcançou por pouco, com o ultimo cômputo de S/ 11 748 829 (R$ 9.295.694). Hoje a Ordem Hospitaleira São João de Deus no Perú mantém, além das seis clínicas, um instituto de reabilitação em Piura, inaugurado durante o último Teletón, uma escola especial em Arequipa e um hotel em Cusco.

Porto RicoEditar

A ilha caribenha fez seu primeiro Teletón na década de 1970, com a Telemundo se juntando a Rede de Amor do Teletón de Jerry Lewis. Até 2010, última edição da campanha, todo o arrecadado era destinado a manutenção da Associação de Distrofia Muscular no país. Em 2011, SER do Porto Rico, que já havia feito campanhas esporádicas desde a década de 1980, continuou com a campanha, agora com produção 100% nacional. Atualmente existem três centros de reabilitação da SER no país, nas cidades de San Juan, Ponce e Ceiba. Curiosamente, este é o único Teletón do continente americano a ser realizado durante um domingo.

A edição 2019 da campanha aconteceu no dia 23 de junho, com a transmissão de todas as redes de TV aberta e uma meta inicial de $ 1 766 611, mas que foi aumentada pelo jornalista Normando Valentín para $ 2 milhões no início do programa. Depois de sete horas de jornada, o total arrecadado foi superior às expectativas: $ 2 269 019 (R$ 8.653.925). A arrecadação permitirá, além da manutenção dos dois centros existentes, concluir o equipamento do terceiro centro inaugurado dias antes da campanha, na cidade de Ceiba.

UruguaiEditar

O Teletón charrua começou em 2003, com a transmissão de três das quatro redes de TV aberta do país, suas respectivas rádios, canais regionais e os dois canais da VTV, principal emissora de TV paga do país. Os Teletons brasileiro e chileno tiveram participação direta na implantação da campanha no Uruguai, a qual demorou três anos para se concretizar. A primeira campanha tinha uma meta de $U 5 milhões, que foi quase triplicada ao final das 24 horas de programa com o total de $U 14 720 592 (R$ 1,5 milhão).

A arrecadação dos três primeiros teletons possibilitou a construção do centro de reabilitação de Montevidéu, e as campanhas de 2009 e 2010 foram para a construção do centro de reabilitação de Fray Bentos. Atualmente estes dois centros atendem a 4 mil crianças e adolescentes com deficiência física. A campanha de 2018 foi realizada nos dias 9 e 10 de novembro, com quase 25 horas de duração e a transmissão das quatro redes de TV aberta. A meta era de $U 110 milhões, um pouco menos do que o arrecadado no ano anterior. Após dois anos seguidos sem alcançar a meta, a estratégia de adiantar a campanha de dezembro para novembro deu certo, e a meta foi superada com a arrecadação final de $U 112 826 654 (R$ 12.941.217)

ÁsiaEditar

JapãoEditar

 
Logo do Teleton japonês

O primeiro Teleton asiático aconteceu nos dias 26 e 27 de agosto de 1978, no Japão. A campanha denominada 24 Horas de Televisão, é transmitida pela Nippon, e apesar do seu nome, se mantém no ar por 26 horas e meia. A iniciativa foi inspirada no Teleton de Jerry Lewis e coincide com o aniversário da Nippon. A campanha trabalha em três frentes, distribuindo o dinheiro anualmente a estes setores: meio ambiente, assistência a pessoas idosas e com deficiência e recuperação de desastres.

Entre as muitas curiosidades do Teleton japonês, duas se destacam. A primeira é que se entregam somente dois cômputos durante toda a campanha: um quando faltam três horas para o encerramento, e outro no momento final da jornada, porque até o final da transmissão só se consegue computar entre 20 e 40% do total efetivamente arrecadado. Outra grande curiosidade é a realização de uma maratona (a partir de 2018 triatlo) de pelo menos 100 km por uma celebridade.

O total arrecadado nas primeiras 24 horas, em 1978, foi de ¥ 1,19 bilhão. O recorde da campanha foi em 2011, quando se arrecadaram quase ¥ 2 bilhões (R$ 41,4 milhões) para os afetados pelo recordado Sismo e Tsunami de Tohoku. Em 2018, a campanha celebrou seus 40 anos nos dias 25 e 26 de agosto, com o total arrecadado publicado em 16 de outubro: ¥ 893 767 362 (R$ 32.819.137)

Hong KongEditar

Em Hong Kong, sete teletons acontecem anualmente. Todos tem duração de sete horas e são transmitidos pela TVB, sendo o mais antigo e famoso o Show de Caridade de Tung Wah, realizado para o grupo de hospitais Tung Wah. A primeira campanha aconteceu no dia 14 de dezembro de 1979, e arrecadou HK$ 7,38 milhões. Em 2018, a campanha aconteceu no dia 8 de dezembro, com uma meta de HK$ 119 milhões, superada com HK$ 121 888 888 (R$ 60.932.345)

EuropaEditar

EspanhaEditar

Desde 1992, é realizado na Catalunha, segunda região mais populosa da Espanha, La Marató (A maratona), organizada pela Televisió de Catalunya. O programa é realizado num domingo e tem 15 ou 16 horas de duração, contando com a realização de milhares de atividades solidárias em toda a região. Ano a ano a causa a ser apoiada muda. Em 2018, foi a vez do combate ao câncer. A campanha aconteceu no dia 16 de dezembro e arrecadou até o final da transmissão 10 715 430 (R$ 47.458.028), batendo o recorde histórico de 2012, quando foram arrecadados € 10,1 milhões, também para o combate ao câncer. Em 9 de junho de 2019, em especial transmitido pela TV3, foi anunciado que o total arrecadado chegou a € 15 068 252, o que faz La Marató o maior Teleton da Europa em arrecadação per capita.

FrançaEditar

A versão francesa do Teleton é realizada desde 1987 pela France Télévisions, contra a miopatia. A campanha tem uma duração de 31 horas. Em 2018, a campanha foi realizada nos dias 7 e 8 de dezembro, e não alcançou sua meta de € 75,6 milhões, terminando a transmissão com um cômputo de € 69 290 089 (R$ 308.165.494), em função da crise política que explodiu na semana anterior a campanha na França. Este foi o pior resultado do Teleton francês nos últimos 20 anos.

 
Logo do Teleton italiano

ItáliaEditar

Na Itália, o Teleton é realizado desde 1990 contra a distrofia muscular. A campanha dura uma semana, somando mais de 50 horas de transmissão entre os três canais abertos da RAI. Em 2018, a campanha ocorreu entre 15 e 22 de dezembro, com a meta de € 31 332 000, alcançada com o monto final de € 31 485 897 (R$ 138,8 milhões)

Reino UnidoEditar

No Reino Unido existem três teletons, todos transmitidos pela BBC. Todo mês de março acontece os Teletons da Comic Relief, criados pelos comediantes Richard Curtis e Lenny Henry, com duração de seis horas e transmitidos em noites de sexta-feira. Em anos ímpares, e desde 1988 (somente a primeira campanha foi em ano par), acontece o Red Nose Day (Dia do Nariz Vermelho). A arrecadação é feita através da venda do nariz de palhaço, além de atividades de humor em todo o país e meios tradicionais de doação (telefone, internet e SMS). Em 2019, a campanha foi realizada no dia 15 de março, e não alcançou a meta de £ 71,3 milhões, arrecadando £ 63 548 668 (R$ 322.836.108), em função da crise política causada pelo Brexit. Em anos pares, nesta mesma época do ano, é realizado desde 2002 o Sport Relief (Socorro Esportivo), que tem sua arrecadação baseada em eventos esportivos benéficos. A campanha de 2018 foi realizada no dia 23 de março e arrecadou £ 38 195 278 (R$ 178,5 milhões), bem menos que a meta de £ 55,4 milhões.

Ambas campanhas tem como objetivo combater a pobreza no Reino Unido e na África, sem embargo, o último biênio viu uma grande queda nas doações, já que foi constatado que muitas instituições africanas que receberam doações da Comic Relief são ligadas ao empoderamento feminino, não sendo bem visto estes repasses por parte da população. Assim mesmo, o último biênio rendeu a Comic Relief £ 109,5 milhões.

Já em novembro, acontece todos os anos desde 1980 o Children in Need (Criança em Necessidade), primeiro Teleton realizado na Europa e criado por Terry Wogan. A campanha foca no financiamento de instituições de diferentes segmentos, mas que tenham foco na faixa etária infanto-juvenil. A edição 2018 aconteceu nas noites de 15 e 16 de novembro, somando sete horas de programa, e arrecadou £ 50 595 053 (R$ 244,3 milhões), passando por pouco a meta de £ 50 168 562. Somados os dois teletons da Comic Relief e do Children in Need, o biênio 2017/18 arrecadou £ 210 milhões.

OceaniaEditar

AustráliaEditar

Assim como existem diversos teletons regionais e locais nos Estados Unidos e no Canadá, apesar de nunca ter feito nenhuma campanha anual de arrecadação de fundos a nível nacional, a Austrália tem seu pioneirismo com o Teleton na Oceania. O primeiro a ser realizado anualmente foi no estado de Victoria, quando desde 1957 é transmitido toda Sexta-Feira Santa pela Prime, afiliada da Seven, o Apelo da Sexta-Feira Santa, em apoio ao Hospital Real das Crianças de Melbourne. Em 2019, a campanha foi realizada no dia 19 de abril e teve uma meta de A$ 18 milhões, superada com a arrecadação de A$ 18 175 467 (R$ 51.140.311)

Na Austrália Ocidental, ocorre o maior Teleton do mundo em arrecadação per capita, transmitido pela Seven de Perth, emissora própria da rede líder de audiência no país. A campanha iniciou em 1968 para apoiar o Hospital da Criança Princesa Margarida e o Instituto Teleton Kids. Em 2018, a campanha foi realizada nos dias 20 e 21 de outubro, com uma meta de A$ 36 431 381. Ao final das 26 horas de programa, a meta foi superada com o total de A$ 38 000 554 (R$ 100.462.064).

O caçula dos teletons em atividade na Austrália é o Teleton Dourado do estado de Nova Gales do Sul, transmitido pela Nine de Sydney desde 2010. A campanha arrecada fundos para o Hospital da Criança de Sydney e é realizado no Aniversário da Rainha, que na Austrália é celebrado na 2ª segunda-feira de junho. Em 2019, a campanha aconteceu no dia 10 de junho e teve uma meta de A$ 6,2 milhões, quase alcançada com o total arrecadado de A$ 6 156 915 (R$ 16.685.239). Em conjunto, os Teletons australianos de 2018 arrecadaram A$ 62 230 475.

CríticasEditar

Existe certa polêmica com respeito as empresas, animadores e canais de televisão, por serem acusados de utilizar parte do dinheiro arrecadado para evitar o pagamento de impostos, através da Lei de Dedução do Imposto de Renda, que no Brasil é regida pela Lei nº 7.752, o que faz com que este tipo de eventos não sejam bem vistos por toda a população. Também existe polêmica por algumas porcentagens que se empregam para gastos operacionais das instituições beneficiadas e para a realização da cruzada solidaria em si, havendo acusações que parte destes gastos vão para os artistas que colaboram com a campanha. Nenhuma das acusações foi comprovada, já que a maioria dos Teletons tem uma transparência exemplar, publicando anualmente suas auditorias a população.

Outra polêmica recente é o apoio de vários artistas que apoiam o Teleton a temas impopulares, como o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que dificulta a arrecadação, apesar de que as instituições beneficiadas se colocam de maneira neutra ou contrária a estes temas, visto que o objetivo das mesmas é a assistência que prestam nos setores em que trabalham.

Referências

  1. Inverso, Marcelo (17 de julho de 2019). «ORITEL designó nuevas autoridades y aprobó la incorporación de Argentina». Oritel (em espanhol). Consultado em 23 de julho de 2019 
  2. http://arquivos.aacd.org.br/arquivos/Relat%C3%B3rio%20Integrado%202018.pdf
  3. «Observações finais da ONU sobre o informe inicial do México». Organização das Nações Unidas. 2014. Consultado em 26 de agosto de 2018. Arquivado do original em 29 de maio de 2016 

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