Templo de Diana (Nîmes)

O Templo de Diana (occitano: Temple de Diana, francês: Temple de Diane) ou mais popularmente Temple de la Fontaine, é um dos numerosos monumentos romanos preservados na cidade occitana de Nîmes (Languedoque-Rossilhão). Pertence ao conjunto arquitetônico dos Jardins de la Fontaine e se encontra perto de uma outra obra romana famosa, a Torre Manha. Entrou na lista dos monumentos históricos do Estado francês em 1840.

Templo de Diana
Tipo Templo
Geografia
País  França
Região Languedoque-Rossilhão
Departamento Gard
Comuna Nîmes
Coordenadas 43° 50' 18.6" N 4° 20' 59.78" E
Templo de Diana está localizado em: França
Templo de Diana
Geolocalização no mapa: França

HistóriaEditar

Este monumento é parte do santuário no centro do ninfeu consagrado ao imperador Augusto. É acreditado que provavelmente abrigava uma biblioteca embora alguns estudiosos pensarem que poderiam ser termas. O edifício data do tempo de Augusto, a fachada provavelmente foi restaurada durante o século II. Durante a Idade Média, entre 991 e 1577, foi a capela do convento dos monges de São Salvador, o que explica sua conservação. O convento e o templo foram parcialmente destruídos durante as guerras religiosas pelos católicos da cidade que não queriam que isso servisse de refúgio para as tropas protestantes. Por volta de 1570, o arquiteto veneziano Andrea Palladio que permaneceu algum tempo em Nîmes fez diversos desenhos antes que um incêndio transformasse o templo na sua forma atual. Assim começou a popularização do lugar que se tornou ainda mais importante durante o período romântico. No século XVIII o templo inspirou muitos românticos, Hubert Robert, notadamente. Aos dias de hoje é acessível a partir dos Jardins de la Fontaine. O Templo de Diana foi objeto de uma classificação ao título dos monumentos históricos pela lista de 1840.[1]

Discussões sobre seu nome e seu usoEditar

O nome do templo tem gerado uma série de discussões entre os diversos estudiosos que foram estudar esse monumento. Popularmente, nos registros, recebeu o nome de Temple de la Fontaine aos fins de 1622, e foi a partir daquela data que o nome de Diana começou a adquirir mais popularidade. Não se sabe ao certo se o santuário era dedicado para Diana e tampouco se era realmente um templo. A sua planta basilical excluiu o feito de que possa ser um templo, e o nome "de Diana" não se deve em dados arqueológicos ou históricos. Após a descoberta de inscrições romanas incompletas se pensou que o templo poderia ser dedicado para as divindades egípcias Ísis e Osíris que tiveram um culto em Nîmes.[1] É um templo de estilo coríntio.

EstruturaEditar

Escavado em parte pelo flanco do Monte Cavalier, o edifício era originalmente rodeado de salões anexos e suportando um andar ou terraço. A fachada principal, perfurada por três grandes janelas em cimbres, se conserva em dois níveis.

Aos dias de hoje, os vestígios consistem principalmente em um salão abobadado de um comprimento de 14,52 m e de uma largura de 9,55 m, flanqueadas por duas escadas que davam acesso às construções em terraço em falta. Esse salão tinha as aberturas para a porta, desprovido de sistemas de fechamento, e a janela que a sobrepuja. O muro lateral norte revela aparentemente uma série de cinco nichos retangulares encimados em alternância de frontões triangulares e semicirculares. Entre cada nicho se eleva uma coluna de ordem compósita suportadas. Ao fundo, três compartimentos mais profundos apresentam as plataformas ornadas de pedestais esculpidos.[2]

Durante as escavações de 1745, o piso antigo foi descoberto, feito de "placas de mármore de diversas cores" (decoração em opus sectile) que continua a ser o suporte da argamassa.

Ver tambémEditar

Notas e referências

  1. a b Base Mérimée, Ministério francês da Cultura. «Notice nº PA00103124». Cópia arquivada em 23 de julho de 2012 
  2. Guia sobre os monumentos históricos do "Jardim de la Fontaine", compreende também o cosiderado "Templo de Diana", sob database Merimée do Ministério francês da cultura.

BibliografiaEditar

  • René Barjavel, « Au festival de Nîmes, Les Mouches se posent sur le temple de Diane », dans Paris-Presse-l'Intransigeant, 9-10 juillet 1950
  • Jules Canonge, Térentia, ou Le temple de Diane et les bains romains de Nîmes sous les empereurs, Giraud, 1843, 36 p.
  • Dominique Darde (1 março 2005). Monum, Éditions du patrimoine, ed. Nîmes antique (broché avec rabats) (em francês). 152 illustrations, 4 restitutions 3D, 5 cartes et plans. Paris: Guides archéologiques de la France. 128 páginas. ISBN 2-85822-797-7 
  • François Durand, Les monuments antiques de Nîmes, Jo Fabre, 1925, p. 151
  • M. Ménard, Histoire des Antiquités de la ville de Nismes et de ses environs, Nismes, 1838 (7ª ed.), p. 72-81
  • Jules Teissier-Rolland, Des bains et thermes chez les anciens, des bains romains de Nîmes et du Temple-de-Diane, Ballivet et Fabre, 1850, 262 p.

Ligações externasEditar

 
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