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Templo romano de Évora

templo romano em Évora, Portugal
Templo romano de Évora
Nomes alternativos Templo de Diana
Tipo Templo religioso romano
Estilo dominante Romano
Início da construção século I d.C.
Função inicial Religiosa
Proprietário atual Estado Português
Património Nacional
Classificação  Monumento Nacional
Data 1910
DGPC 70489
SIPA 2863
Geografia
País Portugal Portugal
Cidade Portugal Évora
Coordenadas 38° 34' 22" N 7° 54' 27" O

O templo romano de Évora, erroneamente conhecido como Templo de Diana, está localizado na cidade de Évora, em Portugal; faz parte do centro histórico da cidade, o qual foi classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O templo romano encontra-se classificado como Monumento Nacional pela DGPC. É um dos mais famosos marcos da cidade e um dos símbolos mais significativos da presença romana em território português.

Localizado na freguesia da Sé e São Pedro, no Largo Conde de Vila Flor, encontra-se rodeado pela Sé de Évora, pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóios, pela Biblioteca Pública de Évora e pelo Museu.

HistóriaEditar

 
Vista do templo.

Embora o templo romano de Évora seja as vezes chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça originou-se de uma lenda criada no século XVII.[1] Na realidade, o templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperador Augusto, que era venerado como um deus durante e após seu reinado. O templo foi construído no século I d.C. na praça principal (fórum) de Évora - então chamada de Liberalitas Julia - e modificado nos séculos II e III. Évora foi invadida pelos povos germânicos no século V, e foi nesta época em que o templo foi destruído; hoje em dia, suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.

 
O Templo de Évora em 1865
 
O Templo de Évora em 1870

As ruínas do templo foram incorporadas a uma torre do Castelo de Évora durante a Idade Média. A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes do prédio medieval,[2] e o templo (transformado em torre) foi usado como um açougue do século XIV até 1836. Esta utilização da estrutura do templo ajudou a preservar seus restos de uma maior destruição.[3][4] Finalmente, depois de 1871, as adições medievais foram removidas, e o trabalho de restauração foi coordenado pelo arquiteto italiano Giuseppe Cinatti.[5]

DescriçãoEditar

O templo original provavelmente era similar à Maison Carrée de Nîmes (França). O templo de Évora ainda está com sua base completa (o pódio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O formato da base é retangular, e mede 15m x 25m x 3.5m de altura.[6] O lado sul da base costumava ter uma escadaria, agora em ruínas.

O pórtico do templo, que não existe mais, era originalmente um hexastilo. Um total de catorze colunas de granito ainda estão de pé no lado norte (traseiro) da base; muitas das colunas ainda têm seus capitéis em estilo coríntio sustentando a arquitrave. Os capitéis e as bases das colunas são feitos de mármore branco de Estremoz, enquanto as colunas e a arquitrave são feitas de granito. Escavações recentes indicam que o templo era cercado por um espelho de água.

 
Colunas e capitéis coríntios do templo.

Ver tambémEditar

Notas

ReferênciasEditar

  • [1] - Templo Romano no site da Câmara Municipal de Évora
  • [2] - Templo de Évora no site do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
  • [3] - Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN-Portugal)

Ligações externasEditar

 
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