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BiografiaEditar

Nasceu em Paonia, Colorado, EUA, onde foi criado junto com seu irmão Dennis, devorando livros de ficção científica e de temática esotérica e ocultista.

Formou-se em Ecologia, Conservação de Recursos e Xamanismo pela Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA. Após a formatura, viajou extensamente pelos trópicos asiáticos e do Novo Mundo, especializando-se no xamanismo e etnomedicina da bacia amazónica. Escreveu junto com seu irmão Dennis os livros "The Invisible Landscape" (1975) e "Psilocybin: The Magic Mushroom Grower's Guide" (1976).

Durante estas viagens, procurou colocar-se em contato com a dimensão transcendente do humano. Depois de conhecer monges tibetanos, místicos e xamãs, e de beber de suas poções e participar de seus rituais, McKenna voltou para a civilização ocidental com o objetivo de fundir sua visão da realidade recentemente ampliada com aquele que considerava um pensamento eminentemente tecnocêntrico e racionalista imperante em nossa cultura.

Converteu-se em uma das figuras mais importantes da contracultura norte americana do final do século XX, junto com o psiconauta Timothy Leary, que lhe passou o bastão da psicodelia, apresentando-o como o "verdadeiro Tim Leary".

Junto com a sua companheira, Kate Harrison, fundou Botanical Dimensions, uma organização sem fins lucrativos dedicada a preservar plantas de tradição xamânica da Amazónia em um terreno de 19 acres no Hawaii.

McKenna passou o último quarto de século da sua vida estudando as bases ontológicas do xamanismo e da etnofarmacologia da transformação espiritual.[1] McKenna é também fundador da Teoria da Novidade (uma pseudociência).[2]

Na sequência de ''O Alimento dos Deuses'' (1992), McKenna publicou um livro de ensaios e conversas, ''The Archaic Revival'' (1992) e ''Trialogues at Edge of the West'' (1992), uma recolha de conversas discursivas com o matemático Ralph Abraham e o biólogo Rupert Sheldrake. A sua derradeira obra é ''True Hallucinations'' (1993), uma narrativa de aventura espiritual nas selvas da Amazónia colombiana.

Em 1994 deslocou-se a Lisboa para participar como protagonista do filme de Edgar Pêra, Manual de Evasão LX94 (em conjunto com Robert Anton Wilson e Rudy Rucker), desenvolvendo as suas teorias do tempo enquanto fenómeno biológico.

McKenna também foi autor de um número considerável de livros e artigos, incluindo as primeiras diretrizes para o cultivo de cogumelos alucinógenos como o Psilocybe cubensis. Concentrou-se também, em suas experiências e artigos, nas experiências proporcionadas pela substância conhecida como DMT, através da qual tornou célebre a expresão "elfos-máquinas".

Desenvolveu a teoria da Onda do Tempo Zero e criou com esta um programa de computador, baseado no I-Ching e no calendário Maia. Esta teoria é considerada uma pseudociência.

Terence McKenna faleceu no dia 3 de abril de 2000 vítima de um tumor cerebral. Dizem que tinha um grande sorriso no rosto.

Referências

  1. «Cópia arquivada». Consultado em 18 de junho de 2009. Arquivado do original em 30 de agosto de 2005 
  2. [1]