Texto livre

A técnica Freinet do Texto Livre faz parte de um conjunto de técnicas desenvolvidas pelo educador francês Célestin Freinet, preocupado em desenvolver uma metodologia que aproximasse a escola da vida.

Dentre as várias técnicas do Método Natural, estava o Texto Livre. Freinet queria que a produção textual em sala de aula fosse tal qual a da vida do aluno fora dela: espontânea, motivada por aspectos imediatos do aluno e um reflexo de suas experiências e da sua percepção da realidade. Fazer com que o aluno em sala de aula se sentisse como autor de seu próprio texto seria fazer do aluno autor da sua própria história.

Trabalhar a partir do método do Texto Livre significa que o professor deve romper com a concepção escolástica da redação, que servia apenas para balizar a ortografia e os conhecimentos de gramática normativa do aluno. Na verdade, o ensino de texto, ou melhor, o ensino da língua materna nas escolas tradicionais servia apenas para alargar o foço entre o aluno e a língua-padrão.

O professor, ao adotar o método do Texto Livre, deve então trabalhar para valorizar a variedade do aluno e, a partir dela, fazer com que o aluno se aproprie da língua-padrão. Trabalhar com textos livres significa que a escola não estaria mais centrada nas determinações da classe dominante, mas na vida e na realidade dos alunos.

AplicaçãoEditar

A aplicação da técnica do Texto livre deve estar associada às outras técnicas Freinet, como a Aula-passeio, a Correspondência inter-escolar e a Imprensa escolar e deve ser organizada de acordo com as séries.

Independente de qual técnica ele estará associado, o Texto livre deve ser motivado e não imposto pelo professor. Não deve haver uma atividade de específica para o Texto livre, mas atividades que usem o Texto livre como ferramentas.

Freinet considera como texto livre os textos orais e pequenos parágrafos produzidos pelos alunos nas séries iniciais até grandes narrativas. O trabalho com os textos orais, de acordo com Freinet, pode consistir na transcrição da narrativa oral do aluno na lousa. Em seguinda, os alunos a analisam e a corrigem e depois a copiam. Acima de tudo, os textos produzidos pelos alunos devem fazer parte do cotidiano escolar.

BibliografiaEditar