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The Jolson Story

filme de 1946 dirigido por Alfred E. Green
The Jolson Story
Romance Imortal (PRT)
Sonhos Dourados (BRA)
 Estados Unidos
1946 •  technicolor •  128 min 
Direção Alfred E. Green
Produção Sidney Skolsky
Gordon Griffith
Sidney Buchman (não creditado)
Roteiro Stephen Longstreet
Harry Chandlee
Andrew Solt
Sidney Buchman (não creditado)
Elenco Larry parks
Evelyn Keyes
William Demarest
Gênero biografia
Música Morris Stoloff
Direção de fotografia Joseph Walker
Direção de arte Stephen Goosson
Walter Holscher
Efeitos especiais Donald C. Glouner
Figurino Jean Louis
Edição William A. Lyon
Companhia(s) produtora(s) Columbia Pictures
Distribuição Columbia Pictures
Lançamento Estados Unidos 10 de outubro de 1946
Portugal 19 de março de 1949
Idioma inglês
Orçamento US$2,800,000 estimado)[1]
Receita US$7,600,000 (EUA)[1]
Página no IMDb (em inglês)

The Jolson Story (Sonhos Dourados BRA ou Romance Imortal PRT) é um filme norte-americano de 1946, do gênero biografia, dirigido por Alfred E. Green e estrelado por Larry Parks e Evelyn Keyes.[2]

ProduçãoEditar

 
Larry Parks e Teresa Wright no programa televisivo Ford Theatre, 1954. Após o estrelato conquistado por The Jolson Story -- e também por sua continuação Jolson Sings Again (1949) --, Parks, ex-membro do Partido Comunista, teve problemas com o Comitê de Atividades Antiamericanas. Devido a isso, perdeu o contrato com a Columbia e só conseguiu trabalho no cinema em outras duas oportunidades, como coadjuvante.[3] Depois de algumas aparições na TV e de uma participação tardia em Freud (1962), sua carreira chegou ao fim. Faleceu em 1975, com apenas sessenta anos de idade.

Al Jolson era um dos poucos ídolos de Harry Cohn, o chefe de produção da Columbia Pictures, ele mesmo também vindo do vaudeville.[2] Assim, quando o projeto de uma biografia do grande entertainer foi recusado pela Warner Bros., Cohn foi simpático à ideia, o que pode ser interpretado em parte como um gesto sentimental.[4]

Até sua bombástica aparição em Rhapsody in Blue (1945), Al Jolson, o astro de The Jazz Singer, o primeiro filme sonoro, já era considerado uma relíquia dos tempos heroicos do cinema.[5] O sucesso daquele filme resultou nesta biografia que peca por não ser exatamente fiel aos fatos, mas que encantou a crítica pelo alto teor de entretenimento.[5][6]

Jolson, já na casa dos sessenta anos, tentou interpretar a si mesmo; porém, após um teste bisonho,[5] o papel foi oferecido a e recusado por James Cagney, Danny Thomas (que não quis dar um jeito em seu nariz, considerado muito grande...[2]), José Ferrer e Richard Conte. Por fim, a parte foi entregue ao semidesconhecido Larry Parks, cuja atuação foi premiada pela Academia com uma indicação ao Oscar, a única de sua carreira. Jolson, a título de consolação, orientou o ator e emprestou sua voz nos números musicais.[5] Ele também apareceu em carne e osso na recriação de Swanee, a mesma sequência que lhe devolveu a fama em Rhapsody in Blue.

Ao todo, o filme foi indicado em seis categorias do Oscar, tendo vencido em duas: Melhor Trilha Sonora (filme musical) e Melhor Mixagem de Som. Ao fim e ao cabo, este que foi o maior sucesso comercial da Columbia até então[2] fez mais pela carreira de Jolson que pela de Parks, que pouco se beneficiou da exposição que o filme lhe trouxe.[5]

Na trilha sonora há lugar para canções de Irving Berlin e dos irmãos George e Ira Gershwin, além da Ave Maria de Schubert.

A continuação de 1949, Jolson Sings Again, além de Parks, teve vários outros nomes do elenco repetindo seus papéis. Igualmente bem sucedida, ela recebeu três indicações da Academia.

SinopseEditar

Washington, início do século XX. Garoto judeu prefere cantar a seguir os estudos religiosos, conforme desejo de seu pai. Torna-se artista do vaudeville, encanta-se com o jazz, junta-se a uma companhia de blackface, casa-se com uma não judia, atinge o estrelato, deixa crescer o ego, estraga a vida... mas não abandona o show biz.

PremiaçõesEditar

Patrocinador Prêmio Categoria Situação
Academia de Artes e
Ciências Cinematográficas
Oscar Melhor Ator (Larry Parks)
Melhor Ator Coadjuvante (William Demarest)
Melhor Fotografia (cores)
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora (filme musical)
Melhor Mixagem de Som
Indicado
Indicado
Indicado
Indicado
Vencedor
Vencedor
Film Daily Dez Melhores Filmes de 1946 Escolhido
Photoplay Medalha de Ouro Vencedor

ElencoEditar

Ator/Atriz Personagem
Larry Parks Al Jolson
Evelyn Keyes Julie Benson
William Demarest Steve Martin
Bill Goodwin Tom Baron
Ludwig Donath Cantor oficiante Yoelson
Scotty Beckett Asa Yoelson (Al Jolson na infância)
Tamara Shayne Mãe de Asa Toelson
Jo-Carroll Dennison Ann Murray
John Alexander Lew Dockstader
Ernest Cossart Padre McGee
Harold Miller Patrão do Nightclub (não-creditado)[7]
Franklyn Farnum Homem na audiência (não-creditado)

Referências

  1. a b «Sonhos Dourados». IMDB. Consultado em 26 de abril de 2014 
  2. a b c d HIRSCHHORN, Clive, The Columbia Story, Londres: Pyramid Books, 1989 (em inglês)
  3. KATZ, Ephraim, The Film Encyclopedia, sexta edição, Nova Iorque: HarperCollins, 2008 (em inglês)
  4. KOBAL, John, The World's Greatest Entertainer, in Song and Dance Spectaculars, editado por Ann Lloyd, Londres: Orbis, 1983 (em inglês)
  5. a b c d e ERICKSON, Hal. «The Jolson Story». AllMovie. Consultado em 28 de abril de 2014 
  6. MALTIN, Leonard, Classic Movie Guide, segunda edição, Nova Iorque: Plume, 2010 (em inglês)
  7. Harold Miller no IMDB

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar