The Streets of Cairo


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"The Streets of Cairo" (As Ruas de Cairo), também conhecida por vários outros títulos (ver abaixo), é uma popular melodia associada com a dança do ventre e o Oriente Médio em geral. Como não é protegida por direitos autorais, a melodia aparece em diversas músicas, desenhos animados e outros trabalhos a partir do século XX.

Títulos alternativosEditar

A melodia também é conhecida pelos seguintes títulos:

  • The Poor Little Country Maid (A Pobre Donzela do Campo)
  • The Girls in France (As Garotas da França)
  • The Southern Part of France (A Parte Sul da França)

HistóriaEditar

 
Capa da partitura da melodia, 1895

Acredita-se que a melodia tenha sido composta por Sol Bloom, um diretor de circo (e mais tarde parlamentar americano) que comandou parte da Exposição Universal de 1893. Uma das atrações chamava-se "A Street in Cairo" (Uma Rua de Cairo). Produzida por Gaston Akoun, incluía encantadores de cobras, passeios de camelo e uma dançarina conhecida como Little Egypt. O compositor James Thornton esboçou a letra e música de sua própria versão dessa melodia, "Streets Of Cairo, or The Poor Little Country Maid". Ele registrou os direitos autorais da música em 1895 e ela se tornou popular com sua esposa Lizzie Cox (nome artístico: Bonnie Thornton).[1] A primeira gravação conhecida da música é de Dan W. Quinn e foi feita em 1895 (Berliner Discs 171-Z).[2]

As primeiras cinco notas da melodia são similares à música francesa "Colin Prend Sa Hotte" (1719), que por sua vez lembra "Kradoutja", uma música de origem árabe (ou argeliana).[3]

Popular nos Estados Unidos, é comum a melodia ser tocada quanto o tema é desertos, a Arábia, o Egito, a Pérsia, a dança do ventre ou encantamento de cobras.

"The Streets of Cairo" também foi gravada como "They Don't Wear Pants in the Southern Part of France" (Não Vestem Calças na Parte Sul da França) por John Bartles. Tal versão é tocada pelo radialista americano Dr. Demento.

Travadja La MoukèreEditar

Na França, há uma canção popular com a mesma melodia, trazida por imigrantes da Argélia na década de 1960, cujo título é "Travadja La Moukère" (de trabaja la mujer, "a mulher trabalha" em espanhol). Diz-se que tal música é baseada numa canção árabe criada por torno de 1850 e mais tarde adotada pela Legião Estrangeira Francesa.

Parte da letra:

Travadja La Moukère
Travadja Bono
Trempe ton cul dans la soupière
Si c'est chaud c'est que ça brûle
Si ça brûle c'est que c'est chaud !

Tradução:

Travaja La Moukère
Bono Travaja
Ensope sua bunda na terrina
Se está quente, queima
Se queima, é porque está quente!

MúsicaEditar

A melodia aparece nas seguintes canções do começo do século XX:

  • "Hoolah! Hoolah!"
  • "Dance of the Midway"
  • "Coochi-Coochi Polka"
  • "Danse Du Ventre"
  • "In My Harem", de Irving Berlin
  • "Kutchy Kutchy"[1]
  • Strut, Miss Lizzie, de Creamer and Layton
  • Na Itália, a melodia é cantada com a letra "Te ne vai o no? Te ne vai sì o no?" ("Te vais ou não? Te vais, sim ou não?") quando se deseja mandar uma pessoa irritante ir embora ou ficar quieta.

As seguintes canções posteriores usam pelo menos parte da melodia:[4][5]

Década de 1930Editar

Década de 1950Editar

  • "Istanbul not Constantinople" — Four Lads (1959)
  • "Nellie the Elephant" — Ralph Butler (1956)
  • "Ek Ladki Bheegi Bhaagi Si", do filme Chalti Ka Naam Gaadi (1958)

Década de 1960Editar

Década de 1970Editar

  • "The Grand Wazoo" — Frank Zappa (1972)
  • "You Scared the Lovin' Outta Me" — Funkadelic (1976)
  • "Open Sesame" — Kool & The Gang (1976)
  • "One for the Vine" — Genesis (1976)
  • "Egyptian Reggae" — Jonathan Richman and the Modern Lovers (1977)
  • "King Tut" — Steve Martin (1978)
  • "White Cigarettes" — P-Model (1979)

Década de 1980Editar

  • "Menergy" — Patrick Cowley (1981)
  • "Lies" — Thompson Twins, imediatamente após a parte em que se canta "Cleopatra died for Egypt. What a waste of time!" (1982)
  • "Starchild" — Teena Marie (1984)
  • "Egypt, Egypt" — The Egyptian Lover (1984)

Década de 1990Editar

  • "Iesha" — Another Bad Creation (1990)
  • "Hoolah Hoolah" — Can (1990)
  • "Place in France" — L.A.P.D. (banda dos três integrantes originais do Korn) (1991)
  • "Gypsy Reggae" — Goran Bregović (1993)
  • "Cleopatra, Queen of Denial" — Pam Tillis (1993)
  • "Cleopatra's Cat" — the Spin Doctors (1994)
  • "It's On Now" — 57th Street Rogue Dog Villains (1995)
  • "Skatanic" — Reel Big Fish (1996)
  • "Criminal" — Fiona Apple (1997)
  • "Rip Rock" — Canibus (1998)
  • "Red Alert" — Basement Jaxx (1999)
  • "Circus" (马戏团) by David Tao (陶喆) (1999)

Década de 2000Editar

  • "Playboy" — Red Wanting Blue (2000)
  • "Learn Chinese" — MC Jin (欧阳靖) (2003)
  • "Over There" — Jonathan Coulton (2003)
  • "Act a Ass" — E-40 (2003)
  • "Lækker pt. 2 feat. L.O.C." Nik & Jay (2004)
  • "Naggin" — Ying Yang Twins (2005)
  • "Rojo es el color" — Señor Trepador (2006)
  • "Toc Toc Toc" — Lee Hyori (이효리) (2007)
  • "Entertainment" — Rise Against (2008)
  • "Ular" — Anita Sarawak (2008)
  • "Till You Come to Me" — Spencer Day (2009)
  • "¿Viva la Gloria?" — Green Day (2009)
  • "Mr.Ragga!!" — Shonanno Kaze (湘南乃風) (2009)

Década de 2010Editar

Desenhos animadosEditar

Jogos de computadorEditar

De desenhos animados, a melodia foi adaptada para jogos de computador e videogame, tais como os seguintes:

CinemaEditar

A melodia é escutada nos seguintes filmes:

  • No filme War Babies, de 1932, quando Charmaine está dançando ao redor de um café.
  • No filme Sons of the Desert (1933), no começo da convenção, durante uma dança do ventre.
  • No começo do filme "Le laboratoire de l'angoisse", de Patrice Leconte (1971).
  • No filme Arizona Dream (1993), diversas vezes, tocada na sanfona por Grace.

Cultura infantilEditar

A melodia é usada numa canção infantil americana do século XX que inclui – como toda canção infantil da época – inúmeras variações já que foi passada de criança para criança por diversas épocas em diversos lugares. A única característica em comum parece ser a obscenidade. Uma dessas variações, por exemplo, é:

There's a place in France
Where the ladies wear no pants
But the men don't care
'cause they don't wear underwear.[1][6]

Tradução:

Há um lugar na França
Onde as mulheres não usam calcinhas
Mas os homens não ligam
Pois não usam cuecas

Outra variação:

There's a place in France
Where the naked ladies dance
There's a hole in the wall
Where the boys can see it all

Tradução:

Há um lugar na França
Onde as mulheres nuas dançam
Há um buraco na parede
Onde os garotos podem ver tudo

Uma versão da época da Segunda Guerra Mundial:

When your mind goes blank
And you're dying for a wank
And Hitler's playing snooker with your balls
In the German nick
They hang you by your dick
And put dirty pictures on the walls

Tradução:

Quando sua mente se apaga
E você quer muito uma punheta
E Hitler está jogando sinuca com as suas bolas
Na prisão alemã
Eles te seguram pelo pinto
E colocam pinturas obscenas na parede

ReferênciasEditar

  1. a b c Elliot, Julie Anne (19 de fevereiro de 2000). «There's a Place in France: That "Snake Charmer" Song». All About Middle Eastern Dance. Consultado em 17 de setembro de 2009 
  2. Settlemier, Tyrone (7 de julho de 2009). «Berliner Discs: Numerical Listing Discography». Online 78rpm Discographical Project. Consultado em 17 de setembro de 2009 
  3. Adams, Cecil (23 de fevereiro de 2007). «What is the origin of the song 'There's a place in France/Where the naked ladies dance?'». The Straight Dope. Creative Loafing Media, Inc. Consultado em 17 de setembro de 2009 
  4. http://www.whosampled.com/sampled/Sol%20Bloom/
  5. http://www.bilibili.com/video/av8860777/
  6. «France, Pants». Desultor. Harvard Law School. 21 de janeiro de 2004. Consultado em 6 de março de 2015 

Ligações externasEditar