Abrir menu principal

Ted Bundy

Assassino em série
(Redirecionado de Theodore Robert Bundy)
Disambig grey.svg Nota: Para sua biografia cinematográfica, veja Ted Bundy (filme).
Ted Bundy
Bundy FLA 8179.jpeg
Bundy após sua condenação em 1979
Nome Theodore Robert Bundy
Data de nascimento 24 de novembro de 1946
Local de nascimento Burlington, Vermont, Estados Unidos
Data de morte 24 de janeiro de 1989 (42 anos)
Local de morte Starke, Condado de Bradford, Flórida, Estados Unidos
Nacionalidade(s) Estadunidense
Crime(s) Sequestro, tentativa de homicídio, homicídio, roubo, assassinato e estupro
Pena Execução por cadeira elétrica
Situação Morto
Esposa Carole Ann Boone (1979–1986)
Filho(s) 1
Assassinatos
Vítimas 30+
Período em atividade 1 de fevereiro de 1974 – 9 de fevereiro de 1978
País Estados Unidos (Califórnia, Colorado, Flórida, Idaho, Oregon, Utah e Washington)

Theodore Robert Bundy, mais conhecido pela alcunha de "Ted Bundy" (Burlington, 24 de novembro de 1946Starke, Condado de Bradford, 24 de janeiro de 1989), foi um dos mais temíveis assassinos em série da história dos Estados Unidos da América durante a década de 1970 (mais precisamente entre 1974 e 1978). [1]

Era um homem charmoso, comunicativo e de palavras convincentes, o que lhe ajudaria a seduzir mulheres eliminadas depois em uma matança desenfreada. Estudante de Direito, conseguiu convencer a todos, inicialmente, de sua inocência, ao se defender no tribunal e conduzir seu processo. Jovem considerado brilhante nos estudos e detentor de uma carreira prodigiosa, também demonstrava interesse por política e história. Chocou a todos quando foram provados seus homicídios, demonstrando ser um homem extremamente perverso e sádico, tendo matado e estuprado mais de 35 mulheres.[2][3] Foi preso duas vezes e em ambas escapou da prisão. Em uma de suas fugas, deu continuidade a seus crimes na mesma noite em que escapou. Em 15 de janeiro de 1978, ele partiu para uma noite de chacina, matando duas adolescentes que moravam na república de mulheres da Universidade Chi Omega (Florida State University Chi Omega), em Tallahassee, e ferindo duas outras mulheres: Karen Pryor, que também morava na república, e Cheryl Thomas, que morava próximo ao local. Segundo o The Sun, ele teria seguido as vítimas por semanas e vivido no campus com o nome falso de Chris Hagen. [4]

Ted Bundy foi levado a julgamento e condenado à pena de morte por eletrocussão.

BiografiaEditar

Segundo a Revista Galileu, Ted foi criado pelos avós, e era um palhaço de hospital com crianças com câncer que se passavam por seu pais adotivos. Sua mãe, Eleanor Louise Cowell, era apresentada como se fosse sua irmã, o que só mudou quando esta encontrou o homem que se tornaria o padrasto de Ted e que lhe daria o sobrenome Bundy. Sua infância, na casa dos avós, também teria tido outro problema: ele convivia com as explosões de violência do avô, que muitas vezes agredia a avó. [5]

Ainda segundo a Galileu, durante o ensino médio, ele teria sido investigado por roubo duas vezes e, quando adulto, chegou a trabalhar numa linha telefônica de prevenção ao suicídio e no comitê anticrime de Seattle, no qual um dos projetos envolvia a prevenção ao estupro. Ele também teria tido uma namorada por um longo tempo, chamada Elizabeth Kloepfer. Tina, a filha de Elizabeth, teria sido tratada como filha por Ted.

AntecedentesEditar

"Foi em 1974 que meninas começaram a desaparecer dos campos universitários nos estados de Washington e Oregon, região vizinha à casa de Bundy. No outono daquele ano, o jovem resolveu começar a estudar direito na Universidade de Utah e, não por coincidência, diversas estudantes de lá foram sequestradas, abusadas e mortas. Um dos ataques ocorreu contra Carol DaRonch, que felizmente conseguiu escapar e contatar a polícia. A estudante deu às autoridades uma descrição do homem, do Volkswagen que ele dirigia e uma amostra de seu sangue que ficou em sua jaqueta durante a luta. Poucas horas após o ataque de DaRonch, Debbie Kent, de 17 anos, desapareceu. Nessa época, pedestres descobriram um “cemitério de ossos” em uma floresta de Washington e, após análises, foi constatado que os corpos pertenciam a mulheres desaparecidas em Washington e Utah. Investigadores de ambos os estados comunicaram-se e elaboraram um perfil e esboço composto de um homem chamado "Ted”", publicou a Revista Galileu em agosto de 2019. [5]

Metodologia e preferênciasEditar

Uma vez que ele atraía suas vítimas para a porta do carro, muitas vezes dizendo precisar de ajuda para carregar compras ao aparecer com uma muleta ou o braço engessado. Ted batia nas vitimas e levava-as embora para reservadamente desfrutar de suas mortes. Ele preferia matar mulheres jovens e brancas (uma de suas vítimas, no entanto, tinha apenas 12 anos de idade), com cabelos longos e lisos repartidos ao meio e atacava suas vítimas com objetos rombudos.

A revista Galileu escreveu: "O modus operandi de Bundy evoluiu em organização e sofisticação ao longo do tempo, como é típico dos assassinos em série, de acordo com especialistas do FBI. Logo no início, consistia na invasão de uma casa durante a noite, seguida de um ataque violento enquanto a vítima dormia. À medida que sua “metodologia” evoluiu, Bundy tornou-se progressivamente mais organizado em sua escolha de vítimas e cenas de crime. Uma vez perto ou dentro de seu carro, a vítima era dominada, espancada e algemada antes de ser abusada e estrangulada." [5]

Ele admitiu ter mantido alguns corpos em seu apartamento por um período antes de descartá-los, tendo chegado a decepar a cabeça de 12 destes corpos com uma serra. No caso de Donna Manson, por exemplo, Ted teria utilizado a lareira de sua ex-namorada Kloepfer para incinerar a cabeça decepada. Quando os corpos não eram guardados, eram levados para locais pré-selecionados, muitas vezes a uma distância considerável de onde havia sequestrado as vítimas. No local de desova do corpo, Ted removia e queimava as roupas das vítimas. Ele também cometia necrofilia, voltando aos corpos para vestir, maquiar, pintar as unhas e até tirar fotos.

Ted admitiu que tinha "um apetite insaciável por pornografia violenta".

Em certa entrevista, a cantora Deborah Harry disse quase ter se tornado sua vítima

VítimasEditar

Algumas de suas vítimas conhecidas e citadas pela imprensa são: Caryn Campbell, Donna Gail Manson, Kimberly LaFouche, Kimberly Leach e Roberta Kathleen Parks.

(Nota: lista deve ser revisada e ampliada)

PrisãoEditar

Primeira detenção - UtahEditar

Em 1974, ele foi preso por um oficial de trânsito quando tentou fugir de um procedimento padrão. Alcançado, os oficiais encontraram algemas, um picador de gelo, um pé-de-cabra, uma meia-calça com buracos para os olhos e outros itens questionáveis em seu carro. Ted foi preso por suspeita de roubo, mas depois acabou acusado e condenado pela tentativa de sequestro de Carol DaRonch, e teria sido julgado pela morte de Caryn Campbell, se não tivesse conseguido fugir da prisão em dezembro de 1977, depois de duas tentativas anteriores falharem. [5]

Detenção definitiva - FlóridaEditar

Em fevereiro de 1978, uma semana depois de ter assassinado Kimberly Leach, de 12 anos, ele foi parado pela polícia em Pensacola. Como dirigia um carro roubado, acabou preso. A polícia, que o procurava, então ouviu diversas testemunhas e encontrou evidências físicas que o ligavam a três assassinatos, dentre elas um molde feito a partir das marcas de mordidas encontradas no corpo de uma das vítimas da Chi Omega. No caso de Kimberly Leach, também foram encontradas fibras da roupa de Ted na cena do crime. [6]

Ted defendeu-se em julgamentos em Utah, Colorado e Flórida, enquanto a polícia tentava reunir o rastro de jovens mortas que conduzisse até si. Durante seus vários julgamentos, um Ted Bundy muito seguro de si se defendeu, recebendo elogios e uma legião de admiradoras.

Depois de várias apelações, Bundy foi eletrocutado pelo estado da Flórida em 1989. Para sua última refeição ele pediu bife, ovos, pão e café, mas a recusou porque não estava com fome. [7]

Segundo a Galileu, suas últimas palavras foram: "Jim e Fred, eu gostaria que vocês dessem meu amor à minha família e amigos". (Jim Coleman era um de seus advogados e Fred Lawrence era o ministro metodista que rezara com Bundy durante a noite).

Ted havia sido condenado pelo assassinato de 36 mulheres, mas a polícia estima que o número possa chegar a até 65. Segundo as autoridades, seu primeiro assassinato teria sido aos 14 anos, quando teria matado um vizinho de 8 anos. [5]

AtualizaçõesEditar

Em setembro de 2019, Cheryl Thomas e Karen Pryor, as duas vítimas que conseguiram sobreviver ao ataque na Universidade Chi Omega, falaram durante o programa The Dr. Oz Show. O The Sun reportou que Karen disse que ele havia quebrado todos os ossos de sua face, mas mesmo assim ela teria conseguido se defender, tendo então o braço quebrado. Ela também falou que foi salva pelos vizinhos, que teriam "ouvido algo errado em sua casa" e tentaram ligar para ela. Bundy teria então fugido e os vizinhos, chamado a polícia. [4]

Ted virou tema de filmes, documentários e séries e mesmo 30 anos depois de sua morte, segundo a BBC, "ainda intriga os EUA". [6] [5]

  • Conversations with a Killer: The Ted Bundy Tapes: série- documentário da Netflix (em que são ouvidas, pela primeira vez, gravações extraídas de mais de cem horas de entrevistas com Bundy enquanto ele estava no corredor da morte);
  • Bundy Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile: com o ator Zac Efron.

GaleriaEditar

Referências

  1. Díez (@bbc_diez), Beatriz (13 de fevereiro de 2019). «Quem foi Ted Bundy, assassino em série que ainda intriga EUA e virou tema de filme e série da Netflix» (em inglês) 
  2. Keppel 80
  3. Michaud and Aynesworth, TOLW, 176
  4. a b «Ted Bundy survivors reveal how 'drunk' serial killer strangled them and broke every bone in their faces while they slept». The Sun (em inglês). 25 de setembro de 2019. Consultado em 27 de setembro de 2019 
  5. a b c d e f «Conheça Ted Bundy, serial killer que usava o charme para atrair vítimas». Revista Galileu. Consultado em 27 de setembro de 2019 
  6. a b Díez (@bbc_diez), Beatriz (13 de fevereiro de 2019). «Quem foi Ted Bundy, assassino em série que ainda intriga EUA e virou tema de filme e série da Netflix» (em inglês) 
  7. O que 18 condenados à morte comeram na última refeição, nos Estados Unidos - Ted Bundy Portal BOL (edittado em 14/12/2015)

BibliografiaEditar

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar