Tiberino Sílvio foi, na mitologia romana, o nono rei mítico de Alba Longa, cidade fundada por Ascânio. Era descendente do herói troiano Eneias, que migrou à Itália depois da queda de Troia. Sucedeu seu pai Capeto Sílvio e depois dele subiu ao trono seu filho Agripa.

LendaEditar

 
Estátua que representa o deus Tiberino no Palazzo Senatorio

Segundo a lenda, morreu afogado ao tentar atravessar o rio Álbula, que passou então a se chamar Tiberino (ou Tibre), e do qual se tornou o deus protetor. Foi antepassado de Rômulo e Remo, fundadores da cidade de Roma.

Virgílio o descreve, no livro VIII da Eneida, com o aspecto de um ancião que surge entre as folhas dos álamos. Um tecido fino de linho o envolve com um manto esverdeado e juncos escuros cobrem seus cabelos. Aparece em sonho a Eneias e o tranquiliza sobre seu destino, anunciando-lhe a iminência do presságio da porca branca, que prefigura sobretudo a fundação de Alba Longa por Ascânio.

Dá a Eneias o conselho de procurar Evandro, rei dos árcades, e se unir a ele para vencer os rútulos de Turno e os latinos que se opõem a ele. O deus se apresenta como o Tibre azulado, o rio mais amado pelos deuses. Virgílio imagina que seu palácio fica na foz do rio. Para ele, o Tibre é o rei dos rios da Itália.

Sua festa anual (as Tiberinalia) era celebrada em 8 de dezembro, aniversário da fundação do templo do deus na ilha Tiberina e era um rito de purificação e propiciatório. É uma das divindades itálicas mais antigas.

ReferênciasEditar

Ver tambémEditar

Árvore Genealógica dos Reis de Alba LongaEditar

Anquises
Vênus
Latino
Creúsa
Eneias
Lavínia
Ascânio, ou Iulo
Sílvio
Sílvio
Eneias Sílvio
Bruto da Bretanha
Latino Sílvio
Alba
Átis
Cápis
Capetus
Tiberino Sílvio
Agripa
Rômulo Sílvio
Aventino
Procas
Numitor
Amúlio
Réia Sílvia
Marte
Hersília
Rômulo
Remo
Reis de Roma