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Tito Júlio Máximo Manliano Broco Serviliano

Tito Júlio Máximo Manliano Broco Serviliano
Cônsul do Império Romano
Consulado 112 d.C.

Tito Júlio Máximo Manliano Broco Serviliano (em latim: Titus Julius Maximus Manlianus Brocchus Servilianus) foi um senador romano nomeado cônsul sufecto para o nundínio de julho a setembro de 112 com Públio Estertínio Quarto[1][2]. Seu nome completo era Tito Júlio Máximo Manliano Broco Serviliano Aulo Quadrônio [Vero?] Lúcio Servílio Vácia Cássio Cam[ars][3].

CarreiraEditar

A primeira parte da carreira política de Manliano é conhecida a partir de uma inscrição encontrada em Nemauso em reconhecimento ao seu patrocínio de Calagurritanus, na Hispânia Citerior[3]. Seu primeiro posto foi entre os decemviri stlibus judicandis, um dos quatro comitês dos vigintiviri reservados para jovens que aspiravam entrar para o Senado Romano. Em seguida, serviu como sevir equitum Romanorum, um posto cuja missão era realizar a revisão anual dos equestres de Roma. Depois, Manliano foi tribuno da Legio V Macedonica, onde foi condecorado, provavelmente por sua atuação na campanha dácia de Domiciano (86-88)[4]. A base da V Macedonica era a Síria durante o reinado de Domiciano, mas ela foi utilizada, inteira ou em parte (vexillatio), em Oescus em 81, para substituir a III Gallica[5]. Depois disto, Manliano foi questor na Hispânia Bética, um posto que lhe permitiu entrar para o Senado (adlectio). Em seguida foi edil curul e pretor.

Terminado seu mandato como pretor, Manliano foi nomeado juridicus na Hispânia Tarraconense e foi provavelmente durante este período que ele começou a formar sua rede de relacionamentos que levaram ao seu patrocínio de Calagurritanus. Em seguida, Manliano foi nomeado legado de duas legiões em sucessão, a I Adiutrix e a IV Flavia Felix, um feito raro durante o período imperial[6], provavelmente por causa das guerras dácias de Trajano[4]. A inscrição de Nemauso termina neste ponto, mas, a partir de um diploma militar, sabemos que ele foi nomeado governador da recém-criada província imperial da Panônia Inferior, provavelmente de 107 a 111[7].

Depois disto, Manliano foi cônsul em 112 e desapareceu dos registros históricos.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Alison E. Cooley, The Cambridge Manual of Latin Epigraphy (Camrbidge: University Press, 2012), pp. 467ss
  2. Werner Eck, G. Paci, and E. P. Serenelli, "Per una nuova edizione dei Fasti Potentini," Picus 23 (2003), pp. 51-108
  3. a b CIL XII, 3167
  4. a b Valerie Maxfield, "The Dona Militaria of the Roman Army" (Durham theses, Durham University, 1972), p. 27
  5. Brian W. Jones, The Emperor Domitian (London: Routledge, 1992), p. 138
  6. Anthony Birley, The Fasti of Roman Britain (Oxford: Clarendon Press, 1981), pp. 18-20
  7. Eck, "Jahres- und Provinzialfasten der senatorischen Statthalter von 69/70 bis 138/139", Chiron, 12 (1982), pp. 345-350