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Tokelau
Toquelau
Bandeira de Toquelau
Brasão de Armas de Toquelau
Bandeira Brasão
Lema: Toquelau ao Todo-Poderoso
Hino nacional: God Save the Queen
Gentílico: Toquelauano(a)[1]

Localização de, do

Capital Nukunonu1
9° 10' S 171° 48' W
Língua oficial Toquelauano[2] e inglês
Governo Monarquia Constitucional
 - Rainha Elizabeth II (Isabel II em português europeu)
 - Administrador-Geral de Toquelau Jonathan Kings
 - Chefe do Governo de Toquelau Kuresa Nasau
Território da Nova Zelândia  
 - Tokelau Act 1948 
Área  
 - Total 12 km² (228.º)
População  
 - Estimativa para 2011 1 384[3] hab. (220.º)
 - Censo 2009 1416 hab. 
 - Densidade 115 hab./km² (113.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 1993
 - Total US$ 1,5 milhão (227.º)
 - Per capita US$ 1035 (não listado)
Moeda Dólar da Nova Zelândia (NZD)
Fuso horário UTC +14[4]
Clima tropical
Cód. Internet .tk
Cód. telef. +690
Website governamental www.tokelau.org.nz
1Na realidade, Toquelau não reconhece nenhuma cidade sua como capital, considerando que cada atol tem seu próprio centro administrativo. Nukunonu é o atol central do arquipélago.

Toquelau[5][6][7][8] (em inglês, Tokelau; pronunciado em inglês[ˈtoʊkəlaʊ]) é um pequeno arquipélago na Polinésia, no Oceano Pacífico, e um território sob administração da Nova Zelândia, que corresponde às ilhas de mesmo nome, também conhecidas como Ilhas da União. Os vizinhos mais próximos de Toquelau são Quiribáti, a norte; as Ilhas Cook, a leste; Samoa e a Samoa Americana, a sul; e Tuvalu, a oeste.

O arquipélago de Toquelau é formado por três atóis no sul do oceano Pacífico (Atafu, Nukunonu e Fakaofo), a cerca de 480 km de Samoa. Como não há estradas nem automóveis, todo o transporte em Toquelau é feito por mar. De acordo com um relatório da ONU de 1989, Toquelau faz parte das ilhas que podem desaparecer no século XXI caso não sejam tomadas medidas para conter o efeito estufa, que aumenta o nível dos oceanos. Cada atol tem seu próprio centro administrativo.

O administrador-geral é escolhido pelo ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia. A posse da terra é exclusividade dos nativos. As principais fontes de renda do arquipélago são a venda de licenças de pesca, a produção de um tipo especial de atum, o coco e a venda de selos postais.

Em 2014, o domínio de internet de Toquelau (.tk) tinha mais de 25 milhões de endereços registrados, mais do que qualquer outro domínio fora o ".com".[9]

HistóriaEditar

Os atóis, então chamados de Ilhas União, tornam-se protetorado britânico em 1877. A pedido dos habitantes, o Reino Unido inclui o território na colônia formada pelas ilhas Gilbert e Ellice, atuais Quiribáti e Tuvalu. A administração é transferida para a Nova Zelândia em 1925 e o nome de "Ilhas Toquelau" é adotado em 1946. Trinta anos depois, o arquipélago é denominado apenas Toquelau.

Em 1987, Toquelau reivindica maior autonomia política, que vem sendo adquirida por meio de medidas econômicas, como a instituição de impostos para serviços de saúde e educação nos anos 1990. Para evitar maiores danos aos cardumes de atum, em 1989 é proibido o uso de redes de pesca. Em 1994 as instituições administrativas e políticas, antes localizadas em ilhas vizinhas, começam a ser transferidas para o arquipélago. No mesmo ano é adotado um plano para a gradual autonomia da ilha no período de dez anos.

Reformas eleitorais são introduzidas na década de 1990, e, nas eleições de 1999, o General Fono, mais alto corpo consultivo do território, tem pela primeira vez seus delegados eleitos para um mandato de três anos.

Apesar dos desejos de maior autonomia, os habitantes das ilhas temem que a Nova Zelândia inicie um processo de afastamento de Toquelau. Isso leva o chanceler neozelandês a declarar publicamente, em abril de 2000, que o seu governo não vai impor a independência ao território nem fazer nenhuma mudança no seu status político sem antes consultar a população.

No início de 2001, o presidente da Comissão de Serviços Públicos de Toquelau afirma que a população das ilhas está reticente em abandonar a cidadania neozelandesa e reitera que os dois lados têm até 2010 para tomar uma decisão. Em julho, a administração dos serviços públicos é formalmente transferida para Toquelau.

Entre 13 e 15 de fevereiro de 2006, a população de Toquelau rejeitou por referendo controlado pelas Nações Unidas a independência, optando por continuar a sua autonomia no quadro de uma livre associação com a Nova Zelândia.

Em 2011, Toquelau e toda a sua população "pularam" o dia 30 de dezembro, que não existiu no arquipélago, tendo o território "passado" para o lado ocidental da Linha Internacional de Mudança de Data, que foi alterada a desejo das autoridades toquelauanas.[10][11][12][13][14]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Dicionário Aurélio
  2. Dicionário Aurélio
  3. População de acordo com a CIA (julho de 2011)
  4. Tokelau saltou o dia 30 de dezembro de 2011 para se aproximar do fuso horário da Nova Zelândia
  5. Grafia utilizada oficialmente em português pela União Europeia.
  6. «Ciberdúvidas da Língua Portuguesa – Sobre os adjectivos pátrios». Consultado em 23 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 9 de dezembro de 2014 
  7. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora (disponível na Infopédia)[ligação inativa]
  8. Dicionário Aurélio: verbete toquelauano
  9. Mike Murphy (16 de janeiro de 2015). «A tiny island nation has more web addresses than the entire UK does». Quartz. Consultado em 20 de janeiro de 2015 
  10. Kiribati e Samoa são os primeiros a comemorar a chegada de 2012
  11. Samoa muda de fuso horário[ligação inativa], Jornal de Angola, acessado em 2 de janeiro de 2012
  12. Samoa, Kiribati e Tokelau, no Pacífico, já comemoram o Ano-Novo
  13. «Ilha de Samoa faz «batota» e entra hoje em 2012». Consultado em 2 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 11 de janeiro de 2012 
  14. «Samoa: Festejos da passagem de ano começaram um dia antes com alteração do fuso horário». Consultado em 2 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 8 de maio de 2013 

Referências geraisEditar

Fonte: Almanaque Abril 2004

Ligações externasEditar