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Godzilla no filme Godzilla de 1954. As técnicas de efeitos especiais desenvolvidas por Eiji Tsuburaya para os estúdios Toho são utilizadas até hoje na indústria cinematográfica e televisiva tokusatsu.

Tokusatsu (特撮, abreviação em japonês para "tokushu kouka satsuei"/特殊撮影 ou "filme de efeitos especiais") é um termo em japonês para filmes ou séries live-action que fazem um uso forte de efeitos especiais. O entretenimento Tokusatsu lida frequentemente com ficção científica, fantasia, terror ou super-heróis, mas alguns filmes e programas de televisão em outros gêneros podem também ser considerados como tokusatsu. Os tipos mais populares de tokusatsu incluem filmes de monstros kaiju, como a série de filmes do Godzilla e Gamera; séries de TV sobre super-heróis, como as franquias Kamen Rider e Metal Hero; e dramas mecha como Giant Robo. Alguns programas de televisão tokusatsu combinam vários desses subgêneros, por exemplo, as franquias Ultraman e Super Sentai.

Tokusatsu é uma das formas mais populares de entretenimento japonês, mas apesar da popularidade de filmes e programas de televisão baseados no tokusatsu como Godzilla ou Super Sentai, a maioria dos filmes tokusatsu e programas de televisão não são amplamente conhecidos fora da Ásia. No Brasil, o tokusatsu começou a ser exibido na década de 1960, porém atingiu a sua popularidade no país durante as décadas de 1980 e 1990.

Índice

HistóriaEditar

O tokusatsu tem suas origens no início do teatro japonês, especificamente no kabuki (com suas cenas de ação e luta) e no bunraku, que utilizou algumas das primeiras formas de efeitos especiais, especialmente o uso de bonecos. O tokusatsu moderno, no entanto, não começou a tomar forma até o início dos anos 1950,[carece de fontes?] com o nascimento conceitual e criativo do Godzilla, um dos mais famosos monstros (kaiju) de todos os tempos.

O artista de efeitos especiais Eiji Tsuburaya e o diretor Ishiro Honda tornaram-se as forças motrizes por trás do Godzilla de 1954. Tsuburaya, inspirado no filme estadunidense King Kong, formulou muitas das técnicas que se tornariam peças básicas do gênero, como a chamada adequação - o uso de um ator humano em uma fantasia (através da técnica animatrônica) para interpretar um monstro gigante - combinado com o uso de miniaturas e conjuntos de cidades em escala reduzida. Godzilla mudou para sempre a paisagem da ficção científica, fantasia e cinema japoneses, criando uma visão exclusivamente japonesa em um gênero tipicamente dominado pelo cinema estadunidense.[1]

Em 1954, Godzilla deu início ao gênero kaiju no Japão, chamado de "Monster Boom", que permaneceu extremamente popular por várias décadas, com personagens como Godzilla, Gamera e King Ghidorah, liderando o mercado.[2] No entanto, em 1957, Shintoho produziu o primeiro filme com o super-herói Super Giant, sinalizando uma mudança de popularidade que favoreceu heróis mascarados sobre monstros gigantes chamados de "Henshin Boom", criado por Kamen Rider. Juntamente com o anime Astro Boy, os seriados do Super Giant tiveram um efeito profundo no mundo do tokusatsu. No ano seguinte, Moonlight Mask estreou, o primeiro dos inúmeros dramas de super-heróis televisionados que formariam um dos mais populares subgêneros tokusatsu.[3]

Essas produções originais precederam a primeira série tokusatsu de televisão em cores, Vingadores do Espaço e Ultraman, que anunciaram o gênero Kyodai Hero, em que um protagonista de tamanho normal cresce a proporções maiores para lutar contra monstros igualmente grandes.[4]

ProdutorasEditar

Atualmente, quatro produtoras japonesas se destacam na produção de tokusatsus, apesar de existirem outras que também produzem o gênero, porém em número limitado. A supremacia da Toei é notável em relação a empresas menores, como a Toho ou a Takara, em razão de sua riqueza de subsídios e quantidade de patrocinadores, o que traz mais aprimoramentos aos projetos das séries.

  • Toei Company: Maior produtora de televisão do Japão, é responsável por mais de 70% da produção de tokusatsus e criadora das franquias Kamen Rider, Super Sentai e Metal Hero.
  • Tsuburaya: Criada por Eiji Tsuburaya (considerado um mago da televisão no país), produz a franquia Ultraman, considerado o segundo super-herói mais popular do Japão. Também já produziu outras séries como Denkou Choujin Gridman.
  • Toho: Responsável pelos filmes do Godzilla, pelas séries Cybercops, Guyferd e pela trilogia Chouseishin (Gransazer, Justiriser e Sazer-X).
  • P. Productions: Foi responsável por séries como Vingadores do Espaço, Spectreman, Kaiketsu Lion Maru, Fuun Lion Maru, Tiger Seven e Denjin Zaborger. Atualmente a produtora está extinta.
  • Senkousha & Nihon Gendai Kikaku produziu as séries Príncipe Planeta, Esper, Silver Kamen, Iron King e Super Robô Red Baron . Atualmente a produtora está extinta .
  • Takara: Inicialmente uma produtora de brinquedos e outras variedades (concorrendo diretamente com a Bandai), hoje possui um núcleo que produz tokusatsu em parceria com outras empreendedoras, sendo responsável pela série Madan Senki Ryukendo e pela franquia Tomica Hero Series (Tomica Hero Rescue Force e sua continuação, Tomica Hero Rescue Fire).
  • Tohokushinsha Film É dona da franquia de tokusatsu adulta conhecida como Garo A série veio para o Brasil via Sato Company em 2015 para ser exibida na plataforma de estreaming Netflix.

Franquias e produçõesEditar

As muitas produções da série tokusatsu têm temas gerais comuns em diferentes grupos ou franquias. Algumas delas, não existem oficialmente. Porém, são assim classificadas por fãs, afim de facilitar o entendimento dos mesmos.

Kamen RiderEditar

 Ver artigo principal: Kamen Rider (franquia)

Produzido pela Toei Company em parceria com a Ishimori Productions e criado por Shotaro Ishinomori em 1969, o Kamen Rider foi um personagem de enorme sucesso em mangá. Adaptado para a televisão em 1971, teve diversas versões noutras séries e gerou uma franquia própria.

Ficou fora da televisão por 11 anos, porém, após a morte de seu criador, retornou ao novo milênio reformulado e com diversas inovações em relação à premissa original.

Os Kamen Riders têm por característica serem super-heróis com uma roupa (atualmente, eles usam armaduras) de gafanhoto e possuírem uma moto. No mangá de Ishinomori, o Kamen Rider era um guerreiro solitário, frio e amargurado, pois foi transformado em um monstro contra a sua vontade e é rejeitado pela sociedade que protege. Porém, esse conceito foi abandonado na série de televisão a fim de que as crianças se identificassem mais com o herói. Os primeiros Riders (Kamen Rider, Kamen Rider Super-1 e Kamen Rider ZX) eram jovens transformados em ciborgues (kaizo ningen, no original ou "humanos remodelados"). Em Black, Black RX, Shin, ZO e J, os heróis eram mutantes transformados organicamente em decorrência de alguma experiência em seus corpos. Já os Riders atuais (de Kuuga até então) vestem armaduras baseadas não só em gafanhotos, mas em diferentes espécies de insetos e outros animais.

No Brasil, as únicas séries exibidas foram Kamen Rider: O Cavaleiro Dragão, Kamen Rider Black e a continuação de Black, Kamen Rider Black RX.

Sentai/Super SentaiEditar

 Ver artigo principal: Super Sentai

Produzida pela Toei Company, foi criada por Shotaro Ishinomori em 1975 e dura até os dias atuais. São séries nas quais equipes de três a cinco guerreiros, cada um vestindo um uniforme de cor diferente, defendem a Terra das forças do mal. Até 1979, a franquia se chamava apenas "Sentai", mas após as duas primeiras séries (Himitsu Sentai Goranger e JAKQ), as demais equipes passaram a dispor de veículos mecânicos que se transformam em um robô gigante (mecha), passando a denominar-se Super Sentai. O gênero passou por diversas reformulações ao longo de três décadas, porém mantendo sua premissa básica. A franquia norte-americana Power Rangers usa estas séries como base, chegando a usar o mesmo figurino, monstros, veículos e até mesmo algumas cenas de ação originais.

No Brasil, as séries a terem sido exibidas são Goggle V, Changeman, Flashman e Maskman.

Metal HeroEditar

 Ver artigo principal: Metal Hero

Produzido pela Toei Company. A premissa básica era um jovem que usava uma armadura metálica de última geração para combater uma organização maligna que ameaçasse a paz na Terra. Considerada uma grande inovação do Tokusatsu à época de sua criação, o gênero sofreu grandes e variadas modificações no decorrer dos anos, sofrendo um severo desgaste que culminou com o seu fim em 1997, após a exibição da última série, B-Fighter Kabuto. Embora tenham sido produzidas outras séries após esse período (como as infantis Robotack e Kabutack), elas não são incluídas como pertencentes à franquia na contagem oficial.

O género teve início com a era dos Policiais do Espaço (宇宙刑事, Uchū Keiji?), trilogia formada pelas séries Gyaban, Sharivan e Shaider. Posteriormente, foram produzidas mais duas séries com a mesma premissa, porém a parte da "família" dos Policiais do Espaço: Jaspion, o primeiro grande sucesso tokusatsu no Brasil na década de 80, e Spielvan.

Devido a um certo desgaste, as séries seguintes adotaram enredos distintos, abandonando as temáticas espaciais. Em Metalder, um androide é reativado por seu criador muitos anos após o término da Segunda Guerra Mundial para combater um imperador mutante milionário. Em Jiraiya, um aprendiz de ninja ganha uma armadura e uma poderosa espada ninja, sendo a maior esperança de manter a paz desafiando os ninjas mais poderosos do planeta e enfrentando uma família de ninjas malignos. Em Jiban, um policial morre no cumprimento do dever e é transformado em um ciborgue para que sua vida fosse salva, passando a combater uma organização de monstros biotecnológicos.

Veio então a segunda trilogia dentro do gênero, os Rescue Heroes, composta das séries Winspector, Solbrain e Exceedraft. No Japão, ainda foram produzidas Janperson, Blue Swat, Juukou B-Fighter e B-Fighter Kabuto.

Com a derrocada do gênero e as constantes reformulações, a Toei decidiu por encerrar a produção do gênero após B-Fighter Kabuto, mantendo apenas a produção de Super Sentais e posteriormente, Kamen Riders. Ainda assim, há fãs que afirmam que muitas características dos Metal Heroes foram incorporadas aos Kamen Riders da era Heisei.

No Brasil, foi o gênero que teve mais séries exibidas, desde Gyaban até Solbrain: Gyaban, Sharivan, Shaider, Jaspion, Spielvan, Metalder, Jiraiya, Jiban, Winspector e Solbrain.

UltramanEditar

 Ver artigo principal: Ultraman

Produzido pela Tsuburaya Productions. Conta a história de uma família de guerreiros que vieram da Nebulosa M-78 e procuram um hospedeiro humano na Terra para poder combater os monstros alienígenas que querem invadir o planeta. Os guerreiros Ultra e seus inimigos possuem tamanho gigante. No entanto, nem todas as séries do gênero possuem seres Ultra, como a pioneira Ultra Q (1966) e seu remake Ultra Q - Dark Fantasy (2004).

No Brasil, foram exibidas Ultra Q, Ultraman, Ultraseven, Ultraman Jack e Ultraman Tiga. A partir de 2011, Ultraman voltou a ser investido no Brasil, a empresa Focus Filmes lançou filmes inéditos de Ultraman para DVD e Blu-ray, são eles Ultraman Tiga e Ultraman Dyna: os Guerreiros da Estrela da Luz (1998), Ultraman Gaia & Ultraman Dyna & Ultraman Tiga: A Batalha do Hiperespaço (1999), Ultraman Tiga: A Odisséia Final (2000) já lançado no Brasil em 2007, Ultraman The Next (2004) já lançado no Brasil em 2006, Ultraman Mebius & Irmãos Ultra: Yapool Ataca! (2006), Ultraman Mebius & Irmãos Ultra: A Grande Batalha Decisiva (2008) e Mega Batalha na Galáxia Ultra (2009). Em abril de 2012 a Focus Filmes anunciou que adquiriu os direitos de Ultraman Zero & Irmãos Ultra: A Vingança de Ultraman Belial, exibido em 2010 nos cinemas japoneses.[5][6]

Henshin HeroEditar

Essa denominação não é oficial. Uma vez que "Henshin" (変身?) significa "transformação" em japonês, sendo assim, praticamente todos os heróis de tokusatsu (salvo raríssimas exceções) fariam parte por sofrem algum tipo de transformação. A classificação é usada para qualquer série que não se encaixa nos demais gêneros ou não faz parte de nenhuma franquia. Possui sub-géneros, como os "Other Heroes", "Super Heroines", "Classic Heroes" e vários outros.

No Brasil, foram exibidas as séries National Kid (Toei Company), Kousoku Esper (Senkousha Productions), Kaiketsu Lion-Maru (P-Productions), Lion Man (P-Productions), Machineman (Toei Company), Bicrossers (Toei Company), Cybercops (Tōhō), Patrine (Toei Company) e Ryukendo (Takara).

Kyodai HeroEditar

Outra denominação não oficial. É qualquer série em que apareçam heróis gigantes não pertencentes à família Ultra. A primeira série de um herói gigante foi Vingadores do Espaço (Magma Taishi, no original). Duas semanas depois, estreou Ultraman. O género teve um boom avassalador no começo da década de 70,quando estreou Spectreman (Uchu Enjin Gori,no original ) e dois meses depois estrearia uma nova série da Família Ultra O Regresso de Ultraman essas duas séries deram um novo início a uma nova criação de muitos outros heróis como Redman, Thunder Mask, Silver Kamen Giant, Mirrorman, Megaloman e muitos outros, mas acabou entrando em declínio nos primeiros anos da década de 80, o que acabou por sepultar sua produção.

No Brasil, as séries exibidas foram Vingadores do Espaço (Magma Taishi ou Ambassador Magma), Robô Gigante , Príncipe Dinossauro, Spectreman e Ultra Q (Tsuburaya).

Tokusatsu no BrasilEditar

O tokusatsu chegou ao Brasil em 1964, com a exibição de National Kid pela TV Rio[7] e pela TV Record,[8] logo em seguida, foi exibida pela Tv Globo[9] A série foi um sucesso de público (ao contrário de seu país de origem, em que foi um fracasso): porém, com a ditadura militar vigente na época, a série foi retirada do ar pela censura federal em 1970. Ainda na década de 1960, outras séries tokusatsu chegaram ao Brasil como Vingadores do Espaço, Ultra Q e Ultraman na TV Bandeirantesa Q]] ( TV Bandeirantes ), Ultraman (TV Bandeirantes ), Príncipe Dinossauro (TV Bandeirantes ) e depois exibido na TV Record no começo da década seguinte.

Na década seguinte, Esper chega à TV Gazeta e Ultraman passa a ser exibido pela Rede Tupi junto com outras duas séries da mesma franquia, Ultraseven e O Regresso de Ultraman, onde fizeram sucesso. Além deles, séries como Vingadores do Espaço e Robô Gigante também foram exibidas pela Tupi.

Nos anos 1980, Spectreman chega à TV Record e depois passa a ser exibido pela TVS (atual SBT). No final da década, Jaspion e Changeman chegam ao Brasil, através um investimento arriscado do empresário Toshihiko Egashira em parceria com a Rede Manchete. Ao contrário do que se pensava, as séries obtiveram um enorme sucesso. Assim, o gênero tokusatsu atinge o seu auge de popularidade, gerando uma explosão do gênero de super-heróis japoneses no Brasil, abrindo as portas do mercado para a vinda de novas séries e a venda de brinquedos e produtos licenciados. A popularidade dos super-heróis japoneses continuou até por volta de 1995, quando o gênero tornou-se cada vez menos explorado até desaparecer das principais redes de TV brasileiras quase que por completo no início dos anos 2000.

Em 1993, a Sato Company lançou a série National Kid em VHS.[10][11]

Na primeira metade da década de 2000, a série Kamen Rider Kuuga chegou a ser adquirida pela empresa DaLicença (a mesma licenciadora que trouxe animes como Dragon Ball Z, Card Captor Sakura e outros), mas não houve interesse das redes de televisão em exibi-la. Além disso, há rumores de que cinco séries (Bioman, Liveman, Turboranger , Exceedraft e Robô Investigador Janperson) foram adquiridas por empresas brasileiras ainda na década de 90, mas não chegaram a ser exibidas.

Segundo Egashira, antigo dono da Everest Vídeo (e posteriormente Tikara Filmes), o sucesso do gênero tokusatsu fez com que muitas empresas, tais como a Oro Filmes, a falida Top Tape e a extinta Globo Vídeo, também se interessassem pelo filão, o que acabou saturando o mercado e o público-alvo com o passar do tempo. Além disso, um fator apontado como causa para o desgaste do gênero no país foi a massiva exploração comercial sobre esse tipo de seriado a partir dos anos 90, o que, a longo prazo, acabou "dissipando" o interesse no gênero, não mais considerado como algo "inovador" e, dessa forma, perdendo seu potencial econômico.

Algo digno de nota, ainda, é a "concorrência" com a franquia nipo-americana Power Rangers, criada por Haim Saban e que utiliza as cenas de ação das séries originais e as adapta para o público norte-americano. Sendo a franquia norte-americana, seus custos de aquisição, licenciamento comercial, tradução e dublagem se mostram muito mais baratos do que os das séries originais, de maneira que o investimento na adaptação — em detrimento da série original — seria economicamente mais seguro e lucrativo.

Em 2000, a Rede Record exibiu a série Ultraman Tiga[12][13] Em 2006, o filme Ultraman The Next foi lançado oficialmente no Brasil em DVD pela Impact Records. Em 2007, foi lançado o longa-metragem Ultraman Tiga - A Odisseia Final, pela mesma empresa. No dia 13 de setembro de 2008, o canal Cinemax exibiu o filme "Ultraman Mebius & Ultraman Brothers".

Em outubro de 2008, foi confirmada a aquisição da série Madan Senki Ryukendo pela RedeTV!. A série estreou em 13 de abril de 2009, no horário das 19:00. Apesar de muitos fãs terem criticado a dublagem (tirada da dublagem em espanhol), a série completou sua exibição até o final.

Em 2009, a empresa Focus Filmes, anunciou a compra dos direitos e o lançamento de três séries do gênero em DVD: Jaspion, Changeman e Jiraiya, todas exibidas pela Rede Manchete nas décadas de 80 e 90. As três séries foram lançadas em boxes no mesmo ano. Posteriormente, a empresa lançou a série Jiban, também clássico da Rede Manchete, completa em dois boxes. Em 2012 o canal de tv paga TCM reprisa uns filmes clássicos de tokusatsu, no canal passou Godzilla, Rodan, Mothra, The H-Man, The Manster e The Green Slime passaram no canal.

Entre 2014 e 2015, o serviço de streaming Crunchyroll exibe as séries Ultraman Leo, Ultraman 80, Ultraman Mebius, Ultraman Max e a recente Ultraman X, além disso, filmes da franquia foram distribuídos pela Focus Filmes e exibidos no canais da rede HBO.[13]

Em Maio de 2015, foi anunciado que a Sato Company teria assinado com o serviço de streaming Netflix para exibir as séries Jaspion, Changeman, Flashman, Jiban, Jiraiya, National Kid, Black Kamen Rider e a inédita Garo.[14]

Em Julho do mesmo ano, a Editora JBC anunciou o mangá Ultraman, roteirizado por Eiichi Shimizu e ilustrado por Tomohiro Shimoguchi, publicado desde 2012 na revista Monthly Hero’s da editora Shogakukan, o mangá conta a história de um novo Ultraman, Shinjiro Hayata, filho de Shin Hayata, o Ultraman original.[13] Entre setembro e novembro do mesmo ano, os cinemas do Grupo PlayArte exibem o "Festival Tokusatsu", uma parceria entre Grupo PlayArte, Sato Company e Focus Filmes, sendo exibidos as séries Jaspion, Jiraiya, Flashman, Jiban, e filmes das franquias Ultraman: Ultraman Mebius & 6 Irmãos Ultra – Yapool Ataca!, Ultraman Mebius & 8 Irmãos Ultra - A Grande Batalha Decisiva e Ultraman - O Filme: Mega Batalha na Galáxia Ultra, e Rurouni Kenshin: Samurai X - Rurouni Kenshin: O Filme, Samurai X - Rurouni Kenshin: O Inferno de Kyoto e Samurai X: O Fim de uma Lenda.[15]

Em julho de 2016, foi anunciado que as séries Jaspion, National Kid e Jiraiya seriam exibidas por um novo serviço de streaming, o Wow!Play,[16] pertencente a Sato Company, em fevereiro de 2017, a distribuidora lança um canal no Youtube que transmite episódios das séries.[17]

Já no dia 19 de Abril de 2018 o serviço de streaming Amazon Prime disponibilizou a inedita serie da franquia Kamen Rider Conhecida como Kamen Rider Amazons, Essa é terceira serie kamen rider da franquia a ser exibida no Brasil. Existe ainda remota possibilidade de outras series ja disponives no amazon prime japones como Ultraman The Prime: Heisei Ultras Combat Chapter, Ultraman Orb: The Origin Saga e Kamen Rider Kabuto ainda serem disponibilizadas no Brasil via Amazon Prime.

Séries exibidasEditar

Tokusatsu exibidos via streamingEditar

Amazon Prime, Netflix e o Crunchyroll disponibilizaram ao longo dos anos alguns tokusatsus para serem exibidos para o Brasil.

Kamen Rider no Drama FeverEditar

O site Drama Fever de streaming de Dorama coreano, japonês e chinês. Adquiriu e licenciou algumas séries da franquia Kamen Rider para serem exibidos na sua plataforma de streaming. Séries até então inéditas no Brasil, mas apesar de serem inéditas não existe previsão para quando as séries estarão disponíveis em território brasileiro via Drama Fever.

Outros tokusatsus no Drama FeverEditar

Tokusatu que quase foram lançados no BrasilEditar

O termo tokufã foi criado para identificar fãs das séries no país.[18]

Histórias em quadrinhosEditar

Embora muitos personagens de tokusatsus tenham surgido ou tido versões em mangá, nenhuma dessas histórias originais haviam sido publicadas no país, o primeiro personagem a ter sua versão em quadrinhos foi Spectreman pela Bloch Editores, com histórias ilustradas por Eduardo Vetillo, a revista não possuía licença da P-Productions e era produzida no estilo dos comics de super-heróis teve 30 edições publicada entre 1982 e 1986.[19] Em 1989, a Editora Brasil-América Limitada, mais conhecida como EBAL[20] lança uma revista com adaptações oficias de tokusatsus da Toei produzida pelo Studio Velpa, começando por Jaspion e Changeman, com roteiros de Ataíde Braz e arte de Roberto Kussumoto,[21] Neide Harue e Edson Kohatsu,[22] em 1990, A Editora Abril lança a revista "O Fantástico Jaspion"[20] com histórias de Jaspion e Changeman também produzidas pelo Studio Velpa, com isso, a EBAL negocia outras séries da Toei, o então inexperiente Alexandre Nagado escreve para EBAL histórias de Goggle V, Machine Man e Sharivan e para Abril de Flashman, Maskman e Changeman,[23] a revista "O Fantástico Jaspion" foi cancelada na edição 12 e deu lugar a Heróis da TV (que anteriormente havia publicado personagens da Hanna-Barbera e da Marvel Comics), a editora ainda publicou Spielvan, Black Kamen Rider, Change Kids, uma versão infantil dos Changeman e Cybercop (única série que não pertence a Toei).[24] Na Abril os heróis da Toei ambientavam o mesmo universo compartilhado, além de Nagado, passaram pela Abril, Marcelo Cassaro e Rodrigo de Góes (roteiros); Aluir Amancio,[25] Marcello Arantes, João Pacheco, Jaime Podavin, Watson Portela,[26] e Arthur Garcia (desenhos).[27]

A EBAL ainda publicaria em 1992, uma única edição da oitava série da revista Super X trazendo histórias do herói Jiban.[28]

Em julho de 2018, a Editora JBC a Sato Company anunciou uma HQ do Jaspion em estilo mangá pelo roteirista Fábio Yabu e o desenhista Michel Borges, mesmos autores de Combo Rangers, uma HQ inspirada nos tokusatsus.[29]

InspiraçõesEditar

Apesar de a cada ano que passa essas séries passam a ser esquecidas por grande parte do público e são desconhecidas entre o recente seu legado permitiu alguns fãs criarem séries nesse estilo. Entre as mais conhecidas está a série independente Insector Sun[30] criada por Christiano Lee baseada num quadrinho criado por ele mesmo, tendo sua série divulgada na internet e inclusive exibida na televisão. Outra bastante conhecida está os Mega Powers!, série criada pela empresa Intervalo Produções, mesma desenvolvedora do projeto de anime Dogmons! que foi inclusive vendida por meio de DVDs pela Vídeo Brinquedo, porém só durou uma única temporada de três episódios. As séries também inspiraram histórias em quadrinhos, são elas: Ultraboy de Franco de Rosa,[31] de Blue Fighter de Alexandre Nagado,[23] webcomics Combo Rangers de Fabio Yabu, que depois ganhou versões impressas pelas editoras JBC e Panini.[32]

Referências

  1. Millennial Monsters: Japanese Toys and the Global Imagination, pp. 47–8. ISBN 0-520-24565-2
  2. Meet Godzilla. ISBN 1-4042-0269-2
  3. Japan Pop!: Inside the World of Japanese Popular Culture, p. 262 ISBN 0-7656-0560-0
  4. Porter, Hal. The Actors: an image of the new Japan, pg. 168 ISBN 0-207-95014-8
  5. «Focus Filmes lança dois primeiros longas de Ultraman». Focus Filmes. 20 de julho de 2011. Consultado em 18 de maio de 2012. 
  6. Kurosaki, Eric (9 de abril de 2012). «Focus Lançará Ultraman Zero: O Filme no Brasil». JBox. Consultado em 18 de maio de 2012. 
  7. Stefano, Marcos (dezembro de 2010). «13: mais que de sorte, esse era o canal líder de audiência». Associação Brasileira de Imprensa. Jornal da ABI (361) 
  8. National Kid e a Sociedade Japonesa
  9. Carlos Costa sobre release (25 de novembro de 2009). «National Kid: clássico japonês de volta em DVD». HQManiacs 
  10. Cremilda Medina (2001). Viagem ao sol poente. ECA/USP
  11. Roberto Hirao. (20 de dezembro de 2009 )."National Kid" é obra-prima para alguns e lixo para outros. Folha de S.Paulo
  12. Alexandre Nagado (22 de julho de 2015). «"Ultraman X" atualiza monstros de borracha das séries de TV japonesas». UOL 
  13. a b c press release (18 de julho de 2015). «Mangá de Ultraman é o novo anúncio da JBC!». Editora JBC 
  14. Marcelo Hessel (25 de maio de 2015). «Netflix deve exibir Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraiya e outras séries japonesas». Omelete 
  15. Festival Tokusatsu da PlayArte
  16. Wow!Play - Serviço de streaming nacional com foco em animes e tokusatsu será lançado esta semana
  17. Distribuidora lança canal no YouTube com íntegras de clássicos japoneses
  18. «Muito prazer, sou Tokufã!». Diário do Nordeste. 12 de fevereiro de 2011 
  19. Fransério Rodrigues (2008). «Os quadrinhos de Spectreman». Editora Europa. Revista Mundo dos Super-Heróis (12) 
  20. a b «Jaspion 30 anos | A HQ nacional esquecida do herói que marcou época nos anos 90». Omelete. 22 de fevereiro de 2018 
  21. Franco de Rosa "A Fúria do Mangá" (Novembro de 2013), Anime >Do #123, Editora Escala
  22. «Convidados». Gibicon 
  23. a b Nagado, Alexandre. Almanaque do Centenário da Imigração Japonesa Editora Escala - Minha Ligação Com o Lado Pop do Japão(2008)
  24. Giuliano “Juba” Peccilli (29 de novembro de 2006). «Os mangás de tokusatsu no Brasil». UOL 
  25. Carlos Costa (26 de março de 2009). «Entrevista: Aluir Amancio». HQManiacs 
  26. Magico (18 de março de 2004). «O Fantástico Jaspion». site RedeRPG. Consultado em 30 de novembro de 2009. 
  27. Nobu Chine (2011). «Publicações de mangá: Um sucesso de peso». Conhecimento Pratico - Literatura (39): Editora Escala 
  28. Nikki Nixon (2010). «Mistura explosiva». Editora Europa. Mundo dos Super-Heróis (21) 
  29. Jaspion terá mangá nacional publicado pela JBC
  30. http://www.insectorsun.com/
  31. Equipe HQM (27 de junho de 2005). «Entrevista: Roberto Guedes». HQManiacs 
  32. MOLINÉ, Alfons. O grande livro dos mangás. Editora JBC. São Paulo: 2004. p. 67 ISBN 85-87679-17-1

Ligações externasEditar