Tony Bellotto

Antonio Carlos Liberalli Bellotto, mais conhecido como Tony Bellotto, (São Paulo, 30 de junho de 1960) é um músico e escritor brasileiro.[1] É guitarrista e compositor da banda de rock Titãs desde a sua criação, nos anos 1980, sendo um dos três membros remanescentes da banda que já foi um noneto. Foi indicado 4 vezes como "melhor instrumentista" sendo uma delas pelo Prêmio Contigo! MPB FM em 2014 e as demais pelo Prêmio Multishow em 1998 e 1999 sendo vencedor da mesma em 2000. Desde 1989 Tony é casado com a atriz Malu Mader, com quem tem dois filhos, João Mäder Bellotto, nascido em 1995, e Antônio Mäder Bellotto, nascido em 1997. O músico também é pai de Nina, fruto de uma relação anterior. Começou sua carreira tocando na cidade de Assis, onde morava com a família e passou sua infância.[2]

Tony Bellotto
Tony Bellotto em 2009 em um show dos Titãs com Os Paralamas do Sucesso em Recife, Pernambuco, Brasil.
Informação geral
Nome completo Antonio Carlos Liberalli Bellotto
Também conhecido(a) como Tony Bellotto
Nascimento 30 de junho de 1960 (60 anos)
Local de nascimento São Paulo, SP
Brasil
Nacionalidade brasileiro
Gênero(s) Pop rock
Punk rock
Pós-punk
Rock alternativo
Ocupação(ões) Músico
Instrumento(s) guitarra, violão, vocal
Outras ocupações Escritor
Gravadora(s) Universal Music
Afiliação(ões) Titãs

Filho de Heloísa Liberalli Bellotto, conhecida doutora em arquivística[1] e do historiador Manuel Bellotto. Tony também é apresentador do: "Afinando a Lingua" no canal Futura e escritor especializado no gênero policial. Já lançou quatro romances com o investigador Bellini: Bellini e a Esfinge (1995), Bellini e o Demônio (1997), Bellini e os Espíritos (2005) e Bellini e o Labirinto' (2014). Também escreveu BR163: Duas Histórias na Estrada (2001), O Livro do Guitarrista (2001) , Os Insones (2007) No Buraco (2010), (2018), Dom (2020), entre outros. Em 2001, o diretor Roberto Santucci Filho adaptou e filmou o livro de romance policial da autoria de Tony, Bellini e a Esfinge. O longa contou com a participação de Fábio Assunção como o detetive e Malu Mader, interpretando uma prostituta. Ganhou o prêmio do público de melhor filme de longa-metragem de ficção no Festival do Rio BR 2001.[3] Em 2006, o diretor Marcelo Galvão adaptou o segundo livro, Bellini e o Demônio, novamente com a participação de Fábio Assunção. No entanto, o filme só foi exibido em 2009 no Festival do Rio e estreou no circuito brasileiro de cinema em 2011.[4][5] Em agosto de 2014, lançou o quarto livro de sua série Bellini, Bellini e o Labirinto.[2] Em 2015 lançou o livro infantil Família,[6] em parceria com Arnaldo Antunes e ilustrações de Loro Verz. A obra, que reproduz a letra musical, faz parte da coleção Músicas para Ler, da Editora Salamandra.

Tony Belloto manteve até 2012 uma coluna na revista Veja. A partir de junho de 2013, ele começou a escrever no jornal O Globo.[7]

Tony é torcedor do Santos[8] e ateu.[9][10] Tony é um apoiador da legalização de drogas.[11] Foi preso por porte de heroína em novembro de 1985 com o então colega de banda Arnaldo Antunes.[12] Durante uma operação para inibir assaltos a taxistas, a polícia parou o táxi onde Tony viajava e encontrou 30mg da droga com ele. Depois, as forças policiais foram ao apartamento de Arnaldo, onde encontraram mais 128mg. Arnaldo foi autuado como traficante, e Tony apenas como portador. Ele pagou fiança (na época, Cr$ 400 mil) e respondeu em liberdade.[13]

CinemaEditar

 
Tony também é conhecido pelos livros que lançou; aqui, ele é visto na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2013.

Em 1985, atuou no filme Areias Escaldantes, um musical brasileiro.[14]

LiteraturaEditar

Referências

  1. a b Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira (n.d.). «Tony Bellotto». sítio museudatv.com.br. Consultado em 25 de Dezembro de 2012. Arquivado do original em 15 de outubro de 2014 
  2. a b Essinger, Silvio (29 de agosto de 2014). «Tony Bellotto traz de volta Remo Bellini, seu personagem mais famoso». O Globo. Rio de Janeiro: Grupo Globo. Consultado em 9 de outubro de 2014 
  3. «Bellini e a Esfinge». Cinemateca Brasileira. Consultado em 10 de julho de 2013 
  4. «Bellini e o Demônio». Cinemateca Brasileira. Consultado em 10 de julho de 2013. Arquivado do original em 27 de abril de 2016 
  5. «Bellini e o Demônio». Imagem Filmes. Consultado em 10 de julho de 2013 
  6. «Document». www.salamandra.com.br. Consultado em 10 de novembro de 2016 
  7. Lichote, Leonardo (14 de junho de 2013). «Novos colunistas do GLOBO, Adriana Calcanhotto e Tony Bellotto, escreverão aos domingos no Segundo Caderno». O Globo. Rio de Janeiro: Grupo Globo. Consultado em 9 de outubro de 2014 
  8. Bellotto, Tony (1 de agosto de 2011). «Esqueça a tragédia grega». Veja. Consultado em 10 de julho de 2013. Sempre fui santista, eu que sou um típico representante do que se chama "geração Pelé". 
  9. link, Gerar; Facebook; Twitter; Pinterest; E-mail; aplicativos, Outros. «Bellotto assumiu seu ateísmo por causa do fanatismo religioso». Consultado em 19 de setembro de 2019 
  10. Bernardo, André (6 de novembro de 2016). «Preconceito, agressividade e desconfiança: como é ser ateu no Brasil». BBC Brasil. Consultado em 19 de setembro de 2019 
  11. Tonny Bellotto fala sobre Malu Mader, drogas e Titãs
  12. «Branco Mello fala sobre heroína em entrevista à 'Playboy': 'Experimentei'». O Globo. 5 de fevereiro de 2009. Consultado em 30 de janeiro de 2010 
  13. França, Jamari (19 de junho de 1985). «Uma banda sofisticada e brega» (PDF). Jornal do Brasil. Ano XCV - nº 220: 15. Consultado em 29 de janeiro de 2021 
  14. «Areias Escaldantes». Meu Cinema Brasileiro. Consultado em 14 de agosto de 2012 
  15. «Bellotto estreia com um romance policial». Folha de S.Paulo. Grupo Folha. 7 de junho de 1995. Consultado em 28 de março de 2017 

Ligações externasEditar