Torre de Babel (telenovela)

Telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo

Torre de Babel é uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida de 25 de maio de 1998 a 15 de janeiro de 1999, em 203 capítulos, substituindo Por Amor e sendo substituída por Suave Veneno. Foi a 56ª "novela das oito" exibida pela emissora.

Torre de Babel
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 60 minutos
Criador(es) Silvio de Abreu
País de origem Brasil
Idioma original português brasileiro
Produção
Diretor(es) Denise Saraceni
Carlos Manga
Distribuição TV Globo
Roteirista(s) Alcides Nogueira
Bosco Brasil
Elenco
Tema de abertura "Instrumental", Alberto Rosenblit
"Pra Você", Sílvio César[nota 1]
Localização São Paulo
Exibição
Emissora original TV Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 25 de maio de 1998 – 15 de janeiro de 1999
Episódios 203

Escrita por Silvio de Abreu, com colaboração de Alcides Nogueira e Bosco Brasil, com a direção de José Luiz Villamarim, Carlos Araújo e Paulo Silvestrini, e direção geral e núcleo de Denise Saraceni e Carlos Manga.

Contou com as participações de Tony Ramos, Tarcísio Meira, Glória Menezes, Cláudia Raia, Edson Celulari, Juca de Oliveira, Natália do Vale, Maitê Proença e Adriana Esteves.

ProduçãoEditar

 
Salzburgo, um dos cenários iniciais da trama.

Para conceber o "Tropical Towers" – localizado fora da cidade cenográfica de Torre de Babel –, os cenógrafos Mário Monteiro e Keller Veiga se inspiraram no trabalho do pintor holandês Pieter Brueghel, que, no século XVIII, retratou a Torre de Babel descrita na Bíblia. Todo o trabalho foi realizado sem a ajuda de efeitos de computação. Feito basicamente de esquadrias metálicas e vidro, o "Tropical Towers" ocupava uma área de 1.200m2 e levou 41 dias para ser erguido, dos quais 20 foram dedicados à construção de fundações de verdade capazes de sustentar o peso da estrutura. Foram usados 4.600m de vigas metálicas pesando 20 toneladas. Cerca de 200 operários trabalharam na construção, realizada no terreno onde antes havia "Greenville", cidade cenográfica de A Indomada. Dois elevadores panorâmicos foram instalados na fachada, e escadas rolantes davam acesso aos três pavimentos do shopping, onde estavam instaladas as lojas e os escritórios da direção. Foram gastos cerca de R$ 1,1 milhão na construção deste cenário.[4]

A trama contava, ainda, com mais duas cidades cenográficas e 19 cenários internos, entre eles o cortiço onde moravam Sandrinha (Adriana Esteves) e Bina (Cláudia Jimenez). O cenógrafo Keller Veiga relatou que o cenário do ferro-velho de Agenor (Juca de Oliveira) foi concebido para parecer “uma ilha dentro de um ferro-velho”. O quarto da personagem Shirley (Karina Barum), por exemplo, foi montado dentro de um trailer acoplado à sala. Torre de Babel também teve algumas gravações em Itaipava, no estado do Rio de Janeiro, e os interiores do Shopping Iguatemi, em São Paulo, foram usados para cenas que se passavam no Tropical Towers.[5] Antes da estreia, o autor Silvio de Abreu definiu a trama como uma "novela catástrofe".[6]

Problemas e mudançasEditar

A novela sofreu grande rejeição do público durante seu início, devido a alguns temas fortes e pouco explorados, como o uso de drogas, violência doméstica, lesbianismo e atores interpretando personagens com personalidades diferentes do de costume. Mediante essa situação, o autor Silvio de Abreu decidiu fazer algumas mudanças drásticas. A primeira delas foi criar uma explosão, matando todos os personagens que estavam incomodando o público.[7] Silvio mudou a personalidade do personagem José Clementino (Tony Ramos), que conseguiu se redimir, e também destacou a grande vilã da história, Ângela (Cláudia Raia). No fim das contas, o público aprovou as mudanças feitas.[8] Mesmo após as mudanças, houve rumores de que as personagens lésbicas poderiam voltar à trama. Fato este que não ocorreu.[9] Porém Silvia Pfeifer retornou nas semanas finais da trama, interpretando outra personagem.[10]

Em 14 de setembro de 1998, o ator Danton Mello, que interpretava Adriano na novela e que, na época, era também apresentador do Globo Ecologia, sofreu um grave acidente de helicóptero durante uma gravação para esse programa. No acidente, Danton sofreu hemorragia e fraturou costelas, ficando afastado da trama por meses, voltando somente no capítulo de 26 de novembro de 1998.[11]

ExibiçãoEditar

Torre de Babel estreou em Portugal na SIC em 20 de julho de 1998. A exibição da telenovela gerou uma denúncia feita pelo partido político português PSR contra a Globo por ter encurtado a participação de duas personagens lésbicas.[12]

Foi apresentada em 2015 pela Globo Portugal, com 175 capítulos.[13]

Foi exibida na íntegra pelo Canal Viva de 10 de outubro de 2016 a 2 de junho de 2017, substituindo Meu Bem, Meu Mal e sendo substituída por Fera Radical no horário das 14h30.[14][15]

Outras mídiasEditar

Em 3 de agosto de 2020 foi disponibilizada na íntegra no Globoplay, o serviço de streaming da Globo.[16]

EnredoEditar

Primeira faseEditar

Em 1978, o perito em fogos de artifícios, José Clementino (Tony Ramos) trabalha como pedreiro na construção de um prédio, uma das muitas obras realizadas pela construtora do engenheiro, César Toledo (Tarcísio Meira). Durante a festa da cumeeira, quando engenheiros e operários se reúnem para comemorar a colocação da última laje da obra, a mulher de Clementino flerta com vários homens. A certa altura, quando dá pela falta da mulher, o pedreiro sai à sua procura e a encontra em um canto afastado da construção tendo relações com dois homens. Tomado pela fúria, Clementino mata a mulher e um dos homens a golpes de pá. César Toledo ouve os gritos e contém Clementino com a ajuda de um grupo de operários. Chocado com a violência do empregado, o empresário chama a polícia e, mais tarde, depõe contra ele no julgamento. O seu testemunho é decisivo para a condenação de Clementino que, nem tendo possibilidade de ter arranjado advogado a altura, foi condenado por 19 anos.

Segunda faseEditar

Vinte anos se passam desde o assassinato de sua mulher e Clementino (Tony Ramos) deixa a cadeia. O tempo em que esteve exposto à dura realidade do sistema penitenciário fez dele um homem ainda mais amargurado. Embora tente reconstruir sua vida, está obcecado pelo desejo de se vingar de César Toledo (Tarcísio Meira), que considera ter sido o grande responsável pela sua condenação.

César Toledo tornou-se um empresário poderoso. Acaba de construir um pomposo shopping: O "Tropical Tower Shopping". Contudo leva uma vida cheia de angústias. Seu casamento com Marta (Glória Menezes) está em crise e praticamente só se sustenta graças aos esforços dela. A união naufraga de vez quando César reencontra um antigo amor, a advogada Lúcia Prado (Natália do Vale), e os dois começam um romance. A relação com os filhos também não é bem resolvida. O mais velho, Henrique (Edson Celulari), administra os negócios do shopping, mas tem um temperamento bem diferente do pai. Extravagante e vaidoso, transforma a festa de inauguração do "Tropical Tower" em um pomposo evento carnavalesco. Alexandre (Marcos Palmeira) é o filho do meio dos Toledo. Um jovem estudante de Direito que se ressente de ainda depender da ajuda financeira do pai, que faz questão de que ele complete os estudos antes de sair de casa. O filho mais novo, Guilherme (Marcello Antony), é a principal fonte dos tormentos da família. Dependente químico, envolvido com marginais, ele vive fugindo de clínicas de recuperação e tentando extorquir dinheiro dos parentes e amigos para conseguir sustentar o vício. Durante a festa de inauguração do shopping, depois de tentar arranjar dinheiro, sem sucesso, ele invade de motocicleta o saguão principal do edifício e tem de ser contido pelos seguranças.

A família de José Clementino, para junto da qual ele volta quando sai da cadeia, trabalha e vive no ferro-velho do seu pai, Agenor (Juca de Oliveira), um homem violento e cruel que criou duramente e sem carinho seus filhos e netos na base da tortura física e psicológica. Lá, vivem os dois meios-irmãos de Clementino, Gustinho (Oscar Magrini) e Boneca (Ernani Moraes); e Shirley (Karina Barum), sua filha mais nova, uma jovem meiga e graciosa que sofre de um defeito físico na perna. Ela toma conta de Jamanta (Cacá Carvalho), um portador de deficiência mental que vive como agregado da família e trabalha no ferro-velho. Naquele ambiente frio e sem vida, ocorrem alguns dos melhores momentos cômicos da novela, graças às brigas de Gustinho e Boneca – que vivem debochando e implicando um com o outro – e às trapalhadas de Jamanta, um personagem que caiu nas graças do público.

A outra filha de Clementino é Sandrinha (Adriana Esteves). Ao contrário de Shirley, ela não perdoa o pai por ter assassinado sua mãe e alimenta sentimentos negativos em relação a todos os outros membros da família. É uma jovem mau-caráter e ambiciosa que trabalha como garçonete na lanchonete de Edmundo Falcão (Victor Fasano), porém faz qualquer coisa para se dar bem e subir de vida. Por isso, se envolve com Alexandre Toledo. Completamente apaixonado pela moça, ele não percebe que ela está interessada principalmente no seu dinheiro e que o trai sempre que possível.

Na lanchonete de Edmundo Falcão também trabalha a garçonete Bina Colombo (Cláudia Jimenez), uma mulher espontânea e engraçada, mas também ingênua, que alimenta o sonho de se tornar rica. Ela mora com a tia Sarita (Etty Fraser) num apartamento pequeno, mas a vida das duas muda depois que, graças a um golpe do destino, a garçonete se torna dona de uma fortuna. Bina está sempre acompanhada da sua melhor amiga, a dócil cozinheira Luzineide (Eliane Costa), que também trabalha na lanchonete e a quem ela ofusca com sua personalidade exuberante, impedindo que a moça pronuncie sequer uma palavra; é sempre censurada por um "Cala a boca, Luzineide!".

Dando início ao seu plano de vingança, José Clementino consegue um emprego como vigia do "Tropical Tower". Dessa forma, ele pretendia arranjar margem de manobra para poder instalar explosivos no edifício. Seu plano é destruir o grande empreendimento de César Toledo, mas sem ferir inocentes. Os explosivos seriam detonados quando o shopping estivesse vazio. Entretanto, por razões misteriosas, todos os seus planos e artefatos desaparecem do ferro-velho onde Clementino os tinha guardados e são acionados no shopping na noite seguinte mas quando o edifício está ainda lotado. A explosão deixa muitos feridos e mata várias pessoas.

Alguns personagens de destaque na novela morrem na explosão do "Tropical Towers". Guilherme, o jovem problemático que inferniza a vida dos Toledo, é um deles. Outras duas vítimas são a estilista Rafaela (Christiane Torloni) e a ex-modelo Leila Sampaio (Sílvia Pfeifer). As duas são sócias de uma boutique de moda e têm um relacionamento amoroso.

A executiva Ângela (Cláudia Raia), braço-direito dos Toledo na administração do shopping, nutre uma paixão platônica por Henrique Toledo, seu melhor amigo e colega de trabalho. Henrique, no entanto, é casado com a fútil Vilma (Isadora Ribeiro), além de ser um mulherengo incorrigível que coleciona conquistas românticas, e não desconfia dos sentimentos da amiga. Aos poucos, a paixão de Ângela vai se tornando cada vez mais doentia mas a gota d'água foi quando ela descobre que Henrique se apaixona pela ex-prostituta Celeste (Letícia Sabatella). Não se conformando definitivamente com tal situação, Ângela faz de tudo e não olha a meios para conseguir o que quer. Ela acaba por desenvolver progressivamente uma personalidade tipicamente psicopata com o avançar da trama, comete assassinatos a sangue frio. Na reta final da trama, ela é desmascarada, pega pela polícia e acaba amargurando vários dias na cadeia. Seu final é trágico: Dias após uma elaborada fuga da prisão, ela se joga do último andar "Maksoud Plaza Hotel" (onde estava escondida no momento) ao ser de novo encurralada pela polícia.

Quando o romance entre Lúcia Prado e César Toledo chega ao fim, a advogada se envolve com Alexandre. No final da novela, já tendo acordado para o verdadeiro caráter de Sandrinha, o filho de César Toledo decide ficar em definitivo com o ex-amor do pai. César Toledo e Marta acabam se reconciliando.

Sob o nome artístico de Johnny Percebe, Gustinho faz sucesso como cantor romântico com participações nos programas Domingão do Faustão e Planeta Xuxa. Na verdade, Boneca é quem tem talento para cantar, mas acha que é feio demais para se apresentar ao público. Ele, então, empresta sua voz ao irmão, embora se sinta frustrado por não poder aproveitar a fama. A farsa chega ao fim depois de uma apresentação no "Planeta Xuxa". A apresentadora Xuxa descobre que Boneca é o verdadeiro cantor e o leva dos bastidores para o palco. Gustinho, por sua vez, descobre seu verdadeiro talento ao ganhar uma chance no time de várzea do seu bairro, tornando-se um jogador de futebol profissional muito bem-sucedido.[17]

No decorrer da novela, Bina Colombo se dividiu entre Edmundo Falcão, Gustinho e Boneca. Ela se casa com o dono da lanchonete, mas os quatro personagens terminam juntos, formando um quadrado amoroso. No último capítulo Luzineide revela que foi Sandrinha que roubou os explosivo de José Clementino e explodiu o Shopping "Tropical Tower".

ElencoEditar

Ator[18][19] Personagem[18][19]
Tony Ramos José Clementino da Silva
Tarcísio Meira César Toledo
Glória Menezes Marta Leme Toledo
Maitê Proença Clara Simões
Adriana Esteves Sandra da Silva Toledo (Sandrinha)
Cláudia Raia Ângela Vidal
Edson Celulari Henrique Leme Toledo
Letícia Sabatella Celeste
Marcos Palmeira Alexandre Leme Toledo
Natália do Vale Lúcia Prado
Stênio Garcia Bruno Maia
Christiane Torloni Rafaela Katz
Sílvia Pfeifer Leila Sampaio
Leda Sampaio
Marcello Antony Guilherme Leme Toledo
Isadora Ribeiro Vilma Navarro Leme Toledo
Karina Barum Shirley da Silva
Danton Mello Adriano de Almeida Paes
Cláudia Jimenez Balbina Colombo (Bina)
Victor Fasano Edmundo Falcão
Oscar Magrini Augusto da Silva (Gustinho) / Jhonny Percebe
Ernani Moraes Ariclenes da Silva (Boneca)
Juca de Oliveira Agenor da Silva
Cacá Carvalho Ariovaldo Falcão (Jamanta)
Cleyde Yáconis Deolinda Fernandes Falcão
Carlos Gregório Paulo de Almeida Paes
Eliane Costa Luzineide
Etty Fraser Sarita Teixeira
Vanda Lacerda Eglantine Colombo
Berta Loran Madame Sara Bentes
Cleyde Blota Josefa Navarro
Manitou Felipe Pacheco
Liana Duval Luísa Vidal
Felipe Rocha Dino
Maria Sílvia Dirce
Irving São Paulo Gilberto Lobo
Carlos Kroeber Navarro
Roberto Lopes Delegado Jorge Machado
Duda Mamberti Carlito
Carvalhinho Cláudio
Ada Chaseliov Eliane Mauad
Josie Antello Marieta
Cleyde Blota Josefa
Andréa Cavalcanti Odete
Caio Graco Henrique Navarro Leme Toledo Júnior
Sthefani Neves Tiffany Navarro Leme Toledo
Felipe Latgé Guilherme Leme Toledo Filho (Guiminha)

Participações especiaisEditar

Ator[18][19] Personagem[18][19]
Maria Lúcia Dahl Cecília da Silva
Ênio Santos Paixão
Fábio Junqueira Edgar
Alejandro Sanz Ele mesmo
Alexandre Borges Ronaldo Mendes
André Segatti Batata
Betina Viany Lina
Beto Simas Guga Gouveia
Carlos Eduardo Dolabella Fernando Pagão
Célia Biar Terezinha Romano
Celso Frateschi Inspetor Armando
Chico Expedito Claudionor
Dary Reis Jaime Pacheco
Delano Avelar Daniel Ortega
Douglas Simon Rodrigo
Eliane Giardini Wandona
Fausto Silva Ele mesmo
Flávio Migliaccio Caju
Francisco Carvalho Assunção
Giulio Lopes manobrista
Jorge Cherques Jota
Jorge Fernando Ele mesmo
José Augusto Branco médico
Jurandir de Oliveira Edimilson
Leonardo Franco Noronha
Leonardo Miranda Waldir
Luíza Brunet Valentina Gusmão
Malu Valle Dayse
Marilene Saad Melanie
Mário Lago Padre João Luiz
Milhem Cortaz Homem que Ângela mata no presídio
Nair Bello Carlotinha Bimbatti
Neusa Maria Faro Leda, presidiária que ameaça Ângela
Norma Geraldy Avó de Adriano
Patrícia Gordo Esposa de José Clementino
Paul Singer Ele mesmo
Pedro Paulo Rangel Josué, patrão de Sandrinha
Renato Master Juiz
Roberto Lobo Navarrinho
Roberto Lopes Delegado que investiga a explosão do shopping
Ronaldo Reis Aquino
Suely Franco Mãe preconceituosa de uma das empregadas da Leila e Rafaela
Vanessa Fadul Vera
Orã Figueiredo Segurança do Tropical Tower
Viviane Victorette Débora
William Vorhees Pretão
Xuxa Meneghel Ela mesma

Trilha sonoraEditar

Torre de BabelEditar

Torre de Babel
Cláudia Raia como Ângela Vidal
Trilha sonora
Lançamento 1998
Gênero(s)
Duração 57:31
Idioma(s)
Formato(s)
Gravadora(s) Som Livre
Produção Alberto Rosenblit
Cronologia de Torre de Babel
 
Torre de Babel - Internacional
(1998)
 

Lista de faixasEditar

N.º TítuloCompositor(es)Artista(s) Duração
1. "Te Amo"  
José Augusto 3:05
2. "Loca" ("Crazy")Simone 4:20
3. "Felicidade, Que Saudade de Você"  Zezé Di Camargo & Luciano 4:41
4. "Eternamente"  
  • Tunai
  • Liliane
  • Sérgio Natureza
Fafá de Belém 3:09
5. "SNS (Só No Sapatinho)"  
Grupo Só No Sapatinho 3:10
6. "Quase Fui Lhe Procurar"  Getúlio CôrtesLuiz Melodia 4:13
7. "Muito Mais"  Roupa Nova 4:24
8. "Vambora"  Adriana CalcanhotoAdriana Calcanhoto 4:18
9. "Onde Foi Que Eu Errei"  
  • Cacá Morais
  • Alexandre Lucas
  • Júlio Borges
Fat Family 4:25
10. "Toda Vez"  Zélia Duncan 3:49
11. "Telefone"  Nara Leão 3:09
12. "Urubu Malandro" (ao vivo) (instrumental))Paulo Moura e Os Batutas 6:15
13. "Moda de Sangue"  
Elis Regina 3:49
14. "Abertura" (instrumental) / "Pra Você"  Alberto Rosenblit / Silvio CésarAlberto Rosenblit / Gal Costa 4:44
Duração total:
57:31

Torre de Babel - InternacionalEditar

Torre de Babel Internacional
Trilha sonora de Vários Artistas
Lançamento 1998
Gênero(s)
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Edson Celulari

N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Immortality"  Celine DionCésar e Marta 4:09
2. "All My Life"  K-Ci & JoJoEdmundo 4:42
3. "You Were There"  Eric ClaptonÂngela 5:28
4. "High"  Lighthouse FamilyClementino e Clara 5:06
5. "Con Te Partirò"  Andrea BocelliLúcia e Alexandre 4:08
6. "Adia"  Sarah McLachlanGeral 4:00
7. "Lady"  Lionel RichieCeleste e Henrique 4:24
8. "The Air That I Breathe"  Simply RedGeral 4:18
9. "Be Alone No More"  Another LevelGeral 3:53
10. "Zoot Suit Riot"  Cherry Poppin' DaddiesBina 3:51
11. "Por Arriba, Por Abajo"  Ricky MartinDino 3:04
12. "I Want You To Want Me"  D-SoulGeral 3:28
13. "Ho Fatto Un Sogno"  Antonello VendittiSandrinha 3:52
14. "The One I Gave My Heart To"  Mya HillGeral 3:48
15. "Corazón Partío"  Alejandro SanzShirley 4:32
16. "Habla Me Luna"  All JamGeral 3:50

AudiênciaEditar

Em sua estreia, Torre de Babel não atingiu o resultado esperado em audiência. Segundo o diretor de núcleo Carlos Manga, em seu primeiro capítulo, a novela deveria conquistar participação de no mínimo 60% da audiência no horário, mas acabou registrando 57% dos aparelhos ligados, anotando uma média de 41 pontos em seus primeiros 30 minutos de exibição,[20] e média de 42 pontos em sua total duração.[21] Após três capítulos marcando índices superiores a 40 pontos, a audiência caiu para apenas 35, obtendo uma média de 39 pontos na primeira semana.[21][22] Em sua terceira semana de exibição, os índices de Torre de Babel retornaram para a casa dos 40 pontos. Com a explosão do shopping Tropical Towers, exibido nos capítulos de 15 e 16 de julho de 1998, a novela registrou 50 pontos.[21] Depois das mudanças no enredo, a trama alcançou níveis altos de audiência, inclusive se cogitou esticá-la até fevereiro.[23] No último capítulo, a trama alcançou 61 pontos e picos de 66; neste capítulo foram exibidos os principais desfechos dos personagens e a revelação de quem explodiu o shopping.[24] No final, a novela conquistou uma média geral de 44 pontos.[25]

PrêmiosEditar

Prêmio Extra de Televisão

  • Melhor novela

Prêmio APCA

Troféu Imprensa

Melhores do Ano - Domingão do Faustão

Notas e referências

Notas

  1. O tema de abertura foi alterado posteriormente para suavizar a trama.[3]

Referências

  1. Memória Globo. «Trama policial ambientada em São Paulo enfocava a violência e a estratificação social». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 31 de dezembro de 2016 
  2. Viva Para Imprensa. «Outubro é o mês das novelas no Viva». vivaparaimprensa.com.br. Consultado em 31 de dezembro de 2016 
  3. Redação (4 de junho de 2013). «Relembre aberturas de novela que foram modificadas após críticas do público». NSC Total. Consultado em 10 de novembro de 2022 
  4. «Globo investe para alcançar os 50 pontos com "Torre de Babel"». Folha de S.Paulo. 19 de maio de 1998. Consultado em 19 de julho de 2017 
  5. «Torre de Babel - Cenografia e arte». Memória Globo. Consultado em 2 de abril de 2016 
  6. «Globo prepara 'novela-catástrofe'». Folha de S.Paulo. 8 de março de 1998. Consultado em 19 de julho de 2017 
  7. «Explosão conservadora». Folha de S.Paulo. 12 de julho de 1998. Consultado em 2 de abril de 2016 
  8. Nilson Xavier (27 de maio de 2015). «Público aprovou alterações em "Torre de Babel", inicialmente rejeitada». UOL. Consultado em 2 de abril de 2016 
  9. «Lésbicas devem voltar à 'Torre'». Folha de S.Paulo. 11 de outubro de 1998. Consultado em 2 de abril de 2016 
  10. «Silvia Pfeifer volta a gravar "Torre" em 10 dias». Folha de S.Paulo. 27 de novembro de 1998. Consultado em 26 de agosto de 2017 
  11. «Danton Mello passa por intervenção cirúrgica». Folha Online. 15 de setembro de 1998. Consultado em 2 de abril de 2016 
  12. «Cronologia 1995-1999» (PDF). Arquivado do original (PDF) em 14 de abril de 2017 
  13. «Torre de Babel». Globo Internacional. Consultado em 17 de abril de 2016 
  14. «"Torre de Babel" substitui "Meu Bem, Meu Mal" no VIVA». canalviva.globo.com. Consultado em 5 de julho de 2016 
  15. «Fera Radical estreia no dia 05 de junho». canalviva.globo.com. Consultado em 23 de maio de 2017 
  16. «'Torre de Babel' chega ao Globoplay com vingança e vilã querida». G1. Consultado em 21 de agosto de 2020 
  17. «Torre de Babel (Bastidores)». mundonovelas.com.br. Consultado em 3 de junho de 2017 
  18. a b c d «Ficha Técnica». Memória Globo. Consultado em 24 de agosto de 2015 
  19. a b c d «Torre de Babel - Elenco». Teledramaturgia. Consultado em 24 de agosto de 2015 
  20. «'Torre' é chanchada violenta». Folha de S.Paulo. 26 de maio de 1998. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  21. a b c José Eraldo da Silva (2 de agosto de 2020). «Público rejeitou violência e lésbicas de Torre de Babel; trama estreia no Globoplay». Folha de BH. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  22. Rui Dantas (31 de janeiro de 1999). «'Suave' sofre queda histórica». Folha de S.Paulo. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  23. Cristina Padiglione (12 de novembro de 1998). «Ibope de "Torre" pode espichar a novela». Folha de S.Paulo. Consultado em 2 de abril de 2016 
  24. Cristina Padiglione (19 de janeiro de 1999). «Desfecho de "Torre de Babel" rende 61 pontos de média no Ibope». Folha de S.Paulo. Consultado em 2 de abril de 2016 
  25. Fábio Costa (1 de agosto de 2020). «Relembre a história e os personagens de Torre de Babel, estreia do Globoplay desta quinzena». Observatório da TV. Consultado em 3 de agosto de 2020 

Ligações externasEditar