Circuito da Gávea

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O Circuito da Gávea, também conhecido como "Trampolim do Diabo", foi um circuito de rua que abrigou o Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro.

Circuito da Gávea
Trampolim do Diabo
Circuito da Gávea
Mapa do circuito
Informação geral
Localização Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Fuso horário UTC−3
Coordenadas 22° 58' 33.17" S 43° 13' 42.13" O
Abertura 1932
Fechamento 1954
Eventos principais Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro
GP Internacional
(1933–1938, 1941, 1947–1949, 1952, 1954)
GP Nacional
(1938–1940)
Circuito de rua
Comprimento do circuito 11,160 km (6,935 mi)
Volta mais rápida 7:03 (Chico Landi, 1952)

No Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro de 1948, Chico Landi registrou a volta mais rápida da história do circuito, com 7min03s.[1]

O Circuito editar

Organizado pelo Automóvel Clube do Brasil, o circuito possuía um traçado de rua com mais de 11 quilômetros que contornava o Morro Dois Irmãos. A largada era na Rua Marquês de São Vicente, quase em frente a então sede antiga do A.C.B. O trajeto seguia pelas avenidas Bartolomeu Mitre, Visconde de Albuquerque, Niemeyer e Estrada da Gávea, onde atualmente é o bairro da Rocinha.

Com mais de 100 curvas e diferentes tipos de piso (asfalto, cimento, paralelepípedo e areia), o traçado era um verdadeiro desafio à perícia e ao arrojo dos pilotos. O local de largada, em que os carros cruzavam os escorregadios trilhos de bonde, aumentavam o nível de periculosidade. Tudo isso junto rendeu o apelido de “Trampolim do Diabo” ao Circuito da Gávea.

A dificuldade do circuito, que exigia grande perícia dos pilotos, aliados à beleza da paisagem, contribuíam para sua fama. A subida pelo atual Parque da Cidade, com curvas de grande periculosidade, aliadas ao traçado da Avenida Niemeyer, faziam desta prova um verdadeiro desafio. No entanto, o próprio circuito da prova destacava as belezas da cidade, que se mostrava assim como um possível destino turístico internacional.[2][3]

A subida da Rocinha, com 2 km de distância e 170 metros de altura, continha um dos locais mais desafiadores do circuito: os cotovelos em Z, chamados de trampolins, daí a origem do apelido da corrida.[4]

Acidentes fatais com pilotos foram registrados no Circuito da Gávea em deferentes ocasiões, tais como o de Nino Crespi vitimado por um acidente na Rua Marques de São Vicente no ano de 1934.[5] Em 1935 acontece o mais célebre dos acidentes fatais que ocorreu com o piloto Irineu Corrêa que havia sido campeão deste circuito do ano anterior; em 2 de junho de 1935, a bordo de um Ford V8, competindo novamente no Circuito da Gávea, agora como favorito, Irineu chocou-se com uma primeira árvore - da qual foi partida o tronco - e posteriormente bate em outra que joga o veículo ao ar; tendo este, logo após, caído num canal. Tal acidente ocorreu na segunda curva da Avenida Visconde de Albuquerque, no bairro do Leblon. Após o acidente, ocorrido logo nos momentos iniciais da corrida, o piloto ainda seria levado ao Posto de Saúde de Copacabana, porém lá chegaria já sem vida por conta dos traumas e da grande hemorragia verificada.[6][7][8]

Melhor Volta editar

Referências

  1. gptotal.com.br/ Arquivado em 24 de setembro de 2015, no Wayback Machine. Pergunte ao GPTotal
  2. acervo.oglobo.globo.com/ O Trampolim do Diabo nas ruas do Rio
  3. historiadoesporte.com/ O Circuito da Gávea
  4. quatrorodas.abril.com.br/ Levamos um Jaguar 1950 para uma volta no antigo Circuito da Gávea. Entre prédios modernos, favelas e praias, ele conserva até hoje o charme do traçado original
  5. «Da Glória Para A Morte!» (PDF) 718 ed. São Paulo: jornal Correio de S.Paulo, disponível na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. 5 de outubro de 1934. p. 1. Consultado em 13 de junho de 2022 
  6. bandeiraquadriculada.com.br. «Irineu Correa (1900/1935) Homenagem ao piloto natural de Petrópolis (RJ)». Consultado em 27 de dezembro de 2017 
  7. «Da Glória Para A Morte! Dentro dos ecos da vitória ruidosa de Ricardo Karú o Brasil pranteia a perda de Irineu Corrêa no mesmo certame que o consagrou» 8448 ed. Rio de Janeiro: jornal A Noite, disponível na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. 3 de junho de 1935. p. 1. Consultado em 13 de junho de 2022 
  8. «Da Glória Para A Morte!» 8448 ed. Rio de Janeiro: jornal A Noite, disponível na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. 3 de junho de 1935. p. 3. Consultado em 13 de junho de 2022 

Ligações externas editar