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Tratado de Frankfurt

Bismarck (figura central, de branco) proclama o Império Alemão no Palácio de Versalhes
Óleo de Anton von Werner

O Tratado de Frankfurt foi um tratado assinado em 10 de maio de 1871 entre a Terceira República Francesa e o Império Alemão, na cidade de Frankfurt am Main, ao término da Guerra Franco-Prussiana, travada entre estes dois países entre 1870 e 1871.

Os acordos preliminares foram assinados em Versalhes, em 26 de fevereiro de 1871, por Adolphe Thiers e o Otto von Bismarck, e em março do mesmo ano foram aprovadas as condições do tratado pela Assembleia Nacional de Bordeaux.

As negociações foram seguidamente retomadas em Bruxelas em 28 de março, e prosseguiram em Frankfurt, para onde se dirigiram os diplomatas Jules Favre e Pouyer-Quertier, e onde ocorreu a assinatura do documento final.

As condições eram as mesmas acordadas nas primeiras negociações entabuladas entre as duas partes interessadas: a França ficava obrigada a pagar uma indemnização e a ceder a Alsácia, com excepção de Belfort e parte da Lorena; a única novidade introduzida era a troca de territórios dos subúrbios de Belfort e certos distritos mineiros na fronteira da Lorena.

O Tratado de Frankfurt entrou em vigor, após troca de ratificações, a partir de 20 de Maio. Graças à ação do governo de Thiers, e em consequência direta do sucesso dos empréstimos negociados por ele em 1871, e, depois, em 1872, França conseguiu libertar-se do fardo da dívida antes dos termos fixados pela Alemanha e, em virtude da convenção de 15 de março de 1873, a evacuação completa do seu território teve lugar em setembro desse ano.

Os termos do tratado, considerado pesado para a França, criaram uma animosidade geral entre os franceses contra a Alemanha, conhecida como revanchismo. O ressentimento francês aos termos do tratados indiretamente levou às alianças que precederam a Primeira Guerra Mundial e a guerra em si.

O tratadoEditar

  • Confirmou a fronteira entre a Terceira República Francesa e o Império Alemão - envolvendo a anexação da maior parte da Alsácia e do departamento de Mosela na Lorena;
  • Deu aos residentes da região anexada da Alsácia-Lorena até 1 de outubro de 1872 para decidir entre manter a nacionalidade francesa e emigrar, ou permanecer e tornarem-se cidadãos alemães;
  • Estabeleceu um programa de retirada das tropas alemãs de certas áreas;
  • Regulamentou o pagamento de compensação de guerra pela França, no valor de 5000 milhões de francos (no intervalo de três anos);
  • Reconheceu a aceitação de Guilherme I da Prússia como imperador alemão;
  • Estabeleceu a ocupação militar de partes da França até que a pesada indemnização fosse paga (para surpresa da Alemanha, a França pagou rapidamente a indemnização).

O tratado também esclareceu os seguintes pontos:

  • O uso de vias navegáveis em conexão com a Alsácia-Lorena;
  • O comércio entre os dois países; e
  • O retorno de prisioneiros de guerra.
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