Tripitaca

Tripitaca[1] (sânscrito: Tripiṭaka) ou Tipitaca (páli: Tipiṭaka), que significa "Tripla Cesta",[2] é o termo tradicional para coleções antigas de escrituras sagradas budistas.[2][3][4][5]

A xilogravura de Tripiṭaka Koreana em Haeinsa, Hapcheon, Coreia do Sul.

O Cânone Pāli mantido pela tradição Teravada no Sudeste Asiático, o Cânone Budista Chinês mantido pela tradição budista do Leste Asiático e o Cânone Budista Tibetano mantido pela tradição budista tibetana são alguns dos mais importantes Tripitacas no mundo budista contemporâneo.[3]

Tripitaca tornou-se um termo usado para as coletâneas de muitas escolas, embora suas divisões gerais não correspondam a uma divisão estrita em três pitacas.[6]

Cânone PáliEditar

 
Escrevendo o Tripitaca
 
Manuscritos de Tripitaca em folhas de ouro, Birmânia
 
O Pagode Kutodaw, composto por 729 estupas contendo o maior livro do mundo, o Tripitaca em tábuas de mármore, em Mandalay, Myanmar.
 Ver artigo principal: Cânone Páli

O compêndio doutrinário teravada é composto por três grandes grupos ou pitacas:

Vinaia Pitaca
Define as regras para a comunidade monástica, tendo um conjunto de regras para a comunidade masculina (Bicu Sanga) e outro para a comunidade feminina (Bicuni Sanga).[7]
Suta Pitaca
Contém os discursos proferidos pelo Buda a seus discípulos, admiradores e adversários.[8]
Abidarma Pitaca
Uma obra de composição posterior que aprofunda os ensinamentos específicos da tradição Theravada, detalhando o processo de renascimento, processos mentais sutis, a prática meditativa, dentre outros assuntos.[9]

Encontra-se algumas pequenas diferenças entre o Tripitaka de acordo com o país onde foi preservado (Tailândia, Myanmar), mas de maneira geral não são variações significativas. O cânone páli birmanês, entretanto, inclui o livro As Questões do Rei Milinda, geralmente considerado como uma produção pós-canônica. Eruditos acreditam que esta tenha se originado a partir da escola Sarvastivada.

Referências

  1. Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. 32. década de 1950. [S.l.]: Editorial Enciclopédia. p. 901 
  2. a b Keown, ed. (2004). «Tripiṭaka». A Dictionary of Buddhism. Oxford: Oxford University Press. ISBN 9780191726538. doi:10.1093/acref/9780198605607.001.0001 
  3. a b  • Harvey, Peter (23 de setembro de 2019). «The Buddha and Buddhist sacred texts». www.bl.uk. London: British Library. Arquivado do original em 12 de novembro 2020   • Barrett, T. H. (23 de setembro de 2019). «Translation and Transmission of Buddhist texts». www.bl.uk. London: British Library. Arquivado do original em 25 de fevereiro de 2021   • Barrett, T. H. (23 de setembro de 2019). «The Development of the Buddhist Canon». www.bl.uk. London: British Library. Arquivado do original em 7 de abril de 2021 
  4. Tipitaka Encyclopædia Britannica (2015)
  5. "Buddhist Books and Texts: Canon and Canonization." Lewis Lancaster, Encyclopedia of Religion, 2nd edition, pg 1252
  6. Mizuno, Essentials of Buddhism, 1972. Versão em inglês: Kosei, Tóquio, 1996
  7. «Vinaya Piṭaka» (em inglês). Encyclopædia Britannica. Consultado em 9 de novembro de 2014 
  8. «Sutta Pitaka» (em inglês). Encyclopædia Britannica. Consultado em 9 de novembro de 2014 
  9. «Abhidhamma Pitaka» (em inglês). Encyclopædia Britannica. Consultado em 9 de novembro de 2014 
  Este artigo sobre budismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.